A seguir estão alguns dos casos mais interessantes da pesquisa psíquica e da psiquiatria sobre dissociação da personalidade, sendo que algumas das personalidades "extras" alegaram ser espíritos de pessoas que um dia viveram, além de tantas outras referências a fenômenos psíquicos anômalos. Cada estudo abaixo merece aprofundado exame, antes de qualquer conclusão. A lista tem apenas 18 casos, dos mais representativos e surpreendentes, e com o tempo irei atualizando-a. A meta é estimular mais entusiastas sobre o tema. É importante frisar ainda que o estudo sobre dissociação é fundamental para se entender a fenomenologia mediúnica, principalmente a respeito das alegações de que mentes desencarnadas podem se comunicar através do organismo do médium. Por último, dissociação e mediunidade, no final das contas, podem ser fenômenos que estão na mesma linha de desdobramento causal - diferindo apenas em grau-, ou ainda se mostrarem distintos de um ponto de vista etiológico, mas em ambos os casos talvez não sejam mutuamente exclusivos. Seja como for, o estudo da fragmentação da personalidade, culminando com a ruptura do ego, a exemplo dos episódios abaixo, é curial para a questão da sobrevivência após a morte e para se desvendar a natureza da personalidade do homem. Havendo sugestões, claro, agradeço a contribuição de novos casos.
# | nome do caso | resumo | pesquisado ou tratado por | ano de publicação |
1 | Episódio que sugere a possessão da menina Lurancy Vennum pela personalidade de uma jovem falecida, Mary Roff. O caso começa indicando o hoje conhecido distúrbio dissociativo de identidade, entretanto, no final, quem assumiu o comando foi alguém que realmente existiu. A exteriorização da personalidade intrusa é tão forte que os pais de Lurancy permitem que a filha vá morar na casa dos pais de Mary Roff. Esta parecia ter o domínio completo sobre como "infestar" o corpo de outrem. Numa reunião, ela abandonou o corpo de Lurancy, que ficou como se morto, enquanto dominava o organismo de um Sr., interessado nos fenômenos, e que estava presente na ocasião. Além disso, diversos incidentes clarividentes, premonitórios, amplitude de sentidos, sugestão de comunicação de outros falecidos etc. são reportados. | Dr. E. W Stevens | 1878 | |
2 | Ansel Bourne desapareceu de casa em Providence, R. I., e foi dado como desaparecido ou vítima de uma morte desconhecida; mas ele repentinamente acordou para sua condição normal oito semanas após, em Norristown, Pa., sem memória desse período. O professor James e o Dr. Richard Hodgson hipnotizaram-no e localizaram os eventos de tal intervalo, que o sujeito disse sob hipnose. | prof. William James e Richard Hodgson | 1887 | |
3 | Jovem histérica e triste, constantemente preocupada com seus males, órfã de pai quando bebê, teve que trabalhar duro ainda criança como costureira. Caía em sono profundo, de 2 a 3 minutos, ao cabo do qual acordava transformada numa menina feliz, alegre, saudável e agitada. A personalidade alternante deu seus primeiros sinais quando Félida tinha 14 anos de idade. Situações absurdas aconteciam, como quando se entregou ao seu noivo no estado alterado (“Félida 2”), não compreendo depois estar grávida. | Dr. Azam | 1887 | |
4 | Hélène Smith(nome real: Catherine Elise Muller) | A estória de Catherine é marcada por diversos fenômenos paranormais, incluindo a psicocinese, além de personalidades secundárias que se diziam espíritos de mortos renomados, como Victor Hugo, e Leopoldo, personalidade controle que falava ter sido Cagliostro. No mais, assim como a Sra. Smead, alegou comunicar-se com marcianos, chegando a inventar, com muita criatividade, uma linguagem escrita para comunicação. | Theodore Flournoy | 1891-92 |
5 | Sra. Smead(nome real: Sra. Willis M. Cleveland) | Apos professar comunicar-se com seus falecidos filho e irmão através da prancheta, Sra. Willis forneceu várias comunicações de supostos marcianos. Sustentou lá haver civilização, desenhou esboços engenhosos sobre aparelhos, como um relógio automático e um avião, tudo, provavelmente, influenciada pelo artigo de Percival Lowell, publicado no Atlantic Monthly, que fazia referência aos canais de Marte. Depois de alguns anos, uma personalidade chamada “Harrison Clark” assumiu o controle. | Prof. James Hyslop | 1895 |
6 | Srta. Beauchamp (nome real: Clara Norton Fowler) | A srta. Beauchamp foi pesquisada por Morton Prince, na cidade de Boston. Prince atribuiu números às diferentes personalidades de Beauchamp: Beauchamp I: reservada, conscienciosa, veraz, altiva. Apresentava sintomas histéricos; Beauchamp II: quando hipnotizada, BI transformava-se em BII. Tinha os mesmos gostos e desejos de BI, menos sua reserva. Não respeitava artificialismos ou convenções. BII conhecia BI; Beauchamp III: autodenominava-se "Sally". Conhecia BI e BII. Referia-se a BI como uma pessoa estúpida. Sally gaguejava, era jovial e despreocupada e bastante maliciosa. Beauchamp IV: apareceu após um ano de tratamento. Não conhecia o Dr. Prince, nem as outras personalidades. Tinha apenas um conhecimento indireto de BI. Era mais corajosa e menos doentia que BI. | Dr. Morton Henry Prince | 1905 |
7 | Um medíocre pintor ocasional e joalheiro chamado Frederic Thompson, nascido em Massachusetts em 1868, repentinamente, sentindo certa influência, dizia, passou a pintar e desenhar irresistivelmente, atribuindo tal compulsão a um alter ego chamado Robert Swain Gifford, célebre paisagista que encontrara por duas ocasiões. Alguns peritos em arte notaram espontaneamente a semelhança com os trabalhos de Gifford. O professor Hyslop observou que alguns desenhos não publicados e inacabados desse artista em vida eram iguais aos feitos pela personalidade Gifford manifestada em Thompson. Alguns desses desenhos estavam somente na posse da viúva de Gifford. O caso tem uma grande conotação espírita. | Prof. James Hyslop | 1905 | |
8 | no: New York Times | Charles Brewin, um alfaiate mercante, desapareceu de sua casa em Burlington, N. J. Entre a Cidade de Nova Iorque e Plainfield, N. J., ele perdeu quatro anos num estado secundário, que não foi descoberto por seus amigos, ignorantes da própria identidade dele; mas no fim ele acordou de seu sono de “Rip Van Winkle” sem saber nada do que lhe acontecera, voltando depois para sua família. | Dr. Buchanan e prof. James Hyslop | 1907 |
9 | Patience Worth foi alegadamente uma entidade espiritual contactada por Pearl Lenore Curran (1883 –1937). Esta relação simbiôntica produziu vários romances, poesias e prosas, muitos em inglês arcaico. Os textos eram elaborados numa velocidade alucinante, de maneira impecável, sem correções, atuação digna dos melhores escritores e literatos. Pearl Curran atribuiu a autoria ao espírito, Patince Worth. O caso talvez seja melhor explicado pela repressão de altos dotes literatos de Pearl quando criança. | Walter Franklin Prince | 1913 | |
10 | Três personalidades emergiram na vida de Doris, algumas sendo produtos de traumas na vida da criança. Uma delas se manifestou no transe da médium Chenoweth, que desconhecia a situação e a menina. O caso traz forte conotação espírita, assemelhando-se bem à possessão. | Walter Franklin Prince e James Hyslop | 1923 | |
11 | Em 1933, uma garota húngara de 16 anos, de boa criação, que sempre havia se interessado extensivamente pela mediunidade, subitamente passou por uma mudança drástica de personalidade, alegando que ela era Lúcia renascida, uma trabalhadora espanhola de 41 anos que havia morrido no início daquele ano. Transformada em “Lúcia”, Íris falou a partir de então em Espanhol fluente, uma língua que aparentemente ela nunca tinha estudado e nem tivera a oportunidade de aprender, e não podia entender nenhuma outra língua. Lúcia tem estado no controle desde então, e agora com a idade de 86 anos, considera que Íris foi uma pessoa diferente, a qual cessou sua existência em 1933. | Dr. Hubert Larcher | 1933 | |
12 | Jasbir | Na primavera de 1954, o menino Jasbir, de 3 anos e meio de idade, supostamente morreu de varíola. Poucas horas depois, seu corpo demonstrou sinais de vida, e após alguns dias, recuperou-se por completo. Entretanto, passaram-se várias semanas, até que o menino voltasse a falar. O seu comportamento era estranho. Dizia que era brâmane e filho de Shankar Lal tância, de Rasulpur, onde agora morava. Durante 18 meses, foi alimentado com pratos preparados por uma mulher brâmane. Certo dia, um professor de Vehedi visitou Rasulpur. Jasbir reconheceu-o instantaneamente, falando-lhe de Vehedi e da pretensa casa de seu pai, o que surpreendeu a todos. Muitas outras afirmações foram confirmadas. | Dr. Ian Stevenson | 1954 |
13 | Eve White | Eve White era uma esposa e mãe amorosa, que passou pela experiência de compartilhar seu corpo com a personalidade voluptuosa e irresponsável Eve Black. Mais tarde, durante a terapia, mais uma personalidade adulta se desenvolveu, conhecida como "Jane", que parecia ser capaz de manter as outras personalidades na “linha”. No primeiro relatório, o caso terminou com a integração bem sucedida das personalidades com o domínio final de Jane. Todavia, anos mais tarde, Chris disse que Jane foi uma personalidade transitória, e após sua desintegração, outras personalidades “coloridas” também apareceram. Ela chegou a tentar o suicídio. Existem algumas menções a fenômenos premonitórios, especificamente sobre situações referentes à sua filha e ao marido. | Dr. Curtis Luther | 1957 |
14 | Uttara, uma indiana de Nagpur, aos 32 anos, mudou drasticamente de comportamento, passando a se chamar Sharada, além de falar bengali, um idioma que teve apenas poucas lições quando uma escolar. Desde 1974 dividiam o mesmo corpo, cada uma sem consciência da outra. Sharada assumia o comando em intervalos variáveis, variando entre um dia a um mês e meio. | Dr. Ian Stevenson e Dra. Satwant Pasrisha | 1974 | |
15 | A desordem do Sr. Hawksworth resultou do sádico abuso psicológico que recebia de seu pai. Desde então os principais companheiros da criança eram amigos imaginários, que ela eventualmente os incorporou na estrutura de seu ego em desenvolvimento. Mais tarde, esses "amigos" emergiram com máxima força como personalidades secundárias. Um deles (que se chamava "Johnny") era claramente psicopático, e empregava comportamento sanguinário, mesmo quando Henry ainda era uma criança. Sua outra personalidade chamava-se "Peter", que cronicamente se via como criança. Essa personalidade adorava balões coloridos, poesia, e pode ter sido genuinamente psíquica. Mais tarde, e depois de vários encontros com a polícia, o paciente foi tratado pelo Dr. Ralph Allison, que com sucesso integrou estas personalidades. O Dr. Allison acreditava que o paciente era genuinamente psíquico. | Dr. Ralph Allison | 1977 | |
16 | Nascido e criado em Ohio, Billy alegava ser vítima de depravados abusos físico e sexual do seu pai. O que resultou foi a formação de 10 personalidades principais e 13 identidades adicionais. O caso recebeu atenção pública em 1977 quando a Universidade do Estado de Ohio, em Columbus, foi aterrorizada pelo estuprador no campus. Este estuprador voltava a ser Billy, enquanto controlado por uma personalidade que se auto-percebia como lésbica. Billy foi condenado e preso, mas, em dezembro de 1979, foi transferido para o Hospital do Estado de Lima (em Lima, Ohio) para se submeter a tratamento de desordem. Existem algumas sugestões de telepatia e xenoglossia, embora a evidência pareça fraca. | Drs. David Caul e Harding | 1977 | |
17 | Dois ou três meses após um parto, começou a falar estranho, alegando ser Shiva, uma mulher que morava em Dibiyapur, mãe de dois filhos e assassinada pelo marido. A troca de personalidade foi permanente. Sumitra forneceu detalhes suficientes para identificação de Shiva, que havia sido violentamente assassinada e morava numa vila cerca de 100km de distância da residência de Sumitra. Esta reconheceu 23 pessoas (pessoalmente e por fotografias) do círculo de convívio de Shiva. | Dra. Satwant Pasrisha | 1982 | |
18 | Vítima de abuso sexual, inclusive estupro, por seu padastro, sua terapia foi realizada pelo Dr. Robert Phillips Jr., que trabalhou em descobrir suas personalidades (92 delas) e as convencer a cooperarem juntas. O livro da Sra. Chase consiste nas notas que tomou durante o curso de sua terapia, e suas reações diante das lembranças dos molestamentos sexuais. Várias referências são feitas tanto de percepção extra-sensorial quanto de possível psicocinese espontânea ao longo do livro. Alguns desses episódios foram testemunhados pelo Dr. Phillips, que contribui com um prefácio e epílogo na autobiografia. | Robert A. Phillips | 1987 |

Sybil Isabel Dorsett (nome real: Shirley Ardell Mason), caso tratado pela Dra. Cornelia B. Wilbur.
Emerson2012
28 de março de 2010 11:43Ja sofri dissociacao de personalidade diversas vezes
Se quiser maiores informacoes do que de fato ocorre, basta escrever para este email lionking.paixao@gmail.com
enviando suas duvidas e perguntas.
Guigui
24 de julho de 2010 03:32