<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148</id><updated>2011-11-27T22:08:59.734-02:00</updated><category term='Reencarnação'/><category term='Os insights filosófico-doutrinários e seus problemas'/><category term='Debate psi'/><category term='O Paranormal e o Direito'/><category term='Medicina psicossomática e curas pela intenção'/><category term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><category term='Notícias sobre o Paranormal'/><category term='Médiuns e Psíquicos: reais e fraudulentos'/><category term='Meta-análises de psi'/><category term='Debate da sobrevivência à morte corporal'/><category term='Consciência'/><category term='Resenhas'/><category term='Ceticismo'/><category term='Biografias dos pesquisadores psíquicos'/><title type='text'>paraPsi</title><subtitle type='html'>Discutindo a Vida Após a Morte, PSI e Ceticismo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>194</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-154863091727707367</id><published>2010-12-07T16:42:00.001-02:00</published><updated>2010-12-07T16:42:23.678-02:00</updated><title type='text'>Qual a Natureza Fundamental da Consciência? Parte 2</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Duas Contribuições da Parapsicologia para Pesquisa da Consciência     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Antes de discutir a principal contribuição da pesquisa parapsicológica para a ontologia na   &lt;br /&gt;filosofia da mente e na ciência cognitiva, dois outros papéis da Parapsicologia deveriam ser    &lt;br /&gt;mencionados. O primeiro tem a ver com a origem evolucionária da consciência. Nós todos    &lt;br /&gt;podemos concordar que seres humanos são exemplos de entidades conscientes (na visão    &lt;br /&gt;solipsística extrema, pelo menos você é uma entidade consciente). Todos supomos que    &lt;br /&gt;pedras e robôs numa linha de montagem automotiva não são seres conscientes, mas    &lt;br /&gt;completamente objetos mecânicos. Porém, se chimpanzés, golfinhos, elefantes, etc.    &lt;br /&gt;experimentam estados conscientes é um assunto discutível; em geral, é interessante    &lt;br /&gt;perguntar-se onde, na cadeia da vida, desde as mais simples criaturas químicas    &lt;br /&gt;aparentemente vivas (como o vírus) até ao Homo Sapiens, a consciência surge. Se    &lt;br /&gt;realmente a sensibilidade para informações/influências psíquicas é uma concomitante para    &lt;br /&gt;consciência, é algo obscurecido (Turing, 1950), então talvez a Parapsicologia tenha algo a    &lt;br /&gt;dizer neste assunto. Por exemplo, existe pesquisa sobre a influência mental em protozoários    &lt;br /&gt;e outras formas de vida mais inferior (Richmond, 1952; Randall, 1970). Se fosse possível    &lt;br /&gt;diferenciar habilidades na absorção de informação de um efeito psicocinético nos    &lt;br /&gt;microorganismos, talvez uma fronteira mais abaixo para a experiência consciente pudesse    &lt;br /&gt;ser demarcada, a qual poderia sustentar uma visão pampsiquista (Charon, 1986) ou talvez    &lt;br /&gt;uma visão complexa mais direcionada ao homem (Popper e Eccles, 1977).    &lt;br /&gt;Outro lugar onde a Parapsicologia pode solucionar assuntos cruciais em pesquisa da    &lt;br /&gt;Consciência está no problema de &amp;quot;outras mentes&amp;quot; da epistemologia. Tudo que alguém    &lt;br /&gt;conhece (ou pensa que conhece) sobre os pensamentos, sentimentos e intenções de outras    &lt;br /&gt;pessoas é deduzido da observação do comportamento destas. Não havendo acesso a    &lt;br /&gt;primeira pessoa por suas mentes, como saber que elas mesmas têm mentes e não estão    &lt;br /&gt;apenas se comportando propriamente como autômatos sem experiências internas? Os    &lt;br /&gt;cientistas em geral argumentariam que qualquer o que seja que ocasionar consciência em    &lt;br /&gt;você mesmo, certamente faria o mesmo em outros, dada nossa estrutura física e biológica    &lt;br /&gt;compartilhada. Funcionalistas negariam que tenhamos qualquer &amp;quot;consciência&amp;quot; especial    &lt;br /&gt;paralela ao funcionamento dos processos de informações do cérebro, assim o problema é    &lt;br /&gt;novamente um não-problema. Não obstante, nosso dado primário é a nossa própria    &lt;br /&gt;consciência e toda evidência científica é vista secundariamente; Deste modo, faz sentido    &lt;br /&gt;questionar sobre o acesso privilegiado que temos sobre nossa própria consciência e    &lt;br /&gt;perguntar se é realmente impossível saber, de primeira mão, o que alguma outra mente está    &lt;br /&gt;experimentando. Alguns fenômenos estudados pela Parapsicologia podem ser diretamente    &lt;br /&gt;relevantes aqui. Contato empático mental direto e o compartilhamento de estados de    &lt;br /&gt;consciência foram reportados em muitas tradições espirituais e em alguns casos    &lt;br /&gt;espontâneos. Enquanto estes fenômenos têm sido pouco estudados pelos laboratórios de    &lt;br /&gt;Parapsicologia, a existência de contato mente-mente, o qual não é totalmente dependente    &lt;br /&gt;em inferência do comportamento externo, permite a percepção da consciência de outro ser    &lt;br /&gt;com um acesso privilegiado em primeira pessoa na medida que alguém se está para um    &lt;br /&gt;outro, o que fornece esperança que talvez a Parapsicologia possa demover o problema de    &lt;br /&gt;outras mentes do reino da especulação filosófica.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-154863091727707367?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/154863091727707367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=154863091727707367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/154863091727707367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/154863091727707367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2010/12/qual-natureza-fundamental-da.html' title='Qual a Natureza Fundamental da Consciência? Parte 2'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-7072547408386740823</id><published>2010-11-23T19:10:00.002-02:00</published><updated>2010-11-23T19:12:49.709-02:00</updated><title type='text'>Qual é a Natureza Fundamental da Consciência? Parte 1</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;Uma Contribuição da Parapsicologia para Pesquisa da Consciência&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;por Michael Levin&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Department of Cytokine Biology&lt;br /&gt;The Forsyth Institute&lt;br /&gt;140 The Fenway&lt;br /&gt;Boston, MA 02115&lt;br /&gt;Tel. (781) 248-9073&lt;br /&gt;email: &lt;a href="mailto:levin@whiz.med.harvard.edu"&gt;levin@whiz.med.harvard.edu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Tradução:&lt;br /&gt;André Luís N. Soares&lt;br /&gt;"É quase um absurdo preconceito supor que a existência apenas pode&lt;br /&gt;ser física. De fato, a única forma de existência a qual temos&lt;br /&gt;conhecimento imediato é a psíquica. Poderíamos também dizer, pelo&lt;br /&gt;contrário, que a existência física é uma mera inferência, visto que&lt;br /&gt;conhecemos a matéria até agora apenas como a percebemos pelas&lt;br /&gt;imagens psíquicas mediadas por sentidos." Carl Jung (Psychology and&lt;br /&gt;Religion: West and East, p. 122)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Resumo&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A natureza da consciência é fundamental para a filosofia da mente e para a ciência&lt;br /&gt;cognitiva. A ciência tem feito progresso muito promissor no "easy problem" (Chalmers,&lt;br /&gt;1996) - descobrindo os mecanismos neurais do comportamento e os correlatos fisiológicos&lt;br /&gt;dos estados mentais. Porém, apesar de milhares de anos de filosofia e de cem anos de forte&lt;br /&gt;ciência, o "dificult problem" - referente à experiência de primeira pessoa e as sensações&lt;br /&gt;básicas da consciência as quais podem acompanhar os processos físicos da neurobiologia&lt;br /&gt;- permanece intratável. Um aspecto crucial deste problema na filosofia da mente é a&lt;br /&gt;questão da ontologia. A Mente ou a Consciência existem como uma característica real do&lt;br /&gt;mundo? O materialismo afirma que apenas matéria e energia fazem parte do Universo, e&lt;br /&gt;todos os fenômenos são produtos de suas interações. Em contraste, dualismo afirma que o&lt;br /&gt;Universo também contém "mente", que não pode ser reduzida à matéria ou à energia, e é&lt;br /&gt;responsável pela consciência. Qual (se qualquer uma) destas teorias básicas é verdadeira&lt;br /&gt;é um assunto crucial para o modo como entendemos as cognições humanas normal e&lt;br /&gt;patológica e a natureza da psique. Os dados da Parapsicologia têm relevância direta&lt;br /&gt;nesses e outros assuntos da ciência cognitiva. Neste artigo eu discuto a contribuição que a&lt;br /&gt;pesquisa parapsicológica pode fazer para o estudo da consciência. Além de promissoras&lt;br /&gt;abordagens para o problema das "outras mentes" e possíveis aplicações às origens&lt;br /&gt;evolutivas da consciência, a maior contribuição da Parapsicologia consiste em falar sobre&lt;br /&gt;o materialismo vs. dualismo. Menciono brevemente alguns argumentos contra o&lt;br /&gt;materialismo das ciências populares, e então focalizo as poderosas implicações da&lt;br /&gt;pesquisa parapsicológica, algumas das quais testemunham muito contra a suficiência do&lt;br /&gt;materialismo como uma estrutura dentro da qual se pode explicar consciência. O artigo&lt;br /&gt;conclui com o importante problema no qual a Parapsicologia deve se dirigir a fim de&lt;br /&gt;esclarecer sua contribuição para a ontologia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A pergunta se a cognição, a consciência e a mente humana em geral são um subproduto de&lt;br /&gt;processos físico-químicos do cérebro é um assunto fundamental na filosofia da mente (veja&lt;br /&gt;Churchland, 1988; Dennett, 1991; Foster, 1991; Hodgson, 1991; Lockwood, 1989; Madell,&lt;br /&gt;1988; Penrose, 1991; Robinson, 1993; Smythies e Beloff, 1989). A Ciência moderna&lt;br /&gt;geralmente adota o monismo materialista, o qual promete explicar tudo em termos de&lt;br /&gt;interações de matéria/energia. Porém, considerações sobre fenômenos mentais, como&lt;br /&gt;consciência e sentidos básicos de experiência ("qualia"), parecem sugerir que além da&lt;br /&gt;matéria/energia, a "mente" poderia ser um componente real do universo; a qual não pode&lt;br /&gt;ser redutível à matéria/energia e seria responsável por pensamentos, intencionalidade,&lt;br /&gt;consciência e experiências. Esta posição básica é chamada dualismo e é popularmente&lt;br /&gt;associada no Ocidente a Descartes (1997), que assegurou que a alma é o lugar da razão e do&lt;br /&gt;pensamento e interage com o corpo físico mecânico, mas é independente dele. Esta idéia é&lt;br /&gt;igualmente difundida em muitas tradições Orientais, e ela foi sustentada por cientistas&lt;br /&gt;modernos, inclusive John Eccles e outros.&lt;br /&gt;Atualmente, os assuntos sobre consciência são (um pouco) tratados pelo campo da ciência&lt;br /&gt;cognitiva (Churchland, 1986; Churchland, 1988; Ornstein, 1974). Isso inclui filosofia da&lt;br /&gt;mente, neurobiologia, psicologia e inteligência artificial. Desnecessário dizer que a&lt;br /&gt;natureza da consciência individual é uma preocupação básica para o estudo da psicologia&lt;br /&gt;transpessoal. Não tentarei definir consciência aqui, mas deveria estar claro que por&lt;br /&gt;consciência eu quero dizer os sentidos básicos de experiência (qualia) e a perspectiva de&lt;br /&gt;primeira pessoa que todos nós apreciamos (inclusive os solipsistas). Isso é para ser&lt;br /&gt;contrastado com quaisquer questões sobre comportamento, estados computacionais do&lt;br /&gt;cérebro e o problema de resolução de algoritmos. Os assuntos posteriores são chamados de&lt;br /&gt;problema "fácil" e são a ocupação diária da neurobiologia; em contraste, a pergunta de&lt;br /&gt;como a experiência consciente de primeira pessoa possivelmente poderia surgir (ou&lt;br /&gt;acompanhar) de processos puramente físicos no cérebro é chamada de "problema difícil"&lt;br /&gt;(Chalmers, 1996).&lt;br /&gt;O problema fácil é muito dificultoso conforme os problemas científicos caminham, mas o&lt;br /&gt;problema difícil é infinitamente mais difícil porque nós mesmos não sabemos com o quê&lt;br /&gt;uma possível solução poderia parecer. Existem várias posições dentro da ciência cognitiva&lt;br /&gt;que consideram o status da consciência. O funcionalismo (Dennett 1981, 1991) afirma que&lt;br /&gt;o problema difícil não existe e que a consciência e o sentido do eu são uma ilusão. Várias&lt;br /&gt;teorias de identidade negam a existência de qualquer coisa, exceto matéria/energia, e&lt;br /&gt;afirmam que consciência é idêntica aos processos físicos no cérebro ou às suas relações&lt;br /&gt;funcionais para com este. Epifenomenalismo, a posição tacitamente assumida pela maioria&lt;br /&gt;dos psicólogos profissionais, afirma que a experiência consciente existe (em alguma&lt;br /&gt;definição vaga de "existência"), e de alguma maneira acompanha os processos físicos, mas&lt;br /&gt;que os estados mentais são completamente determinados pelos estados físicos do cérebro,&lt;br /&gt;tornando o livre arbítrio uma ilusão. Dualismo interacionista, uma opinião minoritária,&lt;br /&gt;afirma que mentes conscientes são elementos fundamentais do Universo, existentes tão&lt;br /&gt;certamente quanto a pedras e campos magnéticos são, e que o funcionamento delas não&lt;br /&gt;pode ser reduzido a processos de matéria ou energia.&lt;br /&gt;A sensação de ser consciente e experimentar impressões sensórias, como também emoções,&lt;br /&gt;pensamentos e exercícios voluntários são nossos dados primários, e talvez o enigma mais&lt;br /&gt;antigo para o homem. O conteúdo de nossa mente parece bem claramente e&lt;br /&gt;fundamentalmente diferente da terceira-pessoa, de descrições objetivas do comportamento&lt;br /&gt;e de processos materiais estudados pela Ciência. Por outro lado, talvez nós realmente&lt;br /&gt;estejamos enganados. Um eu consciente não sente como um bilhão de elétrons detonados&lt;br /&gt;ao redor de uma rede neural; Entretanto, novamente, quem sabe o que um bilhão de&lt;br /&gt;elétrons em tal sistema sentiria internamente?&lt;br /&gt;A questão sobre ontologia é crítica para toda a ciência e a filosofia. Ela afeta os assunto&lt;br /&gt;mais básicos de toda investigação: quantas coisas irredutíveis, básicas e fundamentais&lt;br /&gt;compõem o mundo? Suas ramificações para os campos da Física até a Sociologia são&lt;br /&gt;claras. Especificamente, a Psicologia e a Neurobiologia têm de tratar da natureza&lt;br /&gt;fundamental da mente e saber se a cognição de alto nível e o comportamento são gerados&lt;br /&gt;ou meramente alterados pela estrutura normal do cérebro, por doenças, pelas drogas e por&lt;br /&gt;intervenção cirúrgica. Uma compreensão clara de que a “pessoa” é parte necessária dos&lt;br /&gt;estudos transpessoais. Assuntos sociais, como as ramificações da natureza vs. os debates&lt;br /&gt;desenvolvidos em teoria moral igualmente seriam profundamente afetados por estas&lt;br /&gt;perguntas. Finalmente, e talvez o mais importante, temas pessoais que pertencem ao&lt;br /&gt;significado da existência física e da morte repousam em parte na solução para o problema&lt;br /&gt;da ontologia.&lt;br /&gt;No restante do texto, primeiro examino, breve e cuidadosamente, vários importantes&lt;br /&gt;argumentos científicos que argumentam contra a suficiência do materialismo para explicar&lt;br /&gt;características importantes do mundo. Para uns, isso não será um detalhe suficiente para&lt;br /&gt;construir qualquer força em argumentar contra o poderoso e popular paradigma&lt;br /&gt;materialista. Para outros, que já estão convencidos (talvez por experiências pessoais de&lt;br /&gt;transformação) da imaterialidade da mente, isso pode ser um bônus. Eu trago estas&lt;br /&gt;considerações para mostrar que já existem fendas no programa materialista que não têm&lt;br /&gt;nada a ver com a Parapsicologia e que talvez os dados desta encaixarão bem com algum&lt;br /&gt;progresso que prossegue em outras ciências.&lt;br /&gt;Mais importante, eu discuto que a Parapsicologia fornece os argumentos mais potentes&lt;br /&gt;desta natureza e fortemente sustenta uma perspectiva de mundo dualista. Por causa de&lt;br /&gt;limitações de espaço, a evidência para vários fenômenos não será lidada aqui. Neste artigo,&lt;br /&gt;eu assumo que resultados parapsicológicos são geralmente verdadeiros (isto é, não&lt;br /&gt;discutirei a posição cética, nem refarei a evidência para a existência de fenômenos como&lt;br /&gt;telepatia etc., à medida que isto já tem sido feito até enjoar). Em vez disso, lidarei com as&lt;br /&gt;implicações destes dados diante do estudo da Consciência. O materialismo é imaginado ser&lt;br /&gt;aplicado potencialmente a qualquer ciência descoberta, e é freqüentemente questionado&lt;br /&gt;quais tipos de resultados, em tese, seriam suficientes para lançar dúvida a esta perspectiva&lt;br /&gt;de mundo. Deste modo, ainda que se tome uma posição extremamente cética para os&lt;br /&gt;resultados da Parapsicologia, é interessante considerar se, como eu discuto abaixo, estes&lt;br /&gt;dados representam exemplos daquilo que seria incompatível com o materialismo.&lt;br /&gt;Deveria ser observado que existe uma outra possível alternativa além do dualismo e do&lt;br /&gt;materialismo. O idealismo é a posição que de fato existe apenas um tipo de material no&lt;br /&gt;Universo, mas no lugar de matéria/energia, isso é a mente-material: o Universo, e tudo nele,&lt;br /&gt;é realmente considerado ser o conteúdo de uma mente (da sua mente ou da mente de Deus).&lt;br /&gt;Aqui, eu ignoro o idealismo, porque embora possa ser verdadeiro, é uma visão estéril para&lt;br /&gt;se afirmar. A realidade obedece a regras coerentes, e é vantajoso descobrir estas regras (isto&lt;br /&gt;é, fazer ciência) se elas são ou não realmente apenas sonhos de algum super-ser. Isso não&lt;br /&gt;parece importar, desde que nós estejamos embutidos neles de qualquer maneira. Também, é&lt;br /&gt;infalsificável: se alguém alegar ter aparecido inesperadamente de uma grande ilusão em&lt;br /&gt;alguma outra realidade maior, como saber que isso não é também um aspecto da ilusão?&lt;br /&gt;Finalmente, eu devia deixar claro que os problemas da consciência não estão restritos ao&lt;br /&gt;verbal, vozes na cabeça todos nós ouvimos. As faculdades Psi provavelmente estão em&lt;br /&gt;processos sub-consciente e talvez em fonte superconsciente. O ponto importante é que a&lt;br /&gt;Parapsicologia fornece dados úteis e relevantes para assuntos referentes à ontologia, os&lt;br /&gt;quais são cruciais para a questão sobre o que a consciência realmente é. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-7072547408386740823?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/7072547408386740823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=7072547408386740823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7072547408386740823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7072547408386740823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2010/11/qual-e-natureza-fundamental-da.html' title='Qual é a Natureza Fundamental da Consciência? Parte 1'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-5085564313077077313</id><published>2010-01-10T19:15:00.008-02:00</published><updated>2010-01-10T21:00:36.617-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><title type='text'>Um Curioso Caso de Comunicador Drop-In.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;UM CASO PELA SOBREVIVÊNCIA?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Traduzido por Vitor Moura Visoni&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O artigo a seguir foi escrito, sob o título acima, pelo Sr. G. Zorab, um novo membro de nossa Sociedade, cujo relatório foi enviado para o Hon. Secretário com esta carta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o Secretário da Society for Psychical Research.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Verdistraat 32, Haia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;7 de dezembro de 1939.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querido Senhor,&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em anexo, eu tomo a liberdade de entregar-lhe algumas informações sobre um caso bastante interessante que ocorreu dentro de minha própria observação. Do começo ao fim o caso foi investigado pelo Sr. de Graaf e eu mesmo, enquanto todos os documentos, jornais, etc., relacionados ao caso estão em minha posse e podem ser consultado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a maior consideração, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;G. ZORAB.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O caso é descrito e discutido pelo Sr. Zorab nas seguintes páginas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grupo de investigadores, do qual eu sou membro, realizou este ano experiências em intervalos regulares com uma médium de transe. A médium, uma Sra. Hilgersom-Kleiweg, é uma mulher casada de aproximadamente trinta e cinco anos de idade e de uma vida de nível educacional não muito alto em Haia. Não é uma médium profissional, mas permitiu que experimentássemos com ela para promover a Pesquisa Psíquica.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora nos últimos anos a médium tivesse, como ela própria confirma, visões clarividentes bastante freqüentes, premonições e fenômenos tais como ver “espíritos”, ela nunca entrara em transe antes do começo deste ano. Em abril de 1939, no entanto, durante uma sessão espiritualista aberta ao público geral, ela de repente caiu num estado que em todas as aparências assemelhava-se a um transe genuíno. Depois deste episódio, convidamo-la para cooperar como médium em nossas pesquisas, proposta que ela bondosamente consentiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A condição de transe com essa médium é de um tipo bastante calmo e pode acontecer muito repentinamente, de modo que bem freqüentemente a médium possa se desligar no meio de uma frase ou enquanto narra alguma piada ou história. Até o presente momento a médium apenas fala, e não produz escrita durante seu transe.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No sábado à noite, 6 de maio de 1939 , uma entidade manifestou-se pela médium durante uma sessão espírita e disse que seu nome era Klaas Kraaijendonk e que seu endereço tinha sido Willem Tomberg-straat 2 em Gouda. Gouda é um povoado holandês conhecido situado a aproximadamente 18 milhas ao leste de Haia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As notas feitas durante a sessão são dadas de forma completa abaixo. Gostaríamos de salientar que as perguntas feitas ao comunicador não são mencionadas no relatório, apenas as respostas foram anotados. Como essa sessão foi nossa primeira experiência com a médium em questão e nós não esperamos nada de importante acontecesse, não nos preocupamos em fazer notas muito completas, uma negligência que agora sinceramente lamentamos.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Extrato do Relatório da sessão de 6 de maio de 1939&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Mamãe — Gouda — Willem Tombergstraat 2. Por favor diga à mamãe para não lamentar tanto por mim — o filho — Klaas — Meu aniversário deve estar por perto. Mamãe deve vigiar Annie e repartir com todos os meus pertences, incluindo também meu terno dominical. Eu já tinha 19 anos de idade. — Eu tenho também um irmão, que dormia comigo. —Terrível, eu parti repentinamente. Antoon pode ter meu relógio — Papai minha carteira, dentro da qual não havia muito dinheiro. Vá a mamãe e diga-lhe que eu próprio estou ficando inquieto e que ela não deve pensar. Chamo-me Kraaijendonk, e o nome da minha irmã é Annie, mas ela não devia dançar tanto, ela não devia ligar tanto para coisas terrenas. Eles não acreditam num Deus, mas há um; muito, muito elevado! Mas papai e mamãe, Antoon e Annie não devem pensar só em coisas terrenas. Não os deixe também pensar em mim. Por favor diga-lhes que há um Deus. Vá a mamãe, ela necessita demais de apoio”.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 15 de maio, o correio de Gouda informou-nos que o endereço o qual nós tínhamos fornecido era realmente correto, mas que em Willem Tombergstraat n° 2 não vivia uma família Kraaijendonk, mas Kraaijenbink.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois dias mais tarde, Sr. de Graaf e eu fomos a Gouda e fizemos inquéritos na prefeitura sobre o anteriormente mencionado Klaas K. Como é o caso em muitos outros países no continente, todo mundo na Holanda é registrado oficialmente com relação a todos os tipos de detalhes de família, nascimento, endereço, etc., e um status familiar prontamente pode ser verificado se necessário. Aqui recebemos um documento, assinado pelo Oficial de Registro, dizendo que na municipalidade de Gouda tinha sido registrado Klaas Kraaijenbrink, nascido em 12 de julho de 1914, que morreu devido a um acidente em 25 de março de 1939. Vivera em Willem Tombergstraat n° 2, onde seu pai Dirk Kraaijenbrink ainda era domiciliado.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, fomos informados que a família K. consistia nesse momento de marido e esposa K. e seus dois filhos Johanna (nascida em 1922) e Antoon (nascido em 1926).&lt;br /&gt;Nós também inquirimos na prefeitura se a médium ou seu marido já tinham vivido em Gouda, e responderam que, até o ano de 1922, nenhum dos nomes mencionados tinha sido registrado no povoado.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir compramos uma cópia do Goudsche Courant — o jornal local mais importante — de segunda-feira, 27 de março de 1939 , e neste jornal lemos relatório a seguir. Em vista de um detalhado conhecimento do que foi publicado nos jornais, etc., sendo absolutamente necessário permitir que uma explicação plausível seja proposta para os fenômenos observados, daremos aqui uma tradução completa do relatório acerca do acidente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MOTORISTA ATROPELA E MATA PASSAGEIRO ATRÁS DE CAMINHÃO&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No sábado à tarde, um triste acidente ocorreu em “De Nieuwe Vaart”, em que um jovem perdeu sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por volta de uma e quinze, um caminhão excessivamente carregado com sacos, pertencendo à empresa de N. V. W. Koemans &amp;amp; Zoon, voltava da estrada principal em direção da entrada dos trabalhos onde os sacos são fabricados. O caminhão vinha de Rotterdam. Ao lado do motorista na cabine do caminhão sentava-se N. Kraajenbrink, de 24 anos, de Willem Tomberg-straat, que servia a empresa como motorista. O jovem tinha saído e andava atrás do carro enquanto este voltava descendo a entrada, para se tornar o motorista ao longo da entrada estreita. Logo em frente à fábrica ele tropeçou e caiu sob o caminhão que vinha imediatamente atrás dele. Um das rodas traseiras passou por cima da sua cabeça. O homem morreu no local.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vítima era solteira. Seus pais perderam nele seu único filho. Os restos mortais foram transportados pela ambulância do Serviço Médico ao hospital Van Iterson. A polícia investigou o caso sob a direção do policial-inspetor C. Hess. Naturalmente, o motorista do caminhão não pode ser culpado. Ele nada tinha percebido sobre o acidente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a verificação acima, nós fomos à casa da família Kraaijenbrink, onde fomos recebidos pelo pai, Sr K. Começamos nossa entrevista perguntando ao Sr K. se ele conheceu ou já tinha ouvido falar de uma Sra. Hilgersom-Kleiweg ou de um Sr. Hilgersom vivendo em Haia, isto é, a médium e seu marido, mas ele imediatamente respondeu de forma negativa. Este mesmo fato foi confirmado pela sua esposa alguns momentos mais tarde. O marido e esposa também negaram já ter ouvido os nomes dos outros membros do grupo de investigadores em cujo círculo a manifestação tinha acontecido. Foi só depois de ficarmos satisfazer quanto a este ponto que começamos a explicar aos pais o objetivo de nossa visita, o que a princípio não foi absolutamente um procedimento fácil, já que eles quase nada sabiam sobre pesquisa psíquica ou espiritualismo. Sr K., no entanto, embora fosse um operário padrão na ferrovia sem muita educação, possui muito bom senso.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lemos a eles o relatório da sessão como impresso acima, que os deixou profundamente agitados e nos deu a impressão que vários itens atingiram-nos conjuntamente como dando uma indicação que seu filho falecido estava em alguma maneira preocupado em produzi-los. Os seguintes pontos foram confirmados por eles como sendo corretos e em harmonia com os fatos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que seu filho mais jovem realmente se chamava Antoon, e que sua filha, embora batizada e registrada como Johanna, sempre foi chamada Annie no seio da família.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que eles naturalmente estavam muito perturbados pelo trágico acidente, e que a mãe ainda sentia muito o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que os fatos relatados durante a sessão espírita pela entidade que alegava ser o falecido Klaas K., sobre a roupa, pertences, etc., de seu filho, eram realmente como afirmados no relatório.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que a declaração sobre o filho mais jovem dormindo junto com seu irmão mais velho numa cama — embora houvesse uma diferença de idade entre os dois de aproximadamente doze anos — estava em todos os aspectos correta. Depois do acidente, o mais jovem tinha ficado tão chateado que se recusava a dormir sozinho nessa mesma cama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pais, no entanto, informaram-nos que o que foi dito na última parte do relatório sobre suas crenças religiosas e perspectiva em vida e sobre seus filhos vivas não estava completamente de acordo com os fatos. Mas ao mesmo tempo eles deram a entender que a questão da dança em relação a sua filha Annie tinha sido feita há pouco tempo, mas que os fatos eram de modo algum tais como indicado pelo comunicador em 6 de maio.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para verificar se a médium em questão podia ter tido acesso dos fatos produzidos na sessão da data mencionada acima por rumor, através de amigos mútuos das duas famílias, solicitamos ao Sr. K. contar que nos dissesse o mais exatamente possível que amigos e conhecidos ele e sua esposa tinham em Haia. O único conhecido que ele podia lembrar vivendo em Haia ou seus subúrbios era um certo Sr. St., cujo endereço Sr. K. nos forneceu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naturalmente prestamos a este cavalheiro uma visita o quanto antes depois de nossas investigações em Gouda, e aqui também soubemos que ele nunca tinha conhecido nem ouvido falar do casal Hilgersom-Kleiweg. Ao mesmo tempo tornou-se claro que o conhecido entre o Sr. St. e a família K. em Gouda era bastante leve.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora não houvesse nenhuma dúvida sobre o fato que o relatório publicado sobre o acidente em Goudsche Courant de 27 de março de 1939, isto é, o jornal local mais importante e com a maior circulação nessa vizinhança, era o mais abrangente e fornecia a maioria dos detalhes, de modo que nos sentíamos seguros que qualquer outro relato deste acidente em qualquer outro jornal, que a médium talvez tivesse lido, não conteria mais pormenores sobre o triste acontecimento nem sua vítima que aqueles já relacionados no jornal de Gouda, nós ainda tomamos a precaução de olhar alguns jornais que circulavam em Haia, entre os quais havia o Nieuwsbron, o jornal regularmente lido pela família da médium e por ela própria. Tanto o Haagsche Courant quanto o Nieuwsbron deram resumos muito curtos nalgumas linhas sobre esta ocorrência, enquanto o Nieuwsbron só mencionou a vítima do acidente com as iniciais erradas de N. K., em vez de dar a versão completa de Gouda de N. Kraaijenbrink, que, como sabemos, também estava incorreto, mas deveria ter sido Klaas K.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Notícias de obituário não apareceram nos jornais, de modo que a médium não podia ter acesso aos nomes do irmão e irmã, etc., do falecido Klaas K. por tais notícias. Nem é preciso dizer que nem uma palavra foi dita sobre todas estas investigações e os resultados à médium ou a seu marido.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só depois que todas as informações tinham sido recolhidas e a correspondência inteira pega, informamos à médium alguns resultados obtidos. O comunicador Klaas K. só fez uma aparição, e, mesmo depois que a médium tinha-se tornado familiarizada com alguns fatos, nunca apareceu outra vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os documentos e papéis relacionados ao caso aqui descrito estão abertos à inspeção para aqueles que gostariam de dar uma olhada neles.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Possíveis explicações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de proceder às explicações paranormais dos fenômenos discutidos aqui, deixe-nos primeiramente tentar e ver se uma explicação normal pode ser encontrada para se encaixar nos fatos.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fraude descarada pela médium ou uma ou mais das pessoas que formam o grupo de investigadores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora tal fraude não seja impossível, pode neste caso ser excluída, pois, em primeiro lugar, a integridade de todos os envolvidos está acima de suspeita (conhecemos uns aos outros muito bem), e, em segundo lugar, como a forma e detalhes da comunicação mostram vários erros pequenos, os quais a médium, caso ela tivesse pretendido enganar-nos todos compondo um “caso exemplar” brilhante de antemão, com toda probabilidade não o conseguiria. Ao mesmo tempo, ela sendo uma mulher ingênua e nada sabendo sobre pesquisa psíquica, é, a meu ver, psicologicamente impossível para esta médium ter pensado e encenado tal fraude sutil e astuta. Até onde nossas investigações vão nesse sentido, nenhum canal direto ou indireto pôde ser descoberto pelo qual a médium poderia ter recebido as informações necessárias e detalhes produzidos na comunicação da sessão, seja por rumor ou por relato escrito.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em nossa posse estão assinadas declarações, não apenas de todos os membros do grupo de investigadores, mas também do Sr. Kraaijenbrink de Gouda, dizendo que não conheciam quaisquer das pessoas envolvidas neste caso ou sequer já tinham ouvido falar delas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criptomnésia, ou memória inconsciente.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um fato conhecido que em transe ou numa condição similar, que geralmente é acompanhada por uma diminuição do limiar de consciência, várias memórias esquecidas do que uma vez foi lido, experimentado, ouvido, etc., pode tornar-se acessível e então freqüentemente ser produzido por médiuns revestidos num traje espiritualista. Quando eu ouvi na prefeitura em Gouda que Klaas K. tinha morrido devido a um acidente muito triste e que um relato provavelmente poderia ser achado no jornal de Gouda, a idéia que imediatamente me veio neste caso, como em tantos outros, era que a criptomnésia iriam em toda probabilidade fornecer uma explicação mais que suficiente. Isto, no entanto, foi desmentido pelos fatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criptomnésia é em muito muitos casos certamente capaz de explicar informações fornecidas por médiuns, se elas puderem ser identificadas no que o médium em questão leu, ouviu, experimentou, etc., numa data anterior, mas completamente esquecido na época de reprodução. Mas criptomnésia não pode explicar a produção de pormenores e detalhes que na fonte original em que as informações presumivelmente foram extraídas forem incorretos ou defeituosos, enquanto que as elocuções mediúnicas forem nestes pormenores corretas e fornecerem fatos que não possam ser adivinhados nem razoavelmente inferidos.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso em questão, tivemos a sorte de nos deparar com um exemplo em que se descobriu que o relatório de jornal por si mesmo exclui a possibilidade de usar criptomnésia como uma explicação apropriada para os fenômenos observados. Este relatório de jornal contém vários pontos incorretos como as condições familiares, nome, endereço, etc., que, se a médium realmente tivesse se munido desta fonte, também deveriam ter sido reproduzidos incorretamente e não, como pode ser visto neste caso, corretamente, pelo comunicador pretendendo ser o próprio falecido Kraaijenbrink de Klaas, e que ele, vivo, teria sabido muito bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os principais equívocos no relatório do Gouda Gourant, comparado com as declarações corretas pelo comunicador, são os seguintes: N. Kraaijenbrink em vez de Klaas Kraaijenbrink; seus pais perdem nele seu único filho, enquanto o comunicador sem um momento de hesitação fornece os nomes de seu irmão Antoon e de sua irmã Annie; o número da casa de Kraaijenbrink (número 2), não mencionado no relatório de Gouda, também foi dado imediatamente.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez que fraude consciente e criptomnésia foram excluídas como explicações normais, temos o direito de passar às explicações paranormais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paragnose: Percepção extrasensorial ou telepatia entre os vivos. Explicações Animísticas.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu concordo bastante com o Sr. Salter quando diz na sua carta ao Journal (1939, p. III) que “quando a evidência pode ser igualmente bem interpretada ou na hipótese de telepatia entre os vivos ou na de comunicação de uma mente desencarnada, a preferência deve ser dada à anterior”. De acordo com esta tese, nós começaremos aqui dando cada precedência a teorias animísticas para tentar explicar os fenômenos descritos aqui. A grande dificuldade, no entanto, é que até agora temos apenas uma idéia muito vaga de como a telepatia, ou, talvez melhor, paragnosis, funciona, e como e onde suas possibilidades são limítrofes. A demarcação destes limites é atualmente ainda dependente de opinião pessoal, e eu, portanto, peço que meus &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;argumentos sejam considerados deste ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pessoalmente, sou de opinião que paragnose com seus dois traços característicos, telepatia e clarividência, não podem dar uma explicação adequado para este caso, e isso simplesmente porque não havia, nem antes, nem durante a sessão espírita, absolutamente nada — ao menos até onde pudemos descobrir — para evocar os poderes paragnósticos da médium nem guiá-los numa certa direção. A experiência ensinou-nos que no intuito de trazer alguma conexão paragnóstica ou fenômeno deve haver algo para estimular a erupção e a direção das capacidades paranormais do médium, psíquico, etc. (As assim chamadas “influências” da Sra. Piper; algum objeto psicométrico; uma pessoa ou coisa, quem ou o qual possa ser usado como um trampolim para alcançar a mente de outra pessoa de quem as informações pudessem ser obtidas; um nome, etc.) Mas, neste caso, nem tal evocação, nem o elo direcionador ou traite d’union podem ser traçados. Durante a sessão que estamos discutindo, ninguém presente conhecia algo sobre esse Klaas Kraaijenbrink, nem tinha amigos ou conhecidos que soubessem do jovem falecido, e a quem a médium poderia ter usado como um trampolim para entrar em contato com a mente de, digamos, o pai ou a mãe de Klaas K. e então tomar conhecimento dos pormenores comunicados pelo soi-disant Klaas Kraaijenbrink.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mantendo tudo isto em vista, temos que admitir que uma explicação paragnóstica animística não bate com os fatos, pois não podemos entender como a médium veio ter contato telepaticamente com uma mente a que absolutamente nada lhe dirigiu. Pois por que a médium foi guiada na direção de alguma mente para capacitá-la a obter informações deste Klaas K., desconhecido a todos os envolvidos na sessão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referindo mais uma vez à carta do Sr. Salter (Journal, 1939, p. III), estou também em pleno acordo com ele quando diz que não podemos permitir-nos “algum exagero fantástico do alcance de telepatia entre os vivos, mas só o que razoavelmente pode ser inferido como possível da evidência relevante, espontânea e experimental”.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Evidência espontânea e experimental em fenômenos mediúnicos e paranormais ensinou-nos que contanto que um elo, contudo sutil, possa ser traçado entre o médium e uma mente viva em particular da qual os pormenores comunicados possam ser extraídos, ou quando algo está presente que pode evocar e guiar os poderes paragnósticos do médium — embora estas conclusões signifiquem esticar a evidência a uma extensão não permissível — há sempre a possibilidade de que os fenômenos observados possam ser animísticos em natureza. Mas se nenhum elo pode ser indicado, a possibilidade — ao menos a meu ver — aumenta que uma manifestação particular, que também mostra várias outras características pessoais, é devida à influência da mente desencarnada que pretende estar presente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se mantivermos o acima em mente, penso que bem pode ser dito que, no todo, uma explicação espiritualista serve melhor aos fatos que uma hipótese 100% anímica.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Explicação Espiritualista.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomando tudo em consideração, penso que a maior parte dos itens comunicados são mais facilmente explicados atribuindo-os a uma influência praticada na médium de alguma maneira ou outra pela mente desencarnada de Klaas K. Revendo o número de acertos bem-sucedidos a ser observado nesta comunicação, verificamos que estes são muito maiores que os que são classificados como duvidosos ou errados.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito significativo nesta conexão é, a meu ver, a curta sentença: “Tenho também um irmão, que dormia comigo”. Isto mostra que uma associação de idéias, típicas para Klaas K., foi feita quando o comunicador disse — sem qualquer sugestão — que ele teve um irmão pequeno e que dormiam juntos. Para Klaas K., a ligação com o irmão e o fato de dormirem juntos era uma parte altamente característica e muito pessoal de sua mente durante sua vida; e realmente era um fato que estes dois, embora aí houvesse uma grande diferença em idade entre os dois irmãos, tinham compartilhado a mesma cama por vários anos. Pensar em seu irmão pequeno muito provavelmente teria trazido à tona no mesmíssimo instante o fato de compartilharem a mesma cama, uma associação tão forte e pessoal que Klaas K., mesmo depois de morto, fez quando pensava em seu irmão; com o resultado que automaticamente o pensamento foi seguido por “que dormia comigo”. Sou, portanto, da opinião que esta associação de idéias, suficientemente simples em si, pode ser alegada tão altamente característica da personalidade de Klaas K. e capaz de identificar o comunicador como realmente sendo Klaas K. Isto é, de alguma maneira ou outra a mente desencarnada de Klaas K. estava agindo por trás e guiando as elocuções da médium. Naturalmente não devemos escolher este item e então afirmar que o comunicador provou sua identidade por este fato. Não, nós só devemos vê-lo como uma parte que lógica e razoavelmente tamanhos na estrutura da personalidade inteira como apresentada durante a manifestação. E se considerarmos todos os itens desta maneira, tornamo-nos consciente que vários acertos bem-sucedidos foram feitos, mas que os errados e duvidosos são poucos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não apenas o comunicador disse corretamente seu endereço e os nomes do seu irmão e irmã, mas algumas informações também foram fornecidas que, embora não possam ser classificadas como excelentes, deram alguns pormenores característicos de acordo com a personalidade de Klaas K.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, por exemplo, o dito: “Meu aniversário deve estar por perto”. (A sessão espírita aconteceu em 6 de maio e o aniversário do Klaas teria caído em 12 de julho seguinte).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respondendo a uma pergunta quanto a sua idade, o comunicador disse: "Eu já tinha dezenove anos de idade". (Klaas tinha vinte e quatro anos de idade quando o acidente ocorreu; um fato que também foi declarado no relatório do jornal). A esse respeito eu gostaria de salientar que ele também foi perguntado — ele não podia lembrar-se da sua idade correta imediatamente — se ele já tinha servido no exército (na Holanda nós temos recrutamento), mas nós fomos respondidos que não, Klaas não tinha servido no exército. (Isto não foi mencionado no registro da sessão, mas o Sr. de Graaf e eu lembramo-nos da pergunta feita à entidade que pretendia ser Klaas K., e a resposta negativa). Na prefeitura em Gouda nós também fizemos inquéritos sobre esta questão e fomos informados que Klaas K. não tinha sido chamado para o serviço militar.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também a causa da sua morte foi descrita apropriadamente pela frase: “Terrível, eu parti repentinamente”. O relatório médico oficial atribui a morte à fratura da base do crânio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como só parcialmente correto podemos classificar o final errado do nome: Kraaijendonk em vez de Kraaijenbrink.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais ou menos errado, ao menos se pudermos acreditar nos pais, é a última parte da comunicação, isto é, as observações sobre as crenças religiosas e idéias éticas da sua família. Os pais confirmaram, no entanto, que existia uma conexão entre a dança e a irmã Annie, embora não na forma indicada. Naturalmente nós não podíamos pressionar muito este ponto e a delicadeza nos proibiu fazer perguntas demais sobre esta questão.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o ponto sobre a dança em relação a Annie foi só apresentado depois da morte de Klaas K., permanece possível que a entidade que se comunicou durante a sessão podia fazer observações depois da morte de Klaas K. As observações da entidade sobre sua roupa e outros pertences também podem apontar na mesma direção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que a última parte da comunicação exibe mais erros que a primeira parte talvez não seja explicável muito facilmente. É possível que a médium, em quem o comunicador talvez afrouxava seu controle, sendo impressionada pelas idéias de dança e Annie, começou a bordar estes itens a seu próprio favor e produziu desta maneira a declaração errada no fim da comunicação. Não é impossível que neste caso também aí ocorreu algo da espécie observada por Fr. van Eeden durante a comunicação da entidade holandesa Sam pela médium Sra Thompson (Proc. S. P. R., vol. 17, pp. 110-111).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer explicação que alguém prefira aceitar para este caso, penso que não pode haver dúvida que o caso é suficientemente interessante para ser declarado o mais completamente possível.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;G. ZORAB.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Publicado originalmente como Zorab, G. A Case for Survival? Journal of Society for Psychical Research, jan-feb 1940, vol. 31, pp. 146-156. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Comentários: &lt;/em&gt;o caso em questão foi analisado por George Zorab, membro da S.P.R.. Embora os casos de comunicadores Drop-In( ou esporádicos) sejam sempre bastante curiosos, alguns aspectos desse me parecem prejudicá-lo. O primeiro é a negligência dos pesquisadores na documentação do evento. Uma vez que eles se propuseram a testar as habilidades psíquicas de determinado indivíduo, deveriam tê-lo feito de forma o mais consistente possível, documentando todo o decorrer da sessão. O próprio autor reconhece ter registrado apenas as respostas da médium, ao invés de todo o diálogo ocorrido. Segundo, o suposto comunicador "apareceu" apenas uma única vez. Tal fator, embora seja comum entre casos desse tipo, dá menos consistência ao caso, sendo que um comunicador recorrente e fornecedor de boa quantidade de informação relevante fortalece ainda mais a hipótese de comunicadores desencarnados. Por fim, é impóssível determinar por completo a influência de fatores relevantes aos vazamentos sensoriais. Embora julgue improvável, não dá pra excluir a possibilidade de concluio entre o médium e o pesquisador, nem a possibilidade de conversas entre populares sobre o referido óbito do rapaz. Caso as informações fornecidas estejam isentas de falhas na obtenção e na documentação, esse caso tem suficente robustez para figurar no rol das evidências sobre comunicadores desencarnados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-5085564313077077313?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/5085564313077077313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=5085564313077077313' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5085564313077077313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5085564313077077313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2010/01/um-caso-pela-sobrevivencia-traduzido.html' title='Um Curioso Caso de Comunicador Drop-In.'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-4039810570105694212</id><published>2009-10-03T10:32:00.001-03:00</published><updated>2009-10-03T10:32:54.838-03:00</updated><title type='text'>NDE e a Mente Auto-Consciente</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Experiências de Quase Morte e a Mente Auto-Consciente Independente &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Robert G. Mays, B.Sc., e Suzanne B. Mays &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Chapel Hill, NC &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Traduzido por Francisco Mozart Rolim e Vitor Moura Visoni &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Resumo: A fase fora do corpo da experiência de quase-morte (NDE), onde a sede da consciência não mais está no corpo, provê evidência de que nossa auto-consciência pode existir independente do cérebro. O fenômeno da NDE durante a parada cardíaca demonstra uma continuidade da consciência durante períodos de isoeletricidade cerebral global (EEG plano) e sugere fortemente que a consciência pode continuar sem qualquer função elétrica cerebral. O fenômeno da percepção verídica durante a experiência fora-do-corpo (OBE) da NDE, o qual poderia ter ocorrido somente se a consciência tivesse operado de uma posição e perspectiva visual distante do corpo, fortemente sugere que nossa consciência pode se separar e operar independentemente do corpo. Comparando a NDE/OBE com outras formas de OBE, tais como OBEs espontâneas ou OBEs induzidas por drogas, a mais impactante diferença é que a NDE/OBE consistentemente inclui supostas percepções verídicas onde essas estão geralmente ausentes em outros tipos de OBE. As diferenças fenomenológicas entre outros tipos de OBE e a NDE/OBE sugerem que a mesma pessoa existe fora do corpo durante a NDE, libertada dos limites do corpo e existe dentro do corpo tanto antes quanto depois da NDE. Estes fenômenos tomados juntos fortemente sugerem que nossa consciência é uma entidade interna e externa por si mesma, chamada de mente auto-consciente independente, que ordinariamente opera dentro do corpo mas que por vezes pode se separar e operar independentemente dele na NDE. Se esta visão estiver correta, deveria haver numerosos fenômenos neurológicos que sugerem que a mente auto-consciente é uma realidade, tal qual na consciência ordinária. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;PALAVRAS-CHAVE: experiência de quase morte, experiência fora-do-corpo, fenomenologia, problema mente-corpo, mente auto-consciente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Na experiência de quase-morte (NDE), a sede da auto-consciência do experimentador muda do local normal dentro do corpo para fora do corpo. O experienciador freqüentemente encontra a si mesmo pairando vários pés sobre seu corpo físico, observando os esforços para revivê-lo. Esta mudança de consciência para fora do corpo é uma característica primária de muitas NDEs. A NDE começa tipicamente com a transição para fora do corpo, seguida de experiências imediatas no ambiente físico e termina com um retorno ao corpo. Enquanto fora do corpo, o experienciador retém as faculdades da percepção, pensamento, volição, memória, sentimentos e consciência, tal qual como uma auto-consciência, ou seja, aproximadamente todas as faculdades da experiência consciente ordinária. Em alguns casos, a NDE revelou-se ter ocorrido quando o corpo e o cérebro estavam clinicamente mortos, como na parada cardíaca, isto é, com o EEG reto, sem pulso ou respiração e ausência de reflexos pupilares e maxilares (van Lommel, van Wees, Meyers, and Elfferich, 2001). Pim van Lommel e colegas estabeleceram que pacientes com parada cardíaca estavam clinicamente mortos mas ainda tinham ricas experiências cognitivas durante o período de completa perda de atividade cortical e do tronco cerebral, incluindo tendo percepções verídicas de seus ambientes físicos imediatos que foram depois verificados. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A operação da auto-consciência independente do funcionamento do cérebro sugere que a consciência opera de uma forma particular enquanto nós estamos em nosso estado de consciência ordinária no corpo. Na verdade, se nossa auto-consciência pode se separar do nosso corpo e operar independentemente dele por um tempo, embora sob as circunstâncias notáveis da NDE, a auto-consciência muito provavelmente opera como uma entidade independente bem como enquanto estamos no corpo, embora esteja intimamente ligada com o cérebro e o corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, os fenômenos associados com o componente experiência fora-de-corpo (OBE) da NDE, onde o experienciador sente-se separado do corpo, mas ainda tem experiências verídicas do ambiente físico ordinário, pode nos dar indicações de quais aspectos da consciência são, de fato, independentes do cérebro. Por outro lado, os fenômenos da consciência que são associados com a atividade fisiológica do cérebro podem nos dar indicações de como nossa consciência opera quando unida com o cérebro. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O enigma de consciência, portanto, pode ser desvendado ou decodificado estudando a fenomenologia destes dois aspectos da experiência consciente, a OBE associada com NDEs e o correlato neural da consciência. O presente texto examina o primeiro desses aspectos fenomenologicamente, focalizando em aspectos relevantes da NDE/OBE. Outros aspectos das NDEs, além da fase de OBE, podem fornecer reflexões adicionais, mas não são considerados no presente texto. Um artigo subseqüente (Mays e Mays, 2007) se dirige a vários fenômenos neurológicos à luz da visão presente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Fenomenologia &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O termo fenomenologia descreve tanto um método de estudo de fenômenos como a descrição e classificação dos fenômenos desse estudo. Há vários métodos fenomenológicos diferentes usados em ciência cognitiva (por exemplo, Blackmore, 2006, p. 265), mas o nosso é baseado no descrito por Arthur Zajonc (1999), a saber, um método de inquérito baseado nas três etapas de investigação proposto por J. W. von Goethe: (1) “fenômenos empíricos” que são as observações ordinárias que um observador atento faria, (2) “fenômenos científicos” que são examinados por experimentação sistemática, e (3) “fenômenos puros ou arquetípicos” que permitem uma intuição direta ou encontro perceptivo com as leis de natureza. O último passo não ocorre por abstração e construção de modelos, mas sim refinando-se os fenômenos para se chegar na essência ou âmago dos fenômenos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A forma de fenomenologia derivada da abordagem de Goethe é semelhante à fenomenologia de Edmund Husserl, mas vai além disso, pois admite mais do que relatos de consciência em primeira pessoa. É também muito semelhante à neurofenomenologia de Francisco Varela (1996) que estuda fenômenos em seus aspectos experienciais de primeira pessoa, junto com os aspectos associados neurológicos. No entanto, difere de neurofenomenologia em grau, por tratar os aspectos de primeira pessoa primariamente, com relatórios experimentais neurológicos como suporte. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em suas investigações, Goethe era muito relutante em prosseguir imediatamente para definir as causas de padrões observacionais em termos de mecanismos subjacentes, mas o permitia quando era sensato fazer assim. É possível permanecer em cada etapa de explicação dentro do fenômeno e ainda crescer ao nível de teoria (Zajonc, 1999). Para Goethe, os próprios fatos fenomenais são a teoria: “Não procure por nada atrás dos fenômenos; eles próprios são a teoria”. “Deixe que os fatos falem por sua teoria”. (Bortoft, 1996, p. 71) &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, para explicar a consciência, precisamos procurar primeiro na própria consciência e cada maneira na qual a consciência se manifesta como fenômeno, incluindo, naturalmente, tanto experiências de quase-morte como resultados experimentais neurológicos. As experiências de primeira-pessoa de sujeitos experimentais ou pacientes são essenciais para o entendimento dos relacionamentos entre a consciência e os fenômenos neurológicos e levarão a uma teoria compreensiva de consciência. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A Experiência de Quase-Morte &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A experiência de quase-morte tipicamente ocorre quando uma pessoa tem uma crise médica que traz a pessoa perto da morte ou quando uma pessoa experimenta perigo intenso físico ou emotivo (Greyson, 2000a). Raymond Moody (1975) descreveu 15 elementos comuns que se repetiram em relatórios de NDEs. Estes elementos incluem inefabilidade, ouvir alguém pronunciar “morto”, sentimentos de paz, experiências auditórias incomuns, tais como bipes ou zumbidos, atravessar uma região escura ou túnel, sentir-se separado do corpo físico – normalmente com percepção do ambiente físico, incluindo ver o próprio corpo, encontrar parentes ou amigos falecidos, um “ser de luz”, experimentar uma revisão panorâmica dos acontecimentos da vida, o retorno ao corpo e contar a outros sobre a experiência, inclusive corroborando acontecimentos testemunhados enquanto fora-do-corpo. Moody informou que muitas experiências individuais de quase-morte incluíram 8 ou mais destes elementos comuns, mas era raro que quaisquer duas experiências tivessem exatamente os mesmos elementos e só algumas experiências incluíam até 12 dos 15 elementos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;NDEs são informadas ocorrer durante um vasto leque de condições médicas ameaçadores da vida, inclusive parada cardíaca em infarto do miocárdio, choque anafilático, hemorragia cerebral e assim por diante, em tentativas de suicídio, ferimentos severos devido a acidentes e quedas, e em afogamentos. NDEs também são relatadas com doenças sérias que não são imediatamente ameaçadoras à vida e com as pessoas que parecem estar ameaçadas de uma injúria severa inevitável ou morte, mas que não estão necessariamente feridas. As últimas experiências, chamadas às vezes de NDEs antecipatórias, podem ocorrer em um acidente de trânsito ou em quedas de montanhas, onde a injúria é evitada no último instante. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Certas características das NDEs mais comumente são informadas em indivíduos que chegaram mais próximos à morte, como medido por registros médicos (Owens, Cook e Stevenson, 1990). Tais características incluem a experiência de uma luz forte (por exemplo, no fim de um túnel ou emanando de um ser de luz) e funções cognitivas aumentadas (tal como clareza aumentada de pensamento ou clareza perceptiva ou controle aumentado de cognição). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;NDEs são informadas por aproximadamente 30% das pessoas que chegam perto de morte (cf. Greyson, 2000a) ou aproximadamente 4 – 5% da população total (Gallup e Proctor, 1982). Estudos prospectivos, no entanto, de pacientes cardíacos que com êxito foram reanimados depois da parada cardíaca indicam que a incidência de NDEs neste subgrupo é muita mais baixa, variando de 6% a 18% (van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001; Parnia, Waller, Yeates, e Fenwick, 2001; Schwaninger, Eisenberg, Schechtman, e Weiss, 2002; Greyson, 2003). A combinação dos dados destes estudos prospectivos resulta num índice total de aproximadamente 15% para pacientes de parada cardíaca. Uma explicação da diferença é que essa reanimação cardiopulmonar prolongada pode induzir perda de memória que significativamente pode reduzir o número de NDEs informadas (Dougherty, 1994; Sauvé, Walker, Massa, Winkle, e Scheinman, 1996; van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001, p. 2042). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Várias hipóteses explanatórias tanto fisiológicas quanto psicológicas foram propostas para explicar as NDEs (Greyson, 1998). Uma hipótese psicológica é que a NDE é uma forma de despersonalização, isto é, um sentimento de separação tanto do mundo, como da própria identidade, ou sentindo que a vida é irreal ou similar ao um sonho. S despersonalização é tipicamente desagradável, com sentimentos de ansiedade, pânico e vazio, não incluem um sentido de estar “fora do corpo” e ocorre mais freqüentemente em adultos jovens e mais freqüentemente em mulheres. Em contraste, os elementos da NDE são tipicamente agradáveis com sentimentos de paz, calma, alegria e amor e o NDEr continua a ter um sentido claro de identidade pessoal durante a experiência. NDEs tipicamente envolvem clareza de pensamento e alerta aumentado, tem um componente fora-de-corpo e não possuem nenhuma faixa etária característica e uma distribuição igual de gênero. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Outra hipótese psicológica é que a NDE é uma forma de dissociação, isto é, algum grau de separação de pensamentos, emoções, sensações ou memórias de uma consciência ordinária. Respostas dissociativas não-patológicas estão presentes até certo ponto na maioria de pessoas, tal como devaneios, absorção ao executar uma tarefa ou absorção ao assistir televisão, ao passo que sintomas patológicos da dissociação, tal como ter nenhuma memória de um acontecimento significativo de vida ou sentindo que aquele corpo não é o próprio, pode resultar de trauma severo psicológico ou físico tal como estupro, abuso sexual ou sendo refém. Muitas NDEs incluem características que são coerentes com a dissociação tal como a desconexão do corpo numa OBE e elementos da NDE podem ser desencadeados pela ameaça percebida de dano físico, mesmo quando nenhum dano físico realmente ocorre. Um estudo de NDErs usando a Escala de Experiências de Dissociativas (Greyson, 2000b) mostrou que as pessoas reportando NDEs informaram mais sintomas dissociativos que o grupo de comparação e que a “profundidade” da NDE foi positivamente correspondida com sintomas dissociativos. No entanto, o nível de sintomas exibidos por NDErs era consideravelmente mais baixo que o nível associado com desordens patológicas dissociativas. NDErs não mostram o nível de angústia ou dano que pacientes com desordens dissociativas fazem. Assim, o NDEr responde a sua experiência com um nível não-patológico de resposta dissociativa ao stress. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;As hipóteses explanatórias fisiológicas para a NDE incluem hipoxia (oxigênio insuficiente), hipercarbia (nível de dióxido de carbono excessivo), a liberação de endorfinas ou vários neurotransmissores, atividade elétrica neural no lóbulo temporal direito ou do sistema límbico, a presença de várias drogas ou equivalentes endógenos até agora não identificados, e assim por diante. Em geral, estas explicações sofrem do fato que estas condições não são presentes em todos casos de NDE. Nenhuma teoria fisiológica foi ainda proposta para explicar satisfatoriamente todos os elementos comuns de NDEs (Greyson, 1998). Pode ser possível que uma resposta fisiológica sirva para desencadear a NDE e também pode ser possível que um modelo multifacetado explanatório fisiológico possa explicar todos os aspectos da NDE (Blackmore, 1993). No entanto, tais explicações necessitariam incluir as NDEs antecipatórias, onde a NDE claramente é desencadeado por uma ameaça percebida de injúria séria ou morte, mas nenhuma ferida física de fato ocorreu. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O componente fora-do-corpo da NDE &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O foco da presente artigo é o componente OBE da NDE. A fenomenologia da OBE, ocorrendo durante a NDE, deveria ajudar no entendimento da natureza da consciência, uma vez que a consciência do NDEr aparenta se separar do corpo físico no início da OBE e depois se reunir com o corpo. Mais ainda, durante o componente OBE, percepções do ambiente físico do NDEr são feitas tais que aparentam ser verídicas e suas veracidades podem potencialmente ser corroboradas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A proporção de NDErs que relatam uma OBE como parte de suas experiências tem sido variavelmente reportada como 75% (Greyson e Stevenson, 1980), 83% (Greyson, 1983) e 100% (Sabom, 1982). A diferença entre esses diferentes estudos pode ser devida a definição de OBE. A OBE é definida como a experiência da consciência de alguém ser deslocada do corpo físico. No índice de peso da experiência central (WCEI) para NDE, Kenneth Ring (1980) marcava uma pontuação de 2 se o indivíduo descrevesse uma “clara experiência fora-do-corpo” e 1 se o indivíduo tivesse a sensação de separação corporal sem isto. Em sua escala NDE, Bruce Greyson (1983) marcava 2 se o indivíduo claramente deixasse o corpo e existisse fora dele e 1 se o indivíduo perdesse consciência do corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Um impactante exemplo de clara experiência de separação do corpo é o caso de George Ritchie (Ritchie e Sherrill, 1978, p. 36; Ritchie, 1998, p. 51), que inclui uma muito elaborada NDE e uma incomum OBE com aparentes percepções verídicas. O soldado Rirchie, 20 anos, um recruta recente no Exército, morreu de pneumonia aguda dupla no hospital em Camp Barkeley, localizado próximo a Abilene, Texas, em torno das 3:00 do dia 22 de dezembro de 1943. Richie havia estado inconsciente, mas acordou e encontrou a si mesmo sentando em sua cama com outra pessoa. Ele lembrou sua urgente necessidade de ir para Richmond para o início de seu treinamento médico e percebeu que tinha perdido o trem. Richie deixou o hospital, passando diretamente através de suas pesadas portas de metal e viu-se voando rapidamente, cerca de 500 pés, sobre a fria paisagem. A noite era clara e fresca, mas ele não sentia frio. Ele viu que estava viajando para leste da posição da Estrela Polar a sua esquerda no céu noturno. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Richie chegou a um largo rio com uma ponte comprida e alta e uma cidade relativamente grande no aterro distante. Ele sentiu que deveria parar de seguir as direções para Reymond e “pousou” em uma lanchonete 24 horas, com piso alvirrubro, numa esquina, com um sinal em neon azul escrito “CAFÉ” acima da porta e um sinal “Pabst Blue Riboonn Beer” numa grande janela frontal à direita. Na tentativa de falar com um transeunte, Richie percebeu que os outros não podiam vê-lo. Quando ele se inclinou para pegar a linha de telefone de uma cabine telefônica, sua mão passou por ela e ele percebeu que de alguma forma ele havia se separado de seu corpo e agora precisava voltar para ele. Ritchie rapidamente retornou ao hospital, mas teve dificuldade em achar seu corpo entre os 2300 leitos do hospital. Ele finalmente reconheceu seu corpo pelo anel em sua mão. Um lençol havia sido posto sobre sua cabeça e ele percebeu que havia morrido. Ainda, ele estava acordado, pensando e experimentando, só que sem um corpo. Freneticamente Richie pegou o lençol para tirá-lo, mas agarrou apenas o ar. Ritchie então encontrou um Ser de Luz que ele compreendeu ser Cristo. Ele teve uma revisão de vida e experiências extensas posteriores em outras esferas. Richie finalmente retornou ao seu corpo sob o lençol, com sua garganta em chamas e seu peito dolorido. Um assistente do hospital observou sua mão e persuadiu o médico a injetar adrenalina diretamente em sua musculatura cardíaca, um procedimento médico incomum naquela época. Ritchie reviveu e finalmente se recuperou. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Dez meses depois, após ser reprovado no treinamento médico, Ritchie estava dirigindo com três amigos do Exército de volta à Camp Barkeley para concluir o treinamento básico. Eles dirigiram ao sul de Cincinnati, seguindo o Rio Mississipi e vieram à Vicksburg, onde permaneceram durante a noite. Na manhã seguinte, Richie encostou o carro em frente à lanchonete. Ele reconheceu o sinal em neon (ausente no momento), o sinal Pabst na janela e a linha telefônica, exatamente como haviam aparecido antes. A lanchonete estava a 524 milhas diretamente ao leste da porta do hospital em Camp Barkeley. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, a história de George Ritchie é única pela clareza e duração do componente OBE e por suas percepções verídicas evidentes da realidade física. Esses aspectos provavelmente resultaram de circunstância incomum de ter um forte desejo (não perder o início de seu treinamento médico) no instante de sua “morte”. Esse desejo o propeliu do hospital para uma estranha cidade muitas milhas distante, quando muitas experiências OBEs/NDEs permanecem geralmente na vizinhança do corpo do NDEr. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A fenomenologia da experiência de quase-morte tem sido documentada por um grupo de pesquisadores (p.ex., Moody, 1975; Moody e Perry, 1988; Greyson e Stevenson, 1980; Sabom, 1982; Valarino, 1997; Ring e Cooper, 1999). Se nós focarmos especificamente no componente OBE destas descrições fenomenológicas e dos relatórios gerais de NDE/OBEs na literatura, podemos desenvolver uma descrição mais elaborada da NDE que enfatiza o componente OBE. Assim, os elementos típicos do cenário da NDE que inclui uma OBE são listados aqui. Vários desses elementos não se apresentariam numa NDE que não incluísse um componente OBE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;1 – A pessoa experimenta um trauma físico tal como um acidente ou uma doença súbita tal como uma parada cardíaca.     &lt;br /&gt;2 – A pessoa tem sentimentos de paz e ausência de dor física      &lt;br /&gt;3 – Pode ser uma sensação de tilintar ou som em que a pessoa encontra sua consciência pairando sobre seu corpo físico próximo do teto, observando a equipe médica revivê-lo(a). Após um momento, o indivíduo reconhece que está observando seu próprio corpo, mas fica indiferente com esta descoberta.      &lt;br /&gt;4 – A pessoa pode ver que tem um corpo não-material e, menos freqüentemente, pode ver um cordão ou linha unindo ao corpo físico. Seu “corpo” sente leveza e ausência de dor mesmo quando os médicos realizam procedimentos que ordinariamente seriam dolorosos.      &lt;br /&gt;5 – As percepções da pessoa estão melhoradas, podendo se mover com a vontade ou desejo, e o indivíduo “escuta” outros no recinto falando por transferência de pensamento. Pode recordar coisas de sua vida pregressa e seus eventos recentes.      &lt;br /&gt;6 – A pessoa pode experimentar aspectos posteriores de uma NDE: um túnel escuro, revisão de vida, ir em direção a uma luz, encontrar parentes falecidos, entre outros. O indivíduo pode perceber ou ser orientado a voltar ao seu corpo.      &lt;br /&gt;7 – A pessoa retorna ao corpo e pode, neste ponto, ter percepções adicionais de ambientes físicos.      &lt;br /&gt;8 – A pessoa se reúne com o corpo físico. O indivíduo volta a si, puxado de volta através do túnel, ou voltar instantaneamente ao corpo físico. Sua perspectiva é agora dentro do corpo, olhando acima. A dor física retorna. A pessoa pode perder a consciência nesse momento.       &lt;br /&gt;9 – Após a recuperação física, a pessoa relata a experiência a outros. A pessoa deseja verificar sua experiência e busca outros para confirmar que o que viu realmente aconteceu ou verifica os eventos por si só.      &lt;br /&gt;10 – A memória da experiência é vívida, duradoura e, após um tempo, a experiência é integrada com uma das experiências da vida pessoal juntamente com outros possíveis efeitos posteriores. (Greyson e Stevenson, 1980). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Uma fenomenologia mais detalhada especificamente do componente OBE da NDE é autorizada, a qual nós apresentamos nas seções subseqüentes: a continuidade da consciência durante a NDE/OBE, a veracidade das percepções durante a NDE/OBE, uma comparação da NDE/OBE versus outros tipos de OBE e, finalmente, a fenomenologia da NDE/OBE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Continuidade da Consciência com a Completa Cessação da Função Cerebral &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Para desenvolver um entendimento da relação da consciência durante uma NDE com o funcionamento do cérebro, vários pesquisadores têm focado em estudos prospectivos dos sobreviventes de parada cardíaca para prover um modelo sem ambigüidade da NDE durante o processo da morte (Parnia, Waller, Yeates, e Fenwick, 2001; Parnia e Fenwick, 2002). A NDE ocorre com razoável freqüência durante paradas cardíacas, às vezes com uma fase OBE que inclui elementos verídicos (Sabom, 1982; Sabom, 1998; van Lommel, van Wees, Meyers, and Elfferich, 2001). A fisiologia da função cardíaca, da função respiratória, da atividade elétrica cerebral e da atividade vascular cerebral seguintes a uma parada cardíaca é bem conhecida e corresponde aos critérios para determinação da morte: ausência de atividade cardíaca, ausência de respiração espontânea e pupilas dilatadas e fixas. Dentro de 10 segundos após uma parada, a corrente sanguínea, a atividade elétrica cerebral e a função do tronco cerebral rapidamente cessam e o paciente rapidamente perde a consciência. Por um período, o paciente pode ser considerado clinicamente morto, mesmo se ele é ressuscitado com sucesso subseqüentemente. Contudo, durante a parada, alguns pacientes relatam experiências fora-do-corpo vívidas e conscientes deles mesmos e de seus ambientes físicos que são característicos da NDE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Dentro dos primeiros 10 segundos ou próximos, a velocidade da corrente sanguínea na artéria cerebral média (Vmca) cai para zero cm/seg e a pressão sanguínea cai para menos de 20 mmHg (Gopalan, Lee, Ikeda, e Burch, 1999; de Vries, Bakker, Visser, Diephuis, e van Huffelen, 1998; Clute e Levy, 1990; Parnia e Fenwick, 2002). Vmca é uma confiável medida da corrente sanguínea cerebral geral. Também durante os iniciais 10 segundos, o eletroencefalograma (EEG) do paciente sofre primeiro por um tempo curto um aumento nas freqüências alfa, então uma queda tanto na alfa como na beta, um aumento nas freqüências delta e finalmente uma queda nas delta (Visser, Wieneke, van Huffelen, de Vries, e Bakker, 2001). O EEG então cai a zero ou isoeletricidade (plano) dentro de 10-20 segundos após a parada (de Vries, Bakker, Visser, Diephuis, e van Huffelen, 1998; Clute e Levy, 1990; Losasso, Muzzi, Meyer, e Sharbrough, 1992; Vriens, Bakker, de Vries, Wieneke, e van Huffelen, 1996). O paciente perde a consciência antes da isoeletricidade, durante a elevada atividade delta, que é cerca de 10 segundos após a parada cardíaca (Aminoff, Scheinman, Griffin e Herre, 1988; Brenner, 1997). Também logo antes da isoleletricidade, o paciente pode exibir leves espasmos e contrações musculares (Brenner, 1997). Com o declínio da atividade elétrica cortical, a atividade do tronco cerebral também declina simultaneamente à isoeletricidade. Este efeito é observado diretamente pelo monitoramento dos potencias auditivos evocados durante a parada cardíaca induzida em procedimentos de parada circulatória hipotérmica para tratamentos de aneurismas circulatórios cerebrais (Spetzler, Hadley, Rigamonti, Carter, Raudzens, Shedd, e Wilkinson, 1988). A isoeletricidade do tronco cerebral é também consistente com a observada perda de consciência e perda geral da função autônoma e reflexos associados com a atividade elétrica do tronco cerebral: não há respiração espontânea e resposta pupilar à luz, reflexos das córneas, do maxilar ou de tosse. Uma vez que a atividade elétrica do tronco cerebral espelha a atividade elétrica cortical como um resultado do nível da circulação cerebral, é razoável inferir que toda a atividade elétrica cerebral cessa nos primeiros 15 segundos, em média, da parada cardíaca. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Com o início da ressuscitação cardiopulmonar (CPR), tais como compressões torácicas, desfibrilações, respiração artificial e administração de drogas, baixos níveis da circulação sanguínea podem regredir. Com a reperfusão, o EEG pode começar a se recuperar, mesmo antes da função cardíaca ser restaurada (por exemplo, Losasso, Muzzi, Meyer, e Sharbrough, 1992). A recuperação do EEG segue o padrão das mudanças do EEG na parada cardíaca em ordem reversa (Brenner, 1997). Enquanto a duração da parada aumenta, o tempo de recuperação do EEG (o tempo, medido da recuperação cardíaca ao retorno ao EEG normal) aumenta ainda mais. Por exemplo, uma parada de 40 segundos resultará num tempo de recuperação de um adicional cerca 80 segundos (de Vries, Visser, and Bakker, 1997; Vriens, Bakker, de Vries, Wieneke, e van Huffelen, 1996). Mesmo após curtos períodos de inconsciência de 60-90 segundos, o paciente está geralmente ofuscado, lento à respostas ou confuso por cerca de 30 segundos após recobrar a consciência (Aminoff, Scheinman, Griffin, and Herre, 1988). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Se a parada dura mais que um limiar de 37 segundos, quando a circulação então se reconstitui, há um período de “hiperfusão” cerebral onde a corrente sanguínea e a levada de oxigênio para o cérebro estão bem acima do normal (Smith, Levy, Maris e Chance, 1990; de Vries, Bakker, Visser, Diephuis, e van Huffelen, 1998). Os dados para períodos mais longos de parada cardíaca estão disponíveis de experimentos com animais. Numa isquemia cerebral induzida em coelhos de 2,5 a 15 minutos, regiões específicas do cérebro desenvolvem defeitos circulatórios os quais inibem ou previnem reperfusões, um fenômeno chamado “não-refluxo multifocal” (Ames, Wright, Kowada, Thurston e Majno, 1968). Os defeitos do não-refluxo ocorrem durante a parada e aumentam em número proporcional ao aumento da duração da isquemia. Os defeitos são provavelmente causados por pressão pós-parada reduzida, elevada viscosidade sanguínea, coágulos sanguíneos disseminados e compressão de vasos sanguíneos devido ao inchaço (Buunk, van der Hoeven e Meinders, 2000). Se os defeitos são muito severos, a hiperfusão global e a hiperoxia que se seguem não são adequadamente capazes de reoxigenar as regiões afetadas. Assim, quanto maior a duração das isquemias cerebrais, maior a extensão das áreas de dano permanente que podem ocorrer. As regiões que eram mais susceptíveis aos danos do não-refluxo nos experimentos animais foram o estriado, o tálamo e o hipocampo assim como várias regiões do córtex (Kågström, Smith, e Siesjö, 1983). Esses resultados são consistentes com os achados em humanos (Kinney, Korein, Panigrahy, Kikkes, e Goode, 1994; Fujioka, Nishio, Miyamoto, Hiramatsu, Sakaki, Okuchi, Taoka, e Fujioka, 2000) e são consistentes com os observados déficits cognitivos e de memória em sobreviventes de paradas cardíacas (Dougherty, 1994; Sauvé, Walker, Massa, Winkle, e Scheinman, 1996). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em unidades de terapia cardíaca, a duração comum das paradas cardíacas é de 1 a 2 minutos (van Lommel, 2006), 5 minutos em hospitais de salas não monitoradas (Herlitz, Bång, Aune, Ekström, Lundström, e Holmberg, 2001) e mesmo mais longas numa parada cardíaca fora do ambiente hospitalar. No estudo prospectivo holandês de 344 paradas cardíacas (van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001), 234 (68%) dos 344 pacientes foram ressuscitados com sucesso no hospital. Destes, 190 (81%) foram ressuscitados dentro de 2 minutos da parada e 187 (80%) estiveram inconscientes menos de 5 minutos. Outros 30 que foram ressuscitados no hospital (13%) foram ressuscitados dentro de 1 minuto da parada e estiveram inconscientes menos de 2 minutos. Dos 344 pacientes do estudo, 101 (29%) receberam CPR fora do hospital (geralmente na ambulância) e ouros 9 (3%) foram ressuscitados tanto fora como dentro do hospital. Desses 110 pacientes, 88 (80%) tiveram uma parada mais longa que 2 minutos e 62 (56%) estiveram inconscientes por mais de 10 minutos. Apenas 12 pacientes (9%) tiveram uma parada mais longa que 10 minutos. Em geral, 123 (36%) dos 344 pacientes estiveram inconscientes mais que 60 minutos. A duração média da parada cardíaca nesse estudo foi 3,8 minutos e a duração média da inconsciência foi de 109 minutos (n=344). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Essas estatísticas são provavelmente típicas da ressuscitação das paradas cardíacas em geral. Assim, o típico sobrevivente de parada cardíaca em hospital sofre uma parada por 1 a 2 minutos e fica inconsciente por 2,5 a 5 minutos. O típico sobrevivente de parada cárdica externo ao hospital sofre uma parada por cerca de 4 a 10 minutos e permanece inconsciente por cerca de 10 a 60 minutos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Da precedente descrição da fisiologia da parada cardíaca, o período da isoeletricidade cerebral global tipicamente vai de 15 segundos após a parada a 5-10 segundos após o início da CPR (compressões torácicas ou desfibriladores), mas reverte a isoeletricidade quando as compressões torácicas são descontinuadas, se a função cardíaca não inicia. Mesmo com o reinício da atividade elétrica, o EEG não retorna ao normal por um considerável tempo após a atividade rítmica delta reaparecer, dependendo da profundidade da parada (de Vries, Visser e Bakker, 1997; Vriens, et al., 1996). Num cenário de caso ideal de uma parada de apenas 40 segundos, o tempo de recuperação do EEG seria um adicional de 80 segundos. Em paradas mais longas, o tempo de recuperação do EEG e funções cognitivas correspondentes seriam influenciados pelos efeitos de não-refluxo multifocais que ocorrem e seriam consideravelmente mais longos. Similarmente, o período de inconsciência vai de 10 segundos após a parada até algum tempo após o retorno do EEG normal, provavelmente seguido por um período de desorientação ou consciência confusa. Em paradas cardíacas de 2 minutos ou mais, a duração da inconsciência é provavelmente mais influenciada por efeitos de não-refluxo multifocais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Durante o período de isoeletricidade cerebral global e perda da consciência, alguns sobreviventes de parada cardíaca reportaram NDEs vívidas que incluem OBEs com percepções verídicas de eventos de suas ressuscitações. O estudo de Michael Sabom (1982) consistiu de 106 pacientes que haviam sobrevivido a episódios não cirúrgicos de inconsciência e estiveram próximos da morte, incluindo 78 paradas cardíacas, 20 comas, 7 acidentes com risco de morte e 1 tentativa de suicídio. Desses 106 pacientes, 61 reportaram uma NDE seguindo o evento de crise da quase-morte. Notem que esses eventos de quase-morte que incluíram NDE não necessariamente foram os eventos que traziam os pacientes à atenção de Sabom. Dos 61 NDErs, 32 alegaram ter visto alguma parte de sua ressuscitação numa OBE, mas 26 destes eram incapazes de prover detalhes suficientes para verificação, porque a atenção do paciente estava diretamente voltada a outras coisas e não aos detalhes da ressuscitação, por exemplo a sensação de liberdade ou o estupefação do paciente no que estava acontecendo a ele. Os 6 pacientes restantes, todos casos de parada cardíaca, proveram detalhes que puderam ser analisados. Desses 6 sobreviventes cardíacos, 4 foram entrevistados 1 ano após o evento de quase-morte, 1 após 4 anos e 1 após 5 anos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em cada um dos seis casos, os detalhes providos da percepção OBE corresponderam precisamente com os procedimentos médicos, como o uso de compressão torácica, desfibrilação e coleta de sangue para análise dos gases sanguíneos e com os registros médicos em extensão e detalhes contidos. Muitas das percepções OBE foram de eventos que ocorreram durante o período de provável isoeletricidade cerebral, descrevendo os eventos prévios à CPR e os passos iniciais da CPR. Posteriormente, os pacientes não experimentaram interrupção ou alteração da experiência consciente, mesmo quando a atividade elétrica cerebral provavelmente reiniciaria, até haver uma clara transição de volta ao corpo. Em 5 dos 6 casos, o paciente deu uma descrição definida dessa transição, geralmente descrevendo como uma troca de perspectiva de estar fora do corpo olhando para baixo para estar dentro do corpo olhando para cima. Essas transições foram associadas com o retorno da consciência no corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Nos primeiros três casos de Sabom, a descrição provida pelo paciente durante o período de provável isoeletricidade foi precisa comparada com o registro médico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;* Caso 1: o paciente relatou como tendo caído no chão, podendo ver o chão de cima, estava flutuando e posto numa maca, o médico deu um forte golpe no peito e então fez compressões torácicas. O registro médico descreveu que o paciente desmaiou na sala, não tinha pulso ou respiração e a CPR foi iniciada. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;* Caso 2: o paciente relatou ter uma IV inserida, compressões torácicas e uma agulha inserida para “algo sobre gases sanguíneos”. O registros médicos descreveram o paciente como inconsciente, uma IV foi iniciada, uma grande injeção de glicose intravenosa dada (sem resposta), então “medidas ressuscitadoras completas” foram iniciadas e o sangue arterial foi colhido. Interessantemente, a desfibrilação não foi notada pelo paciente ou mencionada no registro médico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;* Caso 3: o paciente relatou vomitar, em seguida deixar o corpo e então ver de cima a enfermeira administra-lhe um choque que puxou o paciente de volta ao corpo. O registro médico descreve o paciente vomitando e então desenvolvendo fibrilação ventricular (parada cardíaca) a qual “respondeu prontamente à desfibrilação”. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Posteriormente, o balanço das descrições nesses três casos, além do período de provável isoeletricidade, foi consistente com o balanço dos respectivos registros médicos. Em outros casos, o registro médico não estava disponível ou tinha apenas uma mínima descrição. Contudo, os relatos do pacientes continham puramente percepções visuais que eram ou posteriormente verificadas ou achadas como provavelmente acuradas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;* Caso 4: o paciente descreveu o uso de uma máquina desfibriladora após o início compressões torácicas da CPR. A máquina tinha um medidor com duas agulhas, uma fixa e uma móvel, a última a qual gradualmente se moveu. (Isto provavelmente descreve um medidor que marca os watts-segundos da desfibrilação e mede a carga da máquina naquela série.) A enfermeira ou o médico moveu a agulha fixa toda vez antes da desfibrilação e a outra agulha gradualmente se moveu. O paciente então descreveu os eletrodos do desfibrilador como discos redondos com botões em cima da alavanca a qual é usada para fornecer o choque. O paciente a seguir descreve a sequência de ressuscitação de um choque do desfibrilador entre um terço e meia escala, compressões torácicas, um choque mais forte (mais de meia escala), compressões torácicas e um choque mais forte (cerca de três quartos), após o que o paciente sentiu, ele estava retornando à consciência (ordinária). Não está claro se houve compressões torácicas prévias à primeira desfibrilação. Se não houve, então estas percepções puramente visuais provavelmente começaram durante a isoeletricidade; do contrário foram feitas certamente durante um período de inconsciência. A descrição do desfibrilador é consistente com desfibriladores que eram de uso comum na época (1973) e a descrição de desfibrilações progressivamente mais fortes intercalaram com compressões torácicas é também consistente com práticas médicas comuns. O paciente mesmo negou ter visto tal desfibrilador ou procedimentos CPR antes. As percepções puramente visuais do ajuste e do movimento das duas agulhas poderia somente ter sido feita enquanto a máquina estava em uso, um fato que ajuda a confirmar que as percepções ocorreram durante o procedimento e não em algum outro momento.&amp;#160; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;* Caso 5: o paciente descreveu que “tiros” foram primeiramente administrados na virilha, o médico então começou a inserir uma agulha em seu corpo em um lado pela axila, mas então mudou de idéia e decidiu por em outro lado, próximo ao coração. (Este procedimento foi provavelmente um tentativa de adentrar a veia subclávia, abaixo da clavícula, para administrar drogas ou inserir um cateter.) Após a ressuscitação, o paciente reportou dizendo ao médico que ele observou que o este mudou de idéia e foi para o outro lado para fazer este procedimento e o médico confirmou seu relato. Da descrição do paciente, o sangue arterial foi primeiro colhido, então o procedimento subclaviana foi feito e então a desfibrilação foi realizada. O registro médico descreveu que a CPR completa foi instituída e os gases sanguímeos foram drenados. Da descrição do paciente, não está claro quando, quanto ou mesmo se as compressões torácicas foram feitas, logo não está claro se a percepção visual do médico mudando de idéia e movendo-se ao outro lado ocorreu durante a provável isoeletrcidade. Em qualquer caso, ocorreu enquanto o presente paciente estava inconsciente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;*Caso 6: o paciente descreveu o uso de compressões torácicas, desfibrilação e injeção no coração como se ele estivesse mais e mais alto, fora do corpo. O paciente então descreveu ver, enquanto ele continuava inconsciente, sua esposa, seu filho mais velho e sua filha mais velha descer até a sala e falar com o médico. Sabom foi capaz de confirmar seu relato independentemente com sua esposa e filha. A esposa havia vindo para visita, sem anúncio, com dois de seis filhos adultos e estava a pelo menos 10 quartos do quarto do paciente quando a parada cardíaca ocorreu. A enfermeira impediu-os de seguir adiante. O paciente foi conduzido para o hall, mas nunca olhando em direção de sua família e foi levado para outro andar sem cruzar com eles no hall. O paciente acuradamente identificou quem estava com sua esposa, mesmo a visita da família não tendo sido esperada e a esposa podendo trazer qualquer um ou dois de seus seis filhos para visita. A esposa confirmou a conversa com o médico no momento. Novamente, esta percepção puramente visual ocorreu durante a inconsciência. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O estudo de Sabom mostra a dificuldade em verificar relatos de percepções verídicas durante uma NDE/OBE. O paciente geralmente pode prover muitos detalhes específicos de eventos percebidos durante uma OBE, mas os registros médicos geralmente fornecem apenas aqueles detalhes que são necessários para o cuidado médico em curso. A menos que os médicos, enfermeiros e o corpo clínico sejam entrevistados dentro de um curto período de tempo do evento, suas memórias não serão provavelmente detalhadas ou acuradas. Estas dificuldades são limitações resultantes dos procedimentos das pesquisas e podem ser superadas. Um protocolo de entrevistas independentes tanto de pacientes como do corpo clínico tão cedo quanto possível após o evento forneceria verificação tanto das percepções detalhadas da OBE do paciente, como da condição médica específica do paciente no momento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Para ajudar a verificar que as percepções OBE vêm da percepção real dos eventos, Sabom visou eliminar a possibilidade de que as percepções do paciente pudessem ser atribuídas à imaginação baseadas em conhecimento prévio dos procedimentos CPR (derivados, por exemplo, de séries de televisão), em expectativas baseadas em experiência prévia com procedimentos cardíacos de eventos médicos anteriores ou em simples adivinhações. Sabom entrevistou um grupo controle de 25 pacientes cardíacos, com histórico similar a aqueles que reportaram OBE, tendo uma doença cardíaca de duração média maior que 5 anos, com experiências prévias em internações de ataque cardíaco, cateterismo, cirurgia em coração aberto, parada cardíaca sem OBE, entre outros. Os controles foram solicitados a descrever em detalhe visual o que eles razoavelmente esperariam ver do canto de um quarto de hospital durante a CPR de um paciente de parada cardíaca. 23 dos 25 pacientes controles fizeram tentativas de descrever o procedimento da CPR. Destes, 20 fizeram um erro crasso em seus relatos descritivos, mais comumente o uso de respiração boca-a-boca, que é raramente usado num procedimento hospitalar. Os outros 3 deram limitadas descrições do procedimento CPR sem erro óbvio. Um desses controles omitiu elementos chaves tais como compressões torácicas e ventilação artificial e outros 2 haviam testemunhado ressuscitações reais em ambientes hospitalares. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Sabom concluiu que os resultados do grupo controle sugerem que as descrições da CPR de NDE/OBEs não foram baseadas somente no conhecimento prévio geral dos pacientes em CPR. Mais ainda, há forte correspondência entre as percepções OBE e os reais procedimentos descritos no registro médico. Os relatos em OBE contêm numerosos detalhes específicos que eram ausentes das descrições do grupo controle. Sabom também concluiu que o staff médico muito provavelmente não forneceu detalhes adicionais sobre os procedimentos CPR dos pacientes porque não havia razão concebível para fazê-lo. Mais ainda, era improvável que os pacientes montassem juntos um retrato da ressuscitação de percepções visuais, auditivas ou (adicionaríamos) táteis feitas num estado semiconsciente porque as percepções dos detalhes foram visuais em sua natureza, mas fora do campo visual dos olhos físicos do paciente e não poderiam ser derivadas de informações sensórias auditivas (ou táteis). Nós adicionaríamos que algumas das percepções foram feitas após a parada e previamente ao início da CPR, durante o período de provável isoeletricidade cerebral completa, quando nenhuma percepção, mesmo subliminar, seria possível. Também acrescentaríamos que embora alguns detalhes possam ser inferidos devidos a efeitos físicos mais duradouros, por exemplo, a colocação dos eletrodos do desfibrilador à queimaduras ou desconfortos no peito, o fato de que as compressões torácicas à dores no peito ou costelas quebradas e a colocação de um IV ao fato de que o IV continuava lá no despertar, estes detalhes sozinhos não podem explicar a correspondência íntima do relatos da sequência de eventos do paciente com os registros médicos, nem os detalhes que são puramente visuais em natureza, tais como os comandos do desfibrilador e as agulhas no caso 4. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Sam Parnia (2006, p. 77) documentou um segundo exemplo de percepções verídicas durante uma OBE, um relato de Richard Mansfield, um experiente cardiologista que era o chefe de equipe cardíaca ressuscitando um homem de 32 anos numa parada cardíaca. O paciente foi observado inicialmente sem pulso, sem respiração e estava em assístole (um eletrocardiograma completamente plano). A ressuscitação incluiu entubação, ciclos de três minutos de compressões torácicas, adrenalina e atropina. A despeito desses esforços, por um período maior que 30 minutos, o paciente permaneceu sem pulso e em assístole. Antes de encerrarem os esforços, Mansfield checou novamente se o monitor cardíaco e cabos estavam funcionado adequadamente e se não havia pulso. A ressuscitação foi parada e o grupo aceitou que o paciente estava morto. Mansfield deixou a sala para escrever os registros médicos e saiu por 15 minutos. Ele reentrou na sala para checar quantas doses de adrenalinas haviam sido administradas e notou que o paciente aparentava estar definitivamente mais ruborizado que quando o médico deixou a sala. Mansfield observou de novo a virilha do paciente e sentiu um pulso. A ressuscitação foi continuada e o paciente, por fim, estabilizado e transferido para a terapia intensiva. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Cerca de uma semana depois, Mansfield entrevistou o paciente; ele não havia sofrido qualquer dano cerebral, a despeito de estar em assístole por mais de 30 minutos e sem qualquer assistência em termos de compressão cardíaca ou oxigênio por outros 15 minutos. Mais ainda, o paciente descreveu como ele havia observado tudo de cima e descreveu em detalhe tudo o que aconteceu: tudo que o médico disse e fez no procedimento, incluindo a saída do quarto, voltando mais tarde, observando o paciente, revendo o pulso e reiniciando a ressuscitação. O paciente foi capaz de recontar todos esses detalhes corretamente, de acordo com Mansfield. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Durante os períodos de compressão torácica nessa ressuscitação, é provável que alguma atividade elétrica cerebral tenha se iniciado, mas, uma vez que o paciente permaneceu em assístole, tão logo as compressões torácicas pararam, a isquemia cerebral global iria continuar e o cérebro retornaria à isoeletricidade. Em algum momento depois que Mansfield deixou o quarto, o coração do paciente deve ter reiniciado espontaneamente. Contudo o paciente permanecia inconsciente e foi finalmente estabilizado e transferido à terapia intensiva. A despeito dos prováveis períodos intermitentes de isoeletricidade cerebral, o paciente era capaz de perceber todos os eventos da ressuscitação de cima. Em particular, o paciente acuradamente descreveu a decisão de parar a ressuscitação, e o médico deixando a sala, um momento quando o paciente foi confirmado pelo médico como ainda sem pulso e em assístole, consequentemente muito provavelmente em completa isoeletricidade cerebral. Os detalhes do relato do paciente não foram descritos por Mansfield, mas nós podemos assumir que as percepções do paciente ocorreram sem lapsos de consciência, assim como quando a atividade elétrica poderia ter recomeçado. Tivesse havido um lapso de consciência, a descrição do paciente de periodicamente começar a perder a consciência ou de ser puxado de volta ao corpo certamente teria sido notada. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, temos um relato adicional de percepções verídicas durante uma aparente NDE/OBE, durante períodos de quase certa isoeletricidade cerebral, neste caso um relato não do próprio NDEr, mas da pessoa que seria mais capaz de verificar a acurácia dos detalhes das aparentes percepções do NDEr. Posteriormente, os detalhes foram verificados como completamente precisos dentro de uma semana do incidente. O relato de Mansfield merece posterior investigação independente, por exemplo, para reunir e correlacionar os detalhes de Mansfield, do paciente e de outro pessoal que esteve presente e de registro médicos escritos. Infelizmente, devido ao lapso de mais de 15 anos agora, tal investigação seria problemática (Parnia, comunicação pessoal, 25 Setembro de 2006). Um tratamento mais rigoroso de tais relatos de aparentes percepções verídicas no momento do evento médico forneceriam mais corroborações definitivas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Um terceiro exemplo de aparente continuidade da consciência através de um período de cessação completa da atividade cerebral foi documentado por Sabom (1998). Pam Reynolds, 35 anos de idade, se submeteu a uma cirurgia em 1991 para um grande aneurisma da artéria basilar na base do cérebro. O complexo procedimento envolveu parada cardíaca hipotérmica que incluía a redução de sua temperatura corporal à 60°F, parando seu coração e sua respiração e drenando o sangue de seu cérebro (Spetzler, Hadley, Rigamonti, Carter,Raudzens, Shedd e Wilkinson, 1988). Neste ponto, Reynolds estava em “stand still” e, por todas as medidas, estava morta. O aneurisma foi então removido, seu sangue e sua temperatura corporal restaurados e seu coração e respiração reiniciados. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A anestesia foi induzida às 7:15 AM, os olhos de Reynolds foram tapados e fones de ouvido foram colocados que emitiam cliques de 100dB em 11 à 33 ciclos/segundo. Às 8:40, seu corpo foi coberto e por volta das 8:45 Reynolds experimentou uma NDE/OBE, assim que o cirurgião começou a cortar seu crânio com uma serra cirúrgica pneumática especializada para acessar seu cérebro. Sua visão na OBE foi mais focada e clara que o normal. Como pairava sobre o ombro do cirurgião, ela notou que a serra lembrava uma escova de dente elétrica com um formato peculiar. Usava lâminas intercambiáveis que eram mantidas num container que lembrava um estojo vazio para colocar documentos. Reynolds também ouvia comentários de uma médica sobre suas veias e artérias serem muito pequenas. Reynolds continuou a ter uma profunda NDE envolvendo um túnel, entrando numa luz incrivelmente brilhante e o encontro com alguns parentes falecidos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Durante o tempo de sua NDE, o procedimento cirúrgico continuou: o resfriamento sanguíneo começou às 10:50 e o coração de Reynolds foi parado às 11:05. O monitor EEG registrava isoeletricidade e o funcionamento do tronco cerebral, medido por pulsos elétricos em resposta aos cliques auditivos em seus ouvidos, indo quase a zero. Reynolds foi trazida ao “stand still” por volta de 11:25 com o sangue drenado de seu cérebro. A excisão cirúrgica do aneurisma foi completada e sua corrente sanguínea restabelecida. Neste momento, os monitores de EEG e do funcionamento do tronco cerebral mostraram retorno da atividade elétrica e a função cardíaca foi iniciada. Às 12:00 o coração de Reynolds foi em fibrilação ventricular e dois desfibriladores foram usados para reiniciá-lo. Em sua NDE, Reynolds foi trazida de volta do túnel por seu tio falecido e viu seu corpo. Ela não queria voltar para o corpo, porque parecia terrível a ela, que nem um cadáver. Contudo, com um pequeno empurrão, ela reentrou em seu corpo. Às 12:32, a válvula de desvio foi removida e os cortes cirúrgicos foram fechados. Neste ponto, Reynolds lembrou ouvir a equipe cirúrgica escutando uma canção particular. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Mais tarde, Sabom verificou que as percepções de Reynolds sobre a serra cirúrgica e do comentário do médico sobre as suas veias eram exatas. No entanto, ambas estas percepções ocorreram ao redor de 8:45, enquanto Reynolds estava sob anestesia, e bem antes da isoeletricidade cerebral, que foi de aproximadamente 11:05 até talvez 11:45. Houve outro período breve de isoeletricidade, talvez 1-2 min de duração, durante o evento da fibrilação ventricular às 12:00. O momento do retorno ao corpo pode ser calculado entre aproximadamente 12:05 e o tempo dos procedimentos cirúrgicos de sutura, porque Reynolds podia identificar uma música sendo tocada ao fundo depois que tinha entrado de novo no seu corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Neste relato, nós temos uma NDE/OBE consciente com percepções de verídicas durante um procedimento cirúrgico mas não durante isoeletricidade cerebral. No entanto, a NDE continuou sem interrupção por um período monitorado de provavelmente 40 min de isoeletricidade do tronco cerebral e cortical que foi documentado. O relato de Reynolds não indica em qualquer ponto de sua NDE que sua consciência diminuía ou falhava, ou que ela era trazida de volta ao seu corpo, exceto após o reinício da função cardíaca, quando foi feita empurrada para ele. Assim, embora as percepções verídicas tenham ocorrido num ponto quando Reynolds estava sob anestesia e portanto inconsciente, elas ocorreram enquanto havia atividade elétrica de cérebro ainda plena. Não obstante, a fase inicial da OBE foi parte de uma experiência consciente contínua que alcançou um período extenso de isoeletricidade cerebral global. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Numa parada cardíaca, o início de isquemia cerebral global e de isoeletricidade cerebral causam a perda de consciência na maioria dos pacientes. No entanto, alguns pacientes experimentam uma continuidade de consciência, geralmente com uma perspectiva fora do seu corpo e olhando para baixo. O paciente geralmente não experimenta nenhuma perturbação na consciência (com exceção da mudança de perspectiva) num momento quando toda atividade elétrica de cérebro quase certamente cessou. O paciente experimenta uma consciência nítida e lúcida do ambiente físico e ainda possui todos os sentidos e atributos de consciência ordinária no corpo, a saber, percepção, volição, sentimentos, pensamento e memória de acontecimentos prévios. O paciente experimenta uma continuidade completa de consciência mesmo quando a atividade elétrica cerebral recomeça, até haver uma transição clara de volta ao corpo, o que aponta que a consciência do paciente continua, agora com uma perspectiva de dentro do corpo, ou o paciente torna-se inconsciente e acorda mais tarde no corpo. A NDE torna-se integrada intimamente na memória ordinária do paciente, como outras experiências da vida. Durante o período inteiro de consciência fora-do-corpo, o paciente aparenta estar completamente inconsciente e incapaz de responder ao pessoal médico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, o fenômeno de NDE durante a parada cardíaca, com experiências fora-do-corpo verídicas de ambientes físicos durante o período de isoeletricidade cerebral global, desafia a hipótese de que essa consciência é dependente das funções cerebrais. Ordinariamente esta hipótese é correta, porque a perda de atividade elétrica cerebral quase sempre resulta em inconsciência. No entanto, os casos raros de NDE durante as paradas cardíacas demonstram que há exceções notáveis. A fenomenologia destas exceções mostram que, uma vez separada da função cerebral numa NDE, a consciência do paciente continua numa OBE mesmo que a atividade elétrica do cérebro encerre e que a consciência continuará a operar independentemente até que haja um retorno o corpo. A consciência do paciente funciona com todos os atributos de consciência costumeira, numa continuidade da experiência autoconsciente que envolve o tempo em que o paciente esteve no corpo, separado pela experiência fora-do-corpo e no momento de retorno ao corpo. O paciente experimenta as transições para fora e de volta ao corpo como ocorrências naturais, embora raras, e pode integrar a experiência inteira numa memória como uma das experiências de vida. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A Veracidade da OBE NDE &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;O relato precedente da continuidade de consciência durante períodos de isoeletricidade cerebral global se baseia na validade das percepções verídicas durante a NDE/OBE, porque estas percepções estabelecem que a consciência de NDE ocorreu num tempo de isoeletricidade cerebral global ou inconsciência. A validade destas percepções depende de evidência corroborativa de que as percepções eram reais (isso é, “verídicas”) e que elas não podiam ter sido imaginadas, nem mentalmente podiam construídas em algum outro momento, por exemplo, tendo sido inferida da consciência sensória subliminar durante anestesia, do conhecimento geral prévio, de expectativas derivadas de experiências anteriores, de informação fornecida por outros depois do fato, de conseqüências físicas duráveis (por exemplo, dor ou queimaduras de uma desfibrilação) ou de suposições afortunadas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Quando uma pessoa experimenta uma NDE com percepções fora-do-corpo dos arredores imediatos, o desejo natural está em verificar se os acontecimentos ou coisas percebidas foram reais e se realmente aconteceram. De modo geral, tais percepções são descobertas informalmente como verídicas, isso é, aparentam ser reais, foram verificadas com testemunhas e confirmadas. Em contraste, relatórios de percepções numa NDE que foram descobertas como não verídicas são raras.Jan Holden relatou os resultados preliminares de um estudo de casos de percepção pretensamente verídicas em relatórios de NDE que não poderiam ser resultado de percepção normal, que foram corroborados pelo NDEr ou outros. De 93 casos, 92% aparentaram completamente exatos, 6% com elementos tidos com exatos e errôneos e &amp;lt;1% completamente errôneo (Holden, comunicação pessoal, 26 de outubro de 2006). Assim, se esperaria que essas percepções de NDE/OBE seriam formalmente provadas como verídicas facilmente. No entanto, só em alguns casos existem pesquisadores de NDE fazendo passos extras para corroborar completamente o que foi percebido, verificando independentemente mais de uma fonte. Tal pesquisa inclui, por exemplo, Michael Sabom (1982; 1998), Kenneth Ring e Sharon Cooper (1997; 1999), e de Emily Cook, Bruce Greyson, e Ian Stevenson (1998). Não obstante, Susan Blackmore recentemente afirmou (2004, p. 364) que nenhum caso de suposta percepção verídica numa NDE tem corroboração independente, mesmo mínima, fornecida. A afirmação de Blackmore é exagerada, mas demonstra que o nível de corroboração das reivindicações de percepções verídicas está aberto a ceticismo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Quando nós dizemos que uma percepção é verídica, normalmente queremos dizer que corresponde aos fatos de realidade, isto é, algo que é objetivamente real. Quando um pesquisador verifica uma alegação, ele a prova que é verdadeira ou acurada por evidência ou testemunho e quando ele a corrobora, confirma e “fortalece” normalmente por verificar mais de uma fonte ou perspectiva. Assim, um relato de percepção verídica é verificado demonstrando com evidência ou testemunho que a percepção era de algo que realmente ocorreu em realidade objetiva e no momento foi alegado ser percebido. A verificação é corroborada quando o relato é verificado por mais de uma fonte ou perspectiva. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Há centenas de relatos de pretensas percepções verídicas em NDE/OBE. Normalmente são verificadas pelo próprio NDEr logo depois da experiência. As percepções freqüentemente são verificadas perguntando-se a uma outra testemunha, como em “contei ao médico o que eu via e ele disse que aconteceu justamente isso”. Normalmente não há verificação independente dos detalhes e, como o acontecimento freqüentemente ocorreu um longo tempo antes de ser relatado a um pesquisador, a verificação independente de detalhes de pessoas diferentes ou de evidência física não é mais possível. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Emily Kelly, Greyson e Stevenson (1999-2000) esboçaram os requisitos gerais para verificação e corroboração de percepção paranormal: o experimentador relata a experiência paranormal a outros logo depois da experiência, estes outros atestam quando e o que o experimentador os contou e um investigador independente confirma que os acontecimentos percebidos ocorreram conforme o experimentador os descreveu. Estes requisitos fornecem uma estrutura para requisitos ainda mais elaborados para corroboração de alegadas percepções verídicas em NDE/OBE, que talvez incluam: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O NDEr dá um relato dos acontecimentos percebidos razoavelmente logo depois da experiência, tal que os detalhes não sejam perdidos na memória, nem alterados na recontagem e não sejam confundidos pelo que o NDEr involuntariamente pode aprender de outros ao compartilhar a história. Idealmente o relato deve ser anotado com tantos detalhes quanto possíveis antes de ser compartilhado, especialmente antes de ser compartilhado com os que talvez possam verificar tais detalhes. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O investigador entrevista o NDEr e compara este relato com a versão contemporaneamente dada a outros e a versão escrita, se houver. Tanto quanto possível, o investigador necessita verificar se o NDEr não podia ter adquirido conhecimento prévio relacionado aos acontecimentos e não conseguiu conhecimento específico sobre os acontecimentos depois por meios normais (por exemplo, informação dada depois por pessoal médico ou uma testemunha dos acontecimentos). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O investigador compara o relato do NDEr com o testemunho de outros, entrevistados separadamente, verificando os detalhes do relato. O investigador sonda especificamente quaisquer elementos que não sejam coerentes com o relato do NDEr. A sincronização, a seqüência de acontecimentos e os detalhes todos precisam ser comparados. Os detalhes talvez incluam quem eram os presentes, onde estavam situados, o que estavam usando, de que forma outros itens estavam dispostos no lugar, e assim por diante. Os esboços poderiam ser feitos independentemente pelo NDEr e testemunhas e então comparados. É importante demonstrar que a percepção ocorreu no tempo do acontecimento e não foi construída, nem imaginada nem antes nem depois do acontecimento. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; As sondagens do investigador para detalhes adicionais do relato do NDEr que não eram parte da história original e separadamente verificar estes detalhes com as testemunhas apropriadas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O investigador compara o relato do NDEr com toda evidência disponível: evidência física, registros médicos, etc. Testemunho adicional do NDEr ou testemunhas pode ser necessário para esclarecer estes detalhes. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Estes requisitos se relacionam à reunião de informação para comparação e corroboração. Consideração também deve ser dada aos próprios tipos de percepções, de tal modo que eles inequivocamente eliminem outras possíveis explicações tal como essas apresentadas por Blackmore (1993, cap. 6). Blackmore propôs que o paciente inconsciente podia construir um modelo mental de realidade numa visão de olho-de-pássaro a partir de dicas sensórias físicas que subliminarmente são percebidas. Tais dicas poderiam ser visuais, auditivas, tácteis, ou proprioceptivas. Além disso, o NDEr faria inferências das conseqüências do acontecimento tal como dor de um procedimento médico ou poderia adquirir conhecimento ao ouvir por acaso conversas, mesmo subliminarmente, de outras pessoas (por exemplo, enfermeiras, médicos), antes ou depois do acontecimento. Portanto, as percepções a ser verificadas devem ser informações puramente visuais que sejam visíveis só fora da linha de visão física (mesmo que os olhos do paciente estejam fechados). A informação deve ter uma imparidade e nível de detalhe que não possa ser inferido, nem ser adivinhado, nem possa ser derivado de conhecimento prévio, nem conhecimento de outras fontes. O mais convincente caso em que uma percepção verídica obtida por meio paranormal pode ser feito é se tiver ocorrido durante um período de isoeletricidade cerebral global, como nos segundos iniciais depois da parada cardíaca, porque naquele momento toda função do cérebro cessou. No entanto, percepções verídicas feitas durante períodos de inconsciência também podem ser corroboradas se puder ser demonstrado que todas as outras possíveis fontes de dicas sensórias estavam ausentes. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Estes são requisitos desalentadores, mas acreditamos que eles podem ser satisfeitos com investigação esmerada e judiciosa dos detalhes de OBEs NDE informadas contemporaneamente e relatos de NDE talvez mais antigos, também. Algumas das pretensas OBEs NDE verídicas tiveram boa verificação, mas geralmente não alcançou o grau de corroboração independente. Para ilustrar as dificuldades da verificação e da corroboração, temos vários casos conhecidos presentes, de OBE NDE com pretensas percepções verídicas, vários dos quais nós já descrevemos em seções prévias: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Caso de George Ritchie (Ritchie e Sherrill, 1978), descrito previamente: Ritchie verificou sua percepção verídica do bar a 500 milhas a leste de seu corpo físico quando encontrou-o por acaso 10 meses depois do acontecimento mas, compreensivelmente, ele não contou a qualquer um sobre isso até tempos mais tarde. Ritchie informou a Ten. Enfermeira Retta Irvine pouco depois do acontecimento, que ele tinha tido uma experiência profundamente comovente quando “morreu” mas não deu detalhes. Ele então relatou o caso plenamente cerca de um ano mais tarde a um sargento da Aeronáutica e mais tarde a sua esposa futura. O registro médico foi confirmado pelo médico encarregado da divisão médica numa declaração registrada. O tratamento médico de Ritchie no tempo em que foi pronunciado morto e o fato de que ele relatou sua experiência em termos gerais foram confirmadas numa declaração dada pela Ten. Irvine (Ritchie, 1998). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;É difícil de conceber como Ritchie poderia ter desenvolvido um modelo mental de vôo sobre as frias planícies orientais do Texas, vindo a um rio grande com uma cidade na outra margem e então parando acima de um bar que tinha características muito específicas. Mesmo assim, não há nenhuma verificação independente do caso de Ritchie, onde a descrição do bar foi dada antes do seu avistamento 10 meses mais tarde, que então poderia ser comparado com o edifício real. Assim, não há nenhuma corroboração das próprias percepções verídicas. Além do mais, enquanto os detalhes gerais de seu caso coincidem com os relatos dados verbalmente no tempo sobre seu tratamento, as declarações escritas corroborativas foram feitas depois de uns 14 anos e são muito gerais. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Sabom (1982) caso 6, descrito previamente: O paciente via sua esposa e dois dos seus filhos conversando com o médico abaixo do corredor de onde sua reanimação havia começado. Sua esposa verificou que os três estavam ali sem aviso prévio e que seu marido não poderia tê-la visto. Sabom verificou os relatos dentro de 13 meses desde o acontecimento e também verificou os fatos gerais com a filha do paciente que estava também presente. Infelizmente, o paciente não deu um relato prévio antes de contar a sua esposa, logo, os fatos das duas contas facilmente podiam ter sido confundidos. Mais detalhes poderiam ser obtidos que não foram compartilhados entre o paciente e sua esposa, por exemplo, a identidade do médico ou o que os membros da família vestiam. Estes fatos então poderiam ser verificados independentemente entre as testemunhas. Também, o médico e a enfermeira (que tinha parado a família no corredor) poderiam ser entrevistados para corroborar posteriormente os dois relatos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Caso de Richard Mansfield (Parnia, 2006), descrito previamente: Mansfield confirmou que seu paciente descreveu precisamente os acontecimentos da sua reanimação mesmo estando inconsciente e permanecido em assístole quando a equipe médica abandonou a reanimação. Infelizmente não há nenhuma declaração do próprio paciente e nenhum registro médicos para comparar, não havendo, pois, nenhuma verificação independente dos fatos. Muitos mais detalhes poderiam ser obtidos e verificados com outras fontes para corroborar os fatos. Como com outros exemplos, este acontecimento ocorreu há muitos anos, então a possibilidade de que mais investigação conseguisse qualquer corroboração é remota. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Caso de Pam Reynolds (Sabom, 1998), descrito previamente: Reynolds com precisão descreveu sua percepção visual da serra óssea e seu estojo de lâminas intercambiáveis, como Sabom verificou. No momento, ela estava sob anestesia geral e os seus olhos foram vedados mas ela não estava no “standstill”. Mesmo que fosse impossível para ela enxergar, é possível, que ela ainda pudesse ouvir a serra, ainda que subliminarmente (embora seja improvável dado os estalidos de 95 dB na freqüência de 20/seg nas suas orelhas) e sentir a serra tal como foi usada. Do conhecimento prévio de turbinas de dentista (que também é algo similar a uma escova de dentes elétrica), com bandejas semelhantes e brocas, seria possível desenvolver um quadro mental da serra óssea que seja bastante similar. No entanto, há um número de detalhes sobre a serra óssea que não são de forma alguma similares a uma escova de dentes elétrica ou uma turbina de dentista, como podem ser vistas por fotos da serra e seu estojo. Reynolds também deu alguma descrição de que estava presente na sala de operação. Assim, seria possível Reynolds fazer esboços da serra e seu estojo e também a disposição do equipamento e as posições do pessoal médico na sala de operação. Um ou mais médicos também independentemente podiam esboçar estes últimos detalhes. Os esboços de Reynolds então poderiam ser comparados com as outras imagens. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Paciente das dentaduras extraviadas (van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001): O paciente cardíaco em questão, idade 44, foi levado ao hospital com parada cardíaca e recebeu compressões torácicas e desfibrilação sem entubação. O ritmo cardíaco do paciente ainda não era estável e o enfermeiro da unidade de tratamento coronária procurou entubá-lo, mas percebeu que o homem tinha dentadura superior. O enfermeiro retirou a dentadura e os colocou sobre o “crash car”. O CPR continuou e eventualmente ritmo do paciente estabilizou. Depois de mais que uma semana, o paciente se recuperou e identificou o enfermeiro quando ele chegou para distribuir remédios. O paciente teve percepções de cima, descreveu corretamente em detalhar o lugar onde o CPR tinha sido feito e as pessoas que estavam presentes. O paciente corretamente identificou o enfermeiro como o que tinha retirado as dentaduras postiças e as colocado no crash car, que tinha várias garrafas nele e uma gaveta móvel embaixo de onde a enfermeira colocou a dentaduras postiças. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Evidentemente não houve verificação adicional dos detalhes, e nesse caso não houve verificação independente do caso do paciente, uma vez o relato do paciente e a verificação do enfermeiro aparentemente aconteceram ao mesmo tempo, com uma boa possibilidade de colaboração involuntária. Além do mais, não foi informado qual o estado cardíaco do paciente no momento em que as dentaduras foram retiradas. Se as compressões torácicas haviam sido paradas para o procedimento de entubação e se o coração do paciente tinha retornado à fibrilação ventricular, então um caso poderia ser feito para que estas percepções fossem obtidas durante a isoeletricidade cerebral. Em todo o caso, o paciente poderia inferir que suas dentaduras foram retiradas porque acordou sem elas e é possível que ele subliminarmente pudesse ter sentido que estavam sendo retiradas, tendo ouvido o tilintar de garrafas na carreta e a abertura de gaveta, ouvindo a voz do enfermeiro e assim por diante. Em outras palavras, há informação insuficiente para eliminar outras possíveis explicações das pretensas percepções verídicas do paciente. Posterior investigação independente dos detalhes fornecidos pelo paciente e pelo pessoal que estava presente talvez revelem percepções puramente visuais que poderiam ser verificadas e corroboradas como percepções verídicas fora-do-corpo. Infelizmente, isso não é possível porque o acontecimento ocorreu em 1988 (van Lommel, comunicação pessoal, outubro 27, 2006). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Sapato de Maria (Clark, 1984; Sharp, 1995; Ring e Valarino, 1998): Maria era um trabalhadora imigrante hispânica que sofreu um ataque cardíaco em 1977. Depois de alguns dias na unidade cardíaca do hospital, ela sofreu parada cardíaca e rapidamente foi reanimada, mas permaneceu em coma durante várias horas. No dia seguinte, ela relatou a Kimberly Clark, uma assistente social que a ajudava, que, durante a parada, ela teve percepções do seu corpo perto do teto, do staff médico presente, do equipamento médico e do papel de eletrocardiograma que tinha caído no chão. Ficou distraída e foi “movida” para cima da entrada da emergência do hospital e foi novamente distraída por algo que ela via sobre uma saliência da janela do terceiro andar. Era um tênis masculino azul-marinho que tinha uma mancha onde o dedo mínimo entraria e um cadarço que fora enfiado sob o calcanhar. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Clark procurou primeiro fora do hospital pelo chão e então por dentro, indo de sala em sala no terceiro andar, verificando as soleiras das janelas. Clark achou o sapato numa soleira do lado norte da ala oeste do hospital, mas de seu ponto de vista podia ver só o topo do sapato e o interior. Quando ela recobrou o sapato, Clark achou que combinou com a descrição de Maria exatamente, com a área manchada e sapato atado sob o calcanhar. Quando Clark retornou a Maria, ela primeiramente pediu à Maria que se lembrasse de como o interior do sapato parecia. Não, Maria não tinha estado alto o suficiente para ver dentro do sapato. Então Clark mostrou a Maria o sapato e a história de sua visão do sapato durante a parada cardíaca foi compartilhada com numerosas enfermeiras e médicos que vieram todos para ver Maria e o sapato. Aqui temos uma aparente percepção verídica puramente visual, cujo ponto de vista não podia ter sido feito de qualquer perspectiva exceto do exterior do edifício. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Infelizmente, Maria nunca foi entrevistada separadamente e o sapato famoso foi perdido, de modo que sua condição não pode ser verificada para mais detalhes. Os registros médicos de Maria não foram verificados e membros do pessoal do hospital não foram entrevistados para verificar se foram noticiados sobre o incidente pouco depois que ele aconteceu. Portanto, embora a percepção verídica tenha sido verificada através de Clark por evidência física, pouco depois aconteceu, o relato permanece não corroborado por qualquer outra fonte. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Para estabelecer que percepções pretendidas verídicas as são de fato, pesquisadores de NDE precisam ser mais exatos, como estes exemplos esperançosamente demonstram, na continuação e investigação, em entrevistar NDErs sobre sua experiência e em corroborar seus relatos com evidência e testemunho independente de outros. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Uma aproximação promissora para corroborar percepções verídicas em estudos prospectivos correntes de NDE é o uso de alvos visuais escondidos em lugares do hospital onde as NDEs são mais possíveis de ocorrer (Greyson, 2000a, p. 343; Parnia, Waller, Yeates, e Fenwick, 2001). Se o paciente tem uma OBE, sua perspectiva visual permitirá que veja o alvo escondido e mais tarde informe seu conteúdo. Várias tentativas com alvos escondidos foram feitas, mas, até agora, foram malsucedidas, devido ao número baixo de NDEs nos lugares alvo. Também parece que os NDErs focalizam sua atenção mais na atividade da reanimação e não observam ao redor do lugar, então nenhum resultado positivo foi informado ainda. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Há três aspectos da fenomenologia da NDE/OBE que podem ajudar com este problema. Primeiro, uns poucos NDErs têm comentado sobre o que tem tomado seus interesses e suas atenções durante a OBE (por exemplo, Sabom, 1982, p. 97). Os pacientes tendem a dirigir seu interesse baseado em conexões humanas (por exemplo, a enfermeira, seu esposo) e os sentimentos positivos que eles percebem destas pessoas. Segundo, em alguns casos, o NDEr respondeu a um repetido chamado de seu nome ou ao médico declarando, “Jenny, você não pode morrer”! e então retornou ao seu corpo. Assim, o NDEr “ouvirá” e dirigirá sua atenção a alguém que a eles se dirija. Finalmente, alguns NDErs relatam que eles podem “ouvir” palavras faladas não pela audição, mas aparentemente por telepatia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Portanto, sugerimos que esse estudo de alvos escondidos poderia ser aumentado por investigadores que sigam um programa, um protocolo verbal selecionado aleatoriamente, que é comunicado ao paciente mentalmente quando o paciente está possivelmente tendo uma NDE. O investigador pode receber a atenção do paciente dirigindo-se a ele pelo nome, com uma atitude afetiva calorosa, e então mentalmente recitar a mensagem prescrita. A apresentação incluiria uma ou mais pistas facilmente identificáveis, dicas visuais selecionadas aleatoriamente que seriam externas à linha de visão física do paciente (por exemplo, algo distinto que o investigador está vestindo na frente). O investigador então sairia e documentaria os detalhes da apresentação e os acontecimentos médicos ocorrendo com o paciente no momento. Um segundo investigador, sem qualquer conhecimento da apresentação específica usada, mais tarde entrevistaria o paciente e documentaria os resultados, inclusive tendo o paciente identificado o outro investigador de um alinhamento de quadro de possíveis investigadores. Este procedimento poderia ser integrado com alvos escondidos existentes por apontamento e mentalmente dirigindo a atenção do paciente para notar o que é exibido no alvo. Também poderia ser usado sem alvos escondidos mostrando um quadro aleatoriamente selecionado ao paciente como parte do protocolo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em resumo, o componente de OBE das NDEs freqüentemente inclui percepções verídicas que informalmente são verificadas pelo NDEr. As percepções que são provadas como não verídicas sob checagem raramente são informadas. Alguns pesquisadores de NDE verificaram-nas e, em alguma extensão, corroboraram as percepções verídicas do NDEr com resultados muito convincentes, mas uma verificação plena e corroboração que elimina todas possíveis explicações alternativas ainda não foi possível por uma variedade de razões. Os pesquisadores de NDE necessitam continuar a perseguir uma investigação rigorosa de NDEs recentes. Muito sucesso é provável de ser obtido em estudos prospectivos usando alvos escondidos, talvez com os ajustes que nós sugerimos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, a evidência até agora de percepção verídica durante a NDE/OBE é forte, mas a veracidade não tem sido de modo algum demonstrada conclusivamente. Não obstante, o que foi até agora demonstrado fortemente sugere que a consciência do NDEr opera completamente independentemente do corpo durante a OBE NDE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Comparação com outros tipos de OBEs &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A experiência fora-do-corpo, onde alguém sente que o centro de consciência está localizado fora do corpo físico, não é única da NDEs. Além de sua existência em NDEs, as OBEs podem ser experimentadas espontaneamente, voluntariamente ou auto-produzidas, induzidas com hipnose, com estímulo elétrico da junção têmporo-parietal direita do córtex cerebral, com o uso de drogas tal como cânhamo, psicodélicos e quetamina, e podem aparecer em conexão aos sonhos, paralisia de sono e depressão (Blackmore, 1982 &amp;amp; 1992). Blackmore calculou que as OBEs ocorrem em aproximadamente 10% da população, embora outros pesquisadores tendam a pôr o valor mais alto. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;As características de fenomenológicas e qualidades das OBEs aparentam diferir dependendo de como a OBE se originou. Em particular, a NDE/OBE tem várias características que a distinguem de outros tipos de OBEs: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O OBEr da NDE está numa crise médica que traz a pessoa próxima da morte ou quando uma pessoa experimenta um perigo físico intenso ou emotivo comparado com outras condições prévias em que OBEs ocorrem. Em contraste, os outros OBErs geralmente estão relaxados fisicamente, mentalmente tranqüilos e pode estar sonhando (Twemlow, Gabbard, e Jones, 1982). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O OBEr da NDE geralmente irá experimentar provavelmente mais os outros aspectos da NDE do que os outros OBErs, tal como ouvir um barulho no início da experiência, ver seu corpo físico a distância, viajar por um túnel, vendo outros seres em forma não material e encontrar-se com um ser de luz (Gabbard, Twemlow, e Jones, 1981). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; A veracidade das percepções na OBE NDE, quando checadas informalmente, quase sempre é verificada (isto é, relatórios de percepções não-verídicas são raros), mas elementos não-verídicos, percepções fragmentárias ou deturpadas, qualidades hipnóticas ou alucinações completas são informadas em outros tipos de OBEs, tal como a OBE espontânea (Blackmore, 1983), OBE induzida por estímulo elétrico do cérebro ou doença do lobo temporal (Blanke, Ortigue, Landis, e Seeck, 2002; Blanke, Landis, Spinelli, e Seeck, 2004), OBE intencional (Blackmore, 1982 &amp;amp; 1992), OBE induzida por quetamina (Jansen, 2000) e OBE induzida por paralisia do sono (Buzzi e Cirignotta, 2000; Terrillon e Marques-Bonham, 2001). Note que a veracidade das OBEs NDE não foram demonstradas conclusivamente (veja seção prévia). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Até agora, pesquisadores não estabeleceram uma tipologia coerente ou escala para OBEs (Alvarado, 1997). Enquanto geralmente é concordado que essas NDE/OBEs são diferentes de outros tipos de OBE (Gabbard e Twemlow, 1984), Carlos Alvarado (2000) salientou que essa maioria, se não todas, as pesquisas de OBE incluíram alguns casos de OBE NDE nos resultados. Estas inclusões provavelmente mascararam diferenças fenomenológicas entre os dois tipos diferentes de OBE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Em contraste com outros tipos de OBE, a NDE como um todo, inclusive seu componente OBE, aparenta ser um fenômeno coesivo, onde todos os elementos estão juntos, mesmo que a NDE de uma pessoa em particular possa envolver só um subconjunto pequeno desses elementos. De fato, Rense Lange, Bruce Greyson e James Houran (2004) validaram a escala de NDE de Greyson (Greyson, 1983 &amp;amp; 1990) usando o modelo de escala de avaliação de Rasch (Rasch, 1980) e mostraram que a NDE, inclusive o componente OBE, é uma experiência de “âmago” que é coerente através de diferentes demografias e diferentes profundidades da NDE. O componente OBE NDE então difere de outras OBEs por causa de sua qualidade distinta como parte da NDE total. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Uma diferença interessante com a OBE NDE é o relacionamento da consciência da pessoa com o corpo físico. O NDEr tipicamente está inconsciente e perto de morte ou está clinicamente morto, ao passo que todos os outros tipos de OBErs estão conscientes dentro do corpo antes da OBE. (Protelaremos o caso das NDEs antecipatórias por enquanto). Aliás, em alguns casos, o OBEr permanece ligado ao corpo físico até certo ponto durante a OBE, isto é, conversa com mais alguém num aposento, desce a rua, dança ou atua num palco, está sob hipnose, sonha, etc. Assim, durante as não-OBE NDE, alguma parte da consciência do OBEr ainda está associada com o corpo físico. Aliás, em muitos de tais casos, a consciência aparenta estar dividida entre o corpo físico e o “corpo” fora-do-corpo. Em contraste, na OBE NDE, a consciência dentro do corpo está severamente comprometida: o NDEr pode estar vivo, mas está completamente inconsciente ou está clinicamente morto. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Sugerimos que a diferença fenomenológica entre NDE/OBEs e outros tipos de OBE é devido ao grau de “conexão” aparente da consciência com o corpo, ou posto de outra maneira, o grau de “separação” aparente da consciência do corpo. A NDE/OBE mostra uma “separação” maior que resulta em mais supostamente verídicas percepções fora-do-corpo, e esse grau de “separação” ocasiona os aspectos posteriores da NDE (o túnel, a luz brilhante, etc.). Outros tipos de OBE podem variar mas com menores graus de “separação” do corpo e tipicamente tem menos percepções verídicas fora-do-corpo (mostrando alguns elementos de não-verídicos, ou mesmo completamente não-verídicos ou percepções alucinatórias), e nenhum dos outros aspectos da seguintes da NDE. A NDE preventiva pode ocorrer porque as circunstâncias que a desencadeiam, a ameaça percebida de ferimento severo e inevitável ou morte, são tão extremos que uma NDE ocorre. Isto é coerente com os resultados de Owens, Cook e Stevenson (1990) que NDErs que não estavam de fato próximos da morte, continuaram geralmente a reportar que eles sentiram que estavam perto de morte ou mortos no momento. Estes NDErs experimentaram uma OBE na mesma proporção que esses NDErs que estavam perto de morte, mas não experimentaram outros elementos da NDE que são associados com experiências mais “profundas” (uma luz brilhante, um túnel, uma revisão de vida, etc.). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, a comparação da NDE/OBE com outros tipos de OBEs sugere que a consciência do OBEr NDE se separa em um grande grau do corpo físico, mais que os outros tipos de OBE. Se a separação da consciência do cérebro e do corpo está acontecendo de fato, o grau de separação e o processo de separação são provavelmente diferentes entre os tipos diferentes de OBEs. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Fenomenologia da OBE NDE &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; É importante para a presente discussão desenvolver a fenomenologia da OBE NDE mais plenamente e em mais detalhe das várias descrições fenomenológicas gerais da NDE, tal como em Raymond Moody (1975), Moody e Paul Perry (1988), Bruce Greyson e Ian Stevenson (1980), Michael Sabom (1982), Evelyn Valarino (1997), e Kenneth Ring e Sharon Cooper (1999), e de casos individuais de NDE na literatura. Observando especificamente o componente NDE/OBE, nós encontramos: &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O processo de deixar o corpo normalmente é acompanhado por sensações de formigamento ou um assobio ou som de whooshing. Não aparenta ser uma parte consistente do corpo por que o corpo não material deixa o corpo físico. Alguns OBErs NDE observam um fio fino ou cordão unindo seu corpo não material ao corpo físico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O locus da consciência muda de dentro do corpo físico para fora dele e aparenta ter uma existência independente. O OBEr NDE geralmente pode perceber seus arredores físicos imediatos, inclusive seu corpo físico, com uma perspectiva de cerca de 8 pés acima. Há uma continuidade da sensação do self do indivíduo que continua desde o corpo, para fora do corpo e então de volta ao corpo. Há uma continuidade de memória também. O indivíduo sente ser a mesma pessoa por toda a experiência. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&amp;#160; O indivíduo não sente nenhuma dor, como na dor corpórea física, mesmo quando procedimentos médicos dolorosos são executados no corpo (Sabom, 1982, p. 100). No entanto, durante certos tipos de NDEs infernais, o indivíduo aparentemente pode experimentar ferida ao “corpo” não material e dor emotiva (Storm, 2000, p. 20; Dovel, 2003, p. 87). O indivíduo se sente sem peso e infatigável, e está completamente em paz. Tem o sentimento que foi libertado do corpo e há normalmente júbilo nesse sentido de liberdade. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Cerca de 58% dos indivíduos informam que têm algum tipo de corpo não material durante a NDE (Greyson e Stevenson, 1980), ou formado como o corpo físico ou como uma esfera ou ovóide (Lundahl e Widdison, 1997, p. 108). Para outros, sua consciência parece ser um único ponto ou foco. Um número inesperado de pessoas que tiveram sua NDE durante a infância ou adolescência relatam que elas ficaram adultos durante sua NDE (Moody e Perry, 1988, pp. 74-76). Outros informam que sua OBE NDE foi experimentada quando criança, mas sua experiência parece ter sido de uma perspectiva adulta, com percepção plenamente desenvolvida, memória e pensamento (Atwater e Morgan, 2000, p. 55). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Defeitos estruturais ou sensoriomotores ou incapacidades tais como cegueira, surdez, manqueira ou membros perdidos estão ausentes na maioria das NDErs, mas não em todos casos. Num estudo, mais de 60 NDErs informaram como tendo um “corpo” não material, 46 não tinham nenhum defeito preexistente, 12 informaram que tais defeitos estavam ausentes, enquanto 2 informaram que tais defeitos estavam ainda presentes (Greyson e Stevenson, 1980). Os NDErs que são cegos ou visualmente prejudicados geralmente acham que eles não têm mais defeitos visuais durante a NDE (Ring e Cooper, 1997). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Os sentidos ordinários mentais e cognitivos de percepção, pensamento, vontade, memória, sentimentos e consciência estão presentes, embora às vezes de forma modificada como são detalhados abaixo. Há aumentada clareza de pensamento, percepção e memória, com processos mentais lúcidos quando separados do corpo. A própria vontade do NDEr opera sem qualquer constrangimento ou limitação do corpo físico. O indivíduo pode se movimentar diretamente simplesmente pensando ou desejando e então se move muito rapidamente ou, aparentemente, instantaneamente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O indivíduo tem percepção visual, mas a percepção tem acuidade bastante aumentada em relação ao corpo. A visão durante a OBE NDE parece ainda exigir luz (Ritchie, 1978, p. 37). O OBEr NDE também tem uma espécie de visão “esférica”, em que pode ver 360 graus ao redor de um objeto, por ele e dentro dele simultaneamente (Benedict, 1996, p. 42; Ring e Cooper, 1999, p. 162). A visão esférica parece operar facilmente. A acuidade visual e visão esférica provavelmente é parcialmente explicada pela capacidade do NDEr de focalizar sua atenção sem as limitações dos olhos físicos ou a limitação de uma perspectiva particular ditada pela posição do corpo físico. A visão durante a OBE NDE parece ser uma forma especial de percepção, um tipo de visão e conhecimento simultâneos, que foram denominados “visão mental” por Ring e Cooper (1999). &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; A percepção visual também parece funcionar para objetos não visíveis a visão física ordinária. O OBEr NDE às vezes pode ver o próprio “corpo” não material, tal como os seus membros e roupa, e mesmo descrever detalhes da estrutura do membro (Moody e Perry, 1988, p. 10). O NDEr pode ver outros indivíduos que também estão fora-do-corpo durante a NDE nas então chamadas NDEs de “grupo” (Eulitt e Hoyer, 2001; Gibson, 1999, p. 128). Estes companheiros NDErs também parecem ter uma forma corpórea. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; O indivíduo às vezes pode ouvir sons físicos tal como os bipes de máquinas de monitoramento ou o zumbido de luzes fluorescentes, mas muitos relatam não ouvir nada no ambiente físico imediato. O indivíduo também pode “ouvir” as pessoas falar via transferência de pensamento ou telepatia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Alguns indivíduos informam que podem perceber a textura de superfícies de objetos por toque, ou que parece haver uma resistência leve em atravessar objetos sólidos, mas em geral não há nenhuma interação entre o “corpo” do NDEr e objetos físicos. O “corpo” do NDEr parece ser completamente não material. O NDEr não pode ser ouvido quando fala e é invisível à visão ordinária. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&amp;#160; O processo de retornar a corpo pode ser um retorno gradual, tal como andar de volta ou cair pelo túnel, ou um rápido estalar de volta ao corpo, ou simplesmente acordar instantaneamente de volta ao corpo. A perspectiva auto-consciente então retorna a estar dentro do corpo físico. A memória do indivíduo da NDE e acontecimentos de OBE estão geralmente muito nítidas e de longa duração após retornar ao corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A Tabela 1 sumariza uma comparação dos sentidos geralmente associados com a OBE NDE com os do corpo físico. A gestalt geral da NDE/OBE é que o indivíduo possui todos os sentidos perceptivos, mentais, volitivos, emotivos e de memória como dentro do corpo e freqüentemente retém uma forma espacial embora não material. Contudo alguns dos sentidos são aumentados, principalmente pelo libertar do corpo. Quando o OBEr NDE retorna ao corpo, todas as características do corpo retornam: peso, fadiga, dor física, e incapacidades físicas. A consciência de corpórea do indivíduo é restaurada e pode operar como uma pessoa fisicamente personificada outra vez. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Tabela 1     &lt;br /&gt;Sumário das faculdades e atributos associados com experiências fora e dentro do corpo      &lt;br /&gt;Faculdade ou atributo&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Fora do corpo&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Dentro do corpo      &lt;br /&gt;Visão&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim, acuidade aumentada, 360 graus&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Audição&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim, em alguns casos ou por telepatia&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Desejo, intenção, volição&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim, parece funcionar instantaneamente&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim, funciona pelo movimento corporal      &lt;br /&gt;Emoções, sentimentos, consciência&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Pensamento&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Memória&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Forma Espacial&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Frequentemente (a forma lembrando a do corpo)&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Materialidade física, peso&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Não&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Dor física&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Não&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Cansaço&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Não&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim      &lt;br /&gt;Incapacidades físicas&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Não&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim, se incapacidades estão presentes      &lt;br /&gt;Interação com objetos físicos&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Não, nenhum discurso audível&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Sim &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Assim, o indivíduo durante a NDE/OBE parece ser como um ser humano completo, o mesmo ser humano como era presente antes da NDE, com exceção do corpo físico. O fenômeno da separação aparente de consciência na NDE/OBE é uma experiência coerente e auto-consistente, que implica numa separação de fato da consciência do corpo físico. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A Mente Auto-Consciente Independente &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;A OBE NDE fortemente sugere que essa consciência opera completamente independente do corpo e ainda possui todos os sentidos e atributos de consciência ordinária no corpo, a saber, percepção, volição, sentimentos, pensamentos, memória e consciência. Em casos de parada cardíaca especialmente, pode ser demonstrado que não há funcionamento fisiológico do cérebro, nem do tronco cerebral durante as porções significativas do OBE. Além do mais, a qualidade da consciência não é diminuída durante a OBE, como num estado similar ao sonho, mas está geralmente mais nítida e intensa que a consciência da vigília ordinária. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; As transições para fora do corpo e de volta ao corpo ocorrem continuamente, isto é, havendo um senso contínuo de individualidade e memória por ambas as transições. O experienciador sente a si mesmo estando no mesmo self, transitando fora do corpo, assim como retornando a ele, tendo as mesmas memórias. As memórias de acontecimentos experimentados enquanto fora do corpo são integrados continuamente com as memórias do experimentador ocorrendo ambos antes e depois da NDE. Em resumo, a auto-consciência do experienciador, ou senso de si, é sentido como inteiramente o mesmo antes, durante e depois da NDE. A experiência é de um self consciente unificado pela experiência de quase-morte, como em qualquer outra experiência significativa de vida. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Especificamente, o componente OBE da NDE fornece quatro fenômenos básicos que fortemente sugerem que durante a NDE, a consciência do indivíduo opera completamente independentemente do corpo com todos seus sentidos normais e atribuições íntegras. (1) O fenômeno da NDE durante a parada cardíaca, que demonstra uma continuidade de consciência, inclusive com experiências verídicas fora-do-corpo, durante períodos de isoeletricidade cerebral global, fortemente sugere que essa consciência continua mesmo sem nenhuma função elétrica de cérebro. (2) O fenômeno da percepção de verídica durante a NDE/OBE, que só poderia ter ocorrido se consciência tivesse operado numa situação distante do corpo, fortemente sugere essa consciência se separa e pode operar independentemente do corpo. (3) Comparação da NDE/OBE com outros tipos de OBEs (espontânea, desejada, induzida por hipnose, estímulo elétrico de cérebro ou drogas, etc.) sugere que há um relacionamento entre o grau de separação aparente do corpo na NDE/OBE e as percepções verídicas que são experimentados, quando comparada com outros tipos de OBEs. (4) A fenomenologia coerente e auto-consistente da NDE/OBE sugere que o mesmo ser humano existe fora do corpo durante a NDE, libertado das limitações e constrangimentos do corpo durante este tempo e existe dentro do corpo antes e depois da NDE. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Estes fenômenos, tomados junto, fortemente sugerem que nossa consciência é uma entidade em si, que nós sugerimos chamar a mente auto-consciente independente. Durante a NDE/OBE, a mente auto-consciente opera como um independente “campo de consciência”, isso é, há um locus particular da consciência do experimentador e, geralmente, uma organização espacial. (Um “campo” neste sentido é uma área ou região de espaço que tem propriedades específicas). A mente auto-consciente (SCM) pode operar completamente independente da operação do corpo e do cérebro, com um sentido contínuo de individualidade e memória por transições para fora do corpo e de volta ao corpo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;No entanto, durante consciência ordinária no corpo, a mente auto-consciente é unida com o corpo e o cérebro. Enquanto no nosso corpo, o cérebro media todos os nossos sentidos cognitivos. Observamos que quando a atividade elétrica normal do cérebro é significativamente alterada como em sono, anestesia, coma ou trauma, nós tornamos inconscientes; danos à órgão dos sentidos ou as regiões sensórias do córtex resultam numa perda de percepção; danos a outras áreas do córtex semelhantemente resulta em paralisia, ataxia, afasia, perda de compreensão de fala, perturbação de formação de memória ou recordação, e assim por diante. Quando o SCM está no corpo, parece ser mantida aí fortemente. Cerca de 70% das pessoas que experimentam trauma severo, tal como alguém esperaria que uma NDE ocorresse, experimenta apenas perda de consciência, e não uma separação do SCM do corpo. A mente auto-consciente não material é, ordinariamente, unida ou é integrado intimamente com o corpo e o cérebro, e, portanto deve se conectar por interface de alguma maneira com o cérebro e mediado pelo corpo. A mediação com o corpo deve tomar a forma de algum tipo de indução mútua entre a mente e o cérebro. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Num texto subseqüente (Mays e Mays, 2007), expandiremos em detalhes esta visão, usando o texto presente como o ponto de partida. Endereçamos entre outras coisas:      &lt;br /&gt; Evidência Neurológica que é auxiliar da visão presente       &lt;br /&gt; Semelhanças e diferenças entre a vista presente, o modelo dualista interacionista proposto por Karl Popper e John Eccles (1977), e o Campo Mental Consciente de Benjamin Libet (2004)       &lt;br /&gt;&amp;#160; Outros fenômenos neurológicos que podem ser explicados com a vista presente, inclusive a consciência anômala retardada da ação intencional de Libet, fenômenos de cérebro dividido e fenômenos de membro fantasma      &lt;br /&gt; Mecanismos para interações mente-cérebro com observações preliminares em fenômenos que sugerem possíveis maneiras de como a mente auto-consciente não material e o cérebro poderiam se conectar por interface. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt; Em resumo, na visão presente, o fenômeno da NDE/OBE com percepções verídicas do arredores demonstra a existência da mente auto-consciente independente, separada do corpo físico. No estado fora-do-corpo, a mente está completamente independente do corpo e é não material até onde pode ser determinado. No entanto, durante consciência ordinária no corpo, a mente auto-consciente é unida com o corpo e cérebro e o cérebro media nossos sentidos cognitivos e nossa auto-consciência usando alguma forma de interface de mente-cérebro. Esta visão é apoiada pela evidência fenomenológica da NDE/OBE discutida no presente texto. Evidência adicional posterior, obtidas de fenômenos neurológicos diferentes será apresentada num texto subseqüente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Referências &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Alvarado, C. S. (1997). Mapping the characteristics of out-of-body experiences. The Journal of the American Society for Psychical Research, 91, 15-32.     &lt;br /&gt;Alvarado, C. S. (2000). Out-of-body experiences. In Cardeña, E., Lynn, S. J., and Krippner, S. 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E o método científico é restritivo, cuidadoso, extremamente detalhista e exigente. Apenas passando por todo este rigor é que uma evidência a favor da hipótese original poderá ser aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pessoas estão certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: o que define o quão rigoroso o método científico deve ser? E a resposta é: nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céticos costumam dizer que alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias, assim, o rigor tem que ser diretamente proporcional ao que é alegado: quanto mais extraordinária a alegação, mais extraordinária deve ser a prova. O problema é que o conceito de “extraordinário” é subjetivo, variando de pessoa para pessoa. Assim, o valor necessário da prova também será subjetivo. Na dúvida, alegam que o rigor deve ser o maior possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema desse pensamento é que é sempre possível exigir cada vez mais e mais rigor, e nenhuma evidência será suficiente, o que causará a estagnação da Ciência. Um exemplo é o da descoberta das luas de Júpiter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1610, Galileu Galilei publicou a obra “Sidereus Nuntius” (“Mensageiro Celeste” ou “Mensageiro das Estrelas”), na qual, entre outras coisas, revelava a existência de 4 satélites ao redor de Júpiter. Para a época foi algo considerado extraordinário. Suas descobertas o levaram a adotar o sistema heliocêntrio de Copérnico, que desafiava completamente o paradigma vigente à época. Bem, o que aconteceu então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os adversários de Galileu insistiam em que as manchas que ele tinha interpretado como as luas de Júpiter eram aberrações atribuíveis ao funcionamento do telescópio. Galileu defendeu sua proposição sobre a visibilidade das luas de Júpiter argumentando que, se as luas fossem aberrações, então deveriam aparecer luas perto dos outros planetas também. O debate público continuou, e, neste caso específico, conforme os telescópios foram aperfeiçoados e a teoria ótica desenvolvida, a proposição de observação referente às luas de Júpiter sobreviveu à crítica que lhe era dirigida. A maioria dos cientistas finalmente decidiu aceitar a afirmação. ¹&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que o rigor de seus inimigos foi tão grande que eles teriam dito que só acreditariam na existência dos satélites de Júpiter caso colocassem seus pés neles. Imaginem se fôssemos usar desse rigor para aceitar a alegação extraordinária de Galileu. Embora as viagens interplanetárias tripuladas sejam teoricamente possíveis hoje, mesmo 400 anos depois de suas observações não teríamos qualquer evidência dos satélites de Júpiter e a Terra ainda seria considerada o centro do nosso sistema! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma boa maneira de se auferir se a Parapsicologia obedece aos rigores do método científico é compará-la com outras áreas da Ciência. Tomemos a Farmacologia para nossa análise. Neste ramo, usam-se dois padrões para se testar a eficácia de um medicamento: aquilo que chamaremos de padrão prata (p &lt; .05) e de padrão ouro (p&lt; .01). Esses padrões dizem respeito à probabilidade de um resultado ser devido ao acaso. Caso os resultados dos testes se situem abaixo ou entre essas probabilidades, o medicamento é considerado eficaz. É usado um grupo controle para se comparar os efeitos do medicamento contra o efeito placebo. Os testes também devem ser feitos em condições de duplo-cego, para se evitar o chamado “efeito do experimentador”. Evidentemente, além disso, exige-se certa replicação para se evitar outras questões como fraude e efeito gaveta. E na Parapsicologia? Nas experiências com cartões de PES, por exemplo, o parapsicólogo Dean Radin afirma que estudos rigorosamente controlados tinham probabilidades de ocorrência reais versus casuais de 375 trilhões contra uma:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Algumas pessoas parecem acreditar que os resultados de Rhine com os cartões de PES foram desmitificados como sendo devidos à utilização de métodos defeituosos, fraude ou intervenção de pura sorte. Isso não é verdadeiro. Praticamente todas as críticas propostas para negar os resultados de Rhine, desde defeitos nos cartões até o uso de métodos estatísticos inadequados, foram por demais discutidas na literatura relevante. Alguns propuseram que a prática de relatos seletivos, isto é, publicar somente os estudos bem-sucedidos e arquivar os fracassos poderia explicar os resultados gerais desses testes. Mas as análises demonstram que os resultados combinados das 188 experiências descritas por Rhine em seu livro de 1940, “Extrasensory perception after sixty years”, se acham tão distantes da possível intervenção da sorte cega, que seriam necessários 428 mil estudos não relatados para eliminar os resultados das 188 experiências descritas. Considerando que foram utilizados 60 anos para produzir essas 188 experiências, ou cerca de três estudos anuais, nesse ritmo os estudos faltantes teriam levado 137 mil anos para serem produzidos. Proponho que seja concebível que os nossos antepassados diretos, os homens de Cro-Magnon, tivessem se ocupado com freqüência, durante a era paleolítica, na condução de experiências fracassadas de PES e não puderam nos comunicar os resultados porque ainda não haviam inventado a escrita. No entanto, acho que isso é levar as coisas um pouco longe demais.²&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Radin nos apresenta a seguinte tabela³:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370651728494553890" style="WIDTH: 591px; CURSOR: hand; HEIGHT: 474px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SohjSslBayI/AAAAAAAAACo/HIZuxcHRHFM/s320/tabela+vitor+3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredito que tais probabilidades demonstram que o padrão&lt;em&gt; diamante&lt;/em&gt; foi plenamente satisfeito em quase todas as áreas de estudos. Nenhuma ficou abaixo do padrão ouro. Possibilidades de fraude, defeitos metodológicos e efeito gaveta também puderam ser seguramente descartadas. Acrescente-se ainda que a maioria dos estudos em Parapsicologia realizou-se em condições de duplo-cego, e outros, ainda, em condições de triplo-cego&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7202848016055265148#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Todos obtiveram resultados positivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns céticos já admitem que fenômenos paranormais foram comprovados cientificamente. Richard Wiseman, membro da maior organização de céticos do mundo, o CSI, declarou recentemente referindo-se aos testes de visão remota, vulgarmente conhecida como clarividência:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu concordo que pelos padrões de qualquer outra área da ciência, a visão remota estaria provada, mas isso levanta a seguinte pergunta: será que não precisamos de outros padrões de evidência ao se estudar o paranormal? Eu acho que precisamos.[5] &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Padrões muito mais altos do que aqueles normalmente empregados pela Ciência foram e são utilizados em relação às alegações de fenômenos paranormais. Assim, o “argumento” da necessidade de um rigor extremo, brandida pelos céticos, muitas vezes exerce apenas a mesma e triste função da época de Galileu: manter os paradigmas científicos vigentes e conservar uma visão de mundo que, mais cedo ou mais tarde, cederá o seu lugar a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] CHALMERS, Alan. “O que é Ciência, afinal?” (pgs. 92-93).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;[2] Mentes Interligadas, Capítulo 5.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;[3] Mentes Interligadas, Capítulo 14, Tabela 14-1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Exemplos de estudos parapsicológicos que seguiram o protocolo triplo-cego:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Radin, D., Lund, N., Emoto, M., Kizu, T. (2008). Effects of distant intention on water crystal formation: A triple-blind replication. Journal of Scientific Exploration, 22(4), 481-493.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Beischel J, Schwartz GE. Anomalous information reception by research mediums demonstrated using a novel triple-blind protocol. EXPLORE: The Journal of Science &amp;amp; Healing. 2007; 3 (1):23-27. Disponível em &lt;a href="http://www.explorejournal.com/article/PIIS155083070600454X/fulltext"&gt;http://www.explorejournal.com/article/PIIS155083070600454X/fulltext&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] (Richard Wiseman, Daily Mail, “&lt;a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-510762/Could-proof-theory-ALL-psychic.html"&gt;Could there be proof to the theory that we’re ALL psychic?&lt;/a&gt;”, January 28, 2008, pp 28-29)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-3075700983765233497?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/3075700983765233497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=3075700983765233497' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/3075700983765233497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/3075700983765233497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/08/excesso-de-rigor-cientifico-tambem-faz.html' title='Excesso de Rigor Científico Também Faz Mal'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SohjSslBayI/AAAAAAAAACo/HIZuxcHRHFM/s72-c/tabela+vitor+3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-7744965762471259467</id><published>2009-07-16T19:40:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T19:46:25.961-03:00</updated><title type='text'>Outro exemplo de desonestidade intelectual vinda de um ‘cético’.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Vitor Moura Visoni.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na comunidade do Orkut &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=26688928&amp;amp;tid=5354956527344952193&amp;amp;na=1&amp;amp;nst=1"&gt;Céticos S/A&lt;/a&gt;, entrei em discussão com mais um ‘cético’ sobre fenômenos paranormais, inclusive vida após a morte. O ‘cético’ se mostrou completamente ignorante do assunto ao qual pretendia debater. Entre as ‘pérolas’, pode-se encontrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não existe ainda mente que não esteja sendo gerada pelos mecanicismos cerebrais e ninguém sério a trata de outra maneira. (grifos meus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Aqui basta citar uma fonte que pense o contrário, e foi o que fiz. Para este artigo, entretanto, acrescentarei outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A Prospectively Studied Near-Death Experience with Corroborated Out-of-Body Perceptions and Unexplained Healing Penny Sartori, R.G.N, Ph.D., Paul Badham, Ph.D., and Peter Fenwick, M.B.B.Chir., D.P.M. Journal of Near-Death Studies, 25(2), Winter 2006, pp. 69-84.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) About the Continuity of Our Consciousness by Pim van Lommel. Advances in Experimental Medicine and Biology 2004; 550: 115-132.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) THE LANCET • Vol 358 • December 15, 2001. Near-death  experience in  survivors of cardiac arrest: a prospective study in the  Netherlands. Pim  van Lommel, Ruud van Wees, Vincent Meyers, Ingrid  Elfferich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Can Experiences Near Death Furnish Evidence of Life After death? (1999-2000)  OMEGA, Vol. 40(4) 513-519 Emily  Williams  Kelly, Bruce  Greyson, Ian  Stevenson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A titulo de ilustração, o último artigo diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;EQM do tipo que descrevemos, juntamente com outros tipos de experiências sugerindo sobrevivência após a morte (ver, e.g., Gauld, 1982; Stevenson, 1987; Stevenson, 1997), oferecem convergente evidência que garante o fato de podermos levar a sério a idéia de que a consciência pode sobreviver à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não se dando por vencido, o cético propôs-me um desafio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Faz o seguinte [...], como já repeti várias vezes, apenas apresenta uma provinha incontestável, em praça pública, em canal aberto de televisão, de: telepatia, espíritos, vida após a morte [...] que todo mundo lhe respeita.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda repetiu o desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Basta, repito, apresentar uma demonstração pública e repetitível [sic] de telepatia, espíritos [...].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, aceitei o desafio, e escolhi o fenômeno da telepatia. Apresentei o estudo do biólogo Rupert Sheldrake de telepatia com animais, que foram filmados por uma rede de televisão e replicados inclusive por um cético, Richard Wiseman. O trecho abaixo foi extraído de “A Mente Ampliada”, do próprio Sheldrake:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que vou lhes mostrar daqui a pouco é um vídeo de um desses experimentos que foi feito com um cachorro com que trabalhei principalmente na Inglaterra. O cachorro chama-se JT e o nome de sua dona é Pam. Quando Pam sai, ela deixa JT com seus pais, que vivem no apartamento ao lado do dela. Eles observaram há muitos anos que JT sempre ia para a janela quando Pam estava a caminho de casa, ou quase sempre. Esse experimento foi filmado profissionalmente pela televisão estatal austríaca, e por essa razão a trilha sonora é em alemão, embora seja um cachorro inglês. Portanto, eu explicarei o que está acontecendo em inglês para aqueles cujo alemão não é lá muito bom. O importante, aqui, é que o experimento foi genuíno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordei em realizar esse experimento para a televisão estatal austríaca, se eles filmassem com duas câmeras, para que pudéssemos ver o cachorro e a pessoa que estava na rua ao mesmo tempo. E se eles escolhessem as horas de sua vinda para casa de maneira aleatória, que nem ela mesma soubesse previamente, que ninguém soubesse previamente; o operador filmando o cachorro, e nem ela nem seus pais sabiam previamente quando ela viria para casa, e ela viria para casa de táxi para eliminar a possibilidade de sons de carros familiares. Esse, portanto, é um experimento que foi realizado dentro dessas condições. Na vida real, Pam não vem para casa em horas escolhidas aleatoriamente, e que ela própria desconheça previamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando está no trabalho, ou quando sai para fazer compras ou visitar amigos, ela vem para casa em vários momentos diferentes, e nós monitoramos regularmente as horas em que ela volta, mais de 200 experimentos foram monitorados, temos dezenas deles em vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro nem sempre reage, cerca de 85% das vezes JT realmente espera por ela quando ela está vindo para casa, cerca de 15% ele não o faz. Analisamos as ocasiões em que ele não faz, a maioria das vezes ocorreu quando a cadela do apartamento vizinho estava no cio. Isso mostra que JT pode se distrair. Isso também ocorreu algumas vezes quando havia visitas na casa ou outro cachorro, e algumas vezes sem nenhum motivo. De qualquer forma, JT normalmente reage quando Pam decide que vai para casa. Naquele filme vocês viram que ele não começa a reagir quando ela entra no táxi, e sim quando ela estava pronta para ir para casa. Na vida real ele não reage quando ela entra no carro para ir para casa, e sim quando ela começa a se despedir dos amigos e pensando "bem, vou-me embora". Ele parece captar essa intenção dela. E este é o número de segundos no período de dez minutos em que JT está esperando perto da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que ele vai até a janela ocasionalmente quando Pam não está a caminho de casa, normalmente porque vai latir para um gato que passa na rua ou está olhando alguma coisa que está acontecendo do lado de fora. Nesses gráficos incluímos todos esses casos, embora fique claro no vídeo que ele não está esperando, mas como os céticos dizem que se você usar evidência seletiva isso demonstra que você inventou a coisa toda, não fizemos nenhuma seleção aqui. Às vezes há uns trechos barulhentos, quando ele vai até a janela de qualquer maneira, mas podemos ver que isso é a média de 12 ocasiões diferentes quando ela estava fora por mais de 3 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que ele está esperando na janela é maior aqui e aqui, quando ela está no caminho de casa do que quando ela não está. Vemos um pequeno aumento antes de ela ir para casa, que, a meu ver, tem que ver com esse efeito antecipatório. O tempo em que ela está voltando é o tempo em que ela já está no carro, portanto, ela está se preparando para vir no momento imediatamente anterior a esse. Essas são ausências de tempo médio, seis ausências de tempo médio e uma vez mais aqui vemos essa antecipação nos dez minutos antes de ela sair. É bastante claro, mas JT está obviamente esperando por ela principalmente quando ela está no caminho de casa. Essas aqui são ausências curtas, essas são alguns experimentos mais barulhentos, mas eles mostram o mesmo resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é claro nesses gráficos é que JT não vai para a janela com mais freqüência quanto mais tempo ela estiver fora. Ele obviamente está muito mais na janela aqui, quando ela está no caminho de volta, do que nos períodos correspondentes aqui. Esses efeitos têm uma enorme significância estatística. Vários tipos de análise mostram significâncias que vão mais além da escala de meu computador. Esses efeitos são do tipo p é menor que .00001. Esses resultados foram amplamente publicados na Grã-Bretanha, nos jornais, e é claro foram criticados pêlos céticos, que estão sempre prontos para dizer que nada semelhante poderia ocorrer. Esses experimentos foram criticados por um dos céticos mais ativos na Grã-Bretanha, cujo nome é Richard Wiseman. Segundo ele, eu não tinha usado procedimentos adequados, não os tinha registrado de forma adequada, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz também muitos experimentos com horas de retorno aleatórias. Pam tem um pager em seu bolso que eu ativei por telefone de Londres e ela vem para casa em momentos verdadeiramente aleatórios, usando um desses pagers da telecom. De qualquer forma, ele criticou os detalhes, então eu disse: "Tudo bem, por que você mesmo não faz o experimento? Eu organizo tudo para que você possa fazê-lo com o mesmo cachorro. Emprestamos uma câmera de vídeo, Pam irá onde você quiser, o seu ajudante ficará observando-a". Na verdade, então, o próprio Wiseman filmou o cachorro e ficou no apartamento dos pais da Pam, enquanto seu ajudante ia com a Pam para pubs, ou outros lugares, até que em um momento determinado aleatoriamente fosse decidido que eles voltariam para casa. Eles checavam o tempo todo para garantir que não haveria chamadas telefônicas secretas, nenhum meio de comunicação invisível, nenhuma fraude ou trapaça. Wiseman é um mágico, e ele é um desses céticos que está sempre afirmando que tudo pode ser feito por trapaça ou ilusionismo. Bem, ele mesmo esteve lá, e eles estavam se protegendo de tudo, e ele realizou três experimentos com Pam na casa de seus pais, e esses foram os resultados dos três experimentos que ele fez, usando todos seus controles rigorosíssimos, seu próprio procedimento aleatório, e outras coisas mais (os resultados são exatamente iguais aos outros; o público ri). Portanto, esses resultados são sólidos, mesmo com um cético, que ao fazer o experimento na verdade não quer que ele dê certo. E agora estamos trabalhando com outros cachorros e gatos e encontramos resultados semelhantes, e se vocês estiverem procurando temas para projetos de pesquisas essa é uma área extremamente produtiva e interessante.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas leigas a acham fascinante, porque elas geralmente estão interessadas em animais domésticos e as implicações são enormes, mas também é simplesmente divertido e pode ser feito com um custo muito baixo, você precisa de uma câmera de vídeo pra esses experimentos, mas câmeras de vídeo são bastante baratas hoje em dia e muitas pessoas as têm. Atualmente realizo uma série de experimentos em Santa Cruz, Califórnia, com um tipo de periquito italiano que mostra o mesmo tipo de reação: eles guincham quando o dono está vindo para casa, e obtemos quase o mesmo tipo de gráficos, mostrando que os guinchos vão aumentando de intensidade quando o dono está a caminho de casa em horas aleatórias. Portanto, provavelmente aqui em Portugal, seria possível fazer esses experimentos com cães e gatos, na verdade acho que essa pesquisa pode ser feita em qualquer lugar. É uma pesquisa muito, muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Como visto, demonstração pública de telepatia, transmitida pela televisão, replicável. Em vez de o cético dar o braço a torcer – afinal suas exigências foram plenamente atendidas – ele ainda tentou arranjar uma explicação normal para o fenômeno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quanto à "experiência" com o cão, só faltou [a]crescentarem o pequeno, quase imperceptível detalhe que a audição dos cães é tremendamente mais sensível que a dos humanos, tanto em potência (intensidade), aproximadamente 4 vezes, quanto ampla em espectro (de 60 a 60K Hz) quanto em resolução (poucos ouvidos humanos distinguem um motor de carro de mesmo modelo de outro, cães sim, só aí já tem muito deste tipo de fenômeno pueril que você apresenta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O cético demonstrou que não leu direito o artigo, ou teria visto que a questão dos sons foi devidamente tratada por Sheldrake:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e ela viria para casa de táxi para eliminar a possibilidade de sons de carros familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Após isso, o cético evitou tocar no assunto, mesmo após insistentes menções minhas ao desafio. Parece que sustentar a fé materialista é mais importante para este cético do que sua própria honestidade intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-7744965762471259467?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/7744965762471259467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=7744965762471259467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7744965762471259467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7744965762471259467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/07/outro-exemplo-de-desonestidade.html' title='Outro exemplo de desonestidade intelectual vinda de um ‘cético’.'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-5934479053551996992</id><published>2009-07-07T18:19:00.002-03:00</published><updated>2009-07-08T23:58:49.320-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ceticismo'/><title type='text'>Nada de Super…</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma resenha da reportagem de capa da revista Superinteressante, edição de julho de 2009&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ansioso, fui até a banca de revistas mais próxima adquirir um exemplar do mês de julho de 2009 da revista Superinteressante, cujo o tema era paranormalidade e pesquisa psi. Ao mesmo tempo não pude deixar de sentir um certo ar de desconfiança, uma vez que uma tema “não convencional” foi abordado por uma revista supostamente destinada a um público interessado em ciência. Sendo assim, a Parapsicologia, um tema sempre polêmico e controverso, correria risco de ser tratado com parcialidade e descrédito. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A reportagem começa com um breve relato do Projeto Stargate, iniciativa militar norte-americana de espionagem psíquica, apresentado os resultados positivos obtidos. Houve um relato de um episódio onde Joseph McMoneagle onde este identificou com exatidão que estava sendo construído um submarino em determinada instalação. Voltaremos a esse ponto mais tarde. São feitas também algumas menções a Noreen Renier, suposta detetive paranormal, e várias citações a psíquicos fraudulentos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A reportagem seguiu com algumas pesquisas sobre o assunto e diversas faculdades psíquicas observadas, destacando os resultados dos experimentos Ganzfeld, os de precognição e os de psicocinésia. Houve menções aos experimentos de J. B. Rhine, de Daryl J. Bem e de Garret Moddel como exemplos de experimentos psi bem sucedidos. Neste ponto a reportagem concede certa credibilidade aos experimentos, mostrando que estes obtiveram sucesso estatísticos extraordinários. Algumas opiniões interessantes sobre pesquisas psi, realizadas por pesquisadores sérios como Ed Kelly e Dean Radin também foram expostas. Alguma discussão sobre supostos mecanismos responsáveis, modus operandii, foram também apresentadas. Até aí, as opiniões foram favoráveis. Veremos o que se seguirá. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como sempre, e de forma correta, houve o contraponto cético às pesquisas e às conclusões do texto. No entanto, sempre sinto uma preocupação em como essas críticas são apresentadas, onde penso que elas têm um peso desproporcional, uma vez que não vá de encontro às opiniões e interesses dó público-alvo a que a revista se destina. Isso ficou bem destacado na resenha da Nature sobre o livro de Dean Radin, The Conscious Universe, onde uma série de equívocos direcionaram o texto. A primeira menção foi sobre a questão estatística. Os resultados das pesquisas costumam sempre ser significativos estatisticamente, embora os valores pareçam ser baixos. A crítica segue com a opinião de outros especialistas alegando que tais divergências podem se dar por desvios estatísticos ou falhas laboratoriais. No entanto, algo que é sempre muito ignorado, é que tais pesquisas, de um modo ou de outro, tiveram uma participação cética. Por exemplo, no debate entre Charles Honorton e Ray Hyman, um comunicado conjunto destacando os resultados positivos foi apresentado. Hyman, cético militante e membro do CSICOP, apontou que os resultados poderiam ser devido à falhas metodológicas e propôs alterações. Daí, surgiu o Auto-Ganzfeld, orientado por computador. Os resultados se mantiveram. Hyman, embora mantendo um posição cética, declarou-se intrigado com os resultados. Stanley Jeffers, outro notório cético, tentou replicar experimentos em psicocinésia e obteve resultados positivos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Além do mais, nunca há, por parte dos céticos, a análise da qualidade dos acertos. Alguns são extremamente precisos, tal que como se visto diretamente pelo sujeito experimentado. As experiências citadas, em sua maioria, foram replicadas milhares de vezes e por dezenas de pesquisadores diferentes, o que dilui em muito a possibilidade de fraude e falha metodológica. Outras pesquisas muito interessantes e de impacto ainda maior não foram sequer mencionadas, como o fenômeno do entrelaçamento de mentes, observados por várias equipes de pesquisadores como as de Jiri Wackermann, Leanna Standish e Jacobo Gringberg Zylberbaun. As obras recomendadas para leitura, embora aprofundadas , não estão acessíveis ao grande público brasileiro, uma vez que não foram traduzidas para o nosso idioma. Uma obra de grande referência na área, o livro Mentes Interligadas, de Dean Radin, publicado no Brasil pela Editora Aleph, foi ligeiramente citada no texto, mas não ficou entre as três obras do quadro “Para Saber Mais:”. Aliás, o nome do livro foi até escrito incorretamente: Mentes Conectadas. Também, estudos de impacto, como os de cura por intenção e consciência coletiva foram completamente omitidos. A meu ver, um aprofundamento excessivo da crítica e uma pequena relevância na evidência por parte do autor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como não poderia ser diferente, o desafio de James Randi foi citado. Por razões de espaço não discutirei aqui as falhas desse desafio, mas enquanto contra-argumento da pesquisa psi, mesmo céticos de nível acadêmico procuram não se valer de tal argumento, uma vez que o teste é realizado em seu próprio instituto, o que gera dúvidas sobre sua confiabilidade. Além disso, George Hansen, mágico membro da Fraternidade dos Mágicos, fez uma pesquisa entre seus pares e descobriu que a maioria, algo em torno de 80%, acredita na veracidade do fenômenos. Achei bastante negativa também a excessiva referência às fraudes, uma vez que se o assunto é delicado e controverso, deveria haver maior destilação do tema com base em suas evidências empíricas e sujeitos bem sucedidos e não destacando os embustes por parte de vigaristas, apresentados em maior número na reportagem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No fim, o autor cita novos avanços neurocientíficos que prometem simular efeitos psi. A tônica foi de que tais efeitos podem ser reproduzidos integralmente por meios tecnológicos. Isso denota completo desconhecimento do tema, pois em vários experimentos observou-se que a psi não obedece o que consideramos as leis físicas clássicas, sendo que seus efeitos independem da distância, do tempo e do tipo de isolamento proposto ao indivíduo. Assim, temos experimentos bem sucedidos com sujeitos em gaiolas de Faraday e a distâncias bastante longas. Simular não indica explicar. As faculdades psíquicas ainda não contam com uma explicação adequada sobre seus funcionamentos, o que é respaldado tanto pelos cientistas como pela reportagem em si. O texto encerra com uma citação de Arthur C. Clarke, famoso autor de ficção científica, que faz uma analogia entre a tecnologia e a mágica, onde a primeira cada vez mais se aproxima da segunda. Lamentavelmente, a “mágica” dos fenômenos psíquicos, para desconhecimento do autor, é descrita desde os primórdios da humanidade e nada tem a ver com avanços científicos. Ao contrário, parece ser algo tão natural quanto o ato de pensar e refletir, comum a nós todos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A reportagem da revista Superinteressante importou pelo pioneirismo ao abordar um tema controverso e desconhecido pela grande maioria do público, mas careceu de uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto e a exposição da evidência pareceu-me um tanto desacreditada como se fosse algo não tão difícil de refutar. Anseio ainda por ver uma reportagem mais abrangente e séria, sem tanto crédito às “crenças” céticas e opinião mainstream. Quem sabe numa edição especial?&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-5934479053551996992?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/5934479053551996992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=5934479053551996992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5934479053551996992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5934479053551996992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/07/nada-de-super.html' title='Nada de Super…'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-8464445487592212602</id><published>2009-06-07T05:01:00.003-03:00</published><updated>2009-07-08T23:55:16.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ceticismo'/><title type='text'>A Guerra fria e a psi: militarizando a percepção extra-sensorial</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Na década de 60, quando o &lt;em&gt;serviço de inteligência &lt;/em&gt;americano descobriu que os soviéticos estavam gastando milhões de dólares em pesquisa, instalou-se enorme preocupação, pois era de conhecimento que eles não despendiam dinheiro em programas não produtivos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao verificar que a URSS investia em alguma forma de &lt;em&gt;influência a distância&lt;/em&gt; (posteriormente chamada de &lt;em&gt;visão remota – &lt;/em&gt;termo cunhando por &lt;strong&gt;Harold E. Puthoff &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; Russell Targ&lt;/strong&gt;), a &lt;em&gt;inteligência&lt;/em&gt; dos EUA percebeu que a &lt;em&gt;segurança nacional &lt;/em&gt;estava potencialmente em risco, já que não existia nenhum programa de pesquisa correspondente efetuado pelo governo americano, principalmente ao constatar-se que a “&lt;em&gt;Ameaça Vermelha&lt;/em&gt;” deixou tal pesquisa a cargo do &lt;em&gt;serviço de segurança&lt;/em&gt;. Como resultado disso, a despeito de toda rejeição da comunidade científica americana para assuntos dessa natureza, os EUA, inicialmente através da CIA, começaram a financiar e acelerar a busca por resultados militares para o uso de psi. Os investimentos iniciais foram direcionados ao &lt;em&gt;Stanford Research Institute – &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SRI &lt;/strong&gt;– (Menlo Park, California), que já desenvolvia anualmente pesquisas financiadas pelo governo. Os agentes da CIA então se aproximaram de &lt;strong&gt;Puthoff&lt;/strong&gt;, físico e ex-oficial da inteligência naval, que já havia trabalhado para a &lt;em&gt;Agência Nacional de Segurança&lt;/em&gt; (NSA). O interesse por Puthoff decorreu de algo que ele publicara sobre o psíquico &lt;strong&gt;Ingo Swann&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 2001, &lt;strong&gt;Rick Bremseth&lt;/strong&gt;, comandante da armada &lt;em&gt;estadunidense&lt;/em&gt; por quase 30 anos, publicou um trabalho como parte dos requisitos para a &lt;em&gt;Marine Corps War College&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Marine Corps University e&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Marine Corps Combat Development&lt;/em&gt;, que minuciosamente abordou diversos materiais classificados pelo governo americano como sigilosos, além de entrevistar alguns dos sujeitos diretamente envolvidos. Em tal monografia, observa-se que &lt;strong&gt;o governo dos EUA não só replicou a evidência de fenômenos psíquicos anômalos, mas também executou com êxito incursões militares com o apoio de &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;psíquicos&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O teste inicial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Utilizando-se da &lt;em&gt;visão remota &lt;/em&gt;(clarividência) dos psíquicos &lt;strong&gt;Ingo Swann &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Pat Price&lt;/strong&gt;, a CIA desenvolveu um método, denominado &lt;em&gt;Scanate&lt;/em&gt;, baseado nas coordenadas geográficas, que serviriam como alvo para os &lt;em&gt;agentes psi&lt;/em&gt;. Foi assim que, dadas as coordenadas para uma casa de montanha, localizada em &lt;em&gt;West Virginia&lt;/em&gt;, de propriedade de um funcionário dessa agência, os psíquicos descreveram uma Instalação da &lt;em&gt;National Security Agency &lt;/em&gt;– &lt;strong&gt;NSA&lt;/strong&gt;, próxima dali (segundo eles era bem mais interessante). Swann e Price não só deram detalhes bem convincentes sobre &lt;strong&gt;&lt;em&gt;como&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; era essa Instalação, mas também explicitaram os propósitos dela, e “penetraram” num aposento protegido, obtendo o &lt;em&gt;nome código &lt;/em&gt;da Instalação e de vários outros programas, que eram extremamente delicados.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O alvo soviético&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1974, a CIA forneceu as coordenadas de uma Instalação de pesquisa não-identificada, localizada em &lt;em&gt;Semipalatinsk&lt;/em&gt;, URSS. O lugar era destinado a equipamentos nucleares. &lt;strong&gt;Price&lt;/strong&gt; acuradamente descreveu a Instalação e o trabalho que lá estava em execução. Ele rascunhou uma grande estrutura, como um guindaste, que literalmente girava os topos das construções em volta delas. Price ainda detalhou um trabalho que estava sendo realizado dentro de um dos prédios, uma experiência em soldar pesado metal para a construção de uma esfera de 60 pés. De acordo com o físico &lt;strong&gt;Russell Targ&lt;/strong&gt;, que se somando a Puthoff desenvolvia as pesquisas em psi no &lt;em&gt;Stanford Research Institute&lt;/em&gt; - SRI,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;somente após três anos que se constatou a precisão dos esboços de Price, quando esta atividade de construir a esfera foi descrita na &lt;em&gt;Aviation&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Week megazine&lt;/em&gt;, em 2 de maio de 1977. Targ ainda observou que, durante os experimentos, Price foi colocado numa sala &lt;em&gt;eletronicamente &lt;/em&gt;protegida, dentro de um prédio de Radio Física no SRI, situado a dez mil milhas de &lt;em&gt;Semipalatinsk &lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sai a CIA entram a &lt;em&gt;força aérea &lt;/em&gt;e a DIA… &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após os resultados em &lt;em&gt;West Virginia &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Semipalatinsk, &lt;/em&gt;um físico e c&lt;em&gt;ontract monitor &lt;/em&gt;da CIA para as pesquisas no SRI, &lt;strong&gt;A. Kress&lt;/strong&gt;, escreveu uma sinopse nomeada &lt;em&gt;Parapsychology in Intelligence: a Personal Review &amp;amp; Conclusions,&lt;/em&gt; cuja classificação atribuída foi nada menos que &lt;em&gt;sigilosa&lt;/em&gt;. Nesse artigo, o autor concluiu que as pesquisas e experimentos &lt;strong&gt;demonstraram habilidades paranormais&lt;/strong&gt;, mas que os pesquisadores &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; conseguiram explicar, de modo suficiente, ou alcançar a reprodutibilidade (aqui considerada para resultados &lt;strong&gt;imediatos&lt;/strong&gt;, não preocupados com a &lt;em&gt;ciência básica &lt;/em&gt;e os processos envolvidos).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1975, temendo escândalos, principalmente após as críticas do senador &lt;strong&gt;Proxmire&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;que duramente atacava os gastos com o dinheiro público em programas que ele achava &lt;em&gt;sem sentido&lt;/em&gt;, no que incluiu a pesquisa psíquica, a CIA deixou de investir na &lt;em&gt;visão remota&lt;/em&gt;. Todavia, longe de o interesse governamental cessar, a &lt;em&gt;força aérea &lt;/em&gt;dos Estados Unidos, junto com a &lt;em&gt;Defense Intelligence Agency &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;DIA&lt;/strong&gt;), tomaram as rédeas, sendo instituído, dentro do &lt;em&gt;U.S. Army Intelligence Support Command &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;INSCOM&lt;/strong&gt;), um programa (denominado &lt;em&gt;Gondola Wish&lt;/em&gt;) cuja meta era determinar a vulnerabilidade militar dos EUA à &lt;em&gt;visão remota&lt;/em&gt;. A fase inicial (de treinamento) foi logo interrompida em razão de uma crise no Irã, quando dezenas de americanos foram tomados como reféns em 1978/79. Alterado o &lt;em&gt;nome código&lt;/em&gt; do programa para &lt;em&gt;Grill Flame&lt;/em&gt;, o grupo de &lt;em&gt;observadores remotos&lt;/em&gt; teve a missão de tentar localizar os aprisionados no Irã, num universo de quatrocentos americanos que se encontravam naquele país. Segundo um dos oficiais recrutados para o super secreto programa conhecido como &lt;em&gt;Stargate Project&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Joseph McMoneagle&lt;/strong&gt;, o &lt;em&gt;Grill Flame &lt;/em&gt;não apenas identificou onde estavam sessenta e quatro americanos presos no Irã, mas ainda outros três, que por suas missões de natureza delicada, encontravam-se isolados do corpo principal de reféns. McMoneagle conclui ainda que não fosse a intervenção do &lt;em&gt;Grill Flame&lt;/em&gt;, o governo dos EUA acabaria por ser forçado a negociar com os iranianos, o que resultaria na tortura e morte dos aprisionados.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O resgate&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;McMoneagle informa que, durante todo o conflito no Irã, o &lt;em&gt;Grill Flame &lt;/em&gt;executou cerca de seiscentas tarefas determinadas pelo &lt;em&gt;Conselho de Segurança Nacional - &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;NSC&lt;/strong&gt;. Os membros do &lt;em&gt;Grill Flame &lt;/em&gt;recebiam, &lt;em&gt;semanalmente&lt;/em&gt;, tarefas de &lt;em&gt;visão remota &lt;/em&gt;da &lt;strong&gt;NSA&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;CIA&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;DIA&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Serviço Secreto&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;FBI &lt;/strong&gt;e de outras agências e organizações federais. Finalmente, os &lt;em&gt;observadores remotos &lt;/em&gt;identificaram uma rota de resgate subterrânea, identificável apenas por velhos mapas Persas ou Romanos da rede de esgoto de &lt;em&gt;Tehran&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O esboço consistia num &lt;em&gt;objeto em forma de grade em diagonal, com quadrados azul e laranja, também diagonais, cobertos por um objeto de forma oval&lt;/em&gt;. O que, a princípio, não fazia sentido, felizmente - disse McMoneagle - foi seguido por &lt;em&gt;alguém&lt;/em&gt;. Assim, cerca de meia milha da Embaixada americana em &lt;em&gt;Tehran&lt;/em&gt;, havia uma área mercantil coberta por uma proteção com quadrados oblíquos azul e laranja, mascarando um objeto em forma de paralelogramo que provou ser um buraco tampado. Pois bem, esse buraco conduzia-se a linhas telefônicas subterrâneas que, desapontadamente, permaneciam em &lt;em&gt;perpendicular&lt;/em&gt; à Embaixada. Porém, mapas arquivados do local revelaram que ali se encontrava um antigo sistema de esgotos de período pré-persa ou pré-romano, desconhecido até mesmo dos Iranianos, que se estendia abaixo do sistema de linhas telefônicas. O sistema de esgotos percorria sob a Embaixada dos EUA, com saída para uma de suas garagens, o que proveu uma real tentativa de resgate.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os erros dos &lt;em&gt;observadores remotos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Desafortunadamente, a psi é um tanto esquiva, de maneira que não se pode esperar resultados completamente precisos, embora possam ser, com justiça, suficientes para se afirmar que o fenômeno vai muito além de uma mera adivinhação ou palpite sortudo. Desse modo, é de se esperar erros. Contudo, alguns resultados considerados equivocados poderiam ser falsos-erros, pelos seguintes motivos:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;1º- existe a possibilidade de um fato &lt;em&gt;observado remotamente&lt;/em&gt; não ser contemporâneo ao relato (uma espécie de clarividência retro ou precognitiva). Pat Price, abastecido apenas com algumas coordenadas, descreveu acuradamente a área de &lt;em&gt;San Francisco Bay&lt;/em&gt;, embora “visse” dois tanques d’água que ali não estavam, detalhe considerado impreciso. Anos depois, uma velha fotografia demonstrou que no mesmo local havia dois tanques d’água, exatamente onde Price os indicou;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2º- alguns resultados podem ser considerados falhos, porque &lt;strong&gt;não &lt;/strong&gt;foram &lt;em&gt;razoavelmente&lt;/em&gt; investigados. No caso &lt;em&gt;da crise no Irã&lt;/em&gt;, não fosse a tentativa de alguém meramente testar a informação descrita pelos &lt;em&gt;observadores remotos&lt;/em&gt;, o esboço desenhado por um deles seria computado como &lt;em&gt;insucesso&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Graças ao &lt;em&gt;Freedom of Information Act&lt;/em&gt;, muitos programas dessa natureza, então sigilosos, foram desclassificados, passando a cair em domínio público. Todavia, é claro que uma grande quantidade de escritos permanece em segredo, a final, foram vinte e três anos (1972-1995) de investimentos do governo dos Estados Unidos em psi (&lt;strong&gt;!&lt;/strong&gt;) Seria ingênuo supor que os poucos casos divulgados responderiam por mais de duas décadas de pesquisa. &lt;strong&gt;Targ&lt;/strong&gt; (em &lt;em&gt;Do You See what I See? Memoirs of a Blind Biker&lt;/em&gt;, 2008) observa que &lt;strong&gt;Robert Gates&lt;/strong&gt;, secretário de defesa, e diretor da CIA à época, disse no programa de TV &lt;em&gt;Nightline &lt;/em&gt;que a CIA, embora financiasse o &lt;em&gt;Stanford Research Institute&lt;/em&gt;, nada de útil emergiu disso. Targ, então surpreso, retoricamente, indagou por que o entrevistador (Ted Koppel) não perguntou a Gates a razão dele apoiar um programa por vinte e três anos se, na verdade, nada de útil poderia vir dali (&lt;strong&gt;?!&lt;/strong&gt;). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;---------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bremseth, L. R.&lt;/strong&gt; (comandante da armada dos Estados Unidos). &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.rviewer.com/Bremseth.pdf" target="_blank"&gt;Unconventional Human Intelligence Support: Transcendent and Asymmetric Warfare Implications of Remote Viewing&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, 2001.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-8464445487592212602?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/8464445487592212602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=8464445487592212602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/8464445487592212602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/8464445487592212602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/06/guerra-fria-e-psi-militarizando.html' title='A Guerra fria e a psi: militarizando a percepção extra-sensorial'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-5824878308812035442</id><published>2009-06-04T00:11:00.000-03:00</published><updated>2009-06-04T00:13:05.206-03:00</updated><title type='text'>O Valor Evidencial das Experiências de Quase-Morte para a Crença em Vida Após a Morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Michael Potts, Ph.D.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7202848016055265148#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Methodist College, Fayetteville, NC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Francisco Mozart Rolim e Vitor Moura Visoni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO: Neste artigo, eu exploro a questão de qual valor evidencial as experiências de quase-morte (NDEs) oferecem para a crença em vida após a morte. Pesquiso as posições principais sobre esta questão, variando desde escritores que acreditam que as NDEs já oferecem evidência convincente para a vida após a morte, a fisicalistas que acreditam que elas oferecem, no máximo, um caso muito fraco. Eu argumento que a evidência presente da NDE de fato sugere a possibilidade de vida após a morte; entretanto, tal evidência não é poderosa e nem convincente. Entretanto, eu sigo adiante argumentando que as NDEs de fato oferecem persuasiva evidência para vida após a morte para o indivíduo que passa pela experiência. Eu termino sugerindo que mais pesquisa deve ser feita sobre o mais importante tipo de evidência de vida após a morte oferecida pela NDE, percepções verídicas durante uma NDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRAS-CHAVE: experiência de quase-morte; experiência fora-do-corpo; evidência para sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a publicação de Life After Life (1975) de Raymond, houve uma abundância de literatura sobre as assim chamadas “experiências de quase-morte” (NDEs). Em tais experiências, alguns indivíduos que foram ressuscitados de uma parada cardíaca relatam um sentido de separação do corpo e experiências que ocorrem durante esse período de separação. Os fenômenos relatados incluem a visão do próprio corpo, sua ressuscitação, mover-se em um túnel em direção à luz, visões de parentes mortos, mover-se em um túnel em direção à luz, visões de mortos relativos, e visões de figuras religiosas tal qual Jesus Cristo. Em ordem para classificar os diferentes tipos de experiências associados com este fenômeno, Michael Sabom (1982) propôs uma distinção útil entre NDEs “autoscópicas” e “transcendentais”. A NDE autoscópica envolve um sentido de separação do corpo e pode incluir ver o próprio corpo físico, bem como ver e ouvir sua ressuscitação. A NDE transcendental envolve visões de “outra esfera”, incluindo experiências de figuras religiosas, tais como anjos ou Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as questões religiosas levantadas pelas NDEs está qual valor evidencial, se algum, elas oferecem para a crença em Deus, seres divinos, vida após a morte, ou simplesmente alguma forma de sobrevivência após a morte. Indivíduos que passam por uma NDE quase invariavelmente estão convencidos que suas experiências foram de uma realidade objetiva; NDEs têm, tanto quanto as experiências místicas, o que William James (1902/1958) chamou de “qualidade noética”. Poderiam as NDEs serem úteis para fazer um caso convincente para a existência de Deus ou anjos ou vida após a morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem estranhamente, como Emily Cook, Bruce Greyson e Ian Stevenson (1998) notaram, aqueles que investigaram NDEs “têm com raras exceções completamente ignorado a questão da sobrevivência da consciência após a morte do corpo” (p. 378), enquanto aqueles que investigam se o self sobrevive após a morte têm se afastado das NDEs, acreditando que elas oferecem pouca promessa de fornecer dados convincentes apoiando a questão da sobrevivência” (p. 378), porque NDEs são experiências subjetivas, e as percepções que ocorrem durante a NDE são difíceis de verificar. Embora a questão da evidência oferecida pela NDE para a vida após a morte tenha sido discutida em anos mais recentes, pesquisa adicional resta a ser feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foca na questão de qual valor evidencial, se algum, NDEs oferecem para a crença de vida após a morte. Por “vida após a morte”, eu me refiro a alguma experiência consciente e percepção após a morte; isto não quer dizer necessariamente uma vida após a morte sem fim. Eu abordarei as posições principais sobre essa questão, variando desde escritos que sustentam que NDEs já oferecem forte evidência para vida após a morte até aqueles escritores que acreditam que elas oferecem um caso muito fraco para sobrevivência. Primeiro, eu examino a posição de Gary Habermas e J. P. Moreland (1992), que acreditam que NDEs oferecem forte evidência para uma vida após a morte mínima que inclui a sobrevivência de uma personalidade, uma alma não física. A posição deles representa um extremo sobre esta questão e assim é um ponto de partida útil para mais discussão. Eu irei argumentar que a posição deles está além da evidência disponível. Prosseguirei discutindo posições que, embora neguem a posição de Habermas e Moreland que NDEs oferecem convincente evidência para vida após a morte, sustentam que NDEs são indicadores sugerindo a possibilidade de alguma sobrevivência pós-morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seção seguinte, discutirei a posição fisicalista sobre as NDEs, que sustentam que elas podem ser exaustivamente explicadas em termos de processos fisiológicos de um corpo moribundo, e oferecem, no máximo, uma evidência muito fraca de um pós-vida. Discutirei algumas interpretações fisicalistas características de NDEs, tal qual a visão que NDEs ocorrem devido a processos fisiológicos similares a experiências induzidas por drogas. Muito da discussão se centrará no trabalho de Susan Blackmore (1993), que sustenta que NDEs podem ser explicadas totalmente em termos de processos fisiológicos internos ao corpo e no momento da morte. De acordo com Blackmore, NDEs podem ter valor psicológico para o indivíduo; entretanto, elas não oferecem forte evidência para vida após a morte já que elas podem ser exaustivamente explicadas neurofisiologicamente. Embora reconhecendo a força do caso desenvolvido por Blackmore e outro fisicalistas, eu argumento que eles desnecessariamente descartam explicações não fisicalistas, e que é possível que evidência futura vinda de NDEs possa fornecer um caso mais forte para a vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seção final, eu ofereço uma alternativa a ambas as posições. Concordando com a posição mais moderada e cuidadosa de escritores tais como David Lorimer (1984), Paul e Linda Badham (1982), e Carl Becker (1993, 1995), argumentarei que, dada a evidência presente, NDEs oferecem alguma evidência pública para a vida após a morte, mas mais ao longo de linhas de sugestões ou indicações para mais pesquisa. Dada mais pesquisa, estas indicações têm o potencial de produzir um caso forte para a vida após a morte baseada na evidência oriunda da NDE. No entanto, eu ainda argumento que uma NDE pode oferecer razoável, e mesmo forte, evidência para a vida após a morte para o indivíduo que tem a NDE. Como exemplo, eu discuto o caso de Pam Reynolds (Sabom, 1998), que teve percepções, durante um período de nenhuma função cardiopulmonar nem cerebral, que são difíceis de explicar à parte da noção que ela teve alguma percepção separada do seu corpo. Essas percepções, combinadas com suas percepções de parentes mortos, de fato, em meu julgamento, fazem razoável para Reynolds acreditar que ela teve uma experiência de uma vida “mínima” após a morte. Mas nesta fase do jogo, sem mais estudo, tais percepções ainda não oferecem evidência convincente para vida após a morte para aqueles que não tiveram NDEs. Finalmente, discutirei um estudo recente por Sam Parnia, D. G. Waller, R. Yeates, e Peter Fenwick (2001), que representa uma direção promissora para mais estudo sobre a potencial evidência da NDE para a sobrevivência à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caso Em Que NDEs Fornecem Forte Evidência de Sobrevivência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habermas e Moreland argumentam pela posição que NDEs são “forte evidência para ao menos uma visão minimalística de vida após a morte”, que eles definem como “vida nos momentos iniciais após a morte, não uma visão detalhada de vida celestial nem mesmo necessariamente vida eterna” (1992, p. 74). Eles diferenciam “entre morte clínica (ou reversível) e morte biológica (ou irreversível)” (p. 73). Morte clínica ocorre quando há perda dos sinais vitais como “consciência, pulso e respiração” e é potencialmente reversível; se não é revertida, leva à morte biológica, que é “clinicamente irreversível”. Os autores, seguindo Moody, adicionam uma terceira categoria, “entre essas duas”, um paciente com eletroencefalograma (EEG) plano, isso é, sem ondas elétricas cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habermas e Moreland argumentam que 4 tipos de evidências convergem para fazer um caso forte em que NDEs deveriam ser interpretadas como experiências após a morte. Primeiro, eles se referem a casos em que pessoas próximas da morte, incluindo algumas clinicamente mortas, descrevem seus arredores em acurado detalhe. Eles citam alguns casos, incluindo um extraído de um livro de Melvin Morse sobre as NDEs de crianças (Morse e Perry, 1990), o de uma menininha que quase se afogou numa piscina. Posteriormente, ela foi capaz de descrever as características físicas dos médicos envolvidos em sua ressuscitação, detalhes nas salas do hospital em que ela foi levada, e detalhes específicos concernentes aos procedimentos médicos usados durante sua ressuscitação. Habermas e Moreland também se referem a casos de pessoas cegas (não pessoas congenitalmente cegas, mas pessoas que se tornaram cegas durante a vida) que relataram detalhes visuais das pessoas ao seu redor no estado de quase-morte. Tais detalhes específicos da ressuscitação dos pacientes sugerem alguma forma de separação da “alma” do corpo, o que por sua vez sugere sobrevivência do self em alguma forma após a morte clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “segunda linha” de evidência de Habermas e Moreland provavelmente não deveria ser listada como uma categoria separada. É simplesmente o fato que muitas pessoas que forneceram detalhes acurados concernentes a sua ressuscitação estavam experimentando uma parada cardíaca no momento; Habermas e Moreland se referem ao estudo de Sabom (1982) que analisou as respostas a um questionário concernente ao procedimento de ressuscitação após uma parada cardíaca. O questionário foi dado a vítimas de parada cardíaca que experimentaram NDEs e também a 25 pacientes cardíacos que não passaram por tal experiência. É importante notar que embora todos os indivíduos de Sabom usados para comparação fossem pacientes cardíacos crônicos, apenas quatro sofreram parada cardíaca sem NDE. A resposta daqueles que tiveram NDEs foram muito mais precisas e detalhadas concernente ao procedimento da ressuscitação do que aqueles que não tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira linha de evidência é de pacientes que tiveram leituras de EEG planas. Alguns destes pacientes relataram experiências que aparentemente ocorreram durante este período de atividade isoelétrica do EEG. Habermas e Moreland alegaram que “atualmente a ausência de qualquer função de onda cerebral do EEG é a melhor e mais vastamente aceita indicação que o cérebro não está funcionando” (p. 77). Como notado abaixo, essa alegação é inexata. Eles apresentam um caso anedótico (extraído de Kübler-Ross, 1976) de uma mulher que foi declarada morta sem qualquer sinal vital e um EEG plano que registrou consciência cerca de três horas e meia depois de ela ter sido declarada morta. Ela ressuscitou enquanto era levada para o necrotério e acuradamente relatou sua ressuscitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta linha de evidência que Habermas e Moreland apresentaram consiste de casos nos quais os NDErs tiveram visões dos entes queridos que morreram, mas a quem o NDEr não sabia que tinha morrido. Isso fornece evidência para a visão que a consciência continua mesmo após a morte biológica, no caso do ente querido falecido que é visto durante a NDE. Destas linhas de evidência Habermas e Moreland concluíram que NDEs fornecem forte evidência para a consciência persistir quando o cérebro não está funcionando, e que isto por sua vez fornece forte evidência “de uma vida minimalística que existe naquele momento após a morte. (p. 84, itálicos no original). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o caso apresentado por Habermas e Moreland tenha alguma força, não prossegue, ao menos por enquanto, em apresentar um forte argumento para uma “vida minimalista após a morte”. Primeiro, embora eles se refiram à pesquisa estatística de Sabom sobre as NDEs, eles também extraíram de várias fontes, como os escritos de Maurice Rawlings (1980) e Elisabeth Kübler-Ross (1976), que se referiam a casos anedóticos. Em tais fontes faltam a pesquisa detalhada e o acúmulo de dados encontrados no estudo de Sabom. Habermas e Moreland responderam que não há nada errado em realizar entrevistas para obter informações; afinal de contas, historiadores fazem o mesmo. Isto é bastante justo, mas tais entrevistas deveriam ser bem feitas, sob condições de controle tanto quanto possível. Muitos relatos anedóticos de NDEs permanecem exatamente isso – anedóticos – porque falta a eles qualquer evidência de uma tentativa cuidadosa em entrevistar todas as partes envolvidas na ressuscitação do paciente para conferir a acurácia do relato do NDEr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda existem mais sérias dificuldades com o caso de Habermas e Moreland. A alegação de que um EEG plano é suficiente para diagnosticar falta de atividade cerebral é simplesmente falsa, porque o EEG somente registra atividade na superfície do córtex cerebral. É possível que exista atividade em outras partes do cérebro (McCullagh, 1993). Também existem, como Habermas e Moreland reconhecem, explicações alternativas para o fenômeno da NDE, incluindo drogas e anoxia, ou falta de oxigênio no cérebro. Embora uma explicação naturalística possa não explicar adequadamente uma NDE em particular, é possível que uma combinação de explicações naturalísticas possa ser capaz de explica toda NDE. Mais, explicações fisicalistas, que não se referem a uma alma desencarnada, são mais parcimoniosas que explicações não fisicalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidências que apóiam uma explicação fisicalista para as NDEs incluem experiências semelhantes à NDE mas que ocorreram quando a pessoa não estava próxima à morte. Algumas experiências induzidas por drogas como a quetamina (Jansen, 1997) e experiências de “medo da morte” (Owens, Cook e Stevenson, 1990) que ocorrem quando a pessoa está em sério perigo, mas não perto da morte, imitando uma NDE (Noyes, 1972; Noyes e Kletti, 1976; Blackmore, 1993). Algumas pessoas que não têm problemas de saúde e não estão em perigo imediato relataram experiências fora-do-corpo (OBEs) pela meditação; algumas vezes elas ocorrem espontaneamente. Como os próprios Habermas e Moreland observam, Wilder Penfield reproduziu experiências semelhantes a uma NDE estimulando o lobo temporal do cérebro (Penfield e Rasmussen, 1950), o que sugere que experiências semelhantes à NDE são correlatas com mudanças na fisiologia cerebral; e é uma posição razoável sustentar que tais experiências são causadas por mudanças fisiológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão impressiva quanto a evidência do estudo de Sabom é, não é suficiente para apoiar a forte conclusão evidencialista de Habermas e Moreland. Como já observado, seu grupo de comparação não consistia primariamente de pacientes que passaram pela parada cardíaca e ressuscitação; como Blackmore apontou, não foi um bom grupo controle. (Eu irei discutir o caso dela contra Sabom mais abaixo). Mais pesquisas são necessárias para corroborar os estudos de Sabom. Mesmo que NDErs apresentem evidências que tiveram experiências sensoriais de sua ressuscitação, isto não necessariamente implica uma explicação não fisiológica. Outras explicações são possíveis, incluindo a formação de falsas memórias por ouvir coisas durante a ressuscitação, ou por ouvir depois sobre a ressuscitação dos profissionais de saúde ou dos membros familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Krishnan (1985) ofereceu uma crítica adicional ao estudo de Sabom. Krishan reconheceu a alegação de Sabom que alguns NDErs experimentam “clara e acurada percepção visual” (p. 23). Ainda que Krishnan não concorde com a interpretação de Sabom, particularmente por causa da posição que os NDErs alegam observar ser “quase sempre acima do nível do corpo quando a experiência ocorre espontaneamente e pela primeira vez” (p. 23). Isto tem sempre sido verdadeiro em experiências de “medo da morte”, que podem ocorrer, por exemplo, em uma pessoa caindo de uma grande altura. Krishnan escreveu sobre este ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mediador de uma experiência fora-do-corpo é um elemento que funciona independente do corpo, eu não vejo motivo porque deveria se posicionar apenas acima do corpo; parece razoável esperar momentos de observação de si próprio em outras posições fosse igualmente freqüente. Por exemplo, no caso de uma pessoa passando por uma OBE quando sentada ou de pé ou caindo de um lugar alto, a auto-observação é possível pela frente ao nível do olho ou abaixo dele. (1985, p. 23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente não existe uma razão a priori de porque NDErs não deveriam ver seus corpos da mesma posição. Além disso, algumas vezes NDErs têm a experiência de se afastarem de seus corpos e adentrarem em outros quartos ou mesmo sair do prédio. Discutirei o caso cético de Krishnan contra a interpretação sobrevivencialista de NDEs mais abaixo. Estes criticismos são insuficientes para mostrar que pesquisas tais como a de Sabom não oferece evidência genuína para vida após a morte. A evidência de Sabom deveria ser levada muito seriamente, especialmente com relação a percepções verídicas em NDEs, mas não é ainda forte o suficiente, sem estudos adicionais em larga escala, para apoiar a alegação que NDEs oferecem “forte evidência” ou mesmo uma visão “minimalista” de vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caso Em Que NDEs Fornecem Fraca Evidência de Sobrevivência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros escritores consideraram seriamente a evidência positiva que NDEs apóiam a sobrevivência após a morte, mas têm sido mais moderados e cuidadosos em sua avaliação da evidência do que Habermas e Moreland. Entre estes está Lorimer (1984) que analisou a evidência para a vida após a morte de uma vasta variedade de , não limitados a experiências de quase-morte, mas também incluindo experiências fora-do-corpo (OBE), relatos de indivíduos que alegaram se lembrar de sua morte na vida passada, e aparições. Lorimer concluiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os dados pesquisados não são em si mesmos prova coerciva ou conclusiva de que a própria consciência sobrevive à morte do corpo; eles são, entretanto, indicadores concretos que demandam uma explicação coerente e compreensiva. Se relatos de aparições, OBEs, NDEs, e experiências de morte foram aceitos como evidência válida, então as teorias materialistas da mente possuem somente aplicação limitada – a processos normais na ordem explicada das aparências... [No fenômeno da morte] a experiência ciente pode bem continuar em um estado realçado, liberta das restrições impostas pelo espaço-tempo, do corpo físico, e talvez mesmo do ego separado (1984, p. 304).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômenos tais como as experiências no leito-de-morte são relevantes para a questão de vida após a morte, e OBEs são relevantes para a questão de se o self pode ter experiências independente do corpo. Há espaço para pesquisadores tais como Lorimer fazer uso de uma vasta variedade de fenômenos para formar um caso convergente para a sobrevivência após a morte. Um exame detalhado de tais fenômenos está fora do escopo deste artigo, que foca primariamente na evidência relevante para a vida após a morte das NDEs, embora outros fenômenos devessem ser considerados numa ampla pesquisa embasada da evidência para a vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badham e Badham (1982) consideraram, junto com a evidência da NDE, a pesquisa de OBE e as visões do leito-de-morte de pacientes. Apesar de reconhecer rivais potenciais às interpretações transcendentais de NDE, tais como alucinações ou fatores fisiológicos, eles permaneceram impressionados pela evidência de Sabom de percepções verídicas durante as NDEs coletadas. Entretanto, eles reconheceram que mesmo estas podem ser explicadas em termos de conhecimento anterior de hospitais e unidades de ressuscitação, combinados com estímulos auditivos logo antes da perda de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando idéias de uma pesquisa recente de OBE, eles sugeriram que um estudo fosse feito em que figuras reconhecíveis fossem pintadas sobre as instalações de luz em unidades de tratamento intensivo, de modo que os pacientes que tivessem NDEs teriam que vê-las de cima e identificá-las corretamente. Se isso ocorresse, constituiria forte evidência que alguma parte da pessoa humana pode existir separada do corpo e ter percepções verídicas. Tais percepções têm ligação com a questão de se há vida depois da morte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiências de quase-morte são portanto da mais alta importância para a pesquisa sobre a vida após a morte, pelas características evidenciais nos relatos feitos pelas pessoas ressuscitadas sobre suas supostas observações fornecem algumas das bases mais fortes para supor que a separação do self do corpo é possível. (Badham e Badham, 1982, p. 78).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badham e Badham então examinaram a evidência trazida pela NDE em mais detalhe e escreveram que a forte convicção dos NDErs que eles experimentaram a vida após a morte possui ao menos alguma força evidencial. Eles não ficaram impressionados com as alegações de visões de parentes mortos, pois existem explicações mais plausíveis que uma visão real dos parentes, ou como o caso de uma criança que alegou ter visto um parente morto em sua visão quando mostrada uma fotografia da pessoa, eles “retinham a credibilidade”. Por que deveria a criança ter visto seu parente com a mesma idade e aparência que a pessoa da foto? Casos em que um NDEr vê, com surpresa, parentes em que ele ou ela não sabia que estavam mortos possuem maior força evidencial. Badham e Badham também ficaram impressionados pela quantidade de acordo entre as culturas nos relatos de NDE. Há, então, ao menos, um “caso prima facie... para tratar experiências de quase-morte como evidência para a possibilidade da sobrevivência à morte corporal” (p. 81), embora esta evidência seja moderada pela possibilidade de explicações médicas alternativas, tais como anoxia cerebral ou os efeitos de drogas. No final, apesar da inquietação quanto à confiabilidade de algumas pesquisas de NDE, Paul Badham (sua esposa, linda, era mais cética sobre vida após a morte em geral) concluiu que, uma vez que explicações alternativas estão descartadas, a evidência fornecida pela NDE nos dá base para acreditar que elas são&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;relatos do que de fato acontece no momento da morte. E o que parece acontecer é que a alma deixa o corpo e começa a se dirigir para outro modo de existência...&lt;br /&gt;Há, portanto, ao menos alguma evidência para apoiar a crença na imortalidade da alma após a morte do corpo. (Badham e Badham, 1982, p. 89).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora de acordo que as NDEs oferecem alguma base para a crença em vida após a morte, eu não estou convencido que as evidências das NDEs oferecem “alguma evidência para apoiar a crença na imortalidade da alma.” Mesmo se as experiências forem de uma alma desencarnada próxima do momento da morte, isso não implica que a alma vida para sempre após a morte. No máximo, tal evidência apoiaria a visão que existe algum tipo de experiência independente do corpo após a morte. Se a NDE é uma experiência de vida eterna não parece ser uma questão que possa ser respondida pela pesquisa de experiência de quase-morte. Ainda assim, se a evidência oferece alguma base para a crença ou numa experiência independente do corpo ou algum tipo de vida após a morte, tal evidência por si só seria de considerável importância, pois ofereceria um desafio significativo às interpretações fisicalistas contemporâneas do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro escritor que acredita que NDEs fornecem alguma evidência para vida após a morte é Becker (1993, 1995) que pesquisou diferentes tipos de experiências paranormais, incluindo hautings, aparições, OBEs, visões no leito-de-morte, e NDEs. Em sua discussão de NDEs, atacou a posição que, porque os NDErs são revividos, eles não podiam ter estado mortos, chamando essa posição “petição de princípio enganador, porque assume-se como um fato a premissa que ninguém jamais revive da verdadeira morte, o que é precisamente o cerne da questão” (Becker, 1993, p. 93). Ele afirmou que se a morte é definida “em termos de atividade cerebral, e alguém não tem atividade cerebral mas mais tarde relata experiências durante esse período, nós temos prova que a experiência consciente é possível após a morte, ao menos temporariamente” (1993, p. 97). (Esta é uma alegação problemática, porque parte do conceito de morte inclui a noção de irreversibilidade, mas eu não argumentarei por essa posição aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Becker então atacou as alegações reducionistas que, desde que NDEs se assemelham a disfunções cerebrais, elas devem ser “exaustivamente descritas por elas” (p. 99), uma asserção que, Becker escreveu, não se segue. Primeiro, experiências com drogas, OBES, ou experiências devidas a um mal funcionamento do cérebro podem ainda abrir o indivíduo a um outro mundo. Segundo, existem diferenças entre experiências induzidas por drogas e NDEs; por exemplo, muito mais NDErs (mais de 80 por cento) “tinham visões de parentes e amigos mortos” (p. 104), mas somente cerca de 20 por cento daqueles que tiveram experiências induzidas por drogas o fizeram. Becker atacou algumas outras explicações reducionistas de NDEs e sustentou que NDEs bem como as “alegadas memórias de vidas passadas, aparições e OBEs, e NDEs com visões paranormais” são melhor explicadas pela teoria sobrevivencialista em que o indivíduo sobrevive à morte do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra geralmente positiva, embora cautelosa, análise do valor evidencial das NDEs é encontrada em um artigo por Cook, Greyson, Stevenson (1998). Eles acreditam que três características de NDE podem oferecer “evidência convergente para sustentar a hipótese da sobrevivência”: “atividades mentais nítidas, a experiência de ver o corpo físico de uma posição diferente no espaço, e percepções paranormais” (p. 377). “Atividade mental nítida” se refere a um aumento na percepção que os NDErs experimentam em um período em que não deveriam estar tendo qualquer percepção absolutamente, muito menos uma aumentada. A evidência de um aumento na percepção combinada com “diminuição do funcionamento fisiológico sugere ao menos que a consciência poderia não ser tão dependente dos processos fisiológicos como a maioria dos cientistas hoje em dia supõem” (p. 379). De acordo com estes autores, embora similaridades entre as culturas com relação às NDEs possam ser devidas a processos fisiológicos ou psicológicos comuns, atividade mental nítida durante uma NDE oferece ao menos alguma evidência para a habilidade da mente funcionar independente do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, há um sentido que os NDErs têm de estarem fora do corpo e vê-lo e vê-lo de uma posição diferente do espaço. Claro que existem múltiplas explicações alternativas para a hipótese de que o indivíduo realmente está fora do corpo, pois este é um fenômeno subjetivo. Pesquisa atual sobre OBEs, incluindo aquelas em sujeitos que não estão perto da morte, não provou que um indivíduo experimentando uma OBE pode ver objetos a distância. Novamente, Cook, Greyson e Stevenson (1998) sugerem que o fenômeno OBE na NDE oferece alguma evidência para a hipótese de sobrevivência, mas a evidência permanece inconclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais impressionante evidência para a hipótese de sobrevivência, de acordo com estes autores, vem das percepções paranormais, nas quais “as pessoas dizem perceber eventos que ocorreram além do alcance normal dos sentidos físicos, eventos que não puderam ter sido percebidos normalmente ainda se estas pessoas tivessem estado conscientes” (p. 381). Cook, Greyson e Stevenson exploraram vários casos ilustrativos, alguns dos quais extraídos da literatura sobre NDEs e outros de seus próprios arquivos. Embora os casos envolvam percepções aparentemente verídicas dos NDErs, alguns deles foram baseados em relatos de experiências que ocorreram muitos anos antes de serem relatados e escritos. Foi difícil localizar testemunhas e registros médicos em alguns dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais impressionante caso de sua coleção, e o único com os menores problemas com explicações alternativas, é o último que eles discutiram, o de Al Sullivan (pgs. 399-401). Durante uma cirurgia, ele viu seu coração “no que parecia ser uma mesinha de vidro” (p. 399). A coisa mais notável que ele viu foi seu cirurgião “sacudindo seus braços como se tentando voar” (p. 399). Ele contou ao cardiologista assim que foi capaz de falar após a cirurgia. Descobriu-se que o cirurgião cardíaco habitualmente “punha suas palmas em posição horizontal contra seu peito e dava instruções a seus assistentes assinalando-lhes com seus cotovelos” (p. 400). Isso ocorreu antes que ele se lavasse para manter um campo de operação estéril. O cirurgião, embora relutante em discutir a experiência de Sullivan, confirmou que ele tinha esse hábito peculiar. Parece que Sullivan o viu fazer isso enquanto estava com o peito aberto, em vez de antes da cirurgia, pois ele se lembrou de seu peito aberto e dos médicos trabalhando em suas pernas, um detalhe que o surpreendeu. Entretanto, isto não o impede de ter visto o cirurgião aplainar as suas palmas contra o seu peito logo antes da cirurgia, lembrar-se desse detalhe, e combiná-lo com suas experiências de NDE na sua memória. Não obstante, este caso oferece alguma evidência de percepção verídica durante uma NDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores concluíram que casos como os que eles descreveram oferecem evidência que não é conclusiva, mas “sugestiva” de sobrevivência. A convergência das três características apresentadas acima é particularmente importante, especialmente a percepção paranormal. Eles concluíram: “Casos verídicos são importantes porque eles são o tipo de caso mais importante que nos permite decidir se as teorias fisiológicas ou psicológicas normais das NDEs (e OBEs) são suficientes” (p. 401). Eles criticaram a posição de Blackmore que a investigação de tais casos seria perda de tempo, e argumentaram que relatos de experiências verídicas deveriam ser investigados. Quanto mais investigação, melhores os relatos. Eles também discutiram experimentos que podem testar percepções verídicas em NDEs, como aqueles envolvendo objetos fora da vista do paciente, e pensam que tais experiências devem ser perseguidas, mesmo que a oposição pelo pessoal de hospital até aqui tenha impedido tais experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo mais recente por estes mesmos autores, Kelly (agora usando seu nome de casada), Greyson e Stevenson (2000) pareceram mais impressionados pela evidência oferecida pela NDE. Em seu último artigo, escreveram que a NDE oferece substancial, mas não conclusiva, evidência para a crença que a consciência sobrevive após a morte. Argumentam que enquanto qualquer característica isolada de uma NDE possa ser explicada em outros termos além da vida após a morte, a conjunção das três características torna improváveis explicações alternativas. Estas características são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;processos mentais reforçados quando as funções fisiológicas estão seriamente enfraquecidas; a experiência de estar fora do corpo e ver o que ocorre em volta deste, como que de um lugar mais alto; e a consciência de acontecimentos distantes que seriam inacessíveis aos sentidos comuns da pessoa. (p. 513)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly, Greyson e Stevenson usaram dois casos como exemplo de convergências destas três características: o caso deles Al Sullivan, aludido acima, e o caso da Pam Reynolds de Sabom, que eu irei discutir abaixo. Impressionados com a evidência de ambos os casos, os autores concluíram que tal evidência é “sugestiva da sobrevivência da consciência após a morte” (p.518). Entretanto, eles não vão tão longe quanto Habermas e Moreland, pois eles sustentam que “experiências de quase-morte podem oferecer somente evidência indireta da continuação da consciência após a morte” (p. 518, itálico no original), pela mesma razão familiar que as pessoas que as experimentaram estão somente perto da morte, não mortas de fato. Este sendo o caso, os autores concluíram que “experiências de quase-morte do tipo que descrevemos, juntamente com outros tipos de experiências sugerindo sobrevivência após a morte... oferecem convergente evidência que garante o fato de podermos levar a sério a idéia de que a consciência pode sobreviver à morte” (p. 518).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentarei abaixo que a avaliação mais moderada da evidência por escritores como Becker e Kelly, Greyson e Stevenson está correta: que NDEs são, neste estágio, sugestivas que pode haver experiência consciente após a morte, mas elas não oferecem ainda evidência convincente, exceto para a pessoa que de fato passou pela experiência. Antes de retornar a este tema, eu me voltarei agora às críticas fisicalistas que fortemente negam que NDEs ofereçam mesmo “indicadores” apontando para a crença na vida após a morte.&lt;br /&gt;O Caso Em Que NDEs Não Fornecem Nenhuma Evidência de Sobrevivência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descrições fisicalistas das NDEs negam que tais experiências ofereçam evidência de forma convincente para a vida após a morte, sustentando com isso que processos fisioquímicos no cérebro são explanações suficientes para o fenômeno. Começando com o trabalho de Russell Noyes (1972; Noyes e Kletti, 1976), que discutiu que o mecanismo por trás das NDEs é a despersonalização, uma reação de estresse psicológico ao perigo iminente, alguns escritores propuseram várias explanações fisicalistas das NDEs. Alguns destes escritores não são fisicalistas num sentido absoluto, pois discutem de uma tradição cristã, mas são fisicalistas quando se trata da sua interpretação da evidência da NDE. Stephen Vicchio (1979, 1980, 1981) concordou com Noyes que NDEs são reações de esforço, mas incluiu argumentos baseados em suas convicções cristãs, escrevendo que se houvesse uma prova da vida após a morte, a crença já não seria uma matéria da fé (Vicchio, 1979). Ele também manteve uma vista estrita de que a vida depois da morte envolverá a ressurreição do corpo, não a existência de uma alma desencarnada após a morte, de modo que a experiência desencarnada é impossível por definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro proponente desta posição, Edward Wierenga (1978), apresentou uma posição similar sobre a ressurreição do corpo e apontou, como fêz Vicchio e Noyes, que NDErs estão quase, mas não realmente mortas. Naturalmente, ao contrário de Noyes, que criticou NDEs de uma posição fisicalista, Wierenga e Vicchio não eram materialistas metafísicos. Mas nem todo intérprete cristão das NDEs concorda com as conclusões de Vicchio e de Noyes; mesmo Habermas e Moreland, que como cristãos tradicionais aceitam a idéia da ressurreição corporal, apoiaram a idéia de que NDEs oferecem evidência, de fato forte evidência, para a experiência perceptual em uma alma desencarnada após a morte. Eu sugeriria que Noyes, Vicchio, e Wierenga devessem igualmente estar abertos para a evidência que sugere experiência perceptual fora-do-corpo durante NDEs e que não há nada de errado em alterar a posição metafísica de alguém se a experiência sugere que deve ser alterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo recente que tem sido influente no debate sobre se as NDEs são diferentes das experiências induzidas por drogas, Karl Jansen (1997) simulou NDEs nos receptores cerebrais que respondem à droga quetamina. Jansen foi claramente hostil à interpretação sobrevivencialista das NDEs: “NDEs não são evidência para a vida após a morte em terrenos lógicos simples: a morte é definida como o final irreversível e extremo” (p. 5). Ele também claramente aceitou um naturalismo filosófico, identificando o ponto de vista científico com a negação de que uma alma pudesse surgir do corpo com qualquer tipo de experiência sensória. Jansen apontou que a administração de quetamina a sujeitos produz experiências similares às NDEs, incluindo a experiência do túnel, visão de uma luz e experimentação de um estado divino. Ele argumentou que receptores NMDA, os sítios de ligação bloqueados pela quetamina no córtex cerebral, podem desempenhar um papel na NDE, no qual substâncias semelhantes à quetamina produzidas pelo corpo pudessem bloquear estes mesmos receptores durante o período estressante próximo à morte, resultando nas percepções associadas às NDEs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais impressionantes que as analogias às experiências induzidas por drogas podem soar, elas não estão livres de problemas. Primeiro, só porque experiências induzidas por drogas são similares a algumas das experiências associadas às NDEs, isso não implica que elas são os mesmos tipos de experiências das NDEs. Ninguém negaria que experiências de túnel ou avistamento de uma luz brilhante pudessem ocorrer em contextos outros além da NDE, incluindo alucinações ou experiências induzidas por drogas. Ainda pode ser o caso de que existam fatores das NDEs que difiram em aspectos importantes das alucinações ou das experiências induzidas por drogas. Fenwick (1997), por exemplo, discutiu que em experiências induzidas pela quetamina falta a qualidade noética encontrada em NDEs: muitas pessoas sob influência da quetamina não acreditaram que suas experiências fossem eventos reais, em grande contraste com a forte qualidade noética da NDE. Fenwick também argumentou que um dos fenômenos para os quais Jansen se referiu, acessos do lobo temporal, tende a produzir experiências a esmo e desorganizadas, em contraste com a clara visão de muitas NDEs. Ele corretamente apontou que Jansen havia assumido que um ponto de vista científico sobre a NDE implicaria numa causa baseada no cérebro, mas existem explanações alternativas que poderiam funcionar melhor, mas que Jansen não considerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, mesmo se NDEs ocorressem ao menos em parte devido a mudanças na fisiologia cerebral, isso não implicaria que apenas mudanças na fisiologia cerebral são a causa das NDEs: poderia haver outros paradigmas explanatórios que complementem ou mesmo vão além do paradigma da fisiologia cerebral, sem renegar sua importância. Isso ainda seria verdadeiro mesmo se mudanças na fisiologia cerebral relacionadas às NDEs sejam similares às mudanças que ocorrem sob a influência de drogas psicotrópicas. Um bom exemplo da amplitude para múltiplos paradigmas explanatórios é encontrado no trabalho de Morse, David Venecia e Jerrold Milstein (1989), que argumentaram por um modelo explanatório neurofisiológico para NDEs, no qual “o núcleo da NDE é geneticamente impresso e disparado por mecanismos serotoninérgicos”. Mas esses autores não limitam a explicação da NDE a níveis de serotonina, ao contrário, eles sugerem que enquanto a área no cérebro associada com NDEs possa produzir OBEs como uma resposta ao estresse, “é como se tal área representasse a sede da alma, a área de nosso cérebro que serve como um gatilho para a liberação da alma na morte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o fisicalista poderia apelar para a navalha de Occam e argumentar que um apelo a uma alma multiplicaria explanações sem razão adequada. Mas poderia também ser argumentado que o fisicalista está dogmaticamente apegado a um único paradigma explanatório sem estar aberto a outros; parece que o debate está num impasse.  Esta é uma razão pela qual os relatos de percepções verídicas durante NDEs são tão importantes. Se pudesse ser mostrado que certas percepções durante NDEs não são capazes de ser explicadas sem percepções externas do corpo, então este impasse acabaria e as NDEs seriam evidências de que a alma pode ter percepções externas ao corpo próximo da morte, um passo importante no caso por algum tipo de existência da alma após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as mais sofisticadas e poderosas interpretações fiscalistas da evidência da NDE, são encontradas aquelas defendem que as NDEs ocorrem devido a mudanças fisiológicas próximas da morte, tais como anoxia cerebral. Um bom exemplo é o modelo de NDE de Juan Saavedra-Aguilar e Juan Gómez-Jeria “baseado em disfunção do lobo temporal, hipoxia/isquemia, estresse e desequilíbrio de neuropeptídeos/neurotransmissores” (1989, p. 205). Embora estes autores não descartem outros modelos para explicar as NDEs, eles eram claramente simpáticos ao campo fiscalista. Outro crítico da hipótese sobrevivencialista, embora não um completo cético sobre NDEs oferecendo evidência de sobrevivência é Krishnan (1985). Como Noyers, Krishnan acredita que pelo menos algumas NDEs são provavelmente “mecanismos biológicos que ajudam o experimentador a sobreviver” (1985, p.21). Conforme mencionado acima, Krishnan é interessado em se a OBE é evidência de sobrevivência à morte. Ele estava impressionado pelas interpretações reducionistas padrão das OBEs em que “qualquer informação verídica que o sujeito relate após o episódio pode ser baseada em memórias de tal forma que o experimentador visualiza esta informação numa maneira vívida, mas não a enxerga realmente” (p.22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Krishnan referiu-se à pesquisa de Georg Von Bekesy (1963, 1967), que descobriu que vibradores instalados em um antebraço causaram uma percepção pontual, mas quando eram instalados em ambos os antebraços “as percepções pontuais subitamente saltam para o espaço entre eles e o sujeito sente que a percepção do estímulo está ocorrendo distante da superfície do receptor” (Krishnan, 1985, p. 24). Krishnan fez uma analogia às OBEs, discutindo que elas podem ser similares a más percepções de localização causadas por um mecanismo cerebral parecido. Sensações como a OBE podem ocorrer numa epilepsia do lobo temporal também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Krishnan também discutiu contra OBEs sendo experiências independentes do corpo notando suas similaridades com nossos modos comuns de consciência. Se a OBE é realmente independente dos órgãos sensoriais do corpo, então por que experimentadores não podem perceber “várias formas de energia tais como raios X, ultrassom, raios gama, entre outras” (p.24)? A limitação da percepção OBE a essas formas de energia que nós normalmente experimentamos sugeriria que os sujeitos não estão realmente fora do corpo. Krishnan apontou que no momento em que estava escrevendo (1985), não havia um caso de cegos congênitos tendo uma OBE, mas ele também alegou que mesmo que houvesse, nossa limitação de conhecimento da visão iria prevenir-nos de usar tais experiências como um suporte para interpretações sobrevivencialistas das NDEs. Krishnan também se referiu à relatividade cultural das NDEs e explorou várias interpretações psicológicas e fisiológicas das NDEs, tais como privação sensorial, percepção extra-sensorial e emoções protetoras, as quais pensou ser mais convincentes que a interpretação sobrevivencialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os críticos da evidência da NDE para a sobrevivência são desejosos de reduzir a NDE a processos meramente fisiológicos no corpo moribundo. Robert Kastenbaun (1996), por exemplo, como outros críticos das NDEs como suporte para a sobrevivência, observou que NDEs ocorrem próximas à morte, não após a morte. Ele também discutiu vários outros problemas com a evidência da NDE: por que mais pessoas próximas da morte não relatam NDEs, por que alguns sujeitos ficam assustados e outros serenos, por que alguns que não estavam próximos da morte têm experiências similares às NDEs e por que indivíduos muito próximos da morte podem realmente ser “menos prováveis de reportar uma NDE que aqueles que estavam menos comprometidos”(p. 261)? Mas Kastenbaun não é um reducionista, no sentido que acredita que uma explicação fiscalista das NDEs esgote seu valor ou significado. Mais ainda, ele apóia uma abordagem fenomenológica para NDEs, enfocando na experiência como um todo e seu valor funcional. Ainda, ele permanece cético no tocante às NDEs oferecerem evidência de vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos mencionados até então fizeram algumas transgressões significantes contra a força do caso da NDE pela sobrevivência. Contudo, hipóteses fiscalistas podem ser recuadas por estudos que tentem correlacionar NDEs com fatores fisiológicos propostos por seus críticos. A lucidez das NDEs oposta às experiências com as quais críticos a comparam, tais como experiências induzidas por drogas, anóxicas ou alucinatórias, devem ser consideradas (Sabom, 1998). Além disso, tais explanações fiscalistas devem rivalizar com a evidência pela percepção verídica durante NDEs (Sabom, 1982, 1998), evidência a qual, no mínimo, jogaria dúvidas sobre a explanação fiscalista da evidência da NDE. Uma explanação fiscalista não seria mantida dogmaticamente com a base de uma prévia visão metafísica do mundo que não seja ameaçável a mudanças de evidência empírica. Assim, assegurar que a evidência empírica pode apenas implicar numa interpretação fiscalista é simplesmente aplicar um raciocínio circular.  E embora Kastenbaum não seja contrário ao estudo científico da NDE, ele preferiu uma abordagem fenomenológica às NDEs e pareceu mais interessado naquela abordagem do que na exploração da evidência da NDE para a vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão da vida depois da morte é a mais profunda levantada pelas NDEs, se elas oferecem considerável evidência para a sobrevivência à morte, tal evidência poderia sacudir profundamente nossa visão da realidade como um todo. Tão interessante e útil quanto uma abordagem fenomenológica para as NDEs é, especialmente em seu não-reducionismo, que ignora importantes questões metafísicas, tais como vida após a morte, que deveria ser explorada. Quanto à alegação de Kastenbaum e outros de que os experimentadores não estavam realmente mortos porque a morte é por definição irreversível, isso eu concedo, mas rejeito que isto torne a evidência trazida pela NDE irrelevante na questão da vida após a morte. A quarta linha de evidência de Habermas e Moreland, de experimentadores que tiveram encontros com pessoas que eles conheceram em vida, mas que não sabiam estar mortas, é claramente relevante para a hipótese do pós-vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dos mais profundos e cuidadosos críticos que discutiu a interpretação subrevivencialista das NDEs foi Blackmore (1993). A despeito de suas claras pressuposições fiscalistas, Blackmore foi bastante respeitosa do fenômeno NDE, apoiando que tais experiências podem ter grande valor psicológico e podem mesmo desempenhar um papel saudável e transformador na vida do indivíduo. Contudo, ela não acreditava que elas (NDEs) fornecessem evidência forte para a vida depois da morte, pois todo o fenômeno reportado associado com as NDEs pode ser explicado em termos de processos fisiológicos relacionados à ausência de oxigênio no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu caso detalhado e técnico, Blackmore focou em especificidades de como mudanças na fisiologia cerebral poderiam causar as experiências típicas associadas com NDEs, tais como paz, separação corporal, mover-se através de um túnel e ver parentes mortos ou figuras religiosas. Sua crítica detalhada do estudo de Sabom é importante, uma vez que a crença de Sabom de que seus pacientes apresentaram informações acuradas sobre suas ressuscitações, as quais eles não poderiam ter sabido de outro modo, é a peça chave na cadeia de argumentos apresentados por aqueles que acreditam que NDEs oferecem evidência real para a vida após a morte. Blackmore discutiu que os detalhes que os pacientes de Sabom apresentaram concernentes às suas ressurreições poderiam ter sido adquiridos de tantas maneiras que não implicam na separação do self do corpo ou qualquer outra forma de vida após a morte. Ela escreveu que o conhecimento prévio e expectativas das ressurreições cardiopulmonares (CPR) desempenharam um papel na criação de “memórias” da experiência. Sem os detalhes da ressurreição nos registros médicos, os quais freqüentemente deixam de fora detalhes específicos dos procedimentos utilizados, não há forma acurada de checar um relato de um paciente para determinar se é preciso. Também, alguns experimentadores foram entrevistados anos após as suas ressurreições e este tempo é mais que suficiente para que estes pacientes aprendam sobre especificidades da CPR, especialmente quando eles foram ressuscitados e poderiam estar interessados em aprender sobre os procedimentos utilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blackmore também criticou os grupos controle de pacientes de Sabom que não haviam experimentado as NDEs: como ela corretamente apontou, muitos daqueles pacientes não haviam sofrido uma parada cardíaca e ressurreição e, portanto seriam menos prováveis de reconstruir o evento de detalhes ouvidos por acaso durante a ressurreição. Indivíduos tendem a formar imagens visuais das coisas que escutam; quando muitas pessoas ouvem uma história, elas formam imagens mentais concretas dos detalhes. Blackmore deu o exemplo da história de um gato que passa em frente de pessoas andando na floresta; indivíduos que ouviram a história formaram imagens mentais concretas de um gato particular, de cor e tamanho particulares e de uma aparência específica da floresta e do céu. A mesma coisa poderia ter acontecido nas NDEs: aqueles que são ressuscitados podem ouvir coisas durante ou após a ressurreição e então construir imagens mentais dos detalhes, os quais são então “relembrados”. Blackmore notou que em casos de “visão distante” que parecem prevenir tal reconstrução, os relatos do experimentador são comumente inespecíficos o bastante para garantir a crença em sua experiência visual, tais como um garoto que afirmou que seus dois avôs falecidos tinham cabelos marrom e negro. Mas como Blackmore observou, marrom e preto são descrições muito óbvias de uma grande porção de cores de cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também alegou que os relatos aparentemente impressionantes de pacientes cegos reportando NDEs não são tão impressionantes quanto aparentam; na época em que ela escreveu (1993), não havia nenhum caso confirmado de experiências fora-do-corpo visuais em pacientes congenitamente cegos. Aqueles não cegos de nascença podem construir imagens mentais do que eles ouviram, similar às pessoas com visão normal. (Houve, desde então, relatos de indivíduos cegos de nascença que relataram percepções visuais em NDEs [Ring e Cooper, 1997].) Blackmore concluiu que, já que toda a evidência proposta para suportar a interpretação fora-do-corpo das NDEs é inadequada e, já que há adequada explanação fisiológica para o fenômeno NDE na anoxia cerebral, ela “não vê razão para adotar a hipótese sobrevivencialista”(p. 263).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blackmore montou poderosos argumentos contra a posição de que NDEs podem ser usadas para fazer um caso forte para a vida após a morte. Isto não significa, contudo, que nenhum caso poderia ser feito. Se o grupo controle de Sabom tivesse consistido apenas de pacientes que experimentaram parada cardíaca sem uma NDE, e se os NDErs tivessem conhecimento específico e detalhado da CPR que o grupo controle não tinha, isto forneceria evidência considerável para a posição de que os NDERs adquiriram suas informações da própria NDE. Se houvesse casos de NDEs nas quais pacientes recordassem informações visuais que pudesse apenas ser aprendida estando-se realmente fora do corpo, tal como a recordação de detalhes específicos dos trajes vestidos pela equipe do hospital, detalhes específicos da ressurreição (incluindo a ordem dos eventos), ou detalhes do quarto onde a ressurreição ocorreu que só poderiam ter sido conhecidos estando-se realmente lá, então isto apoiaria a interpretação fora-do-corpo das NDEs, que poderia então ser utilizada como evidência de uma “minimalista vida após a morte.” Se os relatos dos NDERs em que vêem aqueles que eles não sabiam estarem mortos revelarem-se verdadeiros com os fatos do caso, então isto pareceria marcar alguma evidência da continuação da vida além da morte biológica. Assim, é possível que NDEs sejam usadas para fazer um forte caso por uma “minimalista” vida após a morte, mas tal evidência é ausente no momento. Ao final deste artigo, eu discutirei um recente experimento que oferece uma direção promissora nesta área de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caso Em Que NDEs Fornecem Evidência Forte de Sobrevivência para o Experienciador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto suporte a atual evidência de NDE realmente empresta à vida após a morte? Para muitos de nós, a resposta é “alguma evidência que deveria ser tomada seriamente e posteriormente pesquisada, mas não evidência conclusiva.” É muito ambíguo sustentar a posição de Habermas e Moreland de que NDEs oferecem forte evidência por uma minimalista vida após a morte. Por outro lado, Blackmore e outros fiscalistas tendem a descartar a noção de que as NDEs poderiam oferecer evidência em favor da vida após a morte. Eu sugiro que a verdade é um meio caminho entre os extremos: contrariamente à posição fiscalista, NDEs oferecem alguma evidência para a sobrevivência à morte que deveria ser tomada seriamente e, contrariamente à posição de Habermas e Moreland, não é ainda evidência substancial ou convincente, pelo menos para muitos de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, existe um grupo de pessoas que tem justificativa racional em considerar NDEs como evidência forte, ou mesmo convincente, de vida após a morte. Eu discuto que NDEs podem oferecer evidência razoável para a vida após a morte para o indivíduo NDEr. Agora alguém poderia alegar que isto é absurdo: como pode um grupo de pessoas racionalmente tomar NDEs como evidência forte de vida após a morte, enquanto o resto de nós não estamos tão racionalmente justificados? Na realidade, tais situações epistêmicas são muito comuns, nas quais algumas pessoas são justificadas em tomar certa evidência como convincente para uma certa conclusão, enquanto outras pessoas não são tão justificadas. O exemplo seguinte torna isso claro. Se eu vejo um urso na floresta numa área em que se sabe que ursos não existem, dada uma visão normal, dia claro e boa saúde, eu sou racional ao aceitar a experiência que um urso está na floresta como evidência convincente, não constituindo forte ou convincente evidência para os outros, especialmente que neste cenário nenhum urso era sabido habitar a floresta. Outras pessoas precisariam de evidência adicional para concluir racionalmente que existe um urso na floresta, tais como relatos verificados de mais avistamentos de urso ou trilhas de urso verificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que a evidência da NDE para a vida após a morte é uma situação similar, mas é preciso ser cuidadoso aqui. NDEs tem uma “qualidade noética”; freqüentemente, os experimentadores acreditam sem qualquer dúvida que eles se separaram do corpo e experimentaram a vida após a morte. Mas uma convicção pessoal absoluta de que ele ou ela experimentou um evento não significa que o alegado evento foi realmente a causa da experiência. Experiência, mesmo sensória, requer interpretação, experiência é experimentar como. Por exemplo, eu tenho uma fotografia que aparentemente mostra árvores na floresta sob um céu azul. Quase todo o indivíduo que vê a fotografia está absolutamente certo de que aquilo é o que ele ou ela está experimentando. Após alimentar essa certeza, eu mostro a fotografia aos meus estudantes de filosofia de caneca para baixo, pois na verdade é um reflexo das águas e do céu nas águas claras. A qualidade noética das experiências perceptuais dos estudantes, sua certeza absoluta, de que eles estavam observando uma fotografia de árvores e do céu e não uma fotografia de um reflexo na água não tornaram sua percepção correta (Proudfoot, 1996). O mesmo é verdade para pessoas que têm NDEs. Suas absolutas certezas de que a experiência foi uma de sua alma desencarnada do corpo, ao lado da sensação de estar morto, não significa que eles literalmente experimentaram estas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais a ser dito. Suponha que um paciente sofra uma parada cardíaca, tenha uma NDE e fale ao médico sobre isso logo em seguida (e não anos depois, como em alguns casos). O indivíduo recorda em detalhes o processo de ressurreição, incluindo quem estava presente, as roupas que estavam vestindo e a planta específica do quarto. Suponha que todos os detalhes estejam corretos e seja confirmado pelo médico e outros membros da equipe envolvidos na ressurreição. Vamos supor em seguida que, durante a NDE, o paciente veja seus pais e irmão e fique surpreso em vê-los, eles dizendo ao paciente que eles estão mortos agora e em outro mundo. Depois, após a ressurreição, o paciente descobre que seus pai e irmão foram mortos num acidente de trânsito horas antes da parada cardíaca e que o paciente não havia sido informado disso. Justificaria a esse paciente acreditar que a NDE oferece forte evidência de vida após a morte? Eu penso que temos que responder que para tal paciente seria racional acreditar que a NDE ofereceu forte evidência da vida após a morte – para esse indivíduo. Em si, não ofereceria forte evidência para qualquer coisa; um relato de um incidente se tornaria outro caso anedótico, embora se cuidadosamente estudado poderia ser combinado com outros casos num estudo de larga escala das NDEs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, de fato, um caso que, embora não tão impressionante quanto o exemplo hipotético mencionado, permanece bastante notável: o de Pam Reynolds, uma mulher de 35 anos com um aneurisma gigante da artéria basilar (Sabom, 1998). Na tentativa de remover o aneurisma de forma segura, os cirurgiões realizaram um procedimento cirúrgico incrível: “Esta operação... requisitava que sua temperatura corporal fosse baixada a 60º F, seus batimentos cardíacos e respiração parassem, suas ondas cerebrais ficassem planas e o sangue fisse drenado de sua cabeça” (Sabom, 1998, p. 37) Durante o curso da cirurgia, Reynolds teve uma NDE muito detalhada, de início autoscópica e depois transcendental. O que é mais impressionante é o quão boa é a sua descrição da experiência correlacionada com os estágios da sua cirurgia. Quando sua cirurgia iniciou-se e seu crânio estava sendo aberto, ela sentiu-se puxada de seu corpo através de sua cabeça e, como muitos NDErs, sentiu que suas consciência e visão estavam mais afiadas do que ela nunca havia experimentado. Ela acuradamente descreveu sua cabeça durante a tricotomia e o instrumento usado para abrir seu crânio. Durante a cirurgia, devido ao pequeno tamanho de suas artérias e veias femorais direitas, as análogas do lado esquerdo foram conectadas com a máquina pulmão-coração. Uma cirurgiã cardíaca tomou essa decisão e Reynolds recordou de ter ouvido uma voz feminina dizendo que suas veias e artérias eram pequenas. É importante salientar que durante esta parte da cirurgia, o coração de Reynolds estava ainda batendo e ela não estava clinicamente morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima parte da sua cirurgia envolveu morte clínica induzida. Seu corpo foi resfriado e, como resultado, seu coração veio a uma fibrilação ventricular, eventualmente parando completamente por uma injeçção de cloreto de potássio. Seu EEG ficou plano e mesmo a atividade cerebral, testada por uma resposta a cliques emitidos por fones em seus ouvidos, não mais eram detectados. Sua temperatura corporal alcançou os 60º F requeridos para que a cirurgia tomasse lugar, seu sangue foi drenado de seu corpo e o aneurisma foi removido. Seu sangue foi devolvido ao corpo e a sua temperatura elevou. A atividade cerebral retornou, mostrada por uma resposta quando os fones em seus ouvidos clicaram, seguido por uma atividade cerebral mais alta detectada pelo EEG. Seu coração começou a fibrilar e retornou ao ritmo da cavidade normal após dois choques com um desfibrilador. Sua cirurgia foi um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante este tempo que Reynolds teve a porção transcendental de sua NDE. Já que esta não envolveu uma experiência do teatro de operações, não é fácil correlacionar sua experiência com pontos específicos em sua cirurgia. Em muitas formas, sua experiência foi típica de experiências transcendentais: ela se sentiu “puxada”, embora ela dissesse que sua sensação “não foi corporal, física”, viajando através de algo que “era como um túnel mas não era um túnel”(p. 44) e ela reportou um elevado sentido de audição. Ao final do túnel havia uma luz brilhante e ela viu seres de luz, os quais incluíam sua avó e outros parentes falecidos. Eles não permitiram que ela fosse adiante, e embora ela quisesse “entrar na luz”, ela percebeu que tinha uma família para sustentar e quis voltar também. Uma parte interessante de sua experiência foi quando os parentes falecidos estavam “alimentando-a” com algo descrito como “luminoso”. Quando foi a hora de voltar ao seu corpo, seu tio conduziu-a, mesmo embora ela não quisesse ir. Ela mencionou que viu “a coisa, meu corpo”. Seu tio “comunicou” a ela que voltar ao corpo era “como pular numa piscina”. Ela ainda não quis ir, mas eventualmente seu tio a empurrou em seu corpo “doído”. Ela descreveu com precisão a música que tocava próxima ao fim da sua cirurgia quando ela estava sendo suturada (pgs. 44-47).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabom havia achado anteriormente que NDEs são mais prováveis quando a pessoa está cada vez mais perto da morte e ele reconheceu que muitos destes pacientes estavam clinicamente mortos, mas não realmente mortos. O caso Reynolds o fez reconsideram sua crença de que NDE não ocorrem após a morte real. Reynolds atingiu todos os critérios para morte baseados em testes clínicos, incluindo um EEG plano, ausência de potenciais auditivos evocados e carência de circulação sanguínea no cérebro. (Para aqueles que não aceitam o critério da morte cerebral e preferem o critério circulatório-repiratório, se poderia observar que não havia circulação do sangue e, de fato, nenhum sangue em seu corpo durante a porção hipotérmica de sua cirurgia.) Foi durante esta parte de sua cirurgia que Reynolds teve uma NDE profunda que alcançou 27 pontos na escala de NDE de Greyson (1983), na qual o escore médio para NDEs é 15, sendo a mais profunda em todos os sujeitos do estudo de NDEs de Sabom. Sabom ainda não foi tão longe a ponto de dizer que ela estava morta, insistindo (eu penso que corretamente) que médicos não podem trazer pessoas, literalmente, da morte. Ele também observou que muitas pessoas que são dadas com morte cerebral retém funções cerebrais hipotalâmicas entre outras, sendo que é possível que alguma atividade estivesse ainda acontecendo no cérebro de Reynolds. No fim, Sabom sustentou que, consistente com a crença de que a morte é um processo, a NDE é um estado no qual “o espírito ou alma da pessoa está em processo de separação do corpo” (p. 203). Seus estudos de NDEs têm-no convencido de que eles são genuínas experiências espirituais, e não alucinações causadas por drogas ou anoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Reynolds é notável não apenas por sua profundidade e a lembrança acurada de Reynolds de sua cirurgia, mas também pelo nível de correlação entre as descrições de sua experiência e o estado fisiológico que ela estava no momento. Explicações fisicalistas não explicam este caso. Por exemplo, Kelly, Greyson e Stevenson (200) notaram que as experiências de Reynolds (e Al Sullivan; vide acima) não podem ser explicadas em termos de inputs auditivos, porque elas eram claramente visuais em natureza; além disso, as orelhas de Reynolds estavam tapadas durante a cirurgia. Embora não se possa estar totalmente preciso do timing, ela relatou algumas experiências durante a parada cardiopulmonar total e durante uma total falta de função cerebral. Certamente ela está sendo racional ao tomar sua experiência como uma de percepção extra-corpórea e, dada a sua visão dos parentes falecidos de alguma mínima vida após a morte. Para ela, então, a NDE oferece convincente evidência de sobrevivência à morte, e ela está sendo racional em fazê-lo assim. Isso fortalece o caso público para a vida após a morte, mas permanece somente um caso notável. Não oferece, por si mesmo, evidência convincente para vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que toda a pessoa que passa por uma NDE e a interpreta como evidência de vida após a morte está sendo racional em fazê-lo. Podem haver fatores fisiológicos óbvios envolvidos em algumas NDEs: algumas podem ser somente causadas por anoxia cerebral ou por reações a drogas. As próprias experiências podem não coerir: divagações, relatos de NDEs semelhantes a sonhos seriam duvidosos. As experiências podem não se encaixar na realidade: se alguém lembra uma reanimação que não aconteceu, ou enquanto estava sendo reanimado teve uma visão de um parente “morto” que se descobriu estar muito vivo, é improvável que a experiência fosse uma da vida futura. Se a experiência é internamente coerente, e a recordação da experiência sensória não pode ser explicada facilmente sem trazer em cena alguma espécie de percepção fora-do-corpo, então o NDEr seria racional em sustentar ao menos a uma interpretação dualística da experiência, embora não necessariamente uma crença em vida depois da morte biológica. Se a NDE inclui experiências daqueles que estão biologicamente mortos, e tais experiências facilmente não são explicadas sem propor alguma comunicação com esses indivíduos que realmente morreram, o NDEr é racional em aceitar algum tipo de experiência depois da morte biológica. Pois dizer que tais posições são sempre irracionais é descartar por definição a possibilidade de experiência desencarnada depois da morte; Blackmore pareceu fortemente inclinada a fazer isto em sua crítica da interpretação sobrevivencialista das NDEs. Mas se alguém não descarta por definição tais experiências depois da morte, então o indivíduo NDEr, em alguns casos, é razoável em tomar sua experiência como sendo uma evidência forte para a vida depois da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um caso forte pode ser desenvolvido para vida depois da morte, a partir das NDEs, para o resto de nós, resta a ser visto. O que é necessário são pesquisas ao longo das linhas sugeridas por Badham e Badham, estudos que testem a evidência de percepção verídica durante as NDEs, e em que as experiências dos sujeitos sejam cuidadosamente coordenadas com seu estado fisiológico no momento da parada cardíaca. Os dois estudos de Sabom (1982, 1998) correlacionaram o estado fisiológico dos sujeitos com os momentos de suas NDEs, e ele explorou a possibilidade de percepção verídica correlacionando as experiências informadas dos pacientes durante uma NDE autoscópica com seus registros médicos.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro estudo recente, embora relativamente pequeno, poderia ser usado como modelo para mais pesquisa nesta área. Parnia, Waller, Yeates, e Fenwick (2001) estudaram um grupo de 63 sobreviventes à parada cardíaca que não mostraram sinais de confusão, para saber se eles tinham quaisquer memórias durante a parada, avaliando seus relatos baseados na Escala de NDE de Greyson. Eles documentaram os níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, bem como de sódio e potássio, durante o período da parada, e perguntou aos pacientes sobre seu passado religioso e nível de prática religiosa. Para testar as percepções verídicas durante a NDE, “tábuas foram suspensas do teto das divisões antes do início do estudo. Estas tinham várias figuras na superfície encarando o teto que não eram visíveis do chão” (p. 151).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete dos 63 pacientes (11 por cento) relataram memórias do momento de suas paradas cardíacas, e quatro destes (6 por cento) tiveram NDEs. Todos os quatro NDErs tiveram um sentido de chegar a uma “borda” ou ponto em que o retorno não era mais possível; três dos quatro relataram ver uma luz brilhante e sentimentos de paz e alegria; dois dos NDERs relataram ver parentes falecidos; e dois relataram um sentimento de sensações aumentadas. Os níveis de oxigênio estavam de fato mais altos nos NDErs do que nos que não passaram pela experiência. Os autores acreditam que tais memórias durante períodos de parada cardíaca em pacientes com saturação normal de oxigênio deveria ao menos encorajar os pesquisadores a considerar as implicações das NDEs para a relação mente-cérebro. Porque nenhuma OBE ocorreu entre os NDErs deste estudo, não houve oportunidade de testar percepções fora-do-corpo verídicas. Ainda assim, esse estudo oferece uma estrutura para outros que possam ser repetidos em outra parte. Como os autores deste estudo concluíram: “Para que uma amostra prospectiva seja coletada para que tanto os aspectos psicológicos (incluindo experiências fora-do-corpo) e fisiológicos das experiências possam ser observados em detalhe, um teste multi-central é preciso” (p. 155). Eu posso somente concordar com esta conclusão e espero que mais estudos apareçam sobre o valor da evidência da NDE para a crença na vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badham, P., and Badham, L. (1982) Immortality or extinction? Totowa, NJ: Barnes and Noble.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Becker, C. B. (1993). Paranormal experience and survival of death. Albany, NY: State University of New York Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Becker, C. B. (1995). A philosopher’s view of near-death research. Journal of Near-Death Studies, 14, 17–25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blackmore, S. (1993). Dying to live: Near-death experiences. Buffalo, NY: Prometheus Books.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cook, E.W., Greyson, B., and Stevenson, I. (1998). Do any near-death experiences provide evidence for the survival of human personality after death? Relevant features and illustrative case reports. Journal of Scientific Exploration, 12, 377–406.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenwick, P. (1997). Is the near-death experience only N-methyl-D-aspartate blocking?&lt;br /&gt;Journal of Near-Death Studies, 16, 43–53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greyson, B. (1983). The Near-Death Experience Scale: Construction, reliability, and validity, Journal of Nervous and Mental Disease, 171, 269–275.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habermas, G. R., and Moreland, J. P. (1992). Immortality: The other side of death. Nashville, TN: Thomas Nelson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James, W. (1958). The varieties of religious experience. New York, NY: Mentor Books.&lt;br /&gt;(Original work published 1902.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jansen, K. L. R. (1997). The ketamine model of the near-death experience: A central role for the N-methyl-D-aspartate receptor. Journal of Near-Death Studies, 16, 5–26.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kastenbaum, R. (1996). Near-death reports: Evidence for survival of death? In L. W. Bailey and J. Yates (Eds.), The near-death experience: A reader (pp. 247–264). 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Pedidos de impressão devem ser endereçados ao Dr. Potts no Methodist College, 5400 Ramsey Street, Fayetteville, NC 28311-1420; e-mail: mpotts20@hotmail.com.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-5824878308812035442?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/5824878308812035442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=5824878308812035442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5824878308812035442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/5824878308812035442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/06/o-valor-evidencial-das-experiencias-de.html' title='O Valor Evidencial das Experiências de Quase-Morte para a Crença em Vida Após a Morte'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-61883086045743887</id><published>2009-05-30T20:06:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T00:50:29.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Consciência'/><title type='text'>Neuroplasticidade autodirigida e dualismo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O &lt;em&gt;dualismo forte&lt;/em&gt;, como corrente dentro da filosofia da mente, sustenta não só a realidade &lt;i&gt;substancial&lt;/i&gt; da &lt;b&gt;mente&lt;/b&gt;, mas também que ela tem poder causativo sobre a matéria, circunstância que, se positivada, torna essa &lt;i&gt;posição filosófica&lt;/i&gt; uma hipótese científica, pois testável.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então, se esse dualismo é verdadeiro, devemos encontrar exemplos de atributos estritamente &lt;i&gt;mentalísticos&lt;/i&gt; (coisas como pensamentos, cognição, esforço mental, crenças, desejos, etc.) afetando o “&lt;em&gt;mundo físico&lt;/em&gt;” conhecido por nossos cinco sentidos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A evidência de “fenômenos parapsicológicos” (como &lt;em&gt;psicocinese&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;percepção extra-sensorial&lt;/em&gt;), porque mensuráveis, prestam-se, sem sombra de dúvidas, como demonstrações do &lt;i&gt;dualismo&lt;/i&gt; (mesmo que haja uma explicação física para a &lt;i&gt;dinâmica&lt;/i&gt; desses &lt;i&gt;eventos&lt;/i&gt;, o fato é que aqueles elementos imateriais continuariam a ser &lt;i&gt;causas irredutíveis&lt;/i&gt;). Felizmente, existem abundantes evidências científicas, além das produzidas pela &lt;i&gt;pesquisa psíquica&lt;/i&gt;, que respaldam a tese da &lt;em&gt;eficácia causal &lt;/em&gt;da mente, tanto que, desde a década de 70, a &lt;i&gt;causalidade mental&lt;/i&gt; ganha consideráveis suportes, principalmente dentro da Psicologia, onde se tornou a posição &lt;i&gt;majoritária&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Curiosamente, uma das evidências mais interessantes a favor do &lt;i&gt;dualismo&lt;/i&gt; é o que se convencionou chamar de &lt;b&gt;&lt;i&gt;neuroplasticidade autodirigida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, quando o &lt;i&gt;esforço mental &lt;/i&gt;dirigido é capaz de produzir mudanças sistemáticas e previsíveis na atividade cerebral (&lt;strong&gt;Jeffrey M. Schwartz&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;Henry P. Stapp&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;Mario Beauregard&lt;/strong&gt;, 2004). Para esses pesquisadores, “&lt;i&gt;o&lt;/i&gt;&lt;i&gt; ato consciente - de intencionalmente alterar a forma pelo qual uma informação experimental é processada - muda, de modos sistemáticos, os mecanismos cerebrais usados”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A experiência consiste, &lt;b&gt;primeiro&lt;/b&gt;, numa &lt;i&gt;fase de treinamento&lt;/i&gt;, na qual o sujeito é ensinado a &lt;b&gt;&lt;i&gt;como &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;distinguir e responder, &lt;i&gt;diferentemente&lt;/i&gt;, duas instruções dadas, enquanto ele observa imagens visuais &lt;i&gt;emocionalmente perturbadoras&lt;/i&gt;: ‘&lt;b&gt;&lt;i&gt;observe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;' (significa '&lt;i&gt;estar passivamente ciente sobre quaisquer sentimentos produzidos, e não tentar alterá-los&lt;/i&gt;') ou ‘&lt;b&gt;re-avalie&lt;/b&gt;' (significa ‘&lt;i&gt;reinterpretar ativamente o conteúdo de forma que não mais se produza uma segunda resposta negativa&lt;/i&gt;’). &lt;b&gt;Segundo&lt;/b&gt;, os sujeitos executam estas ações mentais durante a aquisição de informações pelo cérebro. Os estímulos visuais, quando &lt;b&gt;passivamente observados&lt;/b&gt;, ativam áreas do cérebro &lt;i&gt;límbico&lt;/i&gt;, e quando &lt;b&gt;ativamente reavaliados&lt;/b&gt;, ativam regiões cerebrais &lt;i&gt;pré-frontais&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os autores observam que existe “&lt;i&gt;um número crescente de estudos na literatura de neuro-imagem que significativamente sustenta a tese que, com treinamento e esforço apropriados, as pessoas podem &lt;b&gt;sistematicamente alterar o circuito neural associado a uma variedade de estados mentais e físicos &lt;/b&gt;que são claramente patológicos&lt;/i&gt;”. Em outras palavras: conteúdos propriamente considerados mentais (como pensamentos e crenças) modificam padrões cerebrais&lt;b&gt;!!! &lt;/b&gt;Bem, isso a um só tempo &lt;b&gt;torna bem improvável a hipótese de que todos os aspectos da &lt;i&gt;resposta emocional &lt;/i&gt;são passivamente determinados por mecanismos neurobiológicos&lt;/b&gt;, uma vez que *treinamento* e *esforço* (que são aqui claramente os fatores causais básicos) sobre &lt;i&gt;modos específicos de se pensar&lt;/i&gt;, efetivamente, alteram a dinâmica cerebral: pois modificam estruturalmente a &lt;i&gt;resposta cerebral padrão&lt;/i&gt; a um estímulo externo. Por exemplo, na década de 90, - citam os autores - um trabalho sobre pacientes com &lt;i&gt;desordem compulsiva obsessiva &lt;/i&gt;demonstrou mudanças significativas no metabolismo nos núcleos caudados e nas relações funcionais do &lt;em&gt;circuito córtex orbitofrontal–striatum–tálamo &lt;/em&gt;em pacientes que responderam a um tratamento psicológico usando &lt;i&gt;re-enquadramento cognitivo &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;re-focalização da atenção&lt;/i&gt; como aspectos chave da intervenção terapêutica (para revisão, veja &lt;strong&gt;Schwartz &lt;/strong&gt;&amp;amp; &lt;strong&gt;Begley&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;2002). Mais recentemente, o trabalho de &lt;strong&gt;Beauregard&lt;/strong&gt; e colegas (&lt;strong&gt;Paquette&lt;/strong&gt; &lt;i&gt;et al&lt;/i&gt;. 2003) demonstrou mudanças sistemáticas no córtex dorsolateral pré-frontal e giro parahippocampal depois de &lt;i&gt;terapia cognitivo-comportamental &lt;/i&gt;para fobia de aranhas, com alterações cerebrais significativamente relacionadas tanto às medidas objetivas como aos relatórios subjetivos de &lt;i&gt;medo &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;aversão&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E deixam claro: existem agora numerosos relatórios sobre os efeitos de regulação autodirigida de resposta emocional, via &lt;i&gt;re-enquadramento cognitivo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;mecanismos de re-contextualização da atenção&lt;/i&gt;, sobre a função cerebral (por ex., &lt;strong&gt;Schwartz &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. 1996; &lt;strong&gt;Beauregard &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. 2001; &lt;strong&gt;Ochsner &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. 2002; &lt;strong&gt;Le 'vesque &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. 2003; &lt;strong&gt;Paquette &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. 2003). E mais. Destacam: a área cerebral geralmente ativada, em todos os estudos feitos até agora sobre regulação autodirigida da &lt;i&gt;resposta emocional&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;é o &lt;b&gt;&lt;i&gt;córtex pré-frontal&lt;/i&gt;, uma região cortical também ativada em estudos sobre atividade mental voluntária e correlatos cerebrais, particularmente, os que investigam a &lt;i&gt;auto-iniciativa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim, tais estudos, além da importância clínica, repercutem sobre a &lt;i&gt;ontologia&lt;/i&gt;, na medida que constituem indicações claras de que &lt;b&gt;conteúdos &lt;i&gt;não-físicos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;não só fazem parte da *realidade*, mas também &lt;b&gt;são capazes de afetar a matéria&lt;/b&gt;, no caso, o próprio cérebro, &lt;b&gt;ao modificar-se, por treinamento e &lt;i&gt;esforço mental&lt;/i&gt;, nossas respostas-cerebrais-padrão a estímulos externos&lt;/b&gt;, o que, no fim de tudo, ainda reverbera em prol da filosofia do &lt;i&gt;livre arbítrio&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;---------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Quantum physics in neuroscience and psychology: a neurophysical model of mind–brain interaction por &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Jeffrey M. Schwartz, Henry P. Stapp e Mario Beauregard&lt;/b&gt; (Phil. Trans. R. Soc. B doi:10.1098/rstb.&lt;strong&gt;2004&lt;/strong&gt;.1598).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-61883086045743887?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/61883086045743887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=61883086045743887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/61883086045743887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/61883086045743887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/05/neuroplasticidade-autodirigida-e.html' title='Neuroplasticidade autodirigida e dualismo'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-2137049560992732824</id><published>2009-05-10T02:04:00.001-03:00</published><updated>2009-05-10T02:30:19.911-03:00</updated><title type='text'>O modus operandi da comunicação por transe – parte 3 de 5</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Parte 1 -- [&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/04/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html"&gt;link&lt;/a&gt;]      &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Parte 2 -- [&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html"&gt;link&lt;/a&gt;]&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;As &lt;i&gt;idéias gerais&lt;/i&gt; são mais facilmente recebidas      &lt;br /&gt;por Feda do que palavras específicas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Poderia parecer que Feda facilmente recebe do &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt; qualquer coisa na forma de uma &lt;i&gt;idéia geral&lt;/i&gt;, enquanto palavras ou nomes específicos lhe apresentam dificuldade, quando ela freqüentemente falha em lidar satisfatoriamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt; &lt;i&gt;através&lt;/i&gt; de Feda    &lt;br /&gt;1º de maio de 1920&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(meu pai fez numerosas insinuações sobre o pai dele, mas falhou em declarar o nome ou o parentesco. Observei que nós dois entendíamos claramente o que estava sendo dito, mas que eu devia, assim como ele, dizer definitivamente quem estava em sua mente.)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: colocar qualquer coisa numa forma específica é o mais difícil de tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;C. D. T.&lt;/b&gt;: por quê&lt;b&gt;?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: eu tenho que evitar uma &lt;i&gt;máquina&lt;/i&gt;. Veja que há o cérebro da médium, e Feda está manipulando-o, e eu tenho que evitar os dois [o cérebro e Feda]. Eu acho que consigo passar as coisas mais facilmente quando eu tiro Feda de sua guarda, &lt;b&gt;quando ela não está procurando por uma palavra ou um nome&lt;/b&gt;. Você lembra como nomes facilmente têm chegado repentinamente. Quando há um grande esforço, e Feda sabe que estou &lt;i&gt;tentando&lt;/i&gt; [passar um nome ou uma palavra], ela se prende ao cérebro num estado de tensão. Suponha que você esteja praticando um jogo, algo do tipo, digamos, atirar num alvo; se você souber que deve acertar o centro do alvo &lt;i&gt;ou&lt;/i&gt; então nem tentar, você terá menos chances de sucesso que se pensasse que não importa se você acerte ou não. &lt;b&gt;Qualquer um ansiosamente esperando você acertar o centro do alvo contribuirá para que você fique num leve estado de tensão&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: algumas pesquisas bem posteriores evidenciaram que altos níveis de ansiedade podem complicar o desempenho de tarefas ESP. Assim, compreensível que Feda, estando ansiosa, tensa, pressionada, tenha maiores dificuldades de perceber telepaticamente os pensamentos dos &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;O Poder&amp;quot; ou a &lt;i&gt;emanação mediúnica&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É uma característica destas sessões que uma &lt;i&gt;classe de material&lt;/i&gt; que é num momento fornecida muito facilmente, em outros parece apresentar um obstáculo para a transmissão efetiva. Pareceria que a receptividade da médium é variável, que seu cérebro e sua mente nem sempre são igualmente responsivos. Uma causa insistida para isso é freqüentemente mencionada; &lt;b&gt;Feda chama-a &amp;quot;o poder&amp;quot;&lt;/b&gt;. Existe alguma evidência para a existência disso, e pareceria ser uma &lt;b&gt;&lt;i&gt;emanação&lt;/i&gt; que possui uma parte importante em &lt;i&gt;incrementar &lt;/i&gt;a sensibilidade do cérebro da médium&lt;/b&gt;. Os meus &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; atribuem muitas de suas dificuldades em se comunicar às variações de quantidade, consistência ou outra condição desta emanação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: os &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;e Feda acreditam que esta emanação ocupe um lugar no espaço, atribuindo a ela uma natureza física, embora digam “&lt;i&gt;quase-física”&lt;/i&gt;. Segundo penso, mais uma vez, isso não passaria de uma construção psicológica, que simbolicamente representaria os limites e a influência que o cérebro da médium impõe aos &lt;i&gt;controles, &lt;/i&gt;embora &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; pudessem timidamente experimentá-la (como através de algumas correspondências telepáticas com o &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;e por também estarem, em algum grau – embora reduzido - conectados à médium). Para mostrar meu ponto, faço uma analogia. Por exemplo, o “efeito túnel” vivenciado por pacientes que passaram por uma Experiência de Quase Morte (EQM). Acho que poucas pessoas inteiradas sobre o assunto dirão que, de fato, ontologicamente existe um túnel luminoso que nos conduza a uma esfera celestial ou a um Ser de luz. Nos fixemos apenas no “túnel”. Ele poderia, como penso que é, ser uma experiência visual, alucinatória, partida do sistema nervoso central, um efeito residual de um cérebro agonizante sobre a mente. Agora vejamos. Desse mesmo modo, toda a visão “vaporosa” que &lt;i&gt;controles &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;possam ter deste “o poder”, no final, poderia representar ainda somente alguma influência do cérebro da médium sobre a mente de quem o gerencia (ou das mentes que dele compartilham, se assumirmos que, não só o &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt;, mas inclusive os &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;estão, em algum nível, entrelaçados com o organismo da médium). Portanto, tal &lt;i&gt;emanação&lt;/i&gt; não seria, necessariamente, uma característica imprescindível à comunicação por transe, assim como nem todos aqueles que passaram por EQMs reportam o “efeito túnel”. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com ou sem razão, Feda e meus &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; consideram &amp;quot;o poder&amp;quot; como algo existente no espaço. Eu brevemente registrarei a visão deles, sumarizando as declarações em resposta a meus pedidos de informações. Assim:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A médium e o assistente estão cercados por uma nuvem deste &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt;. Qualquer coisa dentro desta área é visível a Feda; mas permanecesse um &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt; do lado de fora, ele estaria invisível para ela, e ela poderia, somente com alguma dificuldade, obter informações dele por &amp;quot;absorção&amp;quot;. Ao entrar na zona ou na &lt;i&gt;Esfera de Influência&lt;/i&gt;, Feda poderia ver e ouvi-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esta nuvem &lt;i&gt;quase-física&lt;/i&gt; emana da médium, e o &lt;b&gt;assistente pode contribuir com alguma pequena quantidade&lt;/b&gt;. Embora normalmente visível a ambos, ao &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;e aos &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt;, os últimos podem, ao sair e então re-entrar, sentir uma influência, como um leve formigamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: casos em que a assistência entra em correspondência telepática com a médium, o que pode atrapalhar, inclusive, a qualidade da evidência em sessões que se pretende provar, não só a hipótese da sobrevivência, mas também a identidade pessoal do &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A presença ou a ausência disso é deduzida pelos resultados:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;“Se nenhum médium estiver presente, nós deveríamos sentir a falta de algo, após uns poucos momentos tentando controlar; como sentimos com um médium pobre”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A nuvem de emanação é mantida renovada e vívida através de um fluxo contínuo da fonte. Quando este fluxo cessar, a sessão automaticamente termina. Nada então permanece para ser re-absorvido pela médium.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Durante uma sessão, esta nuvem de emanação se dissipará, caso se permita que a inércia cresça. &lt;b&gt;A atividade é essencial&lt;/b&gt;. Um longo silêncio, &lt;b&gt;ou uma pronunciada falta de simpatia na assistência&lt;/b&gt;, agiria danosamente, e induziria a evaporação. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: a tentativa de sustentar a emanação valeria, no fim, a meta de se manter isolada a mente da médium, caso contrário, “tomasse ela novamente a posse de seu cérebro”, isso inviabilizaria o transe. Já a “&lt;i&gt;essencialidade da atividade&lt;/i&gt;”&lt;i&gt; &lt;/i&gt;residiria em não se dar chance da mente dela retornar; o silêncio, a inércia do &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt; abriria espaço para a mente da médium reivindicar o comando. Isso explicaria muitas das trivialidades disparadas pelo &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;dentro de uma sessão.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando a emanação estiver declinando, ela pode voltar a fluir livremente &lt;b&gt;através da introdução discreta de um incentivo mental&lt;/b&gt;. Um assistente deveria tentar combinar à sua passividade mental, uma atividade que pudesse lançar, em momentos apropriados, um &lt;b&gt;interesse substancial na sessão&lt;/b&gt;, desse modo, mantendo o fluxo da emanação renovado e pleno para que ela seja usada até acabar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A emanação varia em qualidade, ainda que com o mesmo médium, e muito mais ainda entre diferentes médiuns de transe; enquanto a produzida por médiuns em sessões de &lt;i&gt;fenômenos físicos &lt;/i&gt;é de um tipo mais denso. Todas as pessoas a possuem, mas com a grande maioria ela não está disponível; &lt;b&gt;mediunidade é a condição que liberta essa emanação para o uso&lt;/b&gt;. Ela é &lt;b&gt;às vezes liberada por um choque sentimental&lt;/b&gt;, mas mais freqüentemente através de um &lt;b&gt;curso de desenvolvimento psíquico&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: as &lt;i&gt;personalidades&lt;/i&gt; insistem sobre idéias apresentadas por pesquisadores psíquicos do final do século XIX, início do XX. Naquela época era corrente a hipótese de que psicocinese e percepção extra-sensorial seriam explicadas por alguma substância sutil, um “fluído mental”, que ligasse pessoas a pessoas ou a objetos. Mas em todo caso, tanto esse conceito de mediunidade, requerendo tal &lt;i&gt;emanação&lt;/i&gt;, assim como a possibilidade de um &lt;i&gt;choque sentimental &lt;/i&gt;induzir a própria mediunidade, são muito curiosos, e prendem-me em atenção considerável.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na mediunidade física, em que a produção dessa emanação é considerável, qualquer perturbação que causar uma súbita retração desta matéria estérea pode proporcionar efeitos prejudiciais ao médium.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Até aqui meus &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Thomas&lt;/b&gt;: numa ocasião, uma mente familiarizada cientificamente falou comigo alguns meses após a sua &lt;i&gt;passagem &lt;/i&gt;[falecimento]. Ela observou com interesse em algo que descreveu como &lt;b&gt;uma fumaça cercando minha esposa, que se sentava entre a médium e a janela&lt;/b&gt;. Feda uma vez falou de somente poder ver um facho de luz vindo dos comunicadores [em direção] a ela, e movendo-se de um lado para o outro, como se eles alternadamente falassem com ela. Eu apenas posso assumir que estas duas descrições eram baseadas num vislumbre parcial de algo que estava na &lt;i&gt;fronteira de visibilidade&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assumindo a existência desta emanação, pergunta-se qual sua função&lt;b&gt;? &lt;/b&gt;Meus &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;dizem que, entre outras coisas, &lt;b&gt;ela exalta a sensibilidade do cérebro da médium&lt;/b&gt;, e assim torna-o mais apto a receber os pensamentos que estão para serem transmitidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: explicação muito vaga.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Às vezes, um &lt;i&gt;comunicador &lt;/i&gt;novato e inexperiente é descrito perambulando fora da esfera desta emanação, &lt;b&gt;sondando a comunicação&lt;/b&gt;. Quando levei anonimamente um viúvo a uma sessão de Leonard, ele se sentou a alguma distância longe da médium. Feda, na hora, observou que sua esposa, que começara a falar, foi até ele, ficando muito longe para Feda continuar &lt;i&gt;facilmente &lt;/i&gt;o contato com ela. A comunicação daquela distância pareceu se verificar. Observei que, com novos &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt;, Feda solicita-os que cheguem próximo dela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: de se notar é a menção a &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;sondando o processo de comunicação. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A memória da Feda é, em regra, notavelmente &lt;i&gt;retentiva&lt;/i&gt;, apesar disso ela se torna tão debilitada na conclusão de uma sessão, que não consegue recordar dos detalhes de um assunto discutido no início da mesma sessão, e ela queixa-se de não existir &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt; suficiente a habilitá-la &amp;quot;pensar novamente&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu uma vez pedi a Feda para me dizer &lt;i&gt;quem&lt;/i&gt; sentia essa perda de &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt; no fim de uma sessão. Ela respondeu que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; apenas ela sentia, mas que o &lt;i&gt;comunicador &lt;/i&gt;experimentava não existir mais nada o ligando a ela, ou habilitando-o a saber se ela estaria captando seus pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando meu pai observou, no fim de sua décima segunda tentativa em pessoalmente controlar a médium, que o poder estava falhando, eu persisti em questioná-lo por mais dez minutos. Embora ele continuasse a responder, a voz se tornava rapidamente mais fraca, finalmente terminando com um &lt;i&gt;lânguido sussurro&lt;/i&gt;. Em outra ocasião dessa, ele concluiu, &amp;quot;&lt;i&gt;não adianta tentar mais, eu não posso manter isso... o poder se foi&lt;/i&gt;&amp;quot;. Etta terminou sua primeira tentativa de &lt;i&gt;controle pessoal&lt;/i&gt; observando, &amp;quot;&lt;i&gt;eu não posso explicar nada mais agora, não existe mais poder&lt;/i&gt;&amp;quot;. Ambos, &lt;i&gt;repetidamente&lt;/i&gt;, descreveram suas experiências nesta fase de uma sessão. O que se segue são seleções de suas observações:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Arial Narrow" size="4"&gt;&lt;em&gt;1. &amp;quot;é como se o cérebro estivesse exausto, e não adianta lutar contra isso&amp;quot;.       &lt;br /&gt;2. &amp;quot;agora eu não posso pensar ou lembrar tão bem do que quando mais cedo&amp;quot;.        &lt;br /&gt;3. &amp;quot;meus pensamentos vagueiam e eu não tenho nenhuma compreensão&amp;quot;.        &lt;br /&gt;4. &amp;quot;eu não posso pensar bem agora, isso parece mais árduo, como se eu estivesse sonolento e tentasse lembrar de algo. É uma sensação muito estranha&amp;quot;.         &lt;br /&gt;5. &amp;quot;eu não posso conectar meus pensamentos tão bem. Existem muitas coisas que eu quero conversar a respeito. Eu quase esqueço... parece-me que esqueci&amp;quot;.        &lt;br /&gt;6. &amp;quot;à medida que o poder se vai, sinto-me como se afundasse fundo e mais fundo dentro da médium, um sentimento curioso&amp;quot;.        &lt;br /&gt;7. &amp;quot;eu sei, mas não vou responder esta pergunta agora. Sei, mas temo que a resposta certa seja rejeitada. É como ter um pequeno teclado, quando você tiver que tocar uma nota além do compasso dele. Eu não tenho tanto medo quando começo a controlar, mas imediatamente vem um sentimento estúpido, o qual não me permite concentrar o suficiente; é como se estivesse um pouco cansado, mas sem a sensação de cansaço&amp;quot;.        &lt;br /&gt;8. &amp;quot;eu devo parar agora, ou direi algo tolo&amp;quot;.        &lt;br /&gt;9. &amp;quot;o poder está indo rápido. Quando eu o perco, começo a sentir-me sonolento e os pensamentos somente chegam de modo estúpido e entorpecido&amp;quot;.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tendo experimentado os efeitos da redução do&lt;i&gt; poder&lt;/i&gt;, não somente como comunicadores, mas também como controles, meu pai [Sr. John] e minha irmã [Etta] foram capazes de entender mais claramente as dificuldades de Feda, mais do que seria possível. A propósito, um deles observou:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;28 de abril de 1922&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sinto meus pensamentos vagando. Nós observamos isso quando o &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt; se vai enquanto estamos controlando. Quando falávamos por Feda, e tal acontecia, pensávamos que ela estava de estupidez. Agora sabemos o que é. Ali parece se iniciar &lt;b&gt;um verdadeiro despertar da mente da médium&lt;/b&gt;, um movimento independente, e então nós ficamos embaralhados com as coisas na mente dela. As duas [mentes], ao se misturarem, distorcem minhas mensagens.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ambos [Sr. John e Etta] concordam que não é seguro começar tópicos relevantes no fim de uma sessão. Ocasionalmente, depois que meu pai dava uma dica do enfraquecimento do &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt;, sua atenção era atraída por Etta; ele então tinha sucesso em se certificar o que ela queria dizer, mas ainda assim falhava em passar isso por uma fala mais forte do que enfraquecidos sussurros. Numa dessas vezes, ele desejava dizer, estando eu perfeitamente ciente, a letra &amp;quot;P&amp;quot;, mas ele somente conseguia falar deste modo: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11 de maio de 1923&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A letra não é uma que está no início do alfabeto, mas mais pro fim, uma facilmente confundida com a letra &amp;quot;B&amp;quot;, que foi dada como erro. Eu devo perguntar a Etta, que somente pode me passar os sinais, porque eu não posso escutá-la agora, no fim do &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt;... É a parte mais baixa de &amp;quot;B&amp;quot; que está errada. Isso soa absurdo, eu sei, mas nós temos que &lt;i&gt;captar&lt;/i&gt; de uma maneira quando não podemos de outra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: mais uma alusão à dificuldade de expressar palavras, no caso, uma letra. Como já vimos, as mensagens fluem mais como &lt;i&gt;idéias gerais&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3 de outubro de 1924&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Etta &lt;/b&gt;diz: quando estamos dentro desta &lt;b&gt;&lt;i&gt;Esfera de Influência&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, nós não estamos em nosso estado particular, mas numa névoa, tanto mental como fisicamente, e não conseguimos lembrar direito. Enquanto eu lá estiver, não poderei ser capaz de ver meu pai [Sr. John], ainda que ele estivesse somente dois &lt;i&gt;pés&lt;/i&gt; fora dela. A emanação flutua como o vento em dias tempestuosos, quando você pode escutar a &lt;i&gt;precipitação&lt;/i&gt;, que se aquieta de novo antes de juntar força e explodir uma vez mais. &lt;b&gt;Nossa dificuldade reside em não podermos percebê-la&lt;/b&gt; [a esfera de influência ou &amp;quot;o poder&amp;quot;] &lt;b&gt;quando ela está declinando&lt;/b&gt;, e então não desperdiçarmos tempo tentando captar algo que só poderia ser feito quando ela estivesse tendente a ficar completa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: o poder declina, porque a médium começa a despertar do transe.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meus &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;insistem que os &lt;i&gt;assistentes&lt;/i&gt; deveriam evitar fixar suas mentes sob qualquer pensamento dominante, ou exigir persistentemente algum nome em particular, pois tal tensão mental por parte de um assistente parece atrair a emanação para si, e distanciá-la do &lt;i&gt;comunicador &lt;/i&gt;e do &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt;, tornando a tarefa deles mais difícil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;20 de março de 1925&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt; diz: eu ocasionalmente observava, quando alguma questão tinha sido posta pelo &lt;i&gt;assistente&lt;/i&gt;, que &lt;b&gt;um &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt; retrocedia e parecia escapar do alcance &lt;/b&gt;[da esfera de influência], ainda que pouco depois retornasse, repentinamente, e pudesse, em alguns momentos, fornecer a resposta correta a pergunta. &lt;b&gt;O que acontecia era que ele se retirava de dentro da emanação para tentar lembrar sobre o fato questionado, e apesar disso parecia que o &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;continuava&lt;i&gt; &lt;/i&gt;obtendo as informações dele&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(Aqui Feda interpôs uma observação:) Feda sabe que às vezes, embora ela não possa se comunicar em boas condições com as pessoas do lado de fora [da emanação], ainda assim ela consegue pegar coisas &lt;b&gt;simples&lt;/b&gt; deles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: a minha hipótese é que &lt;em&gt;comunicadores&lt;/em&gt; estão também, em algum grau, conectados à médium. O espetacular aqui é que, diferente dos &lt;em&gt;controles&lt;/em&gt;, eles podem se afastar da médium, com isso restabelecer seus níveis cognitivos, notadamente a memória, e logo em seguida se aproximarem e transmitirem o que haviam esquecido. Esse é um grau de liberdade que um &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;não tem, possivelmente por ser ele quem sustenta o transe.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10 de janeiro de 1919.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: algumas vezes ele pode passar uma coisa difícil, enquanto em outras, até as mais fáceis ficam impossíveis. Ele tem de lançar palavras para Feda, enquanto ela lança uma espécie de &lt;i&gt;lanterna mágica &lt;/i&gt;sobre a mente da médium. Então, se ele também despertar a curiosidade de Feda, ela se prende firme ao cérebro, e aquelas [palavras] se fixam nisso. Nós podemos passar num minuto o que não conseguimos fazer em outra hora. O &lt;i&gt;poder&lt;/i&gt; que repousa sobre o cérebro nunca fica estático, tudo está mudando.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-2137049560992732824?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/2137049560992732824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=2137049560992732824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2137049560992732824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2137049560992732824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por_10.html' title='O modus operandi da comunicação por transe – parte 3 de 5'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-8942179973547844114</id><published>2009-05-03T13:31:00.003-03:00</published><updated>2009-05-03T15:33:39.017-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><title type='text'>EQM Corroborada com um Caso de Cura Inexplicável</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Penny Sartori&lt;/strong&gt;, R.G.N., Ph.D.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morriston Hospital&lt;/em&gt;, Swansea, South Wales&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Badham&lt;/strong&gt;, Ph.D.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alister Hardy Religious Experience Research Centre&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;University of Wales&lt;/em&gt;, Lampeter&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peter Fenwick&lt;/strong&gt;, M.B.B.Chir., D.P.M.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Department of Mental Health&lt;/em&gt;, Southampton&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Institute of Psychiatry&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Kings College&lt;/em&gt;, London&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Traduzido por &lt;em&gt;Francisco Mozart Rolim&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;e &lt;em&gt;Vitor Moura Visoni &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Resumo&lt;/strong&gt;: Existem relatos de experiências fora-do-corpo (OBE) e cura verídicas ocorrendo durante experiências de quase-morte (NDEs). Nós relatamos um caso no qual havia forte evidência tanto para cura quanto para uma OBE verídica. A experiência do paciente foi pensada ter ocorrido enquanto ele estava inconsciente numa unidade de terapia intensiva (UTI). O relato do paciente de uma OBE continha muitos elementos verídicos que foram corroborados pela equipe médica que atendia a sua emergência. Ele sofria de uma mão atrofiada, em forma de garra, e dificuldades para andar devido a uma hemiplegia, desde o nascimento. Após a experiência, ele foi capaz de abrir sua mão e seu modo de andar teve uma melhora notável. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Palavras-chave&lt;/strong&gt;: experiência de quase-morte; experiência fora-do-corpo; estudo prospectivo; cura. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um número de estudos descobriu que alguns pacientes que relatam a experiência de quase-morte (NDEs) durante a parada cardíaca experimentam a sensação de sair-do-corpo (Greyson, 2003; Lawrence, 1995, 1997; Sabom 1982, 1998; Schwaninger, Eisenberg, Schechtman, e Weiss, 2002; Van Lommel, Van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001). Classicamente, na parte inicial da experiência, o paciente relata deixar seu corpo e vê-lo de uma posição superior perto do teto, observando o processo da ressuscitação. Alguns estudos investigaram a possibilidade de que as percepções durante a experiência fora-do-corpo (OBE) sejam de fato verídicas, correlacionando os eventos que ocorreram durante a ressuscitação, quando o paciente estava inconsciente, com o relatório do mesmo (Sabom 1982, 1998; van Lommel, van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001). O criticismo deste método centra-se, geralmente, em torno da observação de que muitos pacientes terão os conhecimentos sobre os procedimentos ressuscitadores e podem assim descrever o processo da ressuscitação em algum detalhe (Blackmore, 1993). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há igualmente relatos de pacientes que são curados durante a sua experiência de quase-morte (Fenwick e Fenwick, 1995; Grey, 1985; Morse e Perry, 1992; Ring e Valarino, 1998; Roud, 1990). Muitos destes relatos foram pobremente documentados e vêm de estudos retrospectivos, que os tornam difíceis de avaliar. Os estudos prospectivos são conseqüentemente importantes para testar tanto a natureza verídica das OBEs, assim como as mudanças que ocorrem durante a cura. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A autora sênior (P.S.) conduziu um estudo prospectivo de cinco anos sobre NDEs na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Morriston em Swansea, South Wales. Ela tentou verificar o componente fora-do-corpo da NDE colocando símbolos escondidos sobre cada monitor cardíaco dos pacientes, unido à parede ao lado da cama e acima da altura da cabeça. Os símbolos e os retratos foram colocados sobre um papel brilhantemente colorido para atrair a atenção e escondidos atrás de saliências nos monitores para assegurar-se de que a única forma de vê-los fosse de cima. Igualmente gravou os resultados da amostra de sangue arterial tomados durante o período de inconsciência quando se assumiu que a NDE acontecia e de todas as drogas administradas. Isto era para verificar as sugestões de que NDEs são devidas à anoxia, à hipoxia, à hipercarbia ou à administração de drogas. O levantamento de dados no primeiro ano do estudo incluiu a amostra total de pacientes que sobreviveram à sua admissão à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A coleção de dados pelos quatro anos seguintes se concentrou em sobreviventes de parada cardíaca e naqueles que espontaneamente reportaram NDEs. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Resultados e Relato de Caso &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os resultados gerais deste estudo prospectivo de cinco anos de NDEs estão relatados em outra parte (Sartori, 2004, 2006). Nós apresentamos aqui um relato detalhado de um dos casos mais interessantes ocorridos durante o estudo. A autora sênior era a enfermeira do paciente no momento em que sua NDE ocorreu e o paciente afirmou ter visto suas ações, bem como as do médico e as do fisioterapeuta, de uma perspectiva fora-do-corpo, acima de onde seu corpo descansava na cama. Sua experiência igualmente incorporou muitos elementos clássicos de NDEs, incluindo uma “cura” inexplicável de uma anomalia congênita. A contagem na escala de NDE (Greyson, 1983) foi de 20 de 32 pontos possíveis. O paciente forneceu um relato extremamente exato dos eventos que ocorreram durante a suposta OBE e os eventos relatados aconteceram num momento em que o paciente estava profundamente inconsciente e com seus olhos fechados. Estes eventos foram verificados pela enfermeira e pelo fisioterapeuta que estava presentes e foram documentados igualmente nas notas médicas do paciente pelo consultante que o reviu à época de sua experiência. Entretanto, esse paciente não recordou ver o símbolo escondido. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Relato de Caso &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O paciente era um homem caucasiano de 60 anos de idade que se recuperava de uma cirurgia da emergência para câncer no intestino, e que em seguida ficou muito doente e desenvolveu sepsia e falência múltipla de órgãos. Após cinco dias já não precisava de drogas inotrópicas para manter sua pressão sanguínea, seus rins recuperaram a função normal e a terapia renal foi interrompida. Embora fosse ainda dependente do ventilador para auxiliar a sua respiração, ele estava fazendo uma boa recuperação. Então, planejou-se que o paciente se sentaria em uma cadeira para ajudar a recompor o tônus muscular. A enfermeira, o fisioterapeuta e a irmã responsável tranqüilizaram o paciente de que seria em seu melhor interesse sair da cama. Em aproximadamente cinco minutos sentado na cadeira, a enfermeira notou que a taxa respiratória do paciente tinha aumentado bem e seu seus níveis de saturação de oxigênio caíram para 70 a 86 por cento, do seu nível normal precedente de 96 por cento ou mais. A autora sênior (P.S.) então ventilou manualmente o paciente com 100 por cento de oxigênio fornecido por meio de uma bolsa Ambu e a queda de oxigênio foi retificada. Embora sua oxigenação permanecesse estável acima de 94 por cento, a pressão sanguínea do paciente caiu para 85/50 milímetros de mercúrio, sua pele ficou muito fria e úmida e suas condições deterioraram rapidamente. Houve um breve episódio de taquicardia supraventricular que se reverteu espontaneamente sem qualquer medicação. Mais pessoal foi chamado e o paciente foi imediatamente reacomodado na cama por medo de uma parada cardíaca subsequente. No momento em que foi colocado na cama ele estava profundamente inconsciente, seus olhos estavam fechados e ele não estava respondendo a comandos verbais ou estímulos de dor profunda. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um doutor júnior reviu momentaneamente o paciente e prescreveu algum fluido, retornando então para atender a outro paciente. A condição do paciente continuou a se deteriorar, assim o anestesista do consultante, que havia acabado de chegar na unidade, foi chamado e executou uma completa avaliação do paciente. Líquidos extra foram prescritos e administrados para melhorar sua pressão sanguínea. Nesse momento, doutor júnior retornava. O consultante inquiriu se as pupilas do paciente tinham sido verificadas para ver se havia a resposta e imediatamente piscou uma luz em cada olho. Observou-se que ambos reagiam, mas que a pupila direita estava mais dilatada do que a esquerda. A condição do paciente foi estabilizada e o consultante retornou ao seu escritório. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante este tempo, a fisioterapeuta foi referida como se ela fosse a culpada pelo episódio, persuadindo o paciente a sentar-se na cadeira. Ela permaneceu do lado de fora das telas à beira da cama, nervosa e intermitentemente cutucando a cabeça dela, examinando o paciente. Uma vez estável, foi observado que saía saliva de sua boca, e a enfermeira o limpou, primeiramente usando um cateter longo de sucção e então uma esponja oral cor-de-rosa embebida com água. Após aproximadamente 30 minutos, o paciente começou a piscar suas pálpebras e a mover seus membros, embora estivesse ainda incapaz de responder ao comando verbal. Ele recuperou a consciência aproximadamente três horas após o evento. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma vez inteiramente consciente, a equipe médica que o cercava chegou até sua cabeceira e ele excitadamente tentou comunicar algo aos médicos. Estava incapaz de falar, porque ainda estava conectado ao ventilador. O fisioterapeuta forneceu-o uma lousa, na qual soletrou: “Eu morri e assisti tudo de cima.” Isto foi testemunhado pelos médicos e pelas enfermeiras que estavam presentes nas redondezas do setor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A autora sênior explicou então sua pesquisa em detalhe ao paciente e convidou-o a participar e este último deu o consentimento escrito. Uma vez que já não estava dependente do ventilador e recuperara sua voz, a autora sênior entrevistou-o detalhadamente. Isto é o que o paciente relatou, tomado dos trechos da primeira entrevista e de duas entrevistas posteriores: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eles queriam me tirar da cama, com todos os meus tubos dentro de mim e sentar-me na cadeira. Eles insistiram, especialmente uma irmã. Eu não queria porque eu me sentia muito fraco; então num dado momento eu apaguei. Tudo o que eu posso recordar é estar olhando de cima no ar e flutuando em um quarto cor-de-rosa brilhante. Eu não podia ver qualquer coisa; eu apenas estava indo para cima e não havia nenhuma dor. Eu olhei uma segunda vez e eu pude ver meu pai e minha sogra estando ao lado de um cavalheiro com cabelo longo, preto, que precisava ser penteado. Eu vi meu pai – definitivamente – e eu vi este sujeito. Eu não sei quem era, talvez Jesus, mas este indivíduo tinha um cabelo longo, preto e desalinhado que precisava ser penteado. A única coisa agradável dele eram seus olhos que te atraíam para ele; os olhos eram penetrantes; assim eram seus olhos. Quando eu fui olhar meu pai, ele estava me atraindo com seus olhos também, como se eu pudesse ver ambos ao mesmo tempo. E eu não sentia dor nenhuma. Havia uma conversa entre mim e meu pai; não com palavras, comunicávamos de outras maneiras – não me pergunte como, mas nós estávamos realmente falando. Eu estava falando com meu pai… não com as palavras através de minha boca, mas com minha mente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pareceu durar de quatro a cinco segundos! Era estranho; eu subia. … Era tão indolor; não havia nenhuma dor. … Eu estava tão feliz. … Eu estava me deliciando. Mas olhando para trás, eu pude ver outros pacientes também abaixo de mim. Isso é o que eu não podia entender: eu podia ver a todos. Eu estava feliz, nenhuma dor, até que eu senti alguém ir ao meu olho. Eu olhei para trás e pude ver minha cama, meu corpo na cama. Eu podia ver tudo que estava acontecendo no chão. Eu vi os médicos quando estava lá em cima; eu olhei para baixo e pude ver os médicos e mesmo irmã, o que ela fazia de fato na divisão. Era maravilhoso; eu podia ver enfermeiras em torno de mim e dos médicos. Eu ainda estava subindo no ar e eu pude sentir alguém indo assim no meu olho. [Levantou seu dedo até seu olho.] Eu olhei para trás e pude ver um dos médicos abrindo meu olho, para o quê eu não sabia. Um médico dizia: “Há vida no olho.”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu podia ver todos se apavorarem em torno de mim. A senhora loira, terapeuta-chefe, estava apavorada; ela parecia nervosa por ter sido a pessoa que me colocou na cadeira. Ela escondeu-se atrás das cortinas, mas continuou por lá colocando sua cabeça para me observar. Eu podia ver Penny também, que era uma enfermeira. Ela removia algo da minha boca, o que me pareceu como um longo pirulito cor-de-rosa, como uma coisa longa, uma varinha cor-de-rosa – eu não sabia mesmo o que era aquilo. Eu ainda estava indo para cima e o cavalheiro disse ao meu pai e à minha sogra: “Ele tem que voltar; ele ainda não está pronto.” Eu estava calmo, sem dor, ainda olhando para cima, e eu senti isto… pude ouvir este sujeito dizer ao meu pai: “Desculpe, ele não está pronto ainda, ele tem que voltar”. Eu olhei e vi que Mam (sua sogra) e papai disseram algumas palavras. Eventualmente, eu me senti voltando vagarosamente ao meu corpo. Eu fui até o meu corpo e eu estava com uma dor terrível; a dor estava pior do que nunca havia estado antes. Todos aqueles cabos estavam em mim, como eles estavam antes de eu subir. Eu não podia falar porque eu tinha tubos em minha garganta e nariz. Então (a fisioterapeuta) veio falar comigo e foi uma frustração realmente, porque eles estavam todos me perguntando o que aconteceu, como eu estava me sentindo. Hum... algo errado... eu não podia falar, era mais frustrante quando eu não podia falar. A fisioterapeuta queria saber o que havia acontecido. Eu não podia falar, então ela trouxe um livro com palavras e frases. Eventualmente, ela veio a uma página que eu reconheci, apontei e disse: “Eu estava morto”. Quando (a fisioterapeuta) me perguntou, eu disse que estava morto e eu estava morto, realmente morto – eu posso lhe dizer. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Sobre o monitor próximo à sua cama havia algo escondido. Você pôde ver o que era? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não, serei honesto com você, Pen, eu não olhei. Eu não mexi minha cabeça naquela direção; eu estava apenas olhando para o meu lado. Eu pude ver você e o médico e duas a três outras pessoas em volta de mim. Pen, se aquilo for a morte, é maravilhoso, não há dor alguma. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você se recorda de ouvir qualquer coisa enquanto esteve nesse estado? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apenas as palavras que meu pai disse e o cavalheiro falando “Ele não está pronto ainda” Voltando.... eu ouvi vozes abaixo mas não podia entender o que estavam dizendo. Exceto uma coisa... algo sobre meu olho, vida lá... eu não sei o que ele quis dizer com isso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Eu lembro disso. Foi o médico, na verdade, e ele olhou em seu olho, acendeu uma lanterna e disse “Sim, eles estão reagindo, mas desigualmente.” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sim, algo parecido e então meu pai disse: “Ele não está pronto ainda; ele tem que voltar.” Eventualmente... eu não queria voltar; eu estava feliz. Mas eu voltei ao meu corpo e então, de súbito, percebi que eu devia ter morrido, algo assim. E a primeira coisa que veio em minha cabeça foi minha esposa. Quem iria olhar por ela, porque ela depende de mim? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por que eu vi minha sogra eu não tenho idéia. Eu quero perguntar às pessoas, eu vi meu pai e minha sogra, por que não poderia minha mãe estar lá? Entende o que eu digo? Eu não conheço minha sogra (ela morreu um ano antes dele conhecer sua esposa) eu não havia conhecido minha sogra antes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Como você sabia que era sua sogra? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fotografias. Eu tenho fotografias... e minha esposa também, logo eu conhecia todos. Eu sabia que minha sogra morrera de câncer e nós não havíamos nos casado ainda. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Então você havia se encontrado com ela antes? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não... Isso é o que é eu não podia entender. Por que ela estava lá com meu pai? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Então ela mencionou sua esposa, o que ela disse? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É tudo, é tudo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Apenas disse seu nome, foi isso? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;[O paciente disse descompromissadamente disse “algo parecido”. Ele foi muito vago sobre isto e não tinha mencionado antes sua sogra. Quando inquirido sobre isto, disse que não sabia quem ela era naquele momento, mas a reconheceu mais tarde pelas suas fotos. Ele não foi estava realmente preocupado com ela durante a experiência, porque ele não sabia realmente quem ela era.] &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você ouviu algum som incomum? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não realmente… somente… não. Eu podia ver um telefone, mas eu não podia ouvi-lo; eu podia apenas ver alguém falar ao telefone, mas eu não podia ouvir o que diziam. Eu estava olhando para baixo e eu podia ver quem estava em torno de mim – você, Penny; outros dois ou três médicos; a irmã estava lá, a fisioterapeuta e mais dois outros. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu estive numa sala indo em direção ao meu pai e a um cavalheiro com cabelo desalinhado e longo, que precisava pentear. Quem o cavalheiro era eu não faço idéia. Eu poderia dizer que era Jesus, poderia dizer que era Deus, mas quem sou eu para saber disso? Ele não me disse que era Jesus, mas eu sei que era meu pai. … Meu pai estava lá. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Ele parecia como retratos típicos que você viu de Jesus? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tipo, sim, mas nos retratos Jesus está vestido em branco, como um casaco branco, considerando que poderia ter sido uma camisa branca, predominantemente branca. Meu pai estava em seus trajes de trabalho… os quais ele costumava vestir para trabalhar, sempre esperto; ele sempre foi um cavalheiro muito esperto. Colar e laço, estas eram seus equipamentos de trabalho. Eu não sei porque eu o retratei dessa maneira. Jesus vestia uma camisa. Eu não podia vê-lo inteiro, somente da cintura acima que eu podia ver. Como você vê na TV, eliminam a metade. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: O mesmo para seu pai, ele estava pela metade? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sim, sim, ambos estavam daquele jeito. Não estavam de pé e vindo em direção a mim; eu estava indo para eles. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você diria que você estava à altura do teto quando esteve fora de seu corpo? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não havia nenhum teto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você poderia ter estado mais elevado do que o teto? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Oh, sim, não havia nenhum teto. Isso é o que eu quero dizer, era apenas um quarto… o que eu pensava ser um quarto. Poderia ter sido um túnel quadrado subindo em direção ao meu pai, mas sem nenhuma barreira me impedindo de subir, nenhum teto; era uma entrada totalmente desobstruída. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Assim quando você estava olhando abaixo para seu corpo, quão elevado no ar você pensava estar? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Oh, Deus, é duro para eu dizer. … Um… bem, eu sou um carpinteiro, então eu já estive em cima de telhados. Digo, um edifício de três andares, de dois andares. Mais ou menos isso, olhando para baixo. Uma casa de grande altura – eu podia ver meu corpo e podia ver o que estava acontecendo. Eu não estava tão elevado que parecessem formigas. Eu trabalhei no relógio do Guild Hall; eu estava acima lá e as pessoas pareciam formigas. Não, não tão alto assim, digo, um edifício de três andares ou dois. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Neste estado fora-do-corpo, você tentou comunicar-se com algumas das enfermeiras em torno de você? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A única coisa que eu sei é o que o médico disse, “Há vida no olho”. Eu olhei para cima, estava feliz e o cavalheiro dizia ao meu pai, “Ele não está pronto ainda”; ele tem que voltar.” Eu não sabia o que estava acontecendo, mas eu voltei gradualmente para baixo ao meu corpo e foi quando a dor começou a acontecer outra vez. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Quando você voltou, seu pai e o homem apenas desapareciam a distância? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Yeah, quando eu voltei ao meu corpo. Eu devo ter visto meu pai quando voltei ao meu corpo, dito então adeus ou qualquer outra coisa semelhante, e eventualmente despertado, mas eu recordo de ter ficado com uma dor terrível outra vez. Você estava lá, Penny, e dois médicos. Mas você com o pirulito, esponja, sim, como uma limpeza bucal. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Eu posso recordar de ter feito isso, mas então você estava completamente inconsciente e seus olhos estavam fechados. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem, eu podia ver aquilo, tão claramente quanto eu posso ver você agora [inflexível]. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você ouviu-me dizer que eu estava indo limpar sua boca? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não, eu não ouvi qualquer coisa. Eu apenas estava olhando para trás e podia ver você fazendo algo com minha boca e que vendo esta coisa longa, cor-de-rosa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Houve alguma parte desta experiência que o amedrontasse? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não, de modo nenhum. De fato foi linda; foi maravilhosa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: A experiência ainda é muito clara em sua mente? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Oh, sim, sim. É como se tivesse acontecido ontem; eu nunca a esquecerei. Não como as alucinações. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Que você recorda sobre as alucinações? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Oh, costumavam acontecer cada vez que eu pressionava minha tecla da morfina, você sabe, o PAC ou o APC [analgesia controlada pelo paciente]. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Sim, o APC. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;[O APC da morfina tinha sido interrompido alguns dias antes de sua NDE e nenhuma droga similar foi administrada no dia de sua NDE.] &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cada vez que eu pressionava essa tecla, as alucinações começavam. O quarto girava, as paredes se moviam e eu via coisas estúpidas que não estavam lá. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Como você sabia que era alucinação? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu sabia que não eram reais; eram um pouco como, como que similares a sonhos, mas piores. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Eram similares à outra experiência que você recordou? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Oh, não. Eram muito diferentes. Que a experiência de quase-morte era real; não há nenhuma dúvida em minha mente. As alucinações, bem, elas não eram reais; eram como um sonho ruim indo mal. Coisas estúpidas aconteciam, você sabe? Não, eram ambas as experiências muito diferentes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você sente como você se tivesse aprendido qualquer coisa da experiência? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem… nenhum medo da morte. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;[Um outro aspecto notável desta NDE era o fato de que o paciente pôde mais tarde abrir sua mão previamente contraída. Isto foi estabelecido durante uma entrevista de continuação quando ele entendeu mal uma das perguntas. Quando nascido, o paciente teve paralisia cerebral, que resultou em uma contração de sua mão direita. Ele tinha previamente um usado uma tala sobre sua mão e nunca mais havia conseguido abrí-la.] &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Quando você estava neste estado e não em seu corpo, havia coisas que você podia fazer que você não pode em seu corpo físico? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bem, sim, é o que eu quero dizer; quando eu voltei, eu podia abrir minha mão. [Interpretou mal a pergunta.] Esta mão [esquerda] tem sempre sido forte mas esta mão [direita] costumava ser assim [punho cerrado e contraído para baixo]. Toda minha vida, por 60 anos, meu braço sempre foi assim; eu nunca pude abri-lo. Meu pai costumava dizer “O macaco está na gaiola.” Agora eu posso abri-lo. Disseram-me que meus rins não estavam trabalhando corretamente e agora eles estão trabalhando perfeitamente, assim eu não sei o que era. Também, eu sei que eu perdi muito peso. Meus tornozelos costumavam ficar muito inchados e agora estão como de dois anos de idade; são finos. Mesmo minha irmã ficou surpresa com minha mão. Eu tenho paralisia cerebral e minha mão era para ser assim [apertada e torcida para baixo]; agora eu posso abri-la. Parece um bocado firme, mas eu a abro. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Você nunca pôde abri-la assim antes? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não, eu nunca pude abri-la assim, Penny. Nunca; somente um pouco. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Penny: Isso foi somente desde a experiência? Ou foi de antes? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Desde a experiência. Eu posso fazer tudo com ela, toda a comida. Disseram a minha irmã que eu não tive que passar pelo tratamento do rim porque estava tudo funcionando… e minha mão estava estranha. Também, o que eu observei desde que vim para casa, é que eu costumava girar meu pé para dentro; eu não posso compreender, mas não faço mais isso. Eu estou andando em linha reta como um cubo, não sei por que; eu fiquei mais alto – não mais alto, mas eu ando mais reto. Também, eles curaram minha mão e meu rim, mas me deram um pé que vira, mas agora esse problema no meu pé tem sumido. Eu não sei porque… dizem que isso não desaparece; está prestes a sumir em alguns casos. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Discussão &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Terá sido a experiência do paciente apenas um modelo mental construído por sua visão, audição e seu tato residuais? Este paciente esteve na UTI por oito dias antes da experiência e estava muito familiarizado com a disposição da unidade e da rotina diária. Neste momento, é pertinente examinar separadamente as características de sua OBE. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Características Verídicas de sua OBE &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;1. &lt;em&gt;O médico piscando a luz em seus olhos&lt;/em&gt;. O médico que verificou suas pupilas foi o anestesista consultante, que entrou na UTI pela primeira vez naquele dia, tão logo a condição do paciente se deteriorou. Os médicos juniores estavam indisponíveis; subseqüentemente o consultante revisou o paciente. Quando a condição do paciente estabilizou após a administração do líquido para aumentar a pressão sanguínea, os médicos juniores chegaram e o consultante retornou a seu escritório até que ele começou a ronda no setor posteriormente naquela tarde. O consultante certificou-se de que as pupilas do paciente estavam reagindo piscando uma luz neles. Ele observou, “Sim, elas estão reagindo, mas de forma desigual.” O paciente relatou ter ouvido o médico dizer: “Há vida no olho” ou “coisa semelhante.” Isto foi impreciso, embora isto realçasse sua interpretação do que foi dito e era uma boa compreensão do que o médico disse. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O paciente estava inconsciente antes que o consultante o revisse e permaneceu inconsciente quando o consultante deixou a cabeceira. Foi somente enquanto os plantonistas do setor aproximaram-se da área da cama do paciente, quatro horas mais tarde, que ele recobrou plenamente a consciência e excitadamente tentou comunicar o que tinha experimentado. O paciente corretamente identificou o consultante como tendo piscado a luz em seus olhos, assim como um dos médicos juniores que lhe era familiar. O paciente estava profundamente inconsciente naquele momento e não tinha visto antes o consultante naquela manhã, embora tivesse visto os outros médicos juniores. Entretanto, é possível que ele tivesse ouvido a voz do consultante quando estava inconsciente, o que pode ter contribuído para a construção de um modelo mental. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2. &lt;em&gt;A enfermeira limpando sua boca&lt;/em&gt;. Quando o paciente havia sido posto de volta à cama, saía saliva do lado de sua boca. Uma vez que sua condição estava estável, a enfermeira limpou sua boca. Ele sabia quem era sua enfermeira naqueles dias, e estava familiar com os procedimentos a serem executados. Ele sabia que sua boca era limpa usando uma esponja cor-de-rosa mergulhada na água. Ao executar alguns procedimentos de enfermagem, a enfermeira sempre explica suas ações, mesmo se o paciente está inconsciente. Ele poderia, conseqüentemente, ter ouvido a enfermeira explicar suas ações, embora negasse inflexivelmente ter feito isso, e poderia igualmente ter sentido a limpeza de sua boca. Entretanto, porque salivava, um cateter de sucção longo, usado normalmente para a sucção endotraqueal, foi usado para limpar as secreções orofaríngeas da parte posterior de sua garganta. Este cateter longo foi usado em preferência ao mais curto, duro, plástico sugador de Yankauer, porque é mais macio e mais confortável para o paciente; este não é o procedimento usual, pois a maioria das enfermeiras usa o sugador Yankauer. Depois que sua boca foi limpa, uma esponja cor-de-rosa úmida foi posta em sua boca para refrescar. A esponja cor-de-rosa não é longa, como o paciente relatou, mas o cateter da sucção que foi usado primeiramente era longo. Ele podia conseqüentemente ter visto ambas as partes de equipamento. Também, as secreções limpas eram cor-de-rosa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;3. &lt;em&gt;A fisioterapeuta “pondo sua cabeça através das cortinas.&lt;/em&gt;” O paciente igualmente relatou ver a fisioterapeuta olhar muito nervosa e “pondo sua cabeça através das cortinas” para ver se sua condição estava melhorando. A mesma fisioterapeuta estava nas redondezas da divisão no momento em que ele (o paciente) relatou a experiência. Ela tinha estado em serviço o dia inteiro e o paciente estava ciente deste fato. É possível, mas não confirmado, que ela tenha inquirido verbalmente sobre a condição do paciente, pois estava pondo sua cabeça pelas das cortinas. Assim o paciente poderia tê-la ouvido perguntar, o que teria contribuído para a construção de um modelo mental. Os olhos do paciente estavam fechados ao longo do período em que a fisioterapeuta estivera verificando em sua condição. Entretanto, se sua OBE fosse uma reconstrução mental, surpreende que o paciente a pudesse relatar como “pondo sua cabeça pelas cortinas, parecendo muito nervosa”. Seria mais provável que ele pudesse construir um relato dela estando mais perto da cabeceira, sem a necessidade de “pôr sua cabeça pelas cortinas.'” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Seria sua OBE uma Reconstrução Mental? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Poderia um modelo mental ter sido construído durante as quatro horas que o paciente levou para recobrar a consciência ? Poderia ter sido tentativa do seu cérebro de dar significado ao que tinha ocorrido através das sensações, especialmente a visão, som, e estimulação tátil residuais? A discrepância entre o que o consultante disse (“Sim, está reagindo, mas de forma desigual”) e o que o paciente relatou (“Há vida no olho”) poderia ser esclarecido pela possibilidade que ele estava confuso e incapaz de prestar atenção plena às sugestões verbais. Isto sugeriria que a “visão” da situação com tal claridade não seria possível caso esta fosse devida somente a um modelo mental reconstruído daquilo que ele pudesse ouvir e sentir. Se a reconstrução mental foi baseada no que pudesse ouvir então esperar-se-ia que ele relatasse exatamente as sugestões verbais que tinha ouvido. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar destas discrepâncias, a descrição do paciente do que havia acontecido quando estava inconsciente foi extremamente exata e relatada imediatamente assim que o paciente recobrou completamente a consciência. É possível que alguma das informações pudesse ter sido obtida dos sentidos, mas esta é uma explanação incompleta para os eventos detalhados descritos pelo paciente e testemunhados pela autora sênior. A experiência permaneceu vívida e acurada quando recordada em várias ocasiões seguintes, de um ano a cinco anos após a experiência. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A NDE aconteceu enquanto o paciente estava recobrando a consciência? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Embora seja impossível especular sobre o sincronismo da experiência do “encontro” do paciente com pai e sogra falecidos, é possível dizer que a experiência de observar a enfermeira limpando sua boca com o que pareceu com um pirulito cor-de-rosa e do médico piscar uma luz em seus olhos deve ter acontecido pelo menos três horas antes do paciente recobrar consciência plena. Como os relatos médicos mostram, o paciente estava profundamente inconsciente e com seus olhos fechados no momento em que aqueles eventos ocorreram, e a experiência de vivenciar aqueles eventos deve ter sido contemporânea com sua ocorrência em vez de acontecendo quatro horas mais tarde enquanto o paciente recobrava a consciência. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Seria a NDE atribuível a gases anormais do sangue arterial? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Antes da perda de consciência, o nível da saturação de oxigênio do sangue do paciente diminuiu de 96 por cento para cerca de 70 a 86 por cento. Esta diminuição foi retificada prontamente por ventilação manual com 100 por cento do oxigênio. Os níveis do oxigênio diminuíram momentaneamente outra vez, mas por outro lado aumentaram em seguida e permaneceram em 94 por cento ou mais. Ele ainda estava consciente quando os níveis do oxigênio foram normalizados. Uma amostra de gás do sangue arterial foi extraída até aproximadamente uma hora após o evento, na qual a condição do paciente estava estável. Os resultados foram os seguintes: a pressão parcial do oxigênio (pO2) era 10.2 kilopascals (kPa), dentro da escala normal de 10 a 13 kPa; a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) era o 10,6 kPa, acima do valor normal de 4 a 6 kPa; e a acidez (pH) era 7.176, mais ácido do que o valor normal de 7.35 a 7.45. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Embora o nível do oxigênio estivesse normal, o de dióxido de carbono estava elevado. Os efeitos dos altos níveis de dióxido de carbono (hipercarbia) podem incluir algumas características similares aos componentes das NDEs, como sentimentos de inefabilidade, sensação de destacamento corporal, uma comunicação telepática com uma figura religiosa, percepção de uma luz brilhante, memórias do passado e sentimentos de importância cósmica. Outros efeitos da hipercarbia incluem ver objetos animados, compulsão para resolver problemas matemáticos, a percepção de figuras geométricas ou padrões como vidro manchado, e percepções assustadores de “horror desproporcional e sem propósito”. Alguns mesmo descreveram a sensação da hipercarbia como um “sonho real” (Meduna, 1950). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este paciente não relatou nenhuma qualidade similar a sonhos, nem reportou padrões geométricos ou aspectos assustadores, nem compulsão para resolver problemas matemáticos. Sua OBE não foi meramente um sentido de destacamento corporal, como pode ser relatado na hipercarbia, mas um sentimento definitivo da existência independente de seu corpo e visão acurada dos eventos que foram verificados mais tarde pela equipe presente. Muitos dos que passaram por uma NDE estão convictos de que a experiência não foi um sonho. Em adição, outros dois pacientes neste estudo que relataram uma NDE ou OBE tiveram níveis de dióxido de carbono dentro da escala normal à época de suas experiências. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deve-se igualmente enfatizar que as análises do sangue deste paciente podem atuar somente como um guia, porque não se sabe se a NDE estava ocorrendo naquele intervalo no qual o sangue foi extraído. De fato, o sangue foi extraído aproximadamente uma hora após os eventos vistos pelo paciente de uma perspectiva fora-do-corpo, o que pode indicar que os níveis tinham aumentado gradualmente após a hora e não refletissem exatamente o nível no instante da OBE. O tempo decorrido quando o paciente estava consciente na cadeira até quando foi posto de volta à cama e percebido os eventos de uma perspectiva fora-do-corpo foi de aproximadamente de 10 a 15 minutos. É improvável que os níveis de dióxido de carbono tivessem aumentado em tal nível elevado em tão curto período de tempo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Seria a Experiência Atribuível às Drogas Administradas? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante a experiência, não houve infusões intravenosas de drogas e nenhuma droga foi administrada. Ele foi medicado apenas com fluido para elevar a sua pressão sanguínea. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Paciente Construiu a NDE para Ajudar a Enfermeira que Estava Encarregada Dele? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Antes da experiência do paciente, a pesquisa sobre NDEs da enfermeira fora estivera relacionada somente com os pacientes que tinham sobrevivido à parada cardíaca. A pesquisa não tinha sido discutida anteriormente com o paciente e este não teve nenhum conhecimento de que tal pesquisa estivesse sendo conduzida. De fato, se o paciente não tivesse relatado sua NDE, não lhe seria perguntado sobre o que recordou durante o tempo em que estava inconsciente e não seria incluído na pesquisa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O fato de que ele relatou a experiência imediatamente após recobrar a consciência torna altamente improvável que tivesse feito o proposto acima. Depois de um período de inconsciência, os pacientes estão, em geral, completamente confusos e construir uma encenação elaborada para satisfazer a enfermeira seria bem difícil. Além disso, a enfermeira não estava presente naquele momento em que ele recobrou plenamente a consciência e relatou a experiência aos médicos do setor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A “cura” incomum de sua mão contraída &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Foi documentada na admissão médica do paciente que ele teve paralisia cerebral com uma hemiparesia espástica direita. O paciente indicou que sua mão era do formato de uma garra e tinha sido assim por toda a sua vida; isto foi confirmado pelo testemunho de sua irmã. A extensão da contração não havia sido avaliada, nem tinha sido documentada formalmente antes da NDE. Entretanto, uma tala tinha sido feita para a mão do paciente pelo departamento de utensílios do hospital vários anos antes da atual admissão hospitalar. O paciente indicou que a tala não tinha sido eficaz e que sua mão permanecia contraída. As notas médicas e fisioterápicas foram examinadas para verificar se fisioterapia extensiva havia sido realizada em sua mão; não havia. Entretanto, documentou-se nas notas da fisioterapia que havia um tônus muscular aumentado em seu mão contraída antes da soltura. Isto foi discutido com o fisioterapeuta, que explicou que a mão não deveria poder abrir sem uma operação para liberar os tendões que tinham estado em uma posição contraída por 60 anos. Nenhuma operação havia sido executada. Permanece inexplicado como é possível para o paciente poder agora abrir e usar sua mão antes contraída. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não há razões para desacreditar as afirmações do paciente e de sua irmã a respeito da extensão de sua contratura anteriormente à sua NDE. Na verdade, o fato de que sua contratura foi resolvida foi mencionado apenas quando o paciente interpretou mal uma das perguntas feitas durante a entrevista aprofundada. Não tivesse ele compreendido mal a pergunta, o fato de que ele agora é capaz de abrir sua mão permaneceria desconhecido. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há muitos aspectos deste caso que nossos modelos atuais de mente/cérebro não podem fornecer uma explanação adequada. Apesar de não identificar o símbolo escondido, o paciente relatou exatamente as ações do pessoal médico presente durante um período em que estava profundamente inconsciente e com os seus olhos fechados. O fato de que pôde abrir sua mão antes contraída desafia explicações. Os detalhes verídicos deste caso são corroborados pelas notas médicas e os testemunhos do paciente, de sua enfermeira e da fisioterapeuta, que estavam presentes naquele momento em que a experiência ocorreu. Este estudo confirma que casos de interesse que não podem ser dispensados ou ignorados podem ser documentados durante um estudo prospectivo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este interessante caso foi obtido de um pequeno estudo prospectivo, conduzido em um hospital. Mais pesquisa prospectiva em uma escala muito maior é necessária a fim de fornecer uma compreensão mais larga da NDE e, certamente, da consciência. Embora este seja somente um caso, reforça a experiência cumulativa derivada de muitos outros exemplos de casos individuais (Sabom, 1998, Cook, Greyson, e Stevenson, 1998; Sabom, 1998; Van Lommel, Van Wees, Meyers, e Elfferich, 2001) que sugerem que nossos modelos atuais da consciência devam se expandir a fim fornecer uma explanação adequada das NDEs. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Referências &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Blackmore, S. J. (1993). Dying to live: Near-death experiences. Buffalo, NY: Prometheus. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cook, E. W., Greyson, B., and Stevenson, I. (1998). Do any near-death experiences provide evidence for the survival of human personality after death? Relevant features and illustrative case reports. Journal of Scientific Exploration, 12, 377–406. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fenwick, P., and Fenwick, E. (1995). The truth in the light: An investigation of over 300 near-death experiences. London, England: Headline. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Grey, M. (1985). Return from death: An exploration of the near-death experience. London, England: Arkana. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Greyson, B. (1983). The Near-Death Experience Scale: Construction, reliability and validity. Journal of Nervous and Mental Disease, 171, 369–375. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Greyson, B. (2003). Incidence and correlates of near-death experiences in a cardiac care&lt;br /&gt;unit. General Hospital Psychiatry, 25, 269–276. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lawrence, M. (1995). The unconscious experience. American Journal of Critical Care, 4, 227–232. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lawrence, M. (1997). In a world of their own: Experiencing unconsciousness. Westport, CT: Praeger. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Meduna, L. J. (1950). Carbon dioxide therapy. Springfield, IL: Charles C Thomas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Morse, M., and Perry, P. (1992). Transformed by the light: The powerful effect of neardeath experiences on people’s lives. New York, NY: Villard. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ring, K., and Valarino, E. (1998). Lessons from the light: What we can learn from the near-death experience. New York, NY: Plenum/Insight. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Roud, P. C. (1990). Making miracles. New York, NY: Warner Books. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sabom, M. (1982). Recollections of death: A medical investigation. New York, NY: Harper and Row. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sabom, M. (1998). Light and death: One doctor’s fascinating account of near-death experiences. Grand Rapids, MI: Zondervan. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sartori, P. (2004). A prospective study of NDEs in an intensive therapy unit. Christian Parapsychologist, 16, 34–40. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sartori, P. (2006, Spring). A long-term prospective study to investigate the incidence and phenomenology of near-death experiences in a Welsh intensive therapy unit. Network Review, No. 90, pp. 23–25. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Schwaninger, J., Eisenberg, P. R., Schechtman, K. B., and Weiss, A. N. (2002). A prospective analysis of near-death experiences in cardiac arrest patients. Journal of Near-Death Studies, 20, 215–232. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;van Lommel, P., van Wees, R., Meyers, V., and Elfferich, I. (2001). Near-death experience in survivors of cardiac arrest: A prospective study in the Netherlands. Lancet, 358, 2039–2045. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Artigo publicado originalmente como A Prospectively Studied Near-Death Experience with Corroborated Out-of-Body Perceptions and Unexplained Healing Penny Sartori, R.G.N, Ph.D., Paul Badham, Ph.D., and Peter Fenwick, M.B.B.Chir., D.P.M. Journal of Near-Death Studies, 25(2), Winter 2006, pp. 69-84. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-8942179973547844114?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/8942179973547844114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=8942179973547844114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/8942179973547844114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/8942179973547844114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/05/penny-sartori-r.html' title='EQM Corroborada com um Caso de Cura Inexplicável'/><author><name>Mozart Rolim</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13920054600790592313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_jw-du4LXLIA/SMRGlpN2auI/AAAAAAAAAAw/g6hPz9hZUd0/S220/DSC01351.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-1388399602525971326</id><published>2009-05-03T01:07:00.017-03:00</published><updated>2009-05-10T02:12:19.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os insights filosófico-doutrinários e seus problemas'/><title type='text'>O modus operandi da comunicação por transe – parte 2 de 5</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Parte 1 -- [&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/04/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html"&gt;link&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Parte 3 -- [&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por_10.html"&gt;link&lt;/a&gt;]&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Idéia de Feda de &lt;i&gt;como &lt;/i&gt;as mensagens lhe alcançam&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;22 de dezembro de 1922&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Observações feitas por Feda em que ela descreve, &lt;em&gt;de seu próprio ponto de vista&lt;/em&gt;, como as mensagens chegam a ela.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: eles [&lt;em&gt;os comunicadores&lt;/em&gt;] tentam [transmitr as mensagens] por qualquer meio, sensação, visão, audição, mas Feda acha a sensação&lt;i&gt; &lt;/i&gt;o mais fácil. Eles podem sugerir calor ou frio, se o objeto que eles pensam é um metal. Muito é feito por sugestão. Eles podem fazer Feda sentir uma coisa que é fria ou quente, exatamente como se ela [Feda] sentisse isso com seus dedos. Você sabe, assim como pessoas hipnotizadas podem ser induzidas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: a essa altura, mesmo quem não tenha lido a parte um desta postagem, deve-se ter perguntado: por que Feda fala de si em &lt;em&gt;terceira pessoa&lt;/em&gt;? Não existe uma resposta fácil para isso. Ela poderia ser um &lt;em&gt;alter ego&lt;/em&gt; da médium. Ou, então, tal modo de se referir apenas retrataria o jeito característico desse espírito falar, já que, segundo alegava, sua última existência terrena teria sido como uma indígena, casada com um ancestral da Sr. Leonard, cuja morte lhe sobreveio em tenra idade, ao 13 anos de vida, por volta do ano de 1800.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação 2: cada vez mais fica patente a sensação que o &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt; tem de ser um transmissor passivo das mensagens dos &lt;em&gt;comunicadores&lt;/em&gt;, o que vai de encontro a tese de que a médium, telepaticamente, vasculha a mente dos presentes à sessão, ou seja, da &lt;em&gt;assistência&lt;/em&gt;. No entanto, poder-se-ia argumentar que Feda e todo o drama em que ela está inserida, o modo que percebe as mesagens, etc. não passam de uma representação psicologicamente delineada dentro de níveis profundos da &lt;em&gt;consciência,&lt;/em&gt; com fim de drenar informações captadas, pela médium, em nível inconsciente, embora isso enormemente colida com a experiência de Feda, a personalidade que comanda o organismo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;7 de dezembro de 1923&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: eu perguntei a Feda como ela veio a dar o nome “Salisbury” [uma cidade na Inglaterra] tão facilmente a poucas sessões atrás. Ela recebeu o nome em alguma sessão anterior&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: Feda não recebeu o nome aqui antes. Quando não estou tentando, de nenhuma maneira Feda pode captar nomes estranhos facilmente. Quando você pede por um nome, isso se torna difícil. Às vezes Feda pode ver [o nome] e também escutá-lo, em outras somente escutar ou ainda somente ver. Mas em outras ocasiões, quando as coisas estão pobres, Feda pode somente sentir-sentimento. Um comunicador que foi queimado chegou aqui, e não foi capaz de contar isso a Feda. Todavia, fez Feda sentir um cheiro de queimado e calor, mas quando a idéia foi passada desta maneira, isso abriu outros caminhos para a comunicação. Seu pai diz que isso é como achar todas as janelas e portas trancadas, exceto uma; ao entrar à casa através de uma delas, as outras podem ser destrancadas de dentro. Eles podem ter que percorrer ao redor, tentando um ou outro lugar primeiro; é isso o que dá às pessoas a ocasião para concluir que eles estão &lt;em&gt;pescando&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;errando continuamente o alvo&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;essa explicação, no contexto de alguns médiuns, não passaria de uma escusa, uma desculpa para a falta de informações evidenciais, quando tentam, a todo custo, captar detalhes da assistência através de &lt;em&gt;leitura fria&lt;/em&gt;. No entanto, no âmbito das sessões da Sra. Leonard, deve-se, no mínimo, dar algum crédito a tal explicação prestada pelo &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;14 de novembro de 1924&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: seu pai diz que há momentos em que Feda não pode vê-lo, mas somente escutá-lo. Ele deseja assinalar que, quando Feda não pode vê-lo, mas somente escutar, ela deve ter algum meio de localizá-lo. Isso não é, &lt;em&gt;ele pergunta&lt;/em&gt;, por uma luz ou substância enevoada&lt;b&gt;?&lt;/b&gt; Bem certo, quando Feda não pode vê-lo, Feda pode ver algo como uma luz próximo ao assistente ou indo embora. Feda teve duas ou três sessões com uma pessoa antes de ver o comunicador, embora pegasse mensagens por sensações ou audição.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Dificuldades devidas à Feda&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: você pode contar a ela tudo depois da sessão&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: Sim, facilmente, mas não enquanto ela está no cérebro da médium. Então é como projetar o desenho de uma lanterna mágica sobre uma folha que alguém não pode ver, possivelmente nem a folha está lá mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: aqui há mais uma sugestão que o cérebro (o corpo) é um elemento que constrange a consciência.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Dificuldades devidas aos comunicadores&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;20 de agosto de 1920&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu nem sempre sei o que Feda diz quando está no controle. Eu mentalmente sigo o que dou, e então nem sempre reparo no que ela diz. Assim, não fica claro para mim, se ela dá meus pensamentos de modo certo ou errado (...).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt; através de Feda&lt;br /&gt;14 de abril de 1927&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;(meu pai tem aludido a sessões de &lt;i&gt;voz direta&lt;/i&gt; e a dificuldade com a memória nelas)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: ainda aqui, não estou perfeitamente em minha própria condição. Eu não estou como quando em meu próprio &lt;em&gt;plano&lt;/em&gt;, de forma alguma.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: você poderia não vir, diretamente, aqui [na sessão] e lançar seus pensamentos para Feda sem se &lt;i&gt;modificar&lt;/i&gt;&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: eu poderia fazer minha parte, mas não haveria nenhum resultado disso. Eu devo me fazer, durante a sessão, uma parte da &lt;em&gt;condição particular&lt;/em&gt;. Isso é diminuir o ritmo de algo. Eu não estou em meu melhor, ainda quando as condições são as melhores. É uma questão de vibração e sintonia. Como disse antes, quando me encontro perto &lt;i&gt;do poder&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;i.e.&lt;/i&gt;, numa sessão, ela tem o que eu poderia chamar de um &lt;i&gt;efeito que vai suavemente abafando, enfraquecendo minhas faculdades e memória&lt;/i&gt;. Eu não vejo, lembro, e sinto com a mesma lucidez como quando &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; estou &lt;i&gt;comunicando&lt;/i&gt;. Eu estou sintonizado baixo demais. Etta diz, ‘é sabido e percebido que isso faz algumas pessoas sentirem que é [algo] ruim para nós, alguma idéia sobre limitações impostas; e elas assumem que isso deve ser ruim. Pai diz, eles se esquecem que na vida nós fazemos um trabalho muito bom quando não aparentamos estar em nossa melhor forma, nós submergimos muitas qualidades a fim de concentrar sobre aquilo que nós fazemos no momento.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;observação: Sr. Thomas esclarece aquilo que o comunicador quer dizer com “poder”: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;uma alegada emanação semifísica da médium, dita indispensável à comunicação por transe. “O poder”, logo, aparece apenas durante as &lt;em&gt;sessões&lt;/em&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Dificuldades relacionadas à memória dos &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;através de Feda&lt;br /&gt;26 de março de 1920&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu sinto que não estou completo durante uma sessão. Não estou com meu poder mental de memória e consciência por inteiro; quando retorno ao mundo espiritual, sinto-me como um homem despertando de um sono incompleto. Você sabe que, se estiver descansando, você pode perceber portas batendo e vozes falando, mas ainda incapaz de estar suficientemente cônscio para reparar nos detalhes de um diálogo, ou saber por que as pessoas estão falando e se movendo, então você de repente acorda para isso tudo. Tal é como me sinto. É como se eu estivesse meio adormecido aqui. Alguém pode ficar perfeitamente confortável enquanto está meio adormecido, mas eu não fico com a mesma consciência completa e perfeita que tenho quando estou na minha própria &lt;i&gt;esfera&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;:&lt;b&gt; &lt;/b&gt;você uma vez disse, ‘quando eu venho aqui, sinto como se tivesse deixado a melhor parte de minha mente para trás’. Você pode explicar isso adiante&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;:&lt;b&gt; &lt;/b&gt;eu não deixo nada para trás. Eu me equivoquei em expressar assim. É que minha mente não funciona claramente nessas condições [de uma sessão], ela não opera tão bem. O mesmo se aplica a você, se tentar entrar em nossa esfera enquanto &lt;i&gt;no corpo&lt;/i&gt;. Um médium que pode nos ver e se aproximar faz de modo tão imperfeito, de uma maneira incompleta, que é incapaz de &lt;i&gt;trazer &lt;/i&gt;poderes completos de observação para usar. Compare isso com uma lâmpada; use uma lâmpada com o poder de cinqüentas velas dentro de uma clara atmosfera, e ela brilhará até uma certa distância. Então a use dentro de um nevoeiro e ela brilhará a uma distância menor. É a mesma luz, embora ela parecer ser somente uma lâmpada com o poder de quinze velas no nevoeiro. É como me sinto; para o efeito que posso produzir, dependo de condições aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;através de Feda&lt;br /&gt;20 de agosto de 1927&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: sua mente é, em alguma extensão, turvada e limitada enquanto está aqui&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: eu não acho que minha mente consciente, durante uma sessão, altera-se, mas sim que as condições em que me encontro alteram o alcance de atividade dela.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sr. John&lt;/b&gt;: seu pai diz que não pode pensar em nenhuma outra razão que o estivesse limitando, salvo a memória, que, é claro, está intimamente associada à consciência. Ele diz, eu não sinto, em qualquer sentido, uma depreciação espiritual. Ele deseja deixar isso muito claro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: esse relato, sendo verdade, refuta &lt;em&gt;frontalmente &lt;/em&gt;a hipótese que &lt;em&gt;comunicadores &lt;/em&gt;se lembram pouco de sua existência física. Muito pelo contrário, Sr. John deixou claro que não sente qualquer “depreciação espiritual”. Antes, é o processo de comunicação -&lt;em&gt;enquanto exige que os comunicadores se confinem, em parte, ao organismo da médium&lt;/em&gt;-, que restringe a capacidade mental plena deles, fazendo-os, possivelmente, esquecerem muitas coisas que seriam de importância evidencial.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Apesar dos &lt;em&gt;comunicadores &lt;/em&gt;afirmarem que são as “condições da sessão” que os impõe limites, isso deve ser entendido, sem nenhuma contradição, como “a condição de terem que ficar, em algum grau, entrelaçados como a médium”, afinal é o organismo dela um pressuposto indispensável para as informações ganharem &lt;em&gt;materialidade&lt;/em&gt;, existência em nosso “&lt;em&gt;plano”&lt;/em&gt;. Caso o &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt; fosse uma &lt;em&gt;personalidade secundária&lt;/em&gt;, seria simples de entender por que &lt;em&gt;comunicadores&lt;/em&gt; devem estar ligados ao cérebro da médium, pois aquela entidade, que teria o papel de intermediar a comunicação, não seria mais que uma ilusão. Não obstante, mesmo que o &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt; seja um “eu” independente, isso não exclui a possibilidade dele, dos &lt;em&gt;comunicadores &lt;/em&gt;e da &lt;em&gt;médium&lt;/em&gt; fazerem parte de um complexo sistema de “rede mental”, cujas consciências de cada um estariam entrelaçadas, mas todas limitadas, ao compartilharem de um mecanismo de filtragem único: o cérebro da médium.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Material preparado antecipadamente pelo &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Etta &lt;/b&gt;através de Feda&lt;br /&gt;12 de novembro de 1920&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu recolhi dois eventos diferentes para lhe contar, e você deverá escolher qual eu darei hoje. Deverá ser sobre &lt;em&gt;ou&lt;/em&gt; uma experiência logo após a chegada no próximo mundo – quer dizer, por volta de um dia ali – &lt;em&gt;ou&lt;/em&gt; uma mais recente&lt;b&gt;? &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;(&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: eu pedi por uma experiência mais recente. &lt;b&gt;Etta &lt;/b&gt;então disse: eu não esquecerei a mais antiga e a darei depois.) (Uma então foi dada e a outra se seguiu meses depois).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;31 de março de 1922&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;(meu pai, quando concluiu esta sessão, anunciou o assunto sobre o qual ele desejava falar da próxima vez. Ele acrescentou: eu não posso dizer se isso será possível lhe contar então, pois nós, às vezes, não conseguimos dar o que preparamos).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;7 de dezembro de 1923&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando eu decido trazer evidência de &lt;i&gt;outros&lt;/i&gt;, a qual você pode verificar ao questionar os amigos deles na terra, eu peço a eles poucas coisas que servirão para provar identidade. Eles podem me dar muitas, todavia, eu posso ser capaz de pegar somente poucas delas. Eu venho preparado, mas se o que eu passo não vem, eu deixo pra lá.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sr. John &lt;/b&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;1° de fevereiro de 1924&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu posso ter sucesso uma vez, e falhar em outra. Meu plano é preparar uma boa quantidade de material antes de chegar aqui, e então eu tento ajustá-lo. Se alguma coisa não se ajusta, eu passo rapidamente para outra, e continuo com este trabalho até ele ser terminado.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Mensagens que podem ter sido mutiladas na transmissão&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda &lt;/b&gt;(referindo-se ao Sr. John)&lt;br /&gt;4 de agosto de 1922&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu penso que ele deseja que Feda entenda algo que ele sabe, mas não pode passar perfeitamente para Feda.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: ele não pode simplesmente contar a você em palavras&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: ele poderia contar a Feda, mas Feda não pode escutar.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;: Como é isso&lt;b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;/b&gt;: Feda pode escutar parte, e parte não, é capaz de escutar algo hoje, mas não tudo. Ele acostumou a parar de tentar uma coisa, se ela era difícil de passar, mas agora ele tenta porque isso é interessante. Pessoas freqüentemente se surpreendem porque estas extraordinárias lacunas aparecem numa sessão, em seqüências não naturais. Um &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt; interrompeu-se e pulou algo que ele sabia que seria perdido, ou arriscado, para tentar completar. Então, com freqüência, a sessão parece desconexa, fragmentada. Ele agora sente o risco menor, e então arrisca algo quando chegar a tal ponto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;observação: o risco seria o &lt;em&gt;comunicador &lt;/em&gt;tentar passar uma informação em algum momento em que Feda não lhe aparentava capaz de &lt;em&gt;preender&lt;/em&gt; a mensagem. &lt;em&gt;Comunicadores&lt;/em&gt; dizem que não é claro para eles se o que Feda está passando está certo ou errado, mas parece que, em algumas ocasiões, eles podem prever quando o risco, a chance dela fracassar será maior.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;10 de Junho de 1925&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda &lt;/b&gt;(se dirigindo ao comunicador). Eu não posso pegar isso... tente de novo... [virando-se para mim - &lt;b&gt;C.D.T.&lt;/b&gt;]. Você sabe que há momentos que eu realmente o escuto [Sr. John], porém, pego somente sons confusos, e não sons propriamente formados. Ele então repete, e se não for captado de modo claro, ele mostra, ou transmite de alguma outra forma. Ele nem sempre sabe quando falhou em fazer Feda escutar, e continua com isso. Então, se solicitado a repetir, ele pode não saber que parte Feda não escutou, e então existe uma confusão de erros. Ele diz haver uma boa razão para se estudar sobre isso. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Omissões que algumas vezes confundem o significado das mensagens&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Thomas&lt;/b&gt; declarou: “Feda está ciente das lacunas na transmissão dela, embora nem sempre as mencione na hora. Isso é particularmente infeliz quando ela falha em perceber que um tópico novo foi introduzido; pois, ao continuar com o novo assunto como se fosse continuação do anterior, ela arrisca fazer o todo parecer incorreto. Eu lembro que, durante minha primeira sessão, fatos que corretamente se relacionavam a uma segunda pessoa foram dados como se aplicassem a outra que tinha sido descrita exatamente antes. O resultado foi que, na hora, eu considerei esta parte da sessão como imprecisa, e somente ao examiná-la depois, tornou-se aparente a mistura de duas descrições distintas, ambas minuciosamente corretas”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;6 de dezembro de 1917&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Feda não pode escutar tudo que ele diz a todo o tempo. Isso não é uma chateação&lt;b&gt;? &lt;/b&gt;Tenho que pegar em partes, como quando muitas coisas são jogadas em você e você pega o que pode. Feda raramente escuta tudo o que é dito.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;Mensagens misturadas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Feda&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;14 de novembro de 1924&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois que uma sessão é terminada, Feda às vezes acha que havia alguém presente que não &lt;i&gt;entrou no poder&lt;/i&gt;, embora tenha tentado. Mas apesar de ele não conseguir, algum dos seus pensamentos misturou-se com aqueles do &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt;. Isso freqüentemente acontece quando mais de um espírito está presente e quando o &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt; não é bem conhecido de Feda. Nem sempre é fácil saber quem está dando as mensagens. Porém, não há muito receio em se confundir o que seu pai diz com o dito por alguém que está fora do &lt;i&gt;círculo do poder&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Observação: pra quem não leu toda essa segunda parte, &lt;i&gt;repete-se &lt;/i&gt;o conceito de “o poder” dado pelo &lt;i&gt;comunicador,&lt;/i&gt; Sr. John: uma emanação semifísica do médium que é dita ser indispensável à comunicação por transe. Na próxima parte deste estudo, haverá uma seção dedicada sobre esse tal “o poder”.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-1388399602525971326?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/1388399602525971326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=1388399602525971326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/1388399602525971326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/1388399602525971326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html' title='O modus operandi da comunicação por transe – parte 2 de 5'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-7619346951456537878</id><published>2009-04-26T22:49:00.035-03:00</published><updated>2009-05-10T02:13:17.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os insights filosófico-doutrinários e seus problemas'/><title type='text'>O modus operandi da comunicação por transe – parte 1 de 5</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte 2 -- [&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html"&gt;&lt;strong&gt;link&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;]&lt;br /&gt;Parte 3 -- [&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2009/05/o-modus-operandi-da-comunicacao-por_10.html"&gt;link&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nesses últimos dias comecei a ler o artigo “&lt;i&gt;The modus operandi of trance communication according to descriptions received through Mrs. Osborne Leonard&lt;/i&gt;”, publicado nas Atas da Society for Psychical Research (vol. 38, p. 49-100, 1928). Trata-se de um estudo estruturado em cima das opiniões dos próprios &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;“Feda” a respeito do processo de comunicação por transe com a médium Gladys Osborne Leonard, um dos mais representativos exemplos de mediunidade que se prestou à inquirição científica. A seguir estão os trechos que reputei mais relevantes para se compreender o fenômeno desse “transe paranormal”. Nesta primeira parte, &lt;b&gt;os &lt;i&gt;comunicadores &lt;/i&gt;expressam suas idéias de &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; eles conduzem as mensagens a Feda&lt;/b&gt;, a personalidade &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt; dessa médium. O leitor perceberá abaixo que as &lt;i&gt;personalidades-comunicantes&lt;/i&gt;, muitas vezes, estarão no comando da médium, o que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; as torna &lt;i&gt;personalidades-controles&lt;/i&gt;. Isso porque estas últimas &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; (ou quase sempre) se expressam diretamente pelo organismo da médium, enquanto os &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; passam suas mensagens ao &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt;, que, como um “homem de recados”, utilizando-se do corpo da médium, transmite as informações aos assistentes. Assim, embora vocês ocasionalmente possam ver &lt;i&gt;comunicadores&lt;/i&gt; assumindo o comando e a manipulação de um médium, nunca (ou raramente, para não ser demasiado ousado) verão um &lt;i&gt;controle&lt;/i&gt; colocar-se no papel de &lt;i&gt;comunicador&lt;/i&gt;. Em suma: a regra é que &lt;i&gt;controles &lt;/i&gt;&lt;b&gt;não &lt;/b&gt;precisam de outras &lt;em&gt;personalidades&lt;/em&gt; transmitindo seus recados; muito pelo contrário, eles são, por excelência, os porta-vozes das demais personalidades &lt;em&gt;extras&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;As idéias que os comunicadores têm de&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;como&lt;/em&gt; eles transmitem suas mensagens” a Feda&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sr. John&lt;/strong&gt; &lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;falecido pai do assistente, Sr. Charles Drayton Thomas – &lt;strong&gt;C.D.T.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;14 de outubro de 1921&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando venho a falar, Feda freqüentemente fica embaraçada com aquilo que quero dizer, e falha em pegar o significado de modo rápido ou acurado. Isso acontece quando sou incapaz de fazer com que minha explicação a alcance em forma de palavras. Se eu então projeto um pensamento de algum objeto concreto, Feda pode observar ‘eu vejo isso e aquilo’, mas, embora ela pareça estar vendo o objeto, de fato, é meu pensamento dele que a está alcançando.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: na falta de um corpo físico, a única liguagem seria a telepática, melhor desenvolvida na forma de &lt;em&gt;representações&lt;/em&gt; (por simbolos, imagens-pensamento etc.) de um objeto. Todavia, os comunicadores fazem algumas referência a seus corpos, dando a impressão que possuem organismos análogos aos nossos. Não obstante, penso que tais “corpos psíquicos”, no final das contas, sejam apenas construtos psicológicos inconscientemente &lt;em&gt;projetados&lt;/em&gt; após a morte.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Etta &lt;/strong&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;irmã falecida do assistente, Sr. Thomas.&lt;br /&gt;20 de dezembro de 1921&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.:&lt;/strong&gt; Como você passa suas mensagens a Feda&lt;strong&gt;?&lt;br /&gt;Etta:&lt;/strong&gt; Como regra, quando eu dou a Feda uma mensagem, isso vai por pensamentos em bloco. Digamos que eu deseje dar ‘eu tenho estado num jardim em casa ultimamente’. Eu não dou isso em pedaços, mas em um completo pensamento, antes de tudo. Suponha que ela me peça para passar novamente; a primeira tentativa é sempre &lt;i&gt;impressa&lt;/i&gt; na mente dela, mas não necessariamente naquela parte que está atuando sobre o cérebro da médium. Isso [a frase] não se perde, mas a médium pode levar tempo para buscar o pensamento de ponta a ponta. Então eu ajudo ao dividir a sentença assim: ‘eu tenho estado num jardim... em casa... ultimamente’. Isso a permite pegar claramente qualquer parte que tenha perdido. A mente de Feda usualmente segue o que passo, e enquanto está pegando a primeira e segunda parte do pensamento, ela estaria mentalmente perguntando, ‘Quando&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; Quanto tempo atrás&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; Ultimamente&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;’, e isso prepara o caminho para que eu dê o outro pedaço.&lt;br /&gt;Suponha que eu deseje falar ‘eu tenho visto uma rosa em seu escritório’. Eu mostraria uma rosa, dando a &lt;i&gt;impressão mental &lt;/i&gt;de uma rosa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: esse trecho mostra a enorme dificuldade que um &lt;em&gt;comunicador&lt;/em&gt; tem de passar uma simples mensagem ao &lt;em&gt;controle&lt;/em&gt;. De alguma forma, serve para nos aletar diante de médiuns, digamos, “muito eficientes”, que na verdade não passam de meros farsantes.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Etta:&lt;/strong&gt; (...) com alguns médiuns pode ser necessário que [nossas idéias] sejam dadas todas em &lt;i&gt;símbolos&lt;/i&gt;; outros médiuns a recebem todas por &lt;i&gt;impressões&lt;/i&gt;, e apesar disso o fato é que [as idéias] lhes estão sendo ditas. Outros pensam que estam vendo clarividentemente, quando não estão vendo, mas lhes estão sendo ditas [as idéias]. Você reparará que Feda diz de alguém, ‘ele tem cabelo cheio’. Mas se, quando você inquire sobre o bigode, ela não pode vê-lo, você pode inferir que ela realmente não está vendo, mas está sendo dito a ela (...).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.:&lt;/strong&gt; parece haver um considerável abismo entre você e Feda, quando ela está controlando&lt;strong&gt;?&lt;br /&gt;Etta: &lt;/strong&gt;parte da consciência dela então está dentro da médium, e limitada pela médium, porque ela [a consciência de Feda] atua sobre o cérebro da médium, um cérebro que é somente responsivo a certa classe de consciência, sentimento e sensação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;observação: nesta última resposta de Etta existe uma inegável correspondência à &lt;i&gt;teoria da transmissão &lt;/i&gt;de William James, à medida que coloca o cérebro como o elemento de constrição e modulação da consciência, no lugar de produzi-la.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sr. John&lt;/strong&gt; &lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;6 de janeiro de 1922&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A mensagem é, primeiro, passada em forma de bloco, mas se Feda não a absorve, ou se ela somente pega uma parte, então o resto é dado em porções separadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: confirma, de modo resumido, o que Etta disse.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.:&lt;/strong&gt; Acho difícil desenhar um pensamento passado em blocos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sr. John:&lt;/strong&gt; Absolutamente, você tem o hábito de falar ou escrever em palavras, mas nós estamos acostumados a pensar inteiro. No mínimo, isso é verdade para os comunicadores experientes. Embora recém-chegados poderiam dar suas mensagens em palavras (...).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: dar as mensagens &lt;em&gt;por palavras&lt;/em&gt; não passaria de impressões telepáticas, digamos, de uma sentença. Esse método&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;não parece tão eficaz, a prevalecer o dito pelos comunicadores, bem como pelas sessões &lt;em&gt;ganzfelds&lt;/em&gt; em que a projeção da &lt;em&gt;perceção visual &lt;/em&gt;é a que produz resultados significativos. Uma coisa é você projetar “eu estive num barco”, imaginando-se dentro de um barco no meio do mar, outra é transmitir, de maneira &lt;em&gt;proposicional&lt;/em&gt;, a frase “eu estou num barco”, o que é muito mais mais difícil de o percipiente &lt;em&gt;preender&lt;/em&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sr. John&lt;/strong&gt; através de Feda&lt;br /&gt;24 de novembro de 1922&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Feda nem sempre pode saber por qual método uma idéia chega à consciência dela. Por exemplo, ela diria, ‘eu escuto o nome Lily’, quando, na realidade, uma lily foi desenhada para ela, ou a idéia de uma lily foi impressa na mente dela. Ela [Feda] diz: ‘eu escuto’, porque ela própria recebeu a sugestão de realmente escutar, e falha em perceber que ela, de fato, não estava escutando aquilo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: cabem duas ponderações. Primeira, por que os comunicadores não transmitem suas informações antes de Feda incorporar? Caso alguém argumentasse que tal é impossível, não resta mais nada a concluir senão que Feda não passa de uma &lt;em&gt;personalidade secundária &lt;/em&gt;da médium. Segunda, os &lt;em&gt;controles&lt;/em&gt;, de fato, transmitem as informações mais importantes antes de Feda incorporar, sobressaindo a dificuldade apenas para questões ou detalhes inesperados, suscitados pelo assistente durante a sessão. Realmente, em outras ocasiões, já pude me deparar com comunicadores advertindo sobre a importância de “material pré-arranjado”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Etta &lt;/strong&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;23 de novembro de 1923&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.:&lt;/strong&gt; as pessoas descritas realmente estão diante de Feda e se parecem como ela as descreve, ou elas lançam &lt;i&gt;imagens-pensamento &lt;/i&gt;de si próprias para ela&lt;strong&gt;?&lt;br /&gt;Etta: &lt;/strong&gt;algumas vezes uma, algumas vezes a outra. Ela pode ver e descrever, mas em outras vezes ela somente pega a idéia. Ela não pode ver ou escutar todo o tempo - parte de uma e parte de outra. Ela vê e escuta &lt;i&gt;ou&lt;/i&gt; ela recebe &lt;i&gt;impressões&lt;/i&gt;. Algumas vezes, isso parece a ela como se realmente escutasse nossas vozes. Feda está ligada mais a nós do que você.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: interpreto do seguinte modo: o que há é uma &lt;em&gt;correpondência &lt;/em&gt;telepática. Ocasionalmente, comunicadores podem não ter “transmitido” auto-imagens, mas Feda as captou, não porque sondou a mente deles, e sim porque ela e comunicadores estão entrelaçados em um nível tão profundo que compartilham suas experiências num grau bem intenso, mesmo que estas não tenham sido intencionalmente “transmitidas”. Poder-se-ia argumentar que Feda vê os “corpos psíquicos” deles, mas aí se entraria num terreno por demais ardiloso, que não ouso me aventurar: &lt;em&gt;explicar a constituição física de tais corpos, além do dever de lhes provar a existência&lt;/em&gt;. Ademais, um estudo sobre casos de aparições (e de toda a evidência da pesquisa psíquica, por quê, não?) aponta para o &lt;em&gt;compartilhamento de experiências subjetivas, dentre elas a visionária&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Etta &lt;/strong&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;3 de outubro de 1924&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.:&lt;/strong&gt; quando você fala a Feda, ela o escuta&lt;strong&gt;?&lt;br /&gt;Etta:&lt;/strong&gt; a vibração-pensamento de minhas palavras, uma idéia das palavras. Você sabe que sobre a Terra pessoas podem &lt;i&gt;telepatizar&lt;/i&gt; a idéia de um objeto, digamos um anel, sem usar palavras. Ainda a palavra ‘anel’ é captada. Então nós usamos telepatia; conosco isso é mais do que ditar, e como regra é mais correto. Enviar palavras reais a Feda é mais difícil do que enviar idéias, mas algumas vezes Feda pega nossa telepatia como som.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: vibração-pensamento não passaria de uma projeção mental das palavras. O exemplo dado por Etta é por demais cristalino no sentido de evidenciar a liguagem simbólica da telepatia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sr. John &lt;/strong&gt;através de Feda&lt;br /&gt;17 de abril de 1925&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se eu envio o pensamento da letra ‘H’ para Feda, e ela falha em reconhecê-la eu então volto sobre uma outra forma de comunicação, projeto com todo o meu poder &lt;i&gt;a forma &lt;/i&gt;da letra ‘H’. O que nem sempre pode ser feito. Como regra, é mais fácil de dar a Feda a idéia da letra. Eu posso mostrar a Feda um desenho mental. Isso é igual a quando hipnotizadores projetam desenho mental que o paciente vê, como se fora dele, como um objeto sólido. (...). A maioria dos desenhos-mentais estão no cérebro, mas existem poucas pessoas que podem exteriorizar aquilo que usualmente está na cabeça. Não é um mito que isso pode ser feito, e o que pode ser feito sobre o seu &lt;i&gt;plano&lt;/i&gt; pode ser feito com muito mais facilidade sobre o &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: aqui fica clara a dificuldade de comunicadores transmitirem nomes próprios, datas etc. De fato, fazer &lt;em&gt;mentalmente&lt;/em&gt; a representação visual de uma estática letra (bem como captar a percepção disso) deve ser enormemente mais difícil do que se imaginar “velejando no mar”, “cantando na chuva” e toda gama de &lt;em&gt;memórias episódicas &lt;/em&gt;que guardamos de nossas experiências. Frise-se que, em contraste aos melhores médiuns autenticados, a absurda quantidade de nomes próprios e de lugares nas psicografias de Chico Xavier abrem margens a dúvidas quanto a sua idoneidade.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Etta &lt;/strong&gt;&lt;i&gt;controlando&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;5 de maio de 1925&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Feda frequentemente pega algum pensamento desimportante de um comunicador sem o desejo dele, e utiliza isso para encher e manter as coisas em movimento; pois um longo período de silêncio faria com que Feda perdesse o controle da médium. Isso explica as triviais matérias trazidas desconectadamente, às vezes.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: muito interessante. Quem já acompanhou algum relatório de sessão de &lt;em&gt;transe&lt;/em&gt; já pôde perceber essa quebra no fluxo dos assuntos dialogados.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sr. John &lt;/strong&gt;através de Feda&lt;br /&gt;7 de agosto de 1925&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.: &lt;/strong&gt;quando Feda escuta sua voz, você está usando seu organismo vocal? E, similarmente, você fala com seus lábios quando Feda somente capta suas idéias?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sr. John: &lt;/strong&gt;eu entendo seu ponto. Eu algumas vezes falo com os lábios quando Feda pensa que capta através de &lt;i&gt;impressões&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: tenho que, dentro do &lt;em&gt;paradigma da sobrevivência&lt;/em&gt;, a idéia do comunicador ter um “organismo vocal” não passaria de um construto psicológico, uma ilusão inconscientemente criada a partir de sua pretérita experiência quando “encarnado”. A experiência de possuir um “corpo fantasma”, no final, seria a forma mais extremada da experiência de sujeitos amputados, quando alegam sentir o membro que lhes falta. Assim como a experiência do “membro fantasma” é uma das mais comuns, talvez a regra seja que, se de fato sobrevivermos a morte corporal, todos nós experimentaremos a sensação de continuar com a aparência de nossos corpos, tal como se encontravam instantes antes da morte. Tal experiência seria muito mais ampla, englobando todas os modos de percepção dos sentidos, de maneira que ela retrataria corpos absurdamente semelhantes ao &lt;em&gt;real&lt;/em&gt;, embora ontologicamente &lt;em&gt;virtuais&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fenômeno da &lt;em&gt;voz direta&lt;/em&gt;: por vezes, assistentes reportam escutar, no ambiente da sessão, a voz do comunicador; na maior parte dos casos, um &lt;em&gt;ente querido, &lt;/em&gt;falecido,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;é quem supostamente se comunica. Deixo de lado, por hora, a hipótese de &lt;em&gt;ventriloquia,&lt;/em&gt; até porque muitos dos comunicadores cujas vozes foram escutadas pela assistência eram desconhecidos, em vida, da médium. A princípio, acredito ser bem difícil simular uma voz a qual nunca se ouvira. Talvez pudéssemos acrescentar que a &lt;em&gt;assistência&lt;/em&gt;, aflita pelo consolo de se constatar que o ente amado se encontra vivo, caísse na ilusão de que uma imitação fosse, de fato, uma expressão vocálica idêntica a do falecido, que a reverberava pela sala de sessão. Mas o ponto que pretendo abordar é: o fenômeno paranormal da voz direta, se existe, poderia ser evidência de que comunicadores têm lábios, aparelho fonador, e, por conseguinte, um corpo análogo ao nosso? Penso que não. A voz direta não passa de um efeito físico no qual constituintes orgânicos de um médium são manipulados e extendidos para além do corpo, por uma das &lt;em&gt;personalidades&lt;/em&gt;, e não necessariamente que o comunicador tenha lábios, que reverbere &lt;em&gt;mecanicamente&lt;/em&gt; sons, etc. Talvez seja uma forma mais sutil de ectoplasmia, uma variação de grau bem reduzido. Vejamos. Num caso extremo, como o da materialização, os próprios &lt;em&gt;controles &lt;/em&gt;dizem que tiram "recursos" da médium (inclusive da &lt;em&gt;assistência&lt;/em&gt;), logo, observo que seria bem mais simples o mesmo processo para uma mera simulação vocal. Portanto, voz direta poderia ser -&lt;em&gt;como penso que é&lt;/em&gt;- apenas um fenômeno intrigante de &lt;em&gt;psicocinesia&lt;/em&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.: &lt;/strong&gt;mas seus lábios não fazem nenhuma vibração sonora que eu possa escutar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sr. John: &lt;/strong&gt;não há particular vantagem de um método sobre o outro, i.e., transmitir a Feda com ou sem movimentos labiais (...). Muitos de nós têm o hábito de usar esse método, ou tentá-lo usar, porque nós o fizemos tanto em nossa primeira sessão, quando tentávamos nos fazer reconhecidos por você. Pouquíssimas identificações podem ser feitas quando Feda é capaz de escutar o tom de voz, com expressões faciais, movimentos labiais, etc. Então, de início, nós tentamos falar do modo que estamos acostumados, de forma que poucos pontos de identificação puderam ser dados. Se Feda somente pegar coisas &lt;i&gt;impressionalmente&lt;/i&gt; ela pode perder pouquíssimos pontos que ajudam a convencer você.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C.D.T.: &lt;/strong&gt;quando eu escuto suas observações dadas através de fracos sussurros então Feda imediatamente repete as palavras com a voz da médium, é por que o cérebro da médium automaticamente repete o que é pego de você? Feda pega a sua voz, ou pensamentos, do cérebro da médium, e também pega diretamente de você?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feda: &lt;/strong&gt;Feda frequentemente capta uma sentença e a diz, de maneira que os &lt;em&gt;comunicadores &lt;/em&gt;podem ter a chance de corrigi-la [a sentença], e assim não perdê-la antes de repeti-la a você. Feda pensa que o cérebro da médium pode pegar qualquer pensamento forte ou importuno do assistente, mas que tornaria o cérebro difícil para Feda atuar. Feda pensa que o cérebro da médium, nesta condição, não está ativo o suficiente para captar pensamentos de seu pai: que pensa que isso tudo depende de Feda lançar pensamentos sobre o cérebro da médium. (...) Um pensamento apropriado pode aparecer inesperadamente no cérebro da médium.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;observação: o curioso aqui é a admissão que a médium pode captar pensamentos na mente do assistente. Mas se tal estivesse acontecendo, Feda não conseguiria pegar as informações dos comunicadores. A idéia que tenho é que tudo isso, ao mesmo tempo, acontece dentro de uma sessão: as informações ditas pelo &lt;em&gt;controle &lt;/em&gt;Feda poderiam ser compostas de uma mistura de fontes, desde a mente dos assistentes até a dos falecidos comunicadores, inclusive de origens remotas captadas clarividentemente. Seja como for, penso que haveria a necessidade de uma correpondência, afinidade, que ligasse, entrelaçasse o médium a tais fontes (essa correspondência poderia ser estabelecida por vínculos sentimentais e intenções ou interesses em comum).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-7619346951456537878?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/7619346951456537878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=7619346951456537878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7619346951456537878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/7619346951456537878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/04/o-modus-operandi-da-comunicacao-por.html' title='O modus operandi da comunicação por transe – parte 1 de 5'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-2762719055111172330</id><published>2009-04-22T02:14:00.002-03:00</published><updated>2009-04-26T22:57:27.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Consciência'/><title type='text'>A fragmentação do ego: exemplos de casos de dissociação da personalidade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A seguir estão alguns dos casos mais interessantes da pesquisa psíquica e da psiquiatria sobre &lt;em&gt;dissociação da personalidade&lt;/em&gt;, sendo que algumas das personalidades "&lt;em&gt;extras&lt;/em&gt;" alegaram ser espíritos de pessoas que um dia viveram, além de tantas outras referências a fenômenos psíquicos anômalos. Cada &lt;em&gt;estudo&lt;/em&gt; abaixo merece aprofundado exame, antes de qualquer conclusão. A lista tem apenas 18 casos, dos mais representativos e surpreendentes, e com o tempo irei atualizando-a. A meta é estimular mais &lt;em&gt;entusiastas &lt;/em&gt;sobre o tema. É importante frisar ainda que o estudo sobre &lt;em&gt;dissociação&lt;/em&gt; é fundamental para se entender a fenomenologia mediúnica, principalmente a respeito das alegações de que mentes desencarnadas podem se comunicar através do organismo do médium. Por último, &lt;em&gt;dissociação &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;mediunidade&lt;/em&gt;, no final das contas, podem ser fenômenos que estão na mesma linha de desdobramento causal - &lt;em&gt;diferindo apenas em grau&lt;/em&gt;-, ou ainda se mostrarem distintos de um ponto de vista etiológico, mas em ambos os casos talvez não sejam mutuamente exclusivos. Seja como for, o estudo da fragmentação da personalidade, culminando com a ruptura do ego, a exemplo dos episódios abaixo, é curial para a questão da sobrevivência após a morte e para se desvendar a natureza da &lt;em&gt;personalidade&lt;/em&gt; do homem. Havendo sugestões, claro, agradeço a contribuição de novos casos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" border="1"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;#&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;nome do caso&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;resumo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;pesquisado ou tratado por&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;ano de publicação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;1&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2008/07/possesso-ou-distrbio-dissociativo-o.html"&gt;Lurancy Vennum&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Episódio que sugere a possessão da menina Lurancy Vennum pela personalidade de uma jovem falecida, Mary Roff. O caso começa indicando o hoje conhecido distúrbio dissociativo de identidade, entretanto, no final, quem assumiu o comando foi &lt;em&gt;alguém&lt;/em&gt; que realmente existiu. A exteriorização da personalidade intrusa é tão forte que os pais de Lurancy permitem que a filha vá morar na casa dos pais de Mary Roff. Esta parecia ter o domínio completo sobre como "infestar" o corpo de &lt;em&gt;outrem&lt;/em&gt;. Numa reunião, ela abandonou o corpo de Lurancy, que ficou como se morto, enquanto dominava o organismo de um Sr., interessado nos fenômenos, e que estava presente na ocasião. Além disso, diversos incidentes clarividentes, premonitórios, amplitude de sentidos, sugestão de comunicação de outros falecidos etc. são reportados.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. E. W Stevens&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1878&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;2&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ansel_Bourne"&gt;Ansel Bourne&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Ansel Bourne desapareceu de casa em Providence, R. I., e foi dado como desaparecido ou vítima de uma morte desconhecida; mas ele repentinamente acordou para sua condição normal oito semanas após, em Norristown, Pa., sem memória desse período. O professor James e o Dr. Richard Hodgson hipnotizaram-no e localizaram os eventos de tal intervalo, que o sujeito disse sob &lt;em&gt;hipnose&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;prof. William James e Richard Hodgson&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1887&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;3&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bms.brown.edu/HistoryofPsychiatry/felida.html"&gt;Félida X&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Jovem &lt;i&gt;histérica&lt;/i&gt; e triste, constantemente preocupada com seus males, órfã de pai quando bebê, teve que trabalhar duro ainda criança como costureira. Caía em sono profundo, de 2 a 3 minutos, ao cabo do qual acordava transformada numa menina feliz, alegre, saudável e agitada. A &lt;i&gt;personalidade alternante&lt;/i&gt; deu seus primeiros sinais quando Félida tinha 14 anos de idade. Situações absurdas aconteciam, como quando se entregou ao seu noivo no &lt;i&gt;estado alterado &lt;/i&gt;(“Félida 2”), não compreendo depois estar grávida. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Azam&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1887&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;4&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.survivalafterdeath.org.uk/mediums/smith.htm"&gt;Hélène Smith&lt;/a&gt;(nome real: Catherine Elise Muller)&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;A estória de Catherine é marcada por diversos fenômenos paranormais, incluindo a psicocinese, além de personalidades secundárias que se diziam espíritos de mortos renomados, como Victor Hugo, e Leopoldo, personalidade &lt;i&gt;controle &lt;/i&gt;que falava ter sido Cagliostro. No mais, assim como a Sra. Smead, alegou comunicar-se com marcianos, chegando a inventar, com muita criatividade, uma linguagem escrita para comunicação.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Theodore Flournoy&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1891-92&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;5&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.answers.com/topic/mrs-smead"&gt;Sra. Smead&lt;/a&gt;(nome real: Sra. Willis M. Cleveland)&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Apos professar comunicar-se com seus falecidos filho e irmão através da &lt;i&gt;prancheta&lt;/i&gt;, Sra. Willis forneceu várias comunicações de supostos marcianos. Sustentou lá haver civilização, desenhou esboços engenhosos sobre aparelhos, como um relógio automático e um avião, tudo, provavelmente, influenciada pelo artigo de Percival Lowell, publicado no &lt;i&gt;Atlantic Monthly&lt;/i&gt;, que fazia referência aos canais de Marte. Depois de alguns anos, uma personalidade chamada “Harrison Clark” assumiu o controle.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Prof. James Hyslop&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1895&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;6&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.bookrags.com/wiki/Christine_Beauchamp"&gt;Srta. Beauchamp&lt;/a&gt; (nome real: &lt;em&gt;Clara Norton Fowler&lt;/em&gt;)&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p align="left"&gt;A srta. Beauchamp foi pesquisada por Morton Prince, na cidade de Boston. Prince atribuiu números às diferentes personalidades de Beauchamp: Beauchamp I: reservada, conscienciosa, veraz, altiva. Apresentava sintomas histéricos; Beauchamp II: quando hipnotizada, BI transformava-se em BII. Tinha os mesmos gostos e desejos de BI, menos sua reserva. Não respeitava artificialismos ou convenções. BII conhecia BI; Beauchamp III: autodenominava-se "Sally". Conhecia BI e BII. Referia-se a BI como uma pessoa estúpida. Sally gaguejava, era jovial e despreocupada e bastante maliciosa. Beauchamp IV: apareceu após um ano de tratamento. Não conhecia o Dr. Prince, nem as outras personalidades. Tinha apenas um conhecimento indireto de BI. Era mais corajosa e menos doentia que BI.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Morton Henry Prince&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1905&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;7&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/existem_espiritos/o_caso_thompson_gifford.html"&gt;Frederic L. Thompson&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Um medíocre pintor ocasional e joalheiro chamado Frederic Thompson, nascido em Massachusetts em 1868, repentinamente, sentindo certa &lt;i&gt;influência&lt;/i&gt;, dizia, passou a pintar e desenhar irresistivelmente, atribuindo tal compulsão a um &lt;i&gt;alter ego &lt;/i&gt;chamado Robert Swain Gifford, célebre paisagista que encontrara por duas ocasiões. Alguns peritos em arte notaram espontaneamente a semelhança com os trabalhos de Gifford. O professor Hyslop observou que alguns desenhos não publicados e inacabados desse artista em vida eram iguais aos feitos pela personalidade Gifford manifestada em Thompson. Alguns desses desenhos estavam somente na posse da viúva de Gifford. O caso tem uma grande conotação espírita.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Prof. James Hyslop &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1905&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;8&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://boundless.uoregon.edu/diss/image/47.pdf"&gt;Charles P. Brewin&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;no: &lt;a href="http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?_r=1&amp;amp;res=980DE6D8133EE033A25757C0A9619C946697D6CF"&gt;&lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Charles Brewin, um alfaiate mercante, desapareceu de sua casa em Burlington, N. J. Entre a Cidade de Nova Iorque e Plainfield, N. J., ele perdeu quatro anos num &lt;em&gt;estado secundário&lt;/em&gt;, que não foi descoberto por seus amigos, ignorantes da própria identidade dele; mas no fim ele acordou de seu sono de “&lt;em&gt;Rip Van Winkle” &lt;/em&gt;sem saber nada do que lhe acontecera, voltando depois para sua família.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Buchanan e prof. James Hyslop&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1907&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;9&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Patience_Worth"&gt;Pearl Lenore Curran&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Patience Worth&lt;/em&gt; foi alegadamente uma entidade espiritual contactada por Pearl Lenore Curran (1883 –1937). Esta relação simbiôntica produziu vários romances, poesias e prosas, muitos em inglês arcaico. Os textos eram elaborados numa velocidade alucinante, de maneira impecável, sem correções, atuação digna dos melhores escritores e literatos. Pearl Curran atribuiu a autoria ao espírito, &lt;em&gt;Patince Worth&lt;/em&gt;. O caso talvez seja melhor explicado pela &lt;em&gt;repressão &lt;/em&gt;de altos dotes literatos de Pearl quando criança.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Walter Franklin Prince&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1913&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;10&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://parapsi.blogspot.com/2008/06/seqelas-da-pesquisa-psquica.html"&gt;Doris Fisher&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Três personalidades emergiram na vida de Doris, algumas sendo produtos de traumas na vida da criança. Uma delas se manifestou no &lt;i&gt;transe&lt;/i&gt; da médium Chenoweth, que desconhecia a situação e a menina. O caso traz forte conotação espírita, assemelhando-se bem à possessão.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Walter Franklin Prince e James Hyslop&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1923&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;11&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/existem_espiritos/o_caso_iris"&gt;Iris Farczády&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Em 1933, uma garota húngara de 16 anos, de boa criação, que sempre havia se interessado extensivamente pela mediunidade, subitamente passou por uma mudança drástica de personalidade, alegando que ela era Lúcia renascida, uma trabalhadora espanhola de 41 anos que havia morrido no início daquele ano. Transformada em “Lúcia”, Íris falou a partir de então em Espanhol fluente, uma língua que aparentemente ela nunca tinha estudado e nem tivera a oportunidade de aprender, e não podia entender nenhuma outra língua. Lúcia tem estado no controle desde então, e agora com a idade de 86 anos, considera que Íris foi uma pessoa diferente, a qual cessou sua existência em 1933.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Hubert Larcher&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1933&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;12&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/13797234/Ian-Stevenson-Vinte-Casos-Sugestivos-de-Reencarnacao-Segunda-Edicao"&gt;Jasbir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(pág. 39)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Na primavera de 1954, o menino Jasbir, de 3 anos e meio de idade, supostamente morreu de varíola. Poucas horas depois, seu corpo demonstrou sinais de vida, e após alguns dias, recuperou-se por completo. Entretanto, passaram-se várias semanas, até que o menino voltasse a falar. O seu comportamento era estranho. Dizia que era brâmane e filho de Shankar Lal tância, de Rasulpur, onde agora morava. Durante 18 meses, foi alimentado com pratos preparados por uma mulher brâmane. Certo dia, um professor de Vehedi visitou Rasulpur. Jasbir reconheceu-o instantaneamente, falando-lhe de Vehedi e da pretensa casa de seu pai, o que surpreendeu a todos. Muitas outras afirmações foram confirmadas.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Ian Stevenson&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1954&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;13&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Three_Faces_of_Eve"&gt;Eve White&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(nome real: Chris Costner Sizemore)&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Eve White era uma esposa e mãe amorosa, que passou pela experiência de compartilhar seu corpo com a personalidade voluptuosa e irresponsável Eve Black. Mais tarde, durante a terapia, mais uma personalidade adulta se desenvolveu, conhecida como "Jane", que parecia ser capaz de manter as outras personalidades na “linha”. No primeiro relatório, o caso terminou com a integração bem sucedida das personalidades com o domínio final de Jane. Todavia, anos mais tarde, Chris disse que Jane foi uma personalidade transitória, e após sua desintegração, outras personalidades “coloridas” também apareceram. Ela chegou a tentar o suicídio. Existem algumas menções a fenômenos premonitórios, especificamente sobre situações referentes à sua filha e ao marido.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Curtis Luther&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1957&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;14&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.survivalafterdeath.org.uk/articles/rogo/personal.htm"&gt;Uttara Haddur&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Uttara, uma indiana de Nagpur, aos 32 anos, mudou drasticamente de comportamento, passando a se chamar Sharada, além de falar bengali, um idioma que teve apenas poucas lições quando uma escolar. Desde 1974 dividiam o mesmo corpo, cada uma sem consciência da outra. Sharada assumia o comando em intervalos variáveis, variando entre um dia a um mês e meio. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Ian Stevenson e Dra. Satwant Pasrisha&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1974&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;15&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://news.google.com/newspapers?nid=950&amp;amp;dat=19770630&amp;amp;id=1eULAAAAIBAJ&amp;amp;sjid=uFgDAAAAIBAJ&amp;amp;pg=6624,3177442"&gt;Henry Hawksworth&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;A desordem do Sr. Hawksworth resultou do sádico abuso psicológico que recebia de seu pai. Desde então os principais companheiros da criança eram amigos imaginários, que ela eventualmente os incorporou na estrutura de seu &lt;em&gt;ego&lt;/em&gt; em desenvolvimento. Mais tarde, esses "amigos" emergiram com máxima força como &lt;i&gt;personalidades secundárias&lt;/i&gt;. Um deles (que se chamava "Johnny") era claramente psicopático, e empregava comportamento sanguinário, mesmo quando Henry ainda era uma criança. Sua outra personalidade chamava-se "Peter", que cronicamente se via como criança. Essa personalidade adorava balões coloridos, poesia, e pode ter sido genuinamente psíquica. Mais tarde, e depois de vários encontros com a polícia, o paciente foi tratado pelo Dr. Ralph Allison, que com sucesso integrou estas personalidades. O Dr. Allison acreditava que o paciente era genuinamente psíquico.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dr. Ralph Allison&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1977&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;16&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Billy_Milligan"&gt;Billy Milligan&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Nascido e criado em Ohio, Billy alegava ser vítima de depravados abusos físico e sexual do seu pai. O que resultou foi a formação de 10 personalidades principais e 13 identidades adicionais. O caso recebeu atenção pública em 1977 quando a &lt;em&gt;Universidade do Estado de Ohio, &lt;/em&gt;em Columbus, foi aterrorizada pelo estuprador no campus. Este estuprador voltava a ser Billy, enquanto controlado por uma personalidade que se auto-percebia como lésbica. Billy foi condenado e preso, mas, em dezembro de 1979, foi transferido para o &lt;i&gt;Hospital do Estado de Lima &lt;/i&gt;(em Lima, Ohio) para se submeter a tratamento de desordem. Existem algumas sugestões de telepatia e xenoglossia, embora a evidência pareça fraca.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Drs. David Caul e Harding&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1977&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;17&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.scientificexploration.org/journal/jse_03_1_stevenson.pdf"&gt;Sumitra Singh&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Dois ou três meses após um parto, começou a falar estranho, alegando ser Shiva, uma mulher que morava em Dibiyapur, mãe de dois filhos e assassinada pelo marido. A troca de personalidade foi permanente. Sumitra forneceu detalhes suficientes para identificação de Shiva, que havia sido violentamente assassinada e morava numa vila cerca de 100km de distância da residência de Sumitra. Esta reconheceu 23 pessoas (pessoalmente e por fotografias) do círculo de convívio de Shiva.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Dra. Satwant Pasrisha&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1982&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="20"&gt;&lt;p align="center"&gt;18&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="146"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Truddi_Chase"&gt;Truddi Chase&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="425"&gt;&lt;p&gt;Vítima de abuso sexual, inclusive estupro, por seu padastro, sua terapia foi realizada pelo Dr. Robert Phillips Jr., que trabalhou em descobrir suas personalidades (92 delas) e as convencer a cooperarem juntas. O livro da Sra. Chase consiste nas notas que tomou durante o curso de sua terapia, e suas reações diante das lembranças dos molestamentos sexuais. Várias referências são feitas tanto de percepção extra-sensorial quanto de possível psicocinese espontânea ao longo do livro. Alguns desses episódios foram testemunhados pelo Dr. Phillips, que contribui com um prefácio e epílogo na autobiografia.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="126"&gt;&lt;p align="center"&gt;Robert A. Phillips&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="77"&gt;&lt;p align="center"&gt;1987&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-2762719055111172330?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/2762719055111172330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=2762719055111172330' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2762719055111172330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2762719055111172330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/04/fragmentacao-do-ego-exemplos-de-casos.html' title='A fragmentação do ego: exemplos de casos de dissociação da personalidade'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-2716335460956338933</id><published>2009-04-19T03:17:00.009-03:00</published><updated>2009-04-20T12:11:37.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate psi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate da sobrevivência à morte corporal'/><title type='text'>Percepção extra-sensorial e o modelo da transmissão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com esta postagem, pretendo, em apertada síntese, demonstrar o quão indefensável é a hipótese da percepção extra-sensorial ser explicada por algum modelo transmissivo, isto é, ser ela mediada por alguma forma de energia. As considerações são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª- transmissão implica que a informação, conduzida por alguma forma de energia, vai de A até B. Adite-se que, em razão da teoria da relatividade especial, a energia condutora não poderia percorrer acima da &lt;em&gt;velocidade da luz&lt;/em&gt;. Todavia, a evidência sugere que psi não está adstrita aos limites de espaço-tempo, ou seja, o percipiente pode &lt;em&gt;reagir &lt;/em&gt;(ou mesmo se tornar cônscio) &lt;em&gt;instantaneamente &lt;/em&gt;sobre algo experimentado por outrem, remotamente localizado (às vezes a percepção ocorre até mesmo antes da informação existir, como nas experiências precognitivas). Assim, insistir em "transmissão", a meu sentir, seria contestar esse postulado da Física, &lt;em&gt;diga-se&lt;/em&gt;, muito bem assentado em nosso banco do conhecimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª- não bastasse à primeira ponderação, ainda existe o problema da &lt;em&gt;linguagem&lt;/em&gt;. Como alguém conseguiria interpretar o "código telepático"&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos a seguinte &lt;em&gt;experiência aparicional&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em setembro de 1857, o capitão Wheatcroft foi à Índia juntar-se a seu regimento, deixando sua esposa em Cambridge, Inglaterra. Na madrugada do dia 15 de novembro ela sonhou que viu seu marido ansioso. Acordou imediatamente com a mente bastante aturdida. Sob os reflexos da luz da lua, abriu seus olhos e viu o marido em pé atrás de sua cama. Ele estava vestido de uniforme e sua mão pressionava o peito. Tinha o cabelo despenteado e a face pálida. Seus olhos miravam fixamente sua esposa e tinha a língua contraída. Parecia estar sofrendo e fazia um esforço para falar, embora não tenha emitido qualquer som. Na manhã seguinte, a Sra. Wheatcroft contou a experiência a sua mãe e expressou que acreditava que seu marido estava morto ou corria perigo. Semanas depois ela recebeu notícias que seu marido havia morrido em Lucknow na tarde do dia 14 de novembro, 18 horas antes de ela ter visto a aparição (Hornell Hart. Six Theories about Apparitions, 1956).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta o modelo transmissivo, e deixando de lado a primeira objeção -&lt;em&gt;a qual reputo insuperável&lt;/em&gt;-, poderíamos até compreender que a mente (ou cérebro) da esposa, igual a um rádio captando ondas eletromagnéticas, teria apreendido as "ondas mentais" do finado marido, seja quando ainda moribundo ou já "desencarnado". Aliás, a analogia do "rádio mental" facilita enormemente a idéia de que a telepatia requer a transmissão de energia. Mas, voltando ao ponto, de que modo o &lt;em&gt;receptor&lt;/em&gt; poderia decifrar a linguagem do sinal telepático&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Como &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;quando&lt;/em&gt;, no curso da evolução, desenvolvemos essa habilidade, inclusive sem nos tornamos conscientes dela&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; Michael Levin põe a questão da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Se informações telepáticas são transmitidas pela modulação de alguma energia (como um modelo básico de "rádio mental"), então se tem que mostrar como uma pessoa aprende os significados dos diferentes sinais (isto é, o código para diferentes conceitos). Já que uma modulação em particular de alguma onda de energia não sustenta qualquer conexão para algum conceito mental (é um código "arbitrário", em contraste aos idiomas pictográficos), tem-se que aprender (por exemplo, por tentativa e erro, ou por uma meta-linguagem) a cartografia dos símbolos para os conceitos. O mesmo é verdade inclusive para a visão. Como Beloff assinala, este problema é resolvido pela modalidade de som (por exemplo) na infância, quando uma criança, por instrução, associa várias modulações particulares de ondas de som com outros estímulos e conceitos já aprendidos. A pergunta é se a telepatia propaga-se como as informações transmitidas em alguma energia física, de que maneira uma pessoa conhece o que os vários aspectos do sinal representam? Este problema é mais agudo quando informações sugeridas e não-sentimentais são transferidas, pois sendo assim, as representações universais, inatas e padrões de conexão física podem ser descartados (International Journal of Parapsychology, 11 (2), 123-141, 2000).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Apesar de podermos achar uma resposta a essa dificuldade, nem de longe ouso persistir em alguma solução para justificar tal capacidade de "traduzir" códigos telepáticos. Mas, &lt;em&gt;apenas argumentando&lt;/em&gt;, poderíamos sugerir que já viemos equipados, desde o nascimento, com tal faculdade, o que dispensaria a necessidade de algum &lt;em&gt;aprendizado&lt;/em&gt;. Mas isso não se apresenta tampouco idôneo, porque uma língua cresce &lt;em&gt;continuamente&lt;/em&gt;, logo, eventual habilidade em decodificar mensagens telepáticas, fosse inata, seria sempre parcial e imutável. O único modo de atualizar nosso "dicionário telepático" seria através do &lt;em&gt;aprendizado&lt;/em&gt;, mas aí voltaríamos ao enigma: como faríamos isso&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3ª- Viesse a ser verdade que a percepção extra-sensorial é explicada em termos de transmissão (seja de informação proposicional, como nomes de pessoas e lugares, datas etc.; experiências sensoriais - visões de locais, aparições, sons e cheiros paranormais etc.; ou sentimentos) teríamos antes que esclarecer &lt;em&gt;o que o cérebro tem de especial para ser o único objeto físico a oferecer barreira ao "sinal telepático&lt;/em&gt;"&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; Isso porque, a despeito de obstáculos físicos, como grandes distâncias, câmaras de privação sensória, &lt;em&gt;gaiolas de faraday&lt;/em&gt;, paredes de concreto, seja o que mais for material não impede o &lt;em&gt;percipiente&lt;/em&gt; de ter cognição paranormal. Poderíamos, no entanto, mencionar que, assim como o sinal eletromagnético, após ultrapassar densas barreiras físicas, esbarra num rádio que apreende e decodifica-o, nossos cérebros seriam, por excelência, as estruturas que a natureza dispôs para criar e capturar os "sinais telepáticos". Mas como nossos cérebros fariam isso&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; É mais uma dificuldade que se impõe ao &lt;em&gt;paradigma da transmissão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4ª- Nenhum modelo transmissivo consegue acomodar, de um jeito inteligivelmente razoável, o fenômeno da clarividência. Senão vejamos. &lt;strong&gt;Em primeiro lugar&lt;/strong&gt;, viessem objetos físicos emanar campos de energia ao longo do espaço, energia essa que carregaria informações das mais detalhadas sobre suas fontes materiais, cada objeto também seria, da mesma forma que o cérebro, criador de um "sinal extra-sensório", o que retiraria (ou enfraqueceria) a idéia de o cérebro é, por natureza, uma estrutura &lt;em&gt;especial &lt;/em&gt;para impor barreira, isto é, captar "sinas telepáticos" (ou seja, extra-sensórios). Em resumo, &lt;em&gt;o cérebro seria tão hábil a criar (e por lógica, captar) um sinal extra-sensório tanto quanto uma couve-flor, por mais risível que pareça&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Em segundo lugar&lt;/strong&gt;, elucubrar que objetos emitem campos energéticos &lt;em&gt;descritivos&lt;/em&gt; já é algo bem extravagante. Por outro lado, poder-se-ia justificar a clarividência, em termos de teoria da transmissão, de uma maneira em que o "sinal extra-sensório" fosse emitido pelo cérebro e, ao alcançar um objeto ou lugar, apreenderia as informações lá contidas (como posições, cores, tamanhos, formas etc.). Após, o dito sinal retornaria ao cérebro de origem, com os dados. Poderia se acrescentar que, metaforicamente, nossos cérebros seriam como &lt;em&gt;sonares&lt;/em&gt;, reverberando ondas espacialmente e recebendo de volta os sinais. Ocasionalmente, quando a informação fosse pessoalmente relevante, por algum mecanismo psicológico, torna-se-íamos cônscios a fim de proceder alguma resposta. Mas três questões de alta indagação surgiriam: uma, o quanto nossos cérebros consumiriam de energia para ficar "atirando" sinais extra-sensórios para todos os lados&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;; duas, como os sinais "saberiam" para onde voltar&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt;; três, de que modo eles se "carregariam" das informações remotas&lt;strong&gt;?&lt;/strong&gt; Diga-se ainda que, se sinais extra-sensórios são capazes de se carregarem de informações ambientais, é porque barreiras físicas lhes impõem resistência, à medida que há interação (pois algo material modificou o sinal). Todavia, mais uma vez aqui o cérebro perde, nem que seja em algum grau, aquele caráter &lt;em&gt;especial, &lt;/em&gt;a&lt;em&gt; exclusividade &lt;/em&gt;de manipular sinais extra-sensórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, quero deixar claro que a hipótese de psi mediada por alguma forma de energia é gênero. Dela se desdobram vertentes, as quais ou colocam a ênfase no &lt;em&gt;emissor&lt;/em&gt; ou no &lt;em&gt;percipiente&lt;/em&gt; da experiência anômala. Seja como for, todos os corolários também estão fadados ao fracasso. Relevantemente aqui, poderia se destacar a ideação de que telepatia seria "&lt;em&gt;leitura de pensamento&lt;/em&gt;" (ênfase num percipiente ativo). Por essa teoria, muitos casos fortes de mediunidade seriam elucidados por uma faculdade do médium em selecionar, na mente (ou cérebro) de pessoas vivas, informações que posteriormente seriam peças de uma dramática representação sobre algum morto se comunicando. Essa seleção poderia, dizem alguns, ser tão profunda, que conteúdos inconscientes, nem mais acessíveis por quem passou pela experiência, poderiam ainda assim ser sondados telepaticamente por um médium. E mais: o médium seria capaz de pegar fragmentos isolados na mente de várias pessoas, e depois fazer algo como "recorta e cola" para construir seu drama. Independente de isso soar absurdo, o que poderia depender de julgamento subjetivo, além de não estar claro como esse mecanismo de seleção poderia funcionar, a capacidade de devassar o banco de memórias alheio é "descendente" dos mais diretos da teoria da transmissão, logo, sujeito às mesmas críticas e à mesma improbabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-2716335460956338933?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/2716335460956338933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=2716335460956338933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2716335460956338933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/2716335460956338933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/04/percepcao-extra-sensorial-e-o-modelo-da.html' title='Percepção extra-sensorial e o modelo da transmissão'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-3659457942043427691</id><published>2009-04-13T01:55:00.010-03:00</published><updated>2009-04-19T12:42:38.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Consciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate da sobrevivência à morte corporal'/><title type='text'>Correlação mente-cérebro: a analogia do prisma de Frederic Myers</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;As contribuições de Myers para a Psicologia foram incidentais à sua pesquisa sobre a imortalidade humana, disse William James (JSPR, vol. 17, p. 13-23). De fato, para Myers, a questão fundamental dentro da Psicologia era se a mente (ou consciência) &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;seria de tal natureza que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;concebivelmente &lt;/i&gt;poderíamos considerar sua sobrevivência à destruição do corpo &lt;/b&gt;(Cook, Emily Williams, 1994). A consciência seria um produto ou um princípio da natureza&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;?&lt;/b&gt; Seria causada ou causal&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;?&lt;/b&gt; Cook diz que a história da ciência parece mostrar que a ciência moderna segue na direção em rejeitar a concepção de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;causalidade mental&lt;/i&gt;. Essa assunção encabeça definitivamente a psicologia contemporânea. Mas haveria razão para essa predileção?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Cook segue declarando que o pesquisador moderno olha para lesões ou outras alterações no cérebro e no sistema nervoso e descreve os efeitos sobre o funcionamento mental, ou seja, observações clínicas das mudanças psicológicas provocadas por danos neurológicos. Ocorre que pesquisas assim são projetadas para simplesmente confirmar a assunção que a mente é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;inteiramente &lt;/i&gt;dependente do cérebro. Todavia, isso, nem de longe, toca no coração do problema, uma vez que &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;correlação não implica causação&lt;/b&gt;. Cook ressalta ainda que muitos psicólogos, embora façam discursos sobre o papel central dos processos mentais, na realidade, são materialistas. Ela cita Ulric Neisser, Susan Blackmore e Roger Sperry. Embora assumam que a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;consciência &lt;/i&gt;seja um agente ativo, causal, na natureza, afirmam que ela é uma propriedade emergente, dependente, por completo, da fisiologia cerebral. Ela prossegue: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;poucos cientistas e filósofos parecem cientes que descrições ainda mais detalhadas da correlação entre estados mentais e físicos não acrescentam nada ao real progresso em resolver o problema básico&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Myers, a fim de deixar claro sua posição, diga-se, alinhada inteiramente a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;teoria da transmissão&lt;/i&gt; de James, sustentava que aquela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;parte de nossa vida mental, &lt;/i&gt;que ordinariamente estamos cientes, corresponde somente a um pequeno segmento, visível a olhos nus, do espectro eletromagnético filtrado num &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;prisma&lt;/i&gt;, objeto que metaforicamente corresponderia ao cérebro (ou ao sistema nervoso como um todo). Entretanto, exatamente como o espectro eletromagnético se estende bem além daquela porção visível, a consciência poderia ir muito além da pequena porção que normalmente estamos cientes. A porção visível – tanto do espectro eletromagnético, como da consciência – não seria superior nem inferior ao resto, mas simplesmente a porção que, em termos evolucionários, melhor atendeu as necessidades do organismo em seu ambiente imediato. Além disso, a porção &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;supraliminar&lt;/i&gt; não é fixa, mas está em constantes mudanças, expandindo, contraindo-se, não somente durante a vida de um indivíduo, mas também no curso da evolução.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Cook informa que Myers desenvolveu sua teoria a partir do modelo de sistema nervoso de &lt;strong&gt;Hughlings Jackson&lt;/strong&gt; (1884), o qual descrevia esse sistema como uma hierarquia em três níveis. O primeiro, composto dos processos bioquímicos mais básicos e mais remotos, o segundo correspondente aos processos de nível-médio sensórios-motores. O terceiro, mais recente, seria formado por centros cerebrais associados aos mais altos processos mentais. Tal modelo hierárquico, em constante estado de mudança em resposta às demandas ambientais do organismo, tornou-se a concepção de Myers sobre a consciência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Myers sugere que o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;invisível segmento infravermelho &lt;/b&gt;valeria para o espectro mental como os processos, informações e comportamentos mais primitivos, que uma vez foram &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;conscientes &lt;/i&gt;(tanto a nível individual como evolucionário), mas que agora são &lt;em&gt;inconscientes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;automáticos&lt;/em&gt;. Respondendo pela pequena &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;parte visível do espectro eletromagnético &lt;/b&gt;estariam nossa consciência, pensamentos e comportamentos habituais. E, finalmente, o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;invisível segmento ultravioleta &lt;/b&gt;seria para o espectro mental como aquelas capacidades que permanecem para a maioria de nós em &lt;em&gt;estado de latência&lt;/em&gt;, porque elas nunca foram extraídas ou ativadas por processos evolucionariamente adaptativos. Nessa região emergem os mais altos processos mentais, incluindo os paranormais que ocasionalmente se reportam.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A evolução da consciência envolve uma mudança gradual daquele segmento visível (ou supraliminar) do espectro mental em direção à “região ultravioleta”, à medida que mais e mais processos psicológicos são dominados e se tornam automáticos, e assim relegados à “região infravermelha”, enquanto, cada vez mais, novas capacidades latentes são drenadas da “região ultravioleta” para o segmento visível. A evolução da consciência é, dessa forma, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;um processo geral de conquistar um completo controle sobre faculdades inatas, embora latentes&lt;/b&gt;.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nesse momento, Cook pergunta: o que isso tem a ver com a questão da sobrevivência&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em geral, a noção de Myers sobre a mente é que o cérebro, no lugar de produzi-la, &lt;em&gt;filtra&lt;/em&gt;, modulando-a conforme as exigências ambientais. Assim, Myers ofereceu duas linhas de argumentos para suportar a idéia que a mente pode sobreviver à morte do corpo, diz Cook. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A&lt;em&gt; primeira&lt;/em&gt; repousa nos estudos sobre fenômenos inconscientes em que processos psicofísicos normais são alterados, como casos de estigmatas, erupções hipnóticas na pele, ou outros efeitos fisiológicos provenientes de mudanças de estados mentais. Para Myers, essas alterações físicas são tão inexplicáveis quanto os efeitos da volição normal, como a de erguer uma caneta. Isso porque essas modificações, como as erupções hipnóticas, são tão incomuns e não estão sob nosso controle consciente, que elas nos fazem confrontar mais diretamente com a nossa ignorância sobre a relação entre processos mentais e físicos. Cook diz que ainda mais desafiador são os fenômenos nos quais a mudança de estado mental, como a volição de alguém, acarreta uma alteração num outro sistema físico, que não o próprio corpo, a exemplo da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;psicocinese &lt;/i&gt;e das &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;impressões maternais&lt;/i&gt;, em que uma mulher grávida parece transmitir uma marca ou defeito de nascimento para o corpo de seu filho. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na visão de Myers, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;tais estudos sobre volição, especialmente aqueles efeitos volitivos que ocorrem a despeito de barreiras físicas, são importantes, porque fornecem evidências para a eficácia causal da mente, sugerindo que a consciência é uma característica fundamental da natureza, e que não pode ser inteiramente dependente da matéria&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A &lt;em&gt;segunda&lt;/em&gt; linha resume-se à inferência de que os processos evolutivos têm primariamente promovido a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;expansão das capacidades de percepção dos organismos vivos, os quais têm se tornado progressivamente mais cientes a respeito das nuances do ambiente ao seu redor, mas que são despercebidas, insuspeitas, para organismos inferiores&lt;/b&gt;. O fato de a consciência ser maior em extensão e em habilidade do que ordinariamente idealizamos, sugeriu a Myers que essas capacidades operam num ambiente mais amplo do que presentemente percebemos. A existência de capacidades latentes, para citar o crescimento da memória, a telepatia e o controle mental sobre sistemas físicos, sugeriu-lhe que essas capacidades podem se tornar bem mais ativas e operacionais, seja no curso da evolução ou removendo o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;mecanismo do filtro &lt;/i&gt;que é o cérebro, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;permitindo a consciência continuar a se expandir e se tornar ciente do mais amplo ambiente que lhe cerca, apesar de indetectável as nossas limitadas capacidades perceptuais&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por fim, Cook ressalta que, para Myers, assim como as ciências físicas têm desenvolvido métodos e meios para estender sua observações sobre o mundo físico bem além do alcance de nossos sentidos, a tarefa dos psicólogos é a desenvolver métodos para revelar aquelas capacidades latentes e delicadas que normalmente &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;não &lt;/b&gt;estamos cientes, e que são obliteradas, inibidas, pela percepção normal e preocupações do cotidiano.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Referências&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;Cook, Emily Williams. The subliminal consciousness: F. W. H. Myers’s approach to the problem of survival. Journal of Parapsychology, vol.58, mar., 1994.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;Jackson, J. H. The &lt;span class="SpellE"&gt;Croonian &lt;/span&gt;lectures on evolution and dissolution of the nervous system. British Medical Journal, 591-593.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;James, William. Myers’s service to psychology. Journal of the Society for Psychical Research, vol. 17, p. 13-23.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7202848016055265148-3659457942043427691?l=parapsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parapsi.blogspot.com/feeds/3659457942043427691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7202848016055265148&amp;postID=3659457942043427691' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/3659457942043427691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7202848016055265148/posts/default/3659457942043427691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parapsi.blogspot.com/2009/04/correlacao-mente-cerebro-analogia-do.html' title='Correlação mente-cérebro: a analogia do prisma de Frederic Myers'/><author><name>André Luís N. Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12216740420692470228</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://lh3.google.com.br/image/aandreluis/RkMcMq_B9AI/AAAAAAAAABM/q9n-XHE4pEg/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7202848016055265148.post-8244186159787731206</id><published>2009-04-11T03:38:00.004-03:00</published><updated>2009-04-11T04:09:30.125-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evidências da sobrevivência e de fenômenos anômalos'/><title type='text'>A sensação de estar sendo observado</title><content type='html'>&lt;div class="Section1" align="justify"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em séries aleatorizadas de tentativas, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observador&lt;/i&gt;, por trás, focaliza-se no pescoço do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado&lt;/i&gt;, ou olha para outro lugar e pensa em alguma coisa diversa. O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observador &lt;/i&gt;avisa ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado &lt;/i&gt;quando as tentativas começam por meio de um som produzido mecanicamente. Depois de dez segundos, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado &lt;/i&gt;advinha em voz alta se ele está ou não sendo espreitado, e o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observador &lt;/i&gt;registra se a adivinhação está correta ou errada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sheldrake ressalta que experimentos desse tipo são bastante simples, e estudantes podem em sala de aula experimentar o projeto. Milhares de tentativas assim têm sido carreadas nas escolas e faculdades, com resultados altamente significativos, que exibem um claro padrão: nas tentativas de “se estar observando”, os escores estão acima do nível do acaso, usualmente cerca de 60%, enquanto nas de “não estar observando” eles se aproximam do nível do acaso (50%), com taxa geral de sucesso de 55%. O padrão persiste mesmo quando o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado&lt;/i&gt; está “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;cego&lt;/i&gt;”&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt; &lt;/i&gt;ou recebe &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt; tentativa por tentativa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Após produzirem um teste estatisticamente positivo, &lt;span class="SpellE"&gt;Colwell&lt;/span&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;et&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;. &lt;span class="GramE"&gt;al.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; (2001) &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;não &lt;/b&gt;repetiram o êxito no segundo experimento, no qual haviam modificado duas condições: o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observador&lt;/i&gt;, além de efetivarem um procedimento diferente de aleatorização. Esses autores reputaram que o sucesso na primeira experiência foi devido a um erro no método de aleatorização que &lt;span class="GramE"&gt;pegaram emprestado de Sheldrake&lt;/span&gt;. &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;Em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt; “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;a href="http://www.sheldrake.org/Articles&amp;Papers/papers/staring/hitrates_abs.html" target=_blank&gt;The sense of being stared at: do hit rates improve as tests go on?&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;” &lt;/span&gt;(2008), aqui resumido, esse biólogo busca demonstrar que o fracasso no segundo experimento deles não aconteceu por erros no modelo de randomização. Poderia, por exemplo, ter sido em razão do “efeito do experimentador”. Ele cita os testes levados a cabo por &lt;span class="SpellE"&gt;Wiseman&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Schlitz&lt;/span&gt;. Ambos foram &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observadores&lt;/i&gt;, mas quando &lt;span class="SpellE"&gt;Wiseman&lt;/span&gt;, um cético, fitava, os resultados não foram significativos, enquanto &lt;span class="SpellE"&gt;Schlitz&lt;/span&gt; produzia resultados positivos e estatisticamente significativos. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;Marks&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Colwell&lt;/span&gt; argumentam que as seqüências de randomização continham mais alterações do que se poderia esperar de uma aleatorização “não-organizada”. Em síntese, quando os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observados &lt;/i&gt;recebiam &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;, eles poderiam aprender implicitamente padrões na randomização, e de alguma forma usar tal informação para acertar mais que o nível esperado por puro acaso. Isso implica que os escores aumentariam em direção ao fim dos testes, eis que os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observados &lt;/i&gt;teriam mais oportunidade para, implicitamente, aprender o que se passa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;Lobach&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Bierman&lt;/span&gt; (2004), por sua vez, encontraram resultados significativos e positivos com observadores céticos, e não com crédulos. No segundo experimento não houve significância (argumentaram no mesmo sentido de &lt;span class="SpellE"&gt;Marks&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Colwell&lt;/span&gt;). Aduziram que, caso o total de “observações” e “não observações” fosse o mesmo, ou perto disso, e se os sujeitos lembrassem o número de tentativas “em que estavam sendo observados” e “que não estavam”, então em direção ao fim do teste isso poderia aumentar a possibilidade de se predizer o resultado das próximas tentativas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sheldrake então cita o teste de Radin (2004), com uso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;, em que os resultados mais altos aconteceram nas primeiras tentativas iniciais, declinando em direção ao fim da sessão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em seguida, Sheldrake revisou 19.000 tentativas conduzidas por ele e outros pesquisadores, a fim de averiguar se os escores aumentariam ou diminuíram rumo ao fim das provas. Tentativas com e sem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback &lt;/i&gt;foram analisadas&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;.&lt;/i&gt; Examinaram-se também testes com diferentes procedimentos de aleatorização (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;seqüências randômicas contrabalançadas&lt;/i&gt;; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomizações “desorganizadas”&lt;/i&gt;, como as por lançamento de moedas; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomizações computadorizadas&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;As hipóteses testadas foram basicamente as seguintes:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;1ª&lt;/strong&gt;-&lt;span class="SpellE"&gt;Marks &lt;/span&gt;e &lt;span class="SpellE"&gt;Colwell&lt;/span&gt;, e &lt;span class="SpellE"&gt;Lobach&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Bierman&lt;/span&gt;: sobre falhas nos procedimentos de aleatorização, e aprendizado do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado, &lt;/i&gt;quando recebesse&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt; feedback,&lt;/i&gt; sobre possíveis padrões nas seqüências do modelo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;aleatorização contrabalançada&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;2ª&lt;/strong&gt;- Radin: o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;efeito de declínio&lt;/i&gt; da psi, isto é, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;tempo de teste &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;motivação &lt;/i&gt;são inversamente proporcionais. Os sujeitos vão ficando enfadonhos, perdendo o interesse, fazendo com que os resultados voltem a se aproximar dos níveis do acaso. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A 1ª prediz que os sucessos aumentam em direção ao fim da provas, enquanto a 2ª, claro, professa o oposto. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Contra o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;filedrawer&lt;/i&gt;,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt; &lt;/i&gt;Sheldrake afirma que não excluiu dado algum, salvo quando o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado&lt;/i&gt; escorava a partir de 17 em 20 tentativas, tendo em vista possíveis chances de trapaça. O corte de resultados que destoam (positivamente) muito do conjunto é normal, o que dá mais segurança ao efeito global, nada implicando na qualidade do estudo, muito pelo contrário.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A hipótese de &lt;span class="SpellE"&gt;Marks &lt;/span&gt;e &lt;span class="SpellE"&gt;Colwell&lt;/span&gt;, e &lt;span class="SpellE"&gt;Lobach&lt;/span&gt; e &lt;span class="SpellE"&gt;Bierman&lt;/span&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;repita-se&lt;/i&gt;, recai sobre possíveis falhas nas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;seqüências de randomização contrabalançadas &lt;/i&gt;aplicadas com testes que deram &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt; ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observado&lt;/i&gt;. Assim, Sheldrake contrastou os resultados que aplicaram tal método de randomização com aqueles experimentos que utilizaram outros métodos &lt;span class="SpellE"&gt;e/ou&lt;/span&gt; não tiveram &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os dados analisados vieram &lt;span class="GramE"&gt;de: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;a) &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Connecticut &lt;/i&gt;1996 (CT-96). Testes com feedback em 5 (cinco) escolas em Connecticut&lt;span class="GramE"&gt;, USA&lt;/span&gt;, carreados por professores cientistas usando randomização por lançamento de moedas. O número de tentativas por sessão variou de escola para escola, ficando entre 20-40. Para o fim de testar as hipóteses, o conjunto de tentativas para cada sessão foi dividido em duas metades iguais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;b) &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Connecticut &lt;/i&gt;1997 (CT-97). Experimentos sem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt; em 7 (sete) escolas, usando-se as folhas com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomizações contrabalançadas.&lt;/i&gt; 20 tentativas por sessão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;c) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:place&gt;&lt;st1:placetype&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;University&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:placetype&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:placetype&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;College&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:placetype&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;Scool&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;, &lt;span class="SpellE"&gt;Londres &lt;/span&gt;1997 (UCS-F).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt; &lt;/span&gt;Experimentos efetuados por Sheldrake com crianças. Empregou-se o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback &lt;/i&gt;e as folhas com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomizações contrabalançadas&lt;/i&gt;. 20 tentativas por sessão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="GramE"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt;d) &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;UCS Junior Branch Spring &lt;/i&gt;1997 (UCS-N).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US"&gt; &lt;/span&gt;Testes de Sheldrake com crianças e sem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Observadores &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;observados &lt;/i&gt;separados por janelas fechadas, usando-se as folhas com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomizações contrabalançadas&lt;/i&gt;. 20 tentativas por sessão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;e) &lt;span class="SpellE"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Holma&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;College&lt;/span&gt; &lt;span class="SpellE"&gt;Höör&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, Suécia, 2000 (&lt;span class="SpellE"&gt;Holma&lt;/span&gt;): Experimentos de Sheldrake com adultos, com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt; e usando-se aleatorização por lançamento de moedas. 20 tentativas por sessão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;f) Dados dos testes on-line, vinculados ao site pessoal do autor (&lt;a href="http://www.sheldrake.org/"&gt;http://www.sheldrake.org/&lt;/a&gt;). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A significância estatística das diferentes taxas de acertos foi calculada usando-se o teste binominal, uni-caudal, com a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;hipótese nula &lt;/i&gt;predizendo que a taxa de acerto ao nível do acaso seria de 0.5. Para a comparação da taxa de acertos entre as primeira e segunda metades de cada experimento, usou-se oteste 2 x2 qui-quadrado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;RESULTADOS&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;a) Com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CT-96.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;lançamento de moedas&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;822 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;444, o&lt;/span&gt; que equivale a 54% de acertos, p = 0.01.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;464, o que equivale a 56.4% de acertos, p = 3x10&lt;sup&gt;-&lt;span class="GramE"&gt;4&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.32.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;UCS-F&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;folhas de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;randomização contrabalançada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;780 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;446, o&lt;/span&gt; que equivale a 57.2% de acertos, p = 3x10&lt;sup&gt;-4&lt;/sup&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;461, o que equivale a 59.1% de acertos, p &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 1x10&lt;sup&gt;-&lt;span class="GramE"&gt;6&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.44.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="SpellE"&gt;&lt;strong&gt;Holma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;lançamento de moedas.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;380 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;206, o&lt;/span&gt; que equivale a 54.2% de acertos, p = 0.06.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;219, o que equivale a 57.6% de acertos, p = &lt;span class="GramE"&gt;0.002&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.34.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;On-line&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;automática&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;2880 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;1622, o&lt;/span&gt; que equivale a 56.3% de acertos, p &lt;em&gt;&lt;&lt;/em&gt; 1x10&lt;sup&gt;-6&lt;/sup&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;1617, o que equivale a 56.2% de acertos, p &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 1x10&lt;sup&gt;-&lt;span class="GramE"&gt;6&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.89.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;b)&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;sem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;feedback&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CT-97&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;folhas de randomização contrabalançada&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;940 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;522, o&lt;/span&gt; que equivale a 55.5% de acertos, p = 4x10&lt;sup&gt;-3&lt;/sup&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;517, o que equivale a 55% de acertos, p = &lt;span class="GramE"&gt;0.001&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.81.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;UCS-N&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização por &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;folhas de randomização contrabalançada&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;1540 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;820, o&lt;/span&gt; que equivale a 53.2% de acertos, p = 0.005.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;796, o que equivale a 51.6% de acertos, p = &lt;span class="GramE"&gt;0.09&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;p &lt;sub&gt;diferença &lt;/sub&gt;= 0.22.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;On-line&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aleatorização &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;automática&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;2530 tentativas em cada metade dos experimentos.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na primeira metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;1326, o&lt;/span&gt; que equivale a 52.4% de acertos, p = 0.008.&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Total de acertos na segunda metade dos experimentos:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="GramE"&gt;1319, o&lt;/span&gt; que equivale a 52.1% de acertos, p
